Colunas

10 Anos de Lady Gaga: Super Bowl, cancelamentos e dor

Antes mesmo de acontecer, o Super Bowl com Lady Gaga já servia de material para tabloides, que divulgavam rumores absurdos e especulações grandiosas sobre a performance da norte-americana durante o show do intervalo.

Leia mais: 10 anos de Lady Gaga: o lendário Born This Way
                 10 anos de Lady Gaga: do horror nasce a reinvenção
                 10 anos de Lady Gaga: o começo de carreira
                 10 anos de Lady Gaga: a rebelião criativa de ARTPOP
                 10 anos de Lady Gaga: Jazz e outros traços para a reconquista
                 10 anos de Lady Gaga: Raízes, vulnerabilidade e um chapéu rosa

De unicórnios e hologramas até tom político, nada que ocorreria em Houston no mês seguinte era certo. Houve mistério e receio; “Podemos esperar algo ao clássico estilo opulento do ícone pop performático que dominou o mundo em 2009, ou devemos esperar algo mais simples, sem tantos aparatos como em seus recentes trabalhos? Será uma performance política? Ou simplesmente comemorativa?”.

Qualquer outra personalidade artística presente na indústria não seria capaz de gerar tamanha expectativa e muito menos fazer algo que surpreendesse a todos. Sob a direção artística do estúdio Lobster Eye, formado por Ruth Hogben e a Andrea Gelardin, a icônica performance de quase 15 minutos foi concebida como uma comemoração à trajetória da cantora e uma ode ao universo de Gaga e seus fãs, além de um baita atrativo para o público geral e palco para mensagens de igualdade na recém-aberta América de Trump.

Na manhã seguinte ao Super Bowl mais assistido da História, através de suas redes sociais, Lady Gaga anunciou sua participação como headliner do Rock In Rio. Esse seria o único show da Joanne World Tour na América do Sul e a sua segunda vez no Brasil desde a Born This Way Ball, em 2012. No mesmo mês de fevereiro, Lady Gaga lançou o clipe de “John Wayne”, nova colaboração com Jonas Akerlund; subiu ao palco do Grammy com o Metallica e também foi anunciada como atração do festival Coachella, substituindo Beyoncé, que grávida não poderia fazer os shows dos dias 15 e 22 de abril daquele ano.

Para o Coachella, Gaga redesenhou parte de suas turnês anteriores para um espetáculo de dois finais de semana. A sofisticação das interludes instrumentais atmosféricas usadas na artRAVE; a paixão pela urbe presente nos cenários da The Monster Ball Tour e as referências estruturais geométricas remetentes a The Fame Ball Tour fizeram parte das apresentações. Tudo isso, é claro, com uma setlist formada por deep-cuts e as faixas mais amadas por seus fãs, além da inédita “The Cure”, produzida por Detroit City e escrita pela própria cantora.

Finalizando a gravação das cenas de A Star Is Born – remake em que atua – dirigido e co-estrelado por Bradley Cooper, a cantora lidou com a morte de sua amiga e assessora Sonja Dunham, a qual dedicou a faixa “Grigio Girls” do álbum Joanne e lutava contra o câncer.

Em Agosto, Lady Gaga deu início a sua nova turnê mundial, Joanne World Tour, com datas anunciadas na América do Norte, Brasil e Europa. Devido a complicações envolvendo fibromialgia – doença da qual sofre, a artista teve de cancelar parte de sua agenda, realizando no total apenas 49 shows das 60 datas anunciadas. Um dos cancelamentos acabou sendo o Rock In Rio, onde se apresentaria no dia 15 de setembro do ano passado.

(Aviso espalhado por todas as estações de Metrô, BRT e o no próprio Parque Olímpico)

A repercussão do cancelamento levou a palavra fibromialgia á mídia, e a discussão sobre a doença crônica pouco conhecida foi alavancada pelo documentário Five Foot Two, dirigido por Chris Moukarbel e lançado exclusivamente através da plataforma de streaming Netflix.

O filme fala sobre a produção de seu mais recente álbum, Joanne, suas raízes familiares, a tensão pré-Super Bowl e as dificuldade em lidar com uma doença crônica.

No início do ano, Gaga continuou sua campanha de conscientização sobre fibromialgia, distribuindo inclusive ingressos gratuitos da Joanne World Tour, antes de seu cancelamento definitivo em fevereiro. Além disso, a cantora anunciou sua residência em Vegas; foi indicada ao Grammy em duas categorias, o hit “Million Reasons” concorreu ao gramofone de Best Pop Solo Performance e Joanne por Best Pop Vocal Album. Gaga disputou os troféus com grandes artistas como Kesha, Lana Del Rey e P!nk, além do britânico Ed Sheeran, que levou as duas estatuetas referentes às categorias, gerando certa indignação.

Como forma de encerrar a divulgação do álbum, uma nova versão da faixa-título foi lançada junto a um clipe e, desde então, Gaga foi vista em estúdios e evitou demais aparições públicas. Ainda não se sabe se o conteúdo em produção é referente á seu próximo álbum ou se trata da trilha sonora de A Star Is Born, que chega às telas no segundo semestre deste ano.

Dia 08 de Abril, a carreira de Lady Gaga comemora 10 anos, e nesse mesmo dia, vai ao ar a ÚLTIMA e mais INCRÍVEL parte do nosso especial biográfico sobre a artista!

Uma verdadeira ode, dedicada apenas à genialidade artística da nova-iorquina, abordando em detalhes os grandes feitos de seu trabalho enquanto artista audiovisual e definitivo ícone de toda uma geração.