Shuffle: Simbora pra folia?
Chegou o momento da folia! Enquanto o Carnaval vai aquecendo as turbinas do lado de fora (em alguns lugares ele já está a 200km/h), resolvi colocar o Shuffle para funcionar.
Dessa vez, a intenção é fazer uma lista de 10 músicas que podem te divertir neste carnaval, caso você seja uma pessoa avessa a marchinhas, sambas de enredo, axé, frevo, arrocha, sertanejo universitário, funk ou qualquer outra coisa que você possa ouvir até a quarta-feira.
O critério? Separei as 10 primeiras músicas que tocaram – de toda a minha playlist – que eu (e, acredito, você também) consiga dançar, sacudir o esqueleto ou fazer aquela dança estranha depois de cinco tequilas (ou de uma, dependendo da sua resistência). Pensando nisso, acabei deixando de fora algumas coisas que acabaram aparecendo no shuffle, como Deftones, Newsted, O Rappa ou Nirvana. E incluíndo coisas que, talvez, só eu consiga dançar.
Você pode estar pensando “mas eu consigo dançar ouvindo Nirvana” e isso me deixa feliz (e o Kurt revirando na sepultura), mas optei pelo pensamento da maioria e acabei excluindo certas músicas, ok?
Divirta-se com a lista e não se assuste muito com a sonoridade um pouco aleatória que ela pode ter.
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Shuffle #004
01) Pet Shop Boys – Love Etc.
Pet Shop Boys já fez a festa de muita gente por aí. A importância deles para a música é tão grande que, até hoje, são referência no que fazem. Seja com os clássicos como “West End Girls”, “It’s A Sin” e “Go West” ou com músicas mais recentes, eles sabem o que (e como) fazer algo para dançar.
02) Moby – Flower
Chego a dizer que o Moby é um dos caras que está presente na vida de muitos, mas poucos são os que notam. Me tornei um fã confesso do trabalho dele nos últimos anos, sobretudo depois de uma apresentação que pude ver de perto a um bom tempo atrás. E tudo começou por causa de “Flower”, um b-side lançado por ele em 2000 que acabou fazendo parte da trilha sonora do filme 60 segundos (toca nos créditos iniciais). Talvez você não dance com essa música. Só lamento.
03) Friendly Fires – Paris
“One day. We’re gonna live in Paris.” Essa é a promessa do Friendly Fires com essa música e, do jeito que ela é boa, vai acabar te deixando com vontade de fazer as malas e se mudar para lá. Ou se imaginar morando por lá. Ou só com vontade de dançar. É, tá bom, né? É esse o propósito mesmo.
04) Scatman John – Everything Changes
Quem não se lembra do grande Scatman John? Pô, todo mundo se lembra de “Scatman’s World” ou já ouviu isso em alguma festa brega da qual participou. E dançou. Não adianta negar. “Everything Changes” é mais baladinha, própria para conquistar aquela pessoa falando no ouvido, mas não sobre a música, claro. É o momento da conquista. Ou você achou que, na minha playlist especial de carnaval, eu iria deixar de fora o momento “pegação”?
05) Michael Jackson – You Rock My World
Ahhhh, claro que o shuffle não me decepcionaria. Claro que ia ter Michael Jackson nessa playlist porque falou em dança, falou em Moonwalk e passinhos coreografados no estilo rei do pop. E isso combina com carnaval. Combina muito com carnaval. Talvez “You Rock My World” não seja a melhor opção, mas é aquele momento ideal para você mostrar aos amigos que o espírito de MJ está vivo dentro de você. Tá, melhor eu passar para a próxima.
06) Madonna – Music
Agora vai. Michael Jackson, Madonna… Eu sei que você já tá se mexendo aí na cadeira cantando com a jovem loira, mesmo se você for hétero e estiver pensando que isso tá “revelador” demais. Eu também sou, fica tranquilo aí e curte a música, faz uns passinhos estranhos e aproveita a música. Por aqui tocou a versão live, que faz parte do disco I’m Going To Tell You A Secret, mas vou deixar a de estúdio aqui. Se inspire no clipe… é, melhor não.
07) The Killers – Joy Ride
É. No propósito abordado por esta lista, “Joy Ride” seria uma das músicas do The Killers que mais se encaixam nesse carnaval alternativo. E dá até para cantar em alguns momentos. Dá até para pensar em como o Brandon Flowers mudou tanto a banda nos últimos discos. Mas melhor não fazer isso porque, se você pensar da mesma forma que eu, você vai ficar puto e querer passar logo de música. Aliás, vou fazer isso.
08) Duran Duran – Girl Panic!
Essa é uma das mais recentes do Duran Duran. E tão boa como “Wild Boys”, “Rio” ou “Notorious”. Tá, ela pode não ser tão boa como “No No Notorious Notorious” mas está em um nível parecido. Uma das coisas que mais me agrada no Duran Duran é essa capacidade de fazer algo bem parecido com o que faziam nos anos 80 e dar uma cara atual. O disco All You Need Is Now, onde se encontra “Girl Panic!” e que foi lançado em 2010 deixa isso mais do que claro.
09) Trombone Shorty – Neph
Sabe aqueles dotes de dançarino latino que todo mundo acha que tem e gosta de mostrar por aí? Então, a hora é agora. Abre um espaço, pega aquela ginga que está escondida aí ou que você demonstrou nas músicas anteriores e mostre a que veio. “Neph” não é uma das melhores músicas do Trombone Shorty, mas tem muito do estilo do cara. Aliás, todo o álbum Backatown é um convite para curtir uma boa música. Não é atoa que é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos. Olha, isso dá um post futuro.
10) New Order – Bizarre Love Triangle (Armand Van Helden Mix)
Aí “a casa cai cumpadi”. Armand Van Helden fez um remix do #%&%@$!# para “Bizarre Love Triangle” do New Order e vai colocar seu carnaval no chão. O clima latino vai se transformar numa festa eletrônica digna de aplausos. Mas evite os “uhuuls”, “1, 2, 3, 4…” ou “nossa, tô fritaaano” porque isso não é legal. Não mesmo. E, se quiser mais desse estilo, procura ouvir o álbum de onde saiu essa música, o The Rest Of New Order. Vai uma bala aí? Brinks galerê, não uso essas coisas e nem faço apologia.
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Bateu aquela vontade de enviar a sua lista? Não fique com vergonha, reuna suas dez músicas e mande pra gente junto com seu nome, local onde reside e uma conta de sua rede social preferida (Twitter ou Facebook). O endereço é contato@audiograma.com.br. No assunto, coloque Shuffle, só para facilitar a nossa vida e para que seu e-mail não vá pra caixa de spam, certo?
Pintando os 7: Melhores covers dos Beatles
Vamos causar polêmica? Então vamos falar de Beatles… ou melhor, de versões de músicas dos Beatles feitas por músicos famosos.
Da mesma forma que todo mundo na face da Terra já deve ter ouvido alguma música dos Beatles, boa parte da população mundial também já deve ter ouvido algum cover, seja ele maravilhoso como o de “With A Little Help From My Friends”, do Joe Cocker, até coisas mais discutíveis.
A minha lista, sem ordem de preferência, apresenta sete covers que eu gosto feitas por artistas que eu também gosto. Ou seja, mais pessoal que isso só se tivesse eu cantando alguma coisa. O que, claro, não tem.
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# Joe Cocker — “With a Little Help From My Friends”
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# Oasis — “I Am the Walrus”
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# Aerosmith — “Come Together”
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# Stevie Wonder – “We Can Work It Out”
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# Michael Jackson – “Come Together”
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# U2 — “Helter Skelter”
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# Eddie Vedder — “You’ve Got To Hide Your Love Away”
Além do som: Afinal, qual é a da música?!
Certamente, você já deve ter selecionado alguma música para ouvir de acordo com o seu humor ou estado de espírito. Existe aquelas músicas para momentos tristes, felizes, as que te fazem questionar, refletir, sonhar, aquelas capazes de te transportar para um outro mundo ou, simplesmente, te fazer lembrar de algum momento, pessoa ou acontecimento.
Música. Já parou para pensar que tudo no mundo pode girar em torno dela ou, para ser mais preciso, que ela se faz presente em tudo? Funciona quase como uma droga, causando os mais diferentes efeitos nas pessoas. Você deve ter uma música que te fez companhia naquela noite fria e triste, naquele momento especial com a pessoa amada e o significado/efeito desta música em você é diferente do que pode causar em mim, por exemplo.
Com o tempo, criei o hábito de escutar aquilo que se encaixa no meu momento pessoal. Se estou feliz, minha playlist vai de Mika a Red Hot Chili Peppers, passando por Michael Jackson. Se preciso pensar na vida, o John Mayer e o Pearl Jam aparecem em questão de segundos. Se estou pra baixo, o Los Hermanos se coloca a disposição. Existem também os momentos elétricos, de mal humor, nervosismo, ansiedade…
Podemos dizer que cada música tem o seu momento e cada momento pede a sua música. Isso acontece demais comigo e, por mais que tente o contrário, meu estado de espírito influencia diretamente no que se passa pelos meus players. Salvo certos compromissos – resenhas ou shows – que me fazem ouvir algo por “imposição”, no geral a minha playlist se baseia em meu humor.
O assunto em questão surgiu em uma conversa durante a madrugada, na qual a pergunta base era “quais músicas que te fazem lembrar acontecimentos em sua vida?”. Desde então, o tema ficou na cabeça e resolvi falar brevemente sobre ele. Enquanto pensava no texto em si, me veio à cabeça algumas músicas importantes, das quais resolvi listar algumas por aqui.
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Qual seria a playlist da sua vida? A minha está assim (até o momento):
# Los Hermanos – Sentimental
# Fuel – Most Of All
# Creed – One Last Breath
# The Calling – Stigmatized
# Pearl Jam – Nothingman
# Train – Cab
# Radiohead – All I Need
# Maroon 5 – Wasted Years (Live)
# The Beatles – All You Need Is Love
# O Rappa – Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
# Nirvana – Heart-Shaped Box
# Transmissor – Dez Segundos
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Ouvindo: Tonic – Soldier’s Daughter
Lançamentos: Michael Jackson – Michael

São dez músicas que compõem o primeiro de uma série de álbuns póstumos prometidos pela Epic/Sony para os próximos anos. Michael, que chega às lojas de forma oficial no próximo dia 14 de dezembro, traz um pouco da essência do eterno Rei do Pop e alimenta um pouco os fãs que aguardam ansiosamente por essa lista de canções inéditas prometidas pela gravadora.
De fato, é um álbum agradável e que prova que o cantor vinha trabalhando em um material que poderia ser lançado em breve. Boa parte das 10 músicas começaram a ser trabalhadas após o lançamento de Invincible, em 2001. Algumas músicas, inclusive, se encaixariam facilmente neste último álbum de inéditas lançado pelo cantor enquanto estava vivo. Ao ouvir “Monster”, fica fácil notar uma certa influência de músicas como “Heartbraker” ou, até mesmo, “You Rock My World”, extraídas de Invincible.
Além de “Monster”, que tem participação de 50 Cent, Michael traz as músicas “Much Too Soon”, que é uma sobra do multipremiado Thriller, e a versão final de “Hold My Hand”, música feita em parceria com Akon e que acabou vazando, de forma incompleta, em 2008.
Mas os destaques interessantes do álbum ficam por conta das músicas “Breaking News”, “Behind The Mask”, “Hollywood Tonight” e “(I Can’t Make It) Another Day”, que conta com participações de Lenny Kravitz e Dave Grohl. As quatro canções são os pontos altos de um disco lançado muito mais com a intenção de agradar fãs e a gravadora do que, propriamente, ser mais um disco aclamado de Michael Jackson.
As demais musicas transitam pelo caminho pop/balada no qual o cantor se tornou especialista a partir dos anos 90. Dentre elas, vale uma citação a “(I Like) The Way You Love Me”, música bem agradável de se ouvir.
Michael é um artigo para coleção e, como fã que sou, já está em minha lista de compras, mas muito mais por ser “um álbum do Michael Jackson” do que por ser “um bom disco lançado”, se é que você me entende.
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Michael Jackson – Michael
Lançamento: 14 de dezembro de 2010
Gravadora: Epic
Gênero: R&B, Pop, Soul
Produção: Akon, Giorgio Tuinfort, John McClain, Lenny Kravitz, Neff-U, Teddy Riley, Tricky & Michael Jackson
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Faixas:
01 – Hold My Hand (Feat. Akon)
02 – Hollywood Tonight
03 – Keep Your Head Up
04 – (I Like) The Way You Love Me
05 – Monster (Feat. 50 Cent)
06 – Best Of Joy
07 – Breaking News
08 – (I Can’t Make It) Another Day (Feat. Lenny Kravitz & Dave Grohl)
09 – Behind The Mask
10 – Much Too Soon
Saiba mais sobre o primeiro álbum póstumo de Michael Jackson
Michael é o nome do primeiro álbum póstumo de Michael Jackson, que chega as lojas no dia 14 de dezembro.
O disco, que já teve a faixa “Breaking News” divulgada anteriormente, contará com participações de Akon, 50 Cent e Lenny Kravitz.
O álbum tem também o seu primeiro single definido. A faixa “Hold My Hand” será lançada oficialmente nesta segunda-feira, 15 de novembro. A música abre o álbum e conta com a participação de Akon e foi gravada em 2007.
Segundo informações, a canção teria sido escolhida como primeiro single pelo próprio Jackson, que teria deixado uma nota escrita a mão onde deixava expressa essa vontade.
“Agora que está finalizada, tornou-se uma música incrível, bela e épica”, declarou Akon. “Sinto-me muito orgulhoso de ter tido a oportunidade de trabalhar com Michael, um dos meus maiores ídolos de sempre”, completou.
Michael contará com 10 canções inéditas e é o primeiro álbum de uma lista que a Sony pretende lançar nos próximos anos.
Confira abaixo a lsita de músicas:
1. Hold My Hand (Feat. Akon)
2. Hollywood Tonight
3. Keep Your Head Up
4. (I Like) The Way You Love Me
5. Monster (Feat. 50 Cent)
6. Best Of Joy
7. Breaking News
8. (I Can’t Make It) Another Day (Feat. Lenny Kravitz)
9. Behind The Mask
10. Much Too Soon
Novo álbum de Michael Jackson será lançado em dezembro
A Sony Music informou na última quinta feira, 04, que no dia 14 de dezembro chegará às lojas um novo álbum do cantor Michael Jackson. É o primeiro de inéditas lançado após a morte do cantor e se chamará apenas “Michael”. A gravadora não revelou muitos detalhes do novo álbum somente a capa (foto ao lado) e a música “Breaking News”, que foi gravado na casa de um amigo de Michael, em Nova Jersey, em 2007. A partir da próxima segunda, 8, estará disponível para audição no site oficial do artista.
Outras faixas foram gravadas em Las Vegas e Los Angeles com vários colaboradores, mas a Sony, não confirmou nenhuma participação.
Playlist: Michael Jackson – Thriller
Lançado pela Epic em 1982, Thriller é o álbum mais célebre da carreira de Michael Jackson. Com inúmeros marcos alcançados ao longo dos anos, teve sete das nove faixas lançadas como singles, fato que só seria igualado pelo próprio Michael Jackson no futuro.
Michael assina a composição de quatro das músicas de Thriller e ainda divide créditos com Rod Temperton na faixa-título, que foi a mais bem sucedida do álbum e, porque não, da carreira do cantor. As letras trazem temas comuns na vida de Michael, como em “Wanna Be Startin’ Something” que fala sobre a indústria das fofocas, “Beat It” que faz um apelo contra a violência urbana e “Billie Jean”, que relata uma história vivida por Michael em 1981, quando uma fã passou a persegui-lo dizendo que ele ela pai de seu filho, fato não comprovado posteriormente.
Além de um sucesso de vendas, Thriller é lembrado pelos seus clipes inovadores e pela quebra de alguns paradigmas presentes na sociedade. Foi com uma música do álbum que a WAAF 97.7 FM, de Boston, tornou-se a primeira rádio de rock da história dos Estados Unidos a executar a música de um negro, incluindo “Beat It” na grade de programação. Os clipes se tornaram conceitos de produção, seja com “Billie Jean”, “Beat It” e, sobretudo, o curta-metragem “Thriller” com os seus 14 minutos de duração.
Thriller marcou o mundo, fez o planeta ver a música de uma forma diferenciada, algo ocorrido antes apenas com os Beatles. Era a consagração de Jackson, a mostra final de que ele tinha uma capacidade incrível para a música.
Poderia ficar enumerando fatos e mais fatos que cercam o álbum, mas é possivel resumir toda a genialidade de Thriller em uma propaganda feita pela gravadora Epic em 1984, logo quando o álbum entrou para o Guinners devido ao seu número de vendas, que consistia na frase: “Tenha esse LP ou jogue seu toca-discos fora!”.
Marketing mais verdadeiro que esse, impossível. E isso é válido até os dias atuais. Se você não tem o CD [seja a versão original ou a comemorativa de 25 anos] ou as suas músicas em MP3, pode jogar o seu som, iPod, mp4 ou o que for no lixo agora!
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Michael Jackson – Thriller
Lançamento: 30 de novembro de 1982
Gravadora: Epic
Gênero: R&B, Pop, Rock
Produção: Quincy Jones
Faixas:
01 – Wanna Be Startin’ Somethin’
02 – Baby Be Mine
03 – The Girl Is Mine (Feat. Paul McCartney)
04 – Thriller
05 – Beat It
06 – Billie Jean
07 – Human Nature
08 – P.Y.T. (Pretty Young Thing)
09 – The Lady In My Life
Dicionário de Artistas: Michael Jackson
→ História
Michael Joseph Jackson, nascido em Gary, Indiana, no dia 29 de agosto de 1958 é o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos e o pai sustentava a casa como podia, trabalhando em uma usina siderúrgica.Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.
Com um pai rígido, as crianças ficavam trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite, mas elas escapavam com freqüência para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava no trabalho. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso. Acabaram se mudando de Gary para a Califórnia e pouco tempo depois foram contratados pela Motown.
Na Motown, Michael gravou vários álbuns junto a seus irmãos, o que rendeu a eles fama mundial. Com apenas 13 anos de idade, Michael já havia colocado quatro músicas no topo das paradas, através dos Jackson 5, “I Want You Back”, “ABC”, “I’ll Be There” e “The Love You Save”.
Michael deu início a sua carreira solo quando ainda estava na Motown. Lançou os álbuns, Got To Be There, Ben, Music & Me e Forever, Michael, todos com pelo menos um hit mundial. A partir de 1973 a popularidade do Jackson 5 começou a cair, embora eles tivessem hits razoáveis como, “I Am Love” e “Dancing Machine”. Nessa última, durante as apresentações, Jackson simulava um robô dançando. A dança tornou-se bastante popular no mundo todo.
Neste período, Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai, que batia freqüentemente nas crianças e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios chegavam a ser supervisionados pelo pai com um cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no quarto de um hotel e deixaram à janela aberta. Joseph escalou a janela com uma máscara no rosto só para assustar os filhos e ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir. Anos depois, Jackson sofreu com pesadelos onde ele era seqüestrado do seu quarto.

Durante uma entrevista a apresentadora Oprah Winfrey, em 1993, Michael disse que durante sua infância chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de ver seu pai. No documentário “Living with Michael Jackson”, lançado em 2003, o cantor chorou ao relembrar de sua infância.
Em 1975, o Jackson 5 saiu da Motown e assinou contrato com a Epic em busca de mais liberdade para produzir as suas músicas. Como resultado do processo judicial movido pela Motown, tiveram que mudar o nome para The Jacksons. Michael acabou se tornando o principal compositor do grupo, escrevendo hits como “Shake Your Body (Down To The Ground)”, “This Place Hotel” e “Can You Feel It?”. Durante este período, Michael sofria de depressão por não aceitar que estava crescendo.
Em 1978, Michael co-estrelou The Wiz no papel do espantalho com sua companheira de gravadora, Diana Ross, como Dorothy. As canções do filme foram arranjadas e produzidas por Quincy Jones, que tinha simpatia por Michael e se tornaria um dos mentores na carreira solo do cantor, que em 1978 assinou um novo contrato com a Epic, desta vez para lançar os seus álbuns solo.
Michael começou a gravar Off the Wall durante a primavera americana de 1979. Com a produção de Quincy Jones, Jackson selecionou dez canções que formaram o primeiro álbum solo lançado por ele em uma nova fase, já em idade adulta. Off The Wall causou furor entre o público e a mídia especializada e a mistura de black e disco music promovida pelo álbum se tornou referência nos anos que se seguiram. Michael ganhou seu primeiro Grammy com o single “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, uma canção escrita e produzida por ele. Foram dois anos de constante exposição no rádio e na televisão e a primeira vez que um artista colocou quatro músicas de um mesmo álbum entre as dez mais tocadas tanto no Reino Unido quando nos Estados Unidos. Em 1980, Off The Wall já era o álbum de black music mais vendido da história. Os números chegam, atualmente, a pelo menos 25 milhões de cópias vendidas.
Apesar de ter vendido com um único álbum solo mais do que os Jacksons haviam conseguido na carreira de 11 anos, Michael resolveu continuar com os irmãos, atendendo a pedidos da mãe.
Em 1979, durante um ensaio, Jackson caiu e quebrou o nariz e foi obrigado a fazer uma cirurgia. Sua primeira rinoplastia acabou não sendo um completo sucesso e Jackson reclamou de dificuldades respiratórias que afetavam sua carreira. Um tempo depois, o Dr. Steven Hoefflin realizou a segunda rinoplastia de Jackson e outras subseqüentes operações.
Depois de lançar mais um disco com os Jacksons em setembro de 1980 e cumprir uma apertada agenda de divulgação que incluía especiais no rádio e uma seqüência de 39 shows pelos Estados Unidos, Michael tinha pouco tempo para gravar o álbum que sucederia Off The Wall. Mesmo com o tempo apertado, aceitou um convite de Steven Spielberg para narrar a história do filme E.T., O Extraterrestre, lançado em 1982, em um disco que ainda incluiria a canção inédita “Someone In The Dark”.
Jackson resolveu trabalhar nos dois projetos simultaneamente, o que gerou certo desconforto em sua gravadora. O disco narrado por Michael seria distribuído pela MCA Records no mesmo mês em que a Sony/Epic tinha agendado o lançamento do seu segundo disco. A Sony acabou entrando na Justiça e conseguiu cancelar o projeto. Durante o conflito, Jackson concluiu as gravações de do segundo álbum, que foi finalizado em seis meses e lançado em novembro de 1982, depois de vários adiamentos.
Thriller é atualmente o álbum mais vendido da história da música, com mais de 104 milhões de cópias em todo o mundo. Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu lá por 37 semanas, um novo recorde. Sete singles foram lançados e dois deles conquistaram o primeiro lugar, “Billie Jean” e “Beat It”.
Thriller foi também um marco na luta contra a discriminação racial na indústria fonográfica. Jackson tornou-se o primeiro artista negro cuja música estava no ar na MTV, com o videoclipe de “Billie Jean”, dirigido por Steve Baron. A canção “Beat It”, que tinha participação do guitarrista Eddie Van Halen, fez rádios de rock, na época orientadas a um público essencialmente branco, tocarem a canção de um negro; e fez rádios de black music tocarem rock. Um feito inédito até então.
Durante a divulgação de Thriller, na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 Milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros, até que os Jacksons entram em cena e dão um show à parte que encantou a todos, mas eles vão embora e Michael Jackson ficou sozinho no palco e começou a cantar “Billie Jean”. De repente, Michael parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou “deslizando” de costas, numa cena que ficou gravada para a posteridade e se tornou um grande cartão de visitas do cantor. Nascia naquele momento o eternamente famoso “Moonwalk” (algo como “andando na lua”). Michael acordou como um cantor de grande sucesso e, depois daquela apresentação, foi dormir como o Rei do Pop.
“Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson”, disse a revista americana Rolling Stone. “Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à sequência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais”, completou a revista.
Depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo. Foi quando o astro estreou o chapéu e jaqueta pretos e a famosa luva de lantejoulas. Em dezembro daquele ano, Michael e o diretor John Landis estabeleceram também novos horizontes para a produção de videoclipes, quando um curta-metragem de 14 minutos foi lançado para promover a canção “Thriller”. A produção custou 600 mil dólares, valor elevado para os padrões da época, e até hoje é um dos clipes mais consagrados da música.
Pouco antes do Natal de 1983, um segundo dueto entre Jackson e Paul McCartney chegou às lojas. Depois de “The Girl Is Mine”, que está presente em Thriller, “Say Say Say” foi lançada e tornou-se a sexta música a se tornar número um de Jackson na América e a nona do ex-Beatle.
Em 27 de Janeiro de 1984, Michael Jackson sofreu um acidente enquanto gravava o seu segundo comercial para a televisão como garoto-propaganda da Pepsi, o que lhe rendeu 5 milhões de dólares. O cabelo do astro acabou pegando fogo por causa dos fogos de artifício usados na produção. Ele teve queimaduras de segundo grau no couro cabeludo, mas foi liberado do hospital um dia depois da internação.
Em março de 1984, Jackson lançou em VHS o videoclipe de “Thriller” acompanhado por um documentário sobre os bastidores da produção. A fita, intitulada Making Michael Jackson’s Thriller, vendeu 14 milhões de unidade e foi por muito tempo o VHS mais vendido da história, até ser superada pelo filme Titanic, lançado por James Cameron, em 1997. Em maio, Thriller entrou para o livro dos recordes e Michael ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. No fim daquele ano, Jackson já havia conquistado nada menos que 94 prêmios por Thriller. Na cerimônia do Grammy Awards daquele ano, o astro estabeleceu um novo recorde conquistando sozinho oito prêmios. A marca só foi igualada pelo guitarrista mexicano Carlos Santana com o álbum Supernatural, em 2000.
Com o sucesso de Thriller, o interesse do público e da imprensa por Jackson se tornava cada vez maior e tornaram-se notórios não somente os hábitos pouco usuais do astro, mas também os trabalhos humanitários desenvolvidos por ele, especialmente em prol de crianças e adolescentes.
Em maio de 1984, Jackson participou do lançamento de uma campanha contra as drogas na Casa Branca como convidado do presidente americano Ronald Reagan. Em julho, Michael gerou manchetes quando anunciou que iria reverter todos os lucros da turnê do álbum Thriller para caridade. A Victory Tour, que teve 55 concertos em cidades dos Estados Unidos e Canadá, arrecadou 75 milhões de dólares e quebrou o recorde de maior público, que antes era de Elvis Presley. Durante a turnê, Michael levava para todo lugar seus animais de estimação, um chimpanzé chamado Bubbles e uma cobra chamada Muscles.
Em 1985, Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de arrecadar fundos para a campanha USA for Africa. A idéia era gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. Lionel compôs, no piano, a melodia. Michael escreveu a letra em um único dia e o resultado desta união recebeu o nome de “We Are The World”. Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. Muitos se espantaram com a capacidade de Quincy Jones em reunir tantas pessoas e fazer com que todos trabalhassem unidos. Jones explicou que ele apenas deixou uma placa na porta dizendo: “Deixe seu ego na porta”.
O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia e Michael ganhou mais dois Grammys com “We Are The World”: “Canção do Ano” (com Lionel Richie) e “Gravação do Ano” (com Quincy Jones). A canção recebeu também outros dois prêmios na cerimônia.
Naquele ano, Jackson deu início em uma carreira empresarial, comprando os direitos autorais do ATV, que continha todo o catálogo dos Beatles, Elvis Presley entre vários outros artistas. McCartney ficou chateado com Jackson e desde então a amizade dos dois não foi a mesma.
Depois de Thriller, Jackson adiou o lançamento de um novo disco por várias vezes, sendo que somente em 1986 o público pode conhecer uma das músicas que faria parte do que seria o seu novo álbum. A canção “Another Part Of Me” fazia parte da trilha-sonora do filme Captain EO, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola. Michael estrelava o curta-metragem filmado todo em 3D para a Disney ao custo de um milhão de dólares por minuto. Até 1998, o filme ainda era exibido em parques temáticos da companhia.
Jackson lançou Bad em agosto de 1987, dois anos depois do previsto. Para a mídia especializada, o álbum era pouco ousado e uma decepção na comparação com Thriller ou Off The Wall. Em contrapartida, o público respondeu bem e fez de Bad um grande sucesso. Não tão grandioso quanto Thriller, mas um grande sucesso. O álbum vendeu até hoje 32 milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu durante algum tempo como o segundo mais vendido da história.
Bad ainda atingiu um número recorde de nove canções lançadas como singles, sendo que cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: “I Just Can’t Stop Loving You”, “Bad”, “The Way You Make Me Feel”, “Man in the Mirror” e “Dirty Diana”. Foi a primeira vez que um artista colocou cinco canções de um mesmo álbum em primeiro lugar.
Durante a divulgação de Bad, a publicação de excentricidades sobre a vida de Michael se tornou freqüente em vários veículos de imprensa ao redor do mundo. Sejam verdades ou mentiras, as histórias acabaram se tornando parte da imagem que se criou em torno de Jackson. Dentre o enxame de notícias, se dizia que o astro tentou comprar os ossos e roupas de John Merrick, conhecido como o Homem Elefante, que ele teria uma parte do próprio nariz, retirada em cirurgia plástica, conservada em uma jarra dentro de casa ou que dormia em uma câmara hiperbárica para que pudesse retardar o envelhecimento.
Na época, as alterações na aparência de Michael se tornavam visíveis e geravam muita polêmica. Os jornais especulavam sobre dezenas cirurgias plásticas – o astro confirmava apenas duas – e possíveis razões para a mudança na cor da pele dele, que ficava cada vez mais clara. Especialistas diziam que Michael teria se submetido a um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância capaz de clarear a pele.
Em 1993, durante entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Jackson afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação.Graças as suas supostas excentricidades, Michael ganhou o apelido ‘Wacko Jacko’, do tablóide inglês The Sun.
Em setembro de 1987, Michael deu início à Bad World Tour, a primeira turnê mundial dele como artista solo, que passou em 15 países e atraiu 4.4 milhões de pessoas aos estádios – um recorde de público que seria superado pelo próprio Michael duas vezes, em 1992 e 1997. Bad foi indicado ao Grammy em 1988, mas não levou nenhum prêmio. Isso chegou a revoltar o cantor, que declarou que eles julgaram a sua aparência e não a sua música. Michael inclusive fez uma performance lendária na apresentação, onde cantou “The Way You Make Me Feel” & “Man In The Mirror”.
Ainda em 1988, o astro lançou a autobiografia Moonwalk e o filme Moonwalker, dirigido por Jerry Kramer, que continha os videoclipes de “Smooth Criminal” e “Leave Me Alone”. O longa-metragem ainda deu origem a um jogo de videogame de mesmo nome para fliperamas, Sega Mega Drive e Sega Master System. Após não levar nenhum prêmio em 1988, Jackson voltou a ganhar um Grammy pelo videoclipe de “Leave Me Alone” em 1989.
Em maio de 1988, Michael Jackson se mudou da residência da família, Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, também na Califórnia. A propriedade, de 2.7 mil acres, foi batizada de Neverland, uma clara referência ao livro Peter Pan (1906), de J. M. Barrie. O astro morou sozinho no rancho por 17 anos em busca de privacidade, mas isso não funcionou. O isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e, conseqüentemente, da imprensa sobre a vida dele.
Em março de 1990, Michael Jackson assinou um contrato recorde de 1.089 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes, com a Sony Music. Esse contrato assegurava a sua permanência na gravadora por mais 15 anos e, nesse período, Michael deveria lançar seis álbuns, recebendo 180 milhões de antecipação por cada um deles. No livro dos recordes, Jackson passou a ser citado como o artista mais bem pago da indústria da música.
Em 1990, durante o American Music Awards, Elizabeth Taylor discursava sobre a vida musical de Jackson quando finalizou: “Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de Rei do Pop, Rock e Soul”. A platéia manifestou-se a favor com Liz e, naquele momento, se consolidava a honraria de “Rei do Pop” a Michael, se tornando o único cantor com aquele reconhecimento.
Depois de um ano longe das paradas de sucesso, Michael voltou as rádios em novembro de 1991 com a canção “Black Or White”, o primeiro single que seria lançado do álbum Dangerous. Jackson convidou novamente o diretor John Landis, com quem havia trabalhado em “Thriller”, para gravar o videoclipe da canção. O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27 países perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas, um novo recorde e a reação a ele foi imediata.
O curta-metragem, que tinha 10 minutos de duração, gerou controvérsia por mostrar o astro quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra. Este trecho, considerado violento, acabou sendo retirado do curta nas suas exibições em TV e Michael se retratou em um comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma pantera, animal em que se transforma durante a história. O vídeo também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras metamorfoses geradas em computador.
Duas semanas depois do clipe, Dangerous foi lançado. O álbum reunia 14 canções inéditas – 12 delas escritas e compostas por Jackson. O álbum representava uma grande mudança para Michael, já que a sua parceria com Quincy Jones não existia mais, apesar dos dois ainda serem próximos. Michael queria ter mais autonomia em suas criações e a produção de Dangerous ficou, essencialmente, nas mãos de Teddy Riley, que ajudou Michael na criação de um novo tipo de som, que recebeu o nome de ‘new jack swing’.
Dangerous gerou outros nove singles, incluindo três que chegaram ao primeiro lugar: “Black Or White”, “Remember The Time” e “In The Closet”. O álbum ficou mais de dois anos entre os mais vendidos do mundo, atingindo a marca de 34 milhões de cópias até hoje, superando Bad como o segundo melhor desempenho da carreira do astro.
Em junho de 1992, Michael saiu em turnê para divulgar o álbum e quebrou recordes de público firmados anteriormente por ele mesmo durante a Bad World Tour, em 1987 e 1988. A turnê foi interrompida em 1993 depois que o astro foi acusado de abusar sexualmente de um menor. Apesar disso, a turnê levou para os estádios 3.5 milhões de pessoas em 69 concertos – uma média maior do que qualquer outra turnê até então. Todos os lucros da Dangerous World Tour foram revertidos para caridade.
Para retomar a divulgação do álbum Dangerous nos Estados Unidos, interrompida desde que saiu em turnê, Michael programou dois grandes eventos televisivos em 1993. No dia 31 de janeiro, ele se apresentou no intervalo do Super Bowl XXVII diante de uma audiência de 133.4 milhões de pessoas, se tornando o evento de maior audiência na história da América. Dez dias depois, concedeu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey que foi assistida por 100 milhões de telespectadores. Foi a primeira vez em dez anos que Jackson aceitou falar com a imprensa. A entrevista também se tornou um dos eventos mais assistidos de todos os tempos.
Jackson fundou a “Heal the World Fundation” em 1992. A fundação ajudava milhões de crianças ao redor do mundo. Também enviou milhões de dólares para todo o mundo para ajudar as crianças ameaçadas pela guerra e por doenças. Depois da morte de Ryan White, vítima de HIV, Michael lançou o single “Gone Too Soon”, e chamou atenção do mundo para pesquisas sobre a cura da AIDS, que na época havia um grande preconceito por parte das pessoas.
Durante a era Dangerous, Jackson visitou vários lugares do mundo, incluindo Iraque e Egito. Na África quando desembarcou em Gabão, foi recebido por mais de 100.000 pessoas, com um enorme cartaz dizendo “Bem-vindo em casa Michael!”. Em sua viagem á Costa do Marfim, Jackson foi coroado “Rei Sani” pelo chefe da tribo.
Em 1993 recebeu o “Grammy Legend Award”, por ser uma lenda viva e por sua contribuição ao mundo da música.
Em agosto de 1993, o jovem Jordan Chandler, de 13 anos de idade, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por conseqüência, o astro não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson.
As acusações geraram frenesi em todo o mundo e Michael cancelou o último trecho da turnê do álbum Dangerous em outubro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.
Michael Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de “causar mal a uma criança”. Depois de seis meses de negociações, o astro fechou um acordo confidencial com o dentista Evan Chandler, pai do adolescente que o acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar.
No mesmo ano, em maio, Jackson se casou com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie Presley. A união foi amplamente divulgada e criticada pela imprensa, que especulava sobre a conveniência do casamento, realizado meses depois do término das investigações criminais contra o astro. A primeira aparição pública do casal foi em setembro durante o MTV Video Music Awards do ano. Eles entraram no palco, seguiram por uma passarela e se beijaram. O matrimonio durou dois anos.
Em junho de 1995 chegou às lojas o álbum duplo HIStory: Past, Present and Future – Book I. No primeiro disco, uma seleção de quinze sucessos remasterizados. No segundo, a primeira coleção de canções inéditas lançada pelo cantor desde que foi acusado de abuso sexual. Foram gastos 30 milhões de dólares em publicidade e propaganda para o lançamento do álbum e a divulgação de cinco singles, chegando a ser considerada como a maior campanha de marketing já montada para promover um disco. Tudo isso fez com que HIStory vendesse quase 30 milhões de cópias, até hoje.
O videoclipe do primeiro compacto do álbum, “Scream”, onde Michael dividia os vocais com a irmã Janet, estreou durante uma entrevista concedida por ele e Lisa Marie à apresentadora Diane Sawyer no programa Primetime, da ABC, um dia antes do lançamento de HIStory. Também durante a divulgação do álbum, Jackson esteve no Brasil para gravar cenas do videoclipe da canção “They Don’t Care About Us” em uma favela do Rio de Janeiro e também na Bahia, com o Olodum.
Em setembro de 1996, Michael Jackson deu início à HIStory World Tour com um show de lotação esgotada na cidade de Praga, na República Checa. Ao término dos concertos, mais de um ano depois, Jackson tinha levado 4.5 milhões de pessoas aos estádios de 56 cidades, em 35 países diferentes. Com isso, a turnê estabelecia um novo recorde mundial de público.
Em novembro de 1996, o astro já estava separado da Lisa Marie e se casou novamente, desta vez com a enfermeira e dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos. O primeiro, Michael Joseph Jackson Jr., nasceu naquele mesmo ano. No ano seguinte, Rowe deu à luz a Paris Katherine Jackson. A enfermeira abriu a mão de todos os direitos maternos e entregou a guarda das crianças a Jackson, gerando uma grande polêmica. Em 2002, Rowe afirmou, em entrevista à rede americana de televisão FOX, que os filhos foram “presentes” dados por ela ao astro.
Em 1997, oito canções inéditas de HIStory foram remixadas e lançadas na semi-coletânea Blood on the Dance Floor que vendeu mais de 10 milhões de cópias até hoje, se tornando o álbum remix mais vendido da época. Entre os produtores responsáveis pelas versões estão Wyclef Jean (“2 Bad”), David Morales (“This Time Around”) e Tony Moran (“HIStory”). Um curta-metragem de 35 minutos intitulado Ghosts e estrelado por Jackson estreou nos cinemas europeus na mesma época.
O filme, escrito por Stephen King (“Carrie, A Estranha”) e dirigido por Stan Winston (“O Predador”), foi concebido como uma releitura do clássico videoclipe produzido para a canção “Thiller” em 1984.
Em maio de 1997, o grupo Jackson 5 foi incluído ao Hall da Fama do Rock and Roll. Quatro anos mais tarde, em 2001, Jackson receberia a condecoração como artista solo.
Em 2000, Jackson recebeu o título de “Cantor do Milênio” durante o XI World Music Awards, realizado em Mônaco. A cerimônia foi transmitida para mais de 160 países perante uma audiência de quase um bilhão de pessoas. Mariah Carey recebeu prêmio similar, na categoria feminina. Na ocasião foram exaltadas vendas de mais de 200 milhões de álbuns durante a carreira de 29 anos.
Em setembro de 2001, Michael Jackson promoveu dois concertos com lotação esgotada no Madison Square Garden, em Nova York, para celebrar 30 anos de carreira solo. Foi a primeira vez, em 20 anos, que o grupo The Jacksons voltou a se reunir no palco. Cantaram grandes sucessos, como “I’ll Be There”, “Can You Feel It” e “I Want You Back” e celebridades como Whitney Houston, Britney Spears, Liza Minelli, o grupo N’SYNC, Nick Carter, Aaron Carter, Usher e Gloria Stefan prestaram homenagens a Jackson cantando alguns dos maiores sucessos da carreira dele. Na platéia, mais personalidades assistiram às apresentações, entre elas Elizabeth Taylor, Macaulay Culkin, Marlon Brando, Ray Charles, Chris Tucker, Nelly Furtado, Will Smith e Quincy Jones.
Para comemorar a data, foram prensadas edições especiais dos álbuns Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous – todos remasterizados, com novos encartes, incluindo canções raras e inéditas, e também entrevistas com o produtor Quincy Jones e o compositor Rod Temperton.
No mês seguinte, Jackson lançou Invincible, o primeiro álbum só com novas canções lançadas pelo astro em dez anos, desde Dangerous. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins e Teddy Riley, o álbum conta com as participações do o guitarrista Carlos Santana e conta ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.
Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então-chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da gravadora para lançamento independente. Assim Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no contrato dele com a gravadora que impediam a transação e, para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a gravadora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de coletâneas que reuniriam os maiores sucessos dele. A crise se acentuou quando a canção “You Rock My World” vazou para as rádios ilegalmente e teve que ser lançada como primeiro single do álbum. Michael queria que “Unbreakable” fosse o primeiro single e simplesmente se negou a colaborar com a divulgação do álbum.
A imprensa chegou a especular que as vendas de Invincible, consideradas fracas por muitos especialistas, cerca de 16 milhões de cópias, teriam acentuado as divergências entre o astro e a gravadora.
Uma semana após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, Michael Jackson anunciou a gravação de uma canção beneficente para arrecadar fundos a familiares das vítimas. Mais de 35 cantores contribuíram, como Shakira, Celine Dion, Ricky Martin, Luther Vandross, Justin Timberlake, Carlos Santana, Beyoncé e Mariah Carey, mas o compacto nunca foi lançado devido aos desentendimentos do astro com a Sony Music.
Além disso, especula-se que o envolvimento de um dos produtores do projeto com a indústria do cinema pornográfico estadunidense teria causado o afastamento de patrocinadores.
Uma série de coletâneas reunido os maiores sucessos do astro foram lançadas nos anos que se seguiram. Junto a Invincible chegou às lojas Greatest Hits: History – Vol I. Em 2003, Number Ones. Um ano depois, a Epic lançou The Ultimate Collection, uma caixa com quatro CDs e um DVD. Em março de 2006, a Sony Music lançou nova coletânea, o álbum duplo The Essential Michael Jackson. Em 2008, para comemorar o aniversário de 50 anos de Michael Jackson, A Sony&BMG lança uma coletânea intitulada King of Pop, nome que é a marca registrada de Michael Jackson. As faixas selecionadas para o disco foram escolhidas pelos próprios fãs ao redor do mundo o que fez com que em cada local onde fosse lançada, a coletânea tivesse a sua lista de músicas diferenciada.
Em 2006, Jackson saiu de um período de reclusão no Bahrain, onde estava desde que fora inocentado de uma nova acusação de abuso sexual em 2005 e compareceu a diversas premiações e homenagens. A primeira delas foi a homenagem realizada em maio de 2006 na MTV japonesa, durante a premiação da Video Music Awards Japan ’06. Nessa premiação, Jackson recebeu o Legend Award por ser o artista que mais vendeu no Japão, uma lenda viva da música.
A imprensa em geral deu um enorme destaque para esse evento, devido ao fato de que foi a primeira aparição pública que Jackson fez desde sua absolvição.
Também no ano de 2006, em Novembro, Michael compareceu ao World Music Awards ’06. Recebeu o Diamond Award, dado a artistas que venderam mais de 100 milhões de discos. Durante a premiação, Jackson também recebeu o 9º certificado do Guinness da semana, dado em razão das 114 milhões de cópias vendidas de Thriller. Para comemorar os 25 anos desde o lançamento do álbum, Chris Brown homenageou dançando e cantando ao vivo “Thriller”. No final da premiação, com o tempo já esgotado, houve uma pequena performance de “We Are The World”. O microfone de Jackson chegou a ser cortado por causa do limite de tempo que, se fosse ultrapassado, o evento seria multado.
A imprensa em geral criticou o evento e Michael Jackson, alegando que ele havia decepcionado os fãs por não ter realizado a performance de “Thriller”, ironizando o microfone cortado, e até inventando “fatos”, como as falsas vaias do público.
Michael Jackson reaparece em outubro em uma capa de revista. Mas desta vez a foto que estampa a publicação não tem nada a ver com um escândalo. Jackson é capa da revista “L’Uomo Vogue”, que traz um ensaio do cantor de forma descontraída e vestindo roupas de Roberto Cavalli. As fotos foram feitas pelo renomado fotógrafo Bruce Weber e, segundo comentários na imprensa internacional, a sessão de fotos para a revista fazia parte de um acordo entre o cantor e o estilista, que estaria criando todas as roupas que vestirão o cantor em sua nova fase.
O look repaginado de Michael Jackson poderia ser visto dali em diante, principalmente quando Michael lançasse o seu próximo álbum, programado para 2007.
Mas essas não eram as únicas novidades na vida do popstar. De acordo com o tablóide sensacionalista “National Enquirer”, Michael se casou em segredo com a babá de seus filhos. O casamento teria se realizado em 2006, na cidade americana de Las Vegas.
“Grace é uma de suas amigas mais próximas. Ela é uma das poucas pessoas que ficou ao lado dele enquanto ele passava por todos os problemas, incluindo a acusação de molestar crianças em 2005″, disse a fonte do jornal, desmentida publicamente pelo porta-voz do cantor.
Em Maio de 2006, Michael se mudou do Bahrain para a cidade de Dublin, na Irlanda, onde continuou a gravar o que seria o décimo álbum solo da carreira – o primeiro desde Invincible, lançado há cinco anos. A previsão era que o álbum chegasse às lojas até o verão de 2007 e seria distribuído pela gravadora independente 2 Seas Records, propriedade do sheik do Bahrain Abdulla bin Hamad Al Khalifa. Mas a distribuição por conta da 2 Seas Records acabou sendo descartada, o que causou um novo processo por parte da 2 Seas Records. O selo de gravação responsável pelo lançamento seria o Michael Jackson Company Inc., que foi criado há pouco tempo.
Em Outubro de 2007, o programa de televisão Access Hollywood teve acesso ao estúdio enquanto Michael trabalhava com o produtor e rapper Will.i.am, membro-líder do grupo Black Eyed Peas. O estúdio que Michael trabalhava em Dublin era a Grouse Lodge Residential Studios.
Numa tentativa de resgatar a visibilidade musical de Jackson, em 11 de fevereiro de 2008, a SonyBMG lançou Thriller 25th, uma edição comemorativa dos 25 anos do lançamento de Thriller, o seu mais conhecido álbum. Foram confeccionados remixes com a participação de artistas da época para compor a lista das faixas. Dentre os convidados estão Will.I.Am, Akon, Fergie e Kanye West. A Edição Especial é composta pelo CD – contendo as faixas convencionais e os remixes, adicionado o verso solo de Vincent Price e a música inédita For All Time, além de um DVD, contendo os clipes do álbum e a performance de Billie Jean no 25º Aniversário da Motown, em 1983.
Thriller 25th pode ser considerado sucesso comercial, já que chegou à posição #2 nos Estados Unidos, #3 no Reino Unido, e no TOP#10 em mais de trinta países. Atingiu três semanas em primeiro lugar na França, e duas semanas, em primeiro da Argentina, Bélgica, e no Reino Unido. Foi certificado “Disco de Ouro” em 11 países.
Nos Estados Unidos, Thriller 25th foi o segundo álbum mais vendido na sua semana de estréia, passando dos 166.000 exemplares. Não fez parte do chart da Billboard, já que era um relançamento, mas entrou no Pop Catalog no número um, onde permaneceu durante nove semanas consecutivas. Este foi o melhor lançamento Jackson desde Invincible em 2001, com um valor estimado de 500.000 exemplares e 2 milhões de cópias vendidas em 12 semanas.
Tempos depois, Jackson vendeu seu rancho Neverland, depois de três anos sem morar no lugar. Apesar disso, a venda foi feita para com companhia da qual o próprio Michael Jackson é um dos donos.
No início de 2009 veio a grande notícia para os fãs de Jackson. Em uma concorrida coletiva, o cantor anunciou a realização de uma série de shows em Londres. Batizada de This Is It, a série de 50 shows teria início em julho de 2009 na O2 Arena e teve os seus 750 mil ingressos esgotados em apenas 5 horas após o início das vendas.
Apesar disso, no dia 25 de junho de 2009, chegou a imprensa que Michael Jackson tinha sofrido uma parada cardíaca em sua residência, em Holmby Hills, Los Angeles. Os serviços de emergência foram chamados em sua casa, mas Jackson já estava em estado de coma profundo e foi levado às pressas para o Ronald Reagan UCLA Medical Center, o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Desde que deu entrada no hospital, a informação que circulava era a de que ele já estaria morto, o que gerou preocupação nos fãs em todo mundo. O site TMZ foi o primeiro a confirmar, de forma oficial, a morte de Jackson.
O adeus ao cantor foi dado no dia 7 de julho de 2009. Após uma cerimônia destinada aos familiares e amigos íntimos, o corpo foi levado para o Staples Center, onde 17.500 pessoas acompanharam o tributo. Estima-se que até dois bilhões de pessoas tenha assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo.
O cantor estava na fase final dos ensaios para a turnê This Is It e todo o material gravado durante os ensaios, mais de 100 horas de vídeos, deram origem ao filme/documentário This Is It. Com produção da Columbia Pictures e direção de Kenny Ortega, o filme foi lançado mundialmente em outubro daquele ano.
Juntamente com o filme, a Sony lançou uma coletânea com todas as músicas que Jackson estava ensaiando para a turnê na mesma sequencia que apareceram no filme. Além disso, a coletânea conta com uma música inédita, versões nunca lançadas de algumas músicas e um poema que Jackson gravou para o álbum Dangerous, lançado em 1991.
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→ Discografia
Álbuns de estúdio
1971 – Got To Be There
1972 – Ben
1973 – Music and Me
1975 – Forever, Michael
1979 – Off The Wall
1982 – Thriller
1987 – Bad
1991 – Dangerous
2001 – Invincible
Coletâneas
1975 – The Best Of
1995 – Anthology
1995 – HIStory: Past, Present and Future – Book I
1997 – Blood On The Dance Floor
2000 – The Millennium Collection
2001 – Greatest Hits: History – Vol I
2003 – Number Ones
2004 – The Ultimate Collection
2005 – The Essential (2005)
2006 – Visionary: The Video Singles
2008 – Thriller: 25th Aniversary Edition
2008 – King Of Pop
VHS/DVD
1985 – We Are the World: The Story Behind the Song
1988 – Moonwalker
1995 – Video Greatest Hits – HIStory
1998 – History on Film, Vol. 2
2001 – Dangerous: The Short Films
2003 – Number Ones
2003 – Michael Jackson: A Remarkable Life
2004 – Man In The Mirror: The Michael Jackson Story
2005 – Live In Bucharest – The Dangerous Tour
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→ Curiosidades
- Michael ficou com a estatueta do Óscar, do filme E o Vento Levou.
- Jackson tinha um registro vocal incrível, a extensão de sua voz era de 3,5 oitavas, alcançando notas mais agudas de até 4,0 oitavas.
- HIStory: Past, Present and Future – Book I é o álbum duplo mais vendido da história.
- O videoclipe de “Scream” ainda é o vídeo musical mais caro da história. Custou cerca de sete milhões de dólares.
- Blood on the Dance Floor é o álbum de remixes mais vendido da história.
- Michael Jackson foi um dos pouquíssimos a conseguir emplacar 5 álbuns de inéditas seguidos em 1º lugar no Hot 200 da Billboard, o outro foi DMX.
- Michael Jackson foi o segundo cantor solo internacional (masculino) que mais emplacou hits no Hot 100 da Billboard: foram treze canções em primeiro lugar, só perdendo para James Brown que colocou 17 hits.
- Michael Jackson colecionou ao longo de sua carreira 23 Grammys.
- O álbum Thriller ficou 82 semanas no topo dos mais vendidos nos Estados Unidos.
- Segundo os seus artigos financeiros, especialistas em contabilidade de artistas musicais e a revista Rolling Stone, Michael faturou a longo de sua história, mais US$ 7 bilhões só com a sua música.
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→ Fontes consultadas
◘ http://www.reidopop.com
◘ http://www.michaeljackson.com
◘ http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Jackson
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Jackson
Will.I.Am é contra os novos álbuns de Michael Jackson
O músico e produtor Will.I.Am se mostrou contrário a ideia da gravadora Sony-BMG de lançar, a partir de novembro, uma série de álbuns com canções inéditas de Michael Jackson.
O integrante do Black Eyed Peas acredita que estes lançamentos são desrespeitosos com Jackson. “Agora que ele não é parte do processo, o que eles estão fazendo? Ele foi meu amigo e eu acho que isso é desrespeitoso”, teria declarado Will.I.Am à Associated Press.
“Ele era um perfeccionista e não iria querer isso dessa forma”, encerrou.
A Sony não se pronunciou sobre as declarações de Will.I.Am e, até o momento, o lançamento do primeiro dos dez álbuns programados está mantido para o mês de novembro.
A gravadora adquiriu os direitos sobre as novas músicas de Michael por sete anos, em um contrato firmado em março deste ano com os herdeiros do cantor por um valor estimado em US$ 250 milhões.
Álbum de inéditas de Michael Jakson sai em novembro
Os fãs de Michael Jackson podem comemorar. Os representantes do espólio do cantor e a Sony Music chegaram a um acordo e um álbum de inéditas, contendo 10 canções, será lançado em novembro.
Michael, morto em junho de 2009, deixou arquivos contendo várias canções inéditas, quase todas compostas nos anos 80, quando estava no auge de sua carreira.
Segundo o empresário do cantor, estima-se que haja mais de 100 canções inéditas, inclusive algumas parcerias com cantores como Akon, Will.i.am e Ne-Yo.
O álbum que será lançado em novembro deve contemplar os fãs com 10 destas canções. O contrato garante novos lançamentos daí pela frente. Seriam dez álbuns (contendo faixas inéditas) nos próximos sete anos, além das demais obras do cantor.
Além do Som: A genialidade de um homem
O tempo realmente passa rápido. Hoje faz um ano que eu chorava copiosamente em frente à TV e ao PC por presenciar a morte de um grande ídolo, daquele que talvez tenha sido o nome que mais me fez interessar pela música ou por clipes.
Hoje, um ano depois, resolvi me dar uma segunda chance para tentar expressar tudo àquilo que Michael Joseph Jackson representou pra mim. Não só por causa da data em questão ou por todas as atenções estarem voltadas a ele, mas por sentir que ele é merecedor de toda e qualquer homenagem que seja feita por aí.
Michael Jackson é um dos poucos artistas que passaram por este mundo que dispensa qualquer tipo de apresentação. Ninguém precisa parar e contar a sua história para grande parte das pessoas, porque tudo o que se sabe por aí já é de conhecimento geral, sejam os fatos verdadeiros ou aqueles distorcidos que alguns ainda insistem em alimentar. Ele não precisa de apresentação e te impede – sim, no presente – de ficar “em cima do muro” quando ele é o assunto. A sua trajetória artística e pessoal te obriga a escolher entre o amor e o ódio, tornando impossível não ter uma posição nessa trincheira que se criou ao longo dos anos e, se você ainda se vê sem um lado, certamente o conhece apenas de forma superficial.
Da primeira vez que escrevi sobre Jacko, ainda nos tempos de Portal Music Life, lembrei de uma conversa que tive com a minha mãe e de como eu já ficava vidrado com os clipes, tentava imitar a dança ou queria os cd’s e vinis para ouvir sempre que pudesse. Isso lá em 1992, tinha apenas cinco anos de idade. Hoje me considero fã de algumas bandas e artistas por aí, mas nessa brincadeira toda de acompanhar o meio musical, já são dezoito anos ouvindo, cantando, admirando e tentando imitar as coreografias criadas por Jackson e, até hoje, me faço a mesma pergunta que fazia a minha mãe após ver por algumas vezes o clipe de “Remember The Time”.
Como diabos ele conseguia fazer tudo aquilo?!
Tenho certeza que, se eu tivesse uma única chance na vida, essa seria a pergunta que faria a ele. É a única resposta que precisaria ouvir para uma satisfação pessoal. Afinal, para que eu iria perguntar sobre a mágica existente por trás de todas as produções que, tamanha a importância e a criatividade que carregavam, conseguiam fascinavam milhões ao redor do mundo? Mágica é mágica e isso não se explica, apesar do Mister M ou a Jabulani querer nos convencer do contrário.
Lembro-me como se fosse hoje d’eu parado na frente da TV da sala vendo os clipes ou shows e tentando dançar ou, até mesmo, me arriscando a fazer isso na quadra do colégio na frente da escola. Muitos podem ver isso como um “mico”, e sou obrigado a concordar. Mas sabe aquele mico que você nem liga de pagar porque você está feliz com tudo? Lembro-me que dançamos – eu e alguns amigos – e erramos muitas coisas, mas foi engraçado. Muito engraçado. Certamente o Michael teria muito trabalho para coreografar a gente, devido à falta de talento, mas no fim valeu muito pra mim. Coisas de fã. Uma pena – pra mim – que nada disso foi documentado como deveria.
O dia 25 de junho me deixa triste não só pela ocasião de sua morte, mas pelo sentimento de obra incompleta que ficou para todos os fãs. A não realização da turnê This Is It impediu a conclusão de um ciclo e, mais do que ninguém, Michael Jackson merecia um último ato para encerrar toda uma história sinuosa, mas extremamente brilhante.
Tenho a certeza de que Jackson ficará marcado na vida de muitos por toda a vida, seja como amigo ou ídolo, por sua criatividade e determinação, pelo seu jeito ou como se preocupava com o próximo, pelas suas músicas ou clipes, pelas imagens marcantes ou pela sua excentricidade que, muitas vezes, beirava a loucura.
Michael é mágica, persistência, dom. Michael é um gênio por tudo o que fez e por todo o legado artístico que deixou a milhões de pessoas. Gênio.
Já disse a palavra gênio?
Michael Jackson ganhará museu em sua memória
Próximo de completar um ano de sua morte, um dos projetos arquitetados por Michael Jackson pode enfim se tornar realidade.
O prefeito de Gary, Indiana, cidade natal do cantor, declarou em uma entrevista coletiva que a cidade ganhará um museu e um centro cultural dedicado a história do eterno Rei do Pop.
De acordo com Rudy Clay, a obra tem orçamento chegando a casa dos US$ 300 milhões e que a prefeitura da cidade cederá todo o espaço onde será construído o complexo, que contará ainda com um grande hotel. A expectativa é de que, depois de pronto, o complexo atraia pelo menos 750 mil visitantes por ano, o que poderia render a cidade uma renda estimada em US$ 100 milhões a cada ano.
Michael visitou Gary pela última vez em 2003, quando apresentou o projeto do complexo. Daquele ano em diante, as negociações não tiveram o desfecho esperado pelo cantor, que morreu em junho no ano passado.
Todo o dinheiro que será usado na construção do complexo virá de investidores e doadores.
Sony fecha acordo para lançar inéditas de Michael Jackson
A Sony Music fechou um contrato com os administradores responsáveis pelos bens de Michael Jackson para obter o direito de utilização do cantor que, de acordo com informações de pessoas que eram próximas ao cantor, conta com uma grande quantidade de músicas inéditas.
Segundo a imprensa americana, o acordo foi fechado por um valor que chega a casa de US$ 200 milhões, sendo considerado como o maior acordo da indústria musical até então. Este valor pode aumentar ainda mais, caso algumas metas sejam alcançadas, rendendo aos herdeiros do cantor pelo menos mais US$ 50 milhões.
Os detalhes referentes ao acordo, que prevê o lançamento de 10 discos num prazo de sete anos, serão revelados durante a semana, através de um anúncio oficial feito pela gravadora.
Desde a morte de Jackson, em junho do ano passado, mais de 39 milhões de álbuns foram vendidos.
Taylor Swift é o grande nome do Grammy 2010
Ao lado de nomes como Black Eyed Peas, Lady Gaga, Dave Matthews Band e Beyoncé, o grande nome do Grammy 2010, realizado na noite de ontem em Los Angeles, foi mesmo a cantora Taylor Swift. A cantora levou para casa quatro prêmios, incluindo o de Melhor Álbum do Ano com o disco Fearless.
Com oito indicações, Taylor também levou os prêmios de Melhor Perfomance Vocal Country, Melhor Canção Country e o Melhor Álbum Country. Bastante emocionada, Taylor agradeceu a sua família por “sempre acreditar em sua carreira” e a sua gravadora por “deixá-la escrever as canções que estão em Fearless”.
Por outro lado, Beyoncé levou seis dos dez cobiçados gramofones pelos quais concorria. Somente a música “Single Ladies” conseguiu três prêmios: Canção do Ano, Melhor Performance R&B e Melhor Música R&B. Além destes, a cantora também levou os troféus de Cantora Pop e Melhor Álbum de R&B Contemporâneo e Melhor Performance de R&B Tradicional.
Já Lady Gaga, com cinco indicações, levou os prêmios de Melhor Álbum Dance e Melhor Gravação Dance, este último por seu hit “Poker Face”.
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Apresentações e homenagens
Com um grande número de apresentações, o Grammy 2010 foi oficialmente aberto por Lady Gaga com um trecho de “Poker Face”. Depois, se juntou a Elton John e tocou “Your Song”, um dos maiores hits do compositor.
A segunda apresentação foi do Green Day, ao lado do elenco do musical American Idiot. Juntos interpretaram “21 Guns”. Beyoncé “If I Were a Boy” e depois um trecho de “You Oughta Know”, da Alanis Morissette.
Mas uma das apresentações mais comentadas foi a da cantora Pink que, assim como em sua turnê mais recente, a cantora fez um show cheio de elementos circenses.
Outro ponto alto do Grammy foi a homenagem feita a Michael Jackson, morto em junho do ano passado. Os filhos do cantor, Prince e Paris, subiram ao palco montado no Staples Center para agradecerem o prêmio póstumo, entregue após uma apresentação de “Earth Song”, cantada por Smokey Robinson, Jennifer Hudson, Celine Dion, Usher e Carrie Underwood, que fizeram um dueto virtual com a voz do Rei do Pop enquanto imagens no telão mostraram cenas em 3D de um filme criado para a música e que seria exibido na série de shows do cantor em Londres.
Além de Jackson, o Grammy relembrou as mortes de Mercedes Sosa, DJ AM, Jay Bennett, Vic Chesnutt, Al Martino, Maurice Jarre, Bob Beagle, Koko Taylor, Teddy Pendergrass e Willie Mitchell, entre outros. Les Paul, o guitarrista e inventor que mudou o curso da música com a guitarra elétrica, ganhou ainda um tributo de Jeff Beck e Imelda May.
O Haiti também foi lembrado durante a cerimônia através do rapper e produtor Wyclef Jean, nascido no País e que fez um discurso relembrando a tragédia e pedindo doações para as vítimas do terremoto.
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Confira os principais vencedores do 52º Grammy
CATEGORIAS PRINCIPAIS
Álbum do Ano: “Fearless” – Taylor Swift
Música do Ano: “Single Ladies (Put A Ring On It)” – Beyoncé
Gravação do Ano: “Use Somebody” – Kings Of Leon
Revelação: Zac Brown Band
CATEGORIA POP
Melhor Cantora (performances solos): Beyoncé – “Halo”
Melhor Cantor (performances solos): Jason Mraz – “Make It Mine”
Melhor Performance em dueto ou grupo: The Black Eyed Peas – “I Gotta Feeling”
Melhor Colaboração Pop com vocais: Jason Mraz e Colbie Caillat – “Lucky”
Melhor Performance Pop Instrumental: Béla Felck – “Throw Down Your Heart”
Melhor Álbum Pop Instrumental: “Potato Hole” – Booker T. Jones
Melhor Álbum Pop Vocal: “The E.N.D.” – The Black Eyed Peas
CATEGORIA ROCK
Melhor Performance Solo: Bruce Springsteen – “Working On A Dream”
Melhor Performance em dueto ou grupo: Kings of Leon – “Use Somebody”
Melhor Hard Rock Performance: AC/DC – “War Machine”
Melhor Performance Metal: Judas Priest – “Dissident Aggressor”
Melhor Música Rock: “Use Somebody” – Kings Of Leon
Melhor Álbum Rock: “21st Century Breakdown” – Green Day
DVD de “This Is It” será lançado no Brasil nesta quarta
Nesta quarta, dia 27, chega às lojas de todo o Brasil o documentário “This is It”, que foi exibido nos cinemas no ano passado e mostra os bastidores da série de shows que Michael Jackson faria em Londres.
Além do documentário, o DVD conta com extras que não foram exibidos nas telonas, como imagens de prisioneiros das Filipinas dançando coreografias de Michael Jackson. Eles aparecem em “Bad” e em uma versão de “They Don’t Care About Us”. As coreografias foram ensaiadas com a ajuda dos dançarinos que acompanhavam Michael Jackson durante a preparação para os shows.
A Sony, responsável pela distribuição, informa que o lançamento chega as lojas de todo o Brasil em quatro versões: Uma edição simples, edição dupla, edição limitada – com mais extras exclusivos – e uma edição em Blu-Ray.
Só no Brasil, “This Is It” foi assistido nos cinemas por mais de 700 mil pessoas e o faturamento do filme chegou a mais de R$ 500 milhões no mundo todo.
Grammy fará homenagem em 3D a Michael Jackson
A cerimônia de entrega do Grammy Awards, que será realizada no próximo dia 31 de janeiro, contará com uma homenagem em 3D ao astro Michael Jackson, morto em junho do ano passado aos 50 anos.
O vídeo que será exibido durante a premiação será uma versão em 3D do clipe de Earth Song. Uma parte do vídeo é mostrada no documentário This Is It. Já no Grammy, todo mundo poderá ver o clipe completo da música, que faria parte da turnê de Jackson em Londres.
Para assistir ao vídeo com o efeito em 3D é preciso usar óculos especiais. Esta será a primeira vez que uma premiação exibe um vídeo em 3D. Além do vídeo, Michael Jackson receberá mais um Grammy, desta vez pelo conjunto de sua obra.





















