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Além do Som: 10 anos do retorno triunfal da princesa do pop com Blackout!

Sim meus caros, 10 anos de Blackout, quinto álbum da princesa do pop! E já adianto aqui o melhor álbum da sua carreira de longe! Talvez por que eu tenha uma história particular com esse álbum ou talvez porque seja o melhor mesmo!

Putz… 10 anos já? Como assim?

Mas vamos voltar um pouco no tempo: depois de In The Zone, lançado em 2003, Britney estava na crista da onda, era o centro das atenções, sucesso absoluto. O single (que hoje já é um clássico) “Toxic” tocava toda hora em todos os lugares, ou seja, estava tudo tranquilo! #SóQueNão

Nos anos seguintes, Britney se casou, engravidou, se separou, se envolveu com ~dorgas~, começou disputar a guarda dos filhos, passou por clinicas de reabilitações, polêmicas e mais polêmicas até chegar ao fatídico ano de 2007.

Ser o centro das atenções nunca deve ter sido tão horrível para a cantora. Essa tormenta na vida pessoal era um prato cheio para a imprensa e os paparazzis e o ápice foi atingido quando a princesa do pop apareceu de cabeça raspada atacando fotógrafos com guarda chuva! (Que momento senhoras e senhores!)

Naquele 2007, seria lançado o novo álbum da cantora que não demonstrava nenhuma condição para tal, mas ainda assim seguiu confirmado. E eu, no alto do meu discernimento jovem e adolescente assistindo isso pela extinta MTV, cravei: “se lançar álbum, nessa loucura vai ser uma grande bosta! Maior fracasso com certeza!”

E a promessa foi cumprida. No 25 de outubro, Blackout chegava nas lojas com um título muito feliz e oportuno, logo toda aquela expectativa do que viria foi se tornando uma surpresa agradável. Muito elogiado pela crítica e pelos fãs, o álbum apresenta uma produção impecável, era bem diferente dos anteriores com variações de estilos musicais muito boas. Até hoje, é uma audição impressionante. Realmente foi um daqueles “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” e Britney Spears estava de volta as paradas e ao sucesso.

“Gimme More”, o 1° single, se tornou hit instantâneo. Uma faixa meio futurista e grudenta, além de lançar uma frase icônica no mundo pop: “it’s Britney Bitch!”. O segundo single, “Piece of Me”, é um ataque direto. Impressionante como a faixa é pessoal mesmo não sendo composta pela Neide. “Piece Of Me” rendeu três VMAs para ela além de ter se tornado mais um clássico graças ao refrão:

Sou a sra. Estilo de Vida dos Ricos e Famosos
(Você quer um pedaço de mim?)
Sou a sra. “Meu Deus, essa Britney é sem-vergonha”
(Você quer um pedaço de mim?)
Sou a sra. “Extra! Extra! Últimas notícias”
(Você quer um pedaço de mim?)
Sou a sra. “Ela está gorda demais , agora está magra demais”
(Você quer um pedaço de mim?)

Poderia dissecar o álbum falando da qualidade e destacando faixa a faixa como “Break The Ice”, que tem um clipe de animação bem legal (e que precisa ser continuado, Britney!), “Radar”, que é demais, a empolgante “Hot as Ice”, “Oh oh Baby” – que música boa – ou “Perfect Lover”, mas vamos voltar ao meu relato de xovem roquista!

Eu não iria deixar que os críticos me enganassem. Estava vociferando: “que pataquada, (Mentira, eu não falei isso, ninguém fala pataquada kkkkkkkkkkkkkkkkk) MTV tendenciosa. Não tem como esse álbum ser bom assim! A mulher estava louca careca! Deixa eu escutar esse trem”.

Lembro que escutei o álbum, escutei de novo e depois de novo… mas não para procurar as possíveis falhas, e sim porque eu tinha gostado muito e fiquei surpreso com o quanto eu tinha curtido. Foi um dos poucos álbuns que não eram do gênero rock (e variados) do qual eu fiquei viciado depois de escutar e, no fim, tive de me render a loira e toda a sua carreira. Mesmo quem não gosta da artista ou do estilo tem que respeitar um feito como este. Até a defendo (quando dá né). Essa foi mais uma dessas grandes lições que se toma da música… e não perguntem aos meus amigos da facul sobre meu caderno com a capa da Britney seduzente.

Talvez eu não seja o maior conhecedor da carreira da Srta. Spears, ou o melhor para falar sobre os aspectos do mundo do pop em geral, mas é fácil refletir e identificar que em alguns momentos assim no nosso relacionamento com a música é que percebemos que ela é capaz de muito mais do que achamos que ser possível.

Dito isso, vou ali escutar o Blackout de novo e já emendar no Circus, que também é excelente. Um beijo Britney, sua linda!