AudioTape: @4

AudioTape: @4

Quase dois anos. Esse foi o tempo exato em que as AudioTapes ficaram sumidas do Audiograma.

Quando elas surgiram, a ideia era reunir em um único arquivo tudo aquilo que nós, editores e colaboradores, gostaríamos de compartilhar com cada um dos leitores, de uma forma fácil e rápida. Com o tempo, o formato foi se tornando complicado de se fazer e, por diversos fatores, acabamos deixando a produção de lado logo após a terceira edição.

Agora, com as maravilhas internéticas promovidas pelo Grooveshark, estamos de volta. Até porque, produzir uma tape online é bem mais fácil e não tem desculpas, certo?

Para comemorar a volta, resolvi pegar as 15 músicas que mais tenho ouvido nas últimas semanas nos caminhos entre casa, trabalho, estádio de futebol, cinema ou caminhadas aleatórias pelas ruas de Belo Horizonte. E tem de tudo um pouco. De Elvis Presley a 2ois, passando por Cachorro Grande, Newsted e Blink-182.

Então, que tal dar uma atenção para a volta das AudioTapes?

AudioTape @ 4

Faixas:
01) 2ois – Sou Hipocondriaco Com Força
02) Rock Star Supernova – Its All Love
03) Tonic – Liar
04) Jon Bon Jovi – Ugly
05) Flogging Molly – The Worst Day Since Yesterday
06) Elvis Presley – All Shook Up
07) Gogol Bordello – Alcohol
08) fun. – Some Nights
09) Moptop – Como Se Comportar
10) Tété – Dodeline
11) Train – All I Hear
12) Newsted – Soldierhead
13) Idlewild – Welcome Home
14) Cachorro Grande – Cinema
15) Blink-182 – Stay Together For The Kids

Divulgado o lineup de festival criado pelo Metallica

25 de fevereiro de 2013 News Sem comentários
Divulgado o lineup de festival criado pelo Metallica

A organização do festival Orion Music And More divulgou o line-up de sua edição de 2013.

O festival, que acontecerá nos dias 08 e 09 de Junho em Detroit, nos Estados Unidos, contará com nomes como o Red Hot Chili Peppers, Rise Against, Deftones e Bassnectar.

Quem também se junta ao festival como artistas principais, além de trazer nomes como Dropkick Murphys, Gogol Bordello, Silversun Pickups e o Foals.

Criador do festival, que teve a sua primeira edição no ano passado, o Metallica faz as honras do festival que ainda possui ingressos a venda.

Mais detalhes sobre ingressos e o lineup completo do Orion Music And More você encontra no site oficial do festival.

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Veja o vídeo oficial

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Maquinaria Chile solta lineup completo de edição 2012

22 de setembro de 2012 News Sem comentários
Maquinaria Chile solta lineup completo de edição 2012

Na última terça-feira (18), a organização do Maquinaria Festival divulgou o lineup completo de sua edição 2012.

O festival, que acontece em Santiago (Chile) no dias 10 e 11 de novembro, contará com nomes de peso como Kiss (foto), Slayer, Marilyn Manson, Slash, Deftones e Prodigy. Além deles, nomes como Stone Sour, Gogol Bordello, Mastodon e Cavalera Conspiracy integram essa edição do festival.

Considerado na América do Sul como o irmão do SWU, o evento traz muitas das atrações que poderiam desembarcar no festival brasileiro, que acabou sendo adiado para maio de 2013. Dos nomes presentes no Maquinaria, Slash é o único que tem apresentações confirmadas no Brasil. O músico passa por Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre entre os dias 02 e 09 de novembro.

O Stone Sour é outro que pode passar pelo país. Segundo o vocalista Corey Taylor informou via Twitter, a turnê pela América do Sul inclui passagem pelo Brasil. Marilyn Manson, Slayer, Kiss e Mastodon são nomes que se juntam ao Stone Sour no time das especulações.

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Veja abaixo o cartaz oficial do Maquinaria Chile 2012:

(Re)Descobrindo Sons: E abril? Como foi?

(Re)Descobrindo Sons: E abril? Como foi?

O mês de abril foi especial para muitas pessoas e das maneiras mais distintas. O principal motivo que tornou o quarto mês de 2012 inesquecível foi o Festival Lollapalooza, também conhecido como o show do Foo Fighters. Desde o Rock in Rio III, em 2001, o retorno de Dave Grohl e companhia era muito esperado no país. Toda a espera criou uma expectativa fora dos padrões e quem acompanha o que escrevo sobre cinema no Cinema de Buteco sabe o quanto a expectativa pode ser perigosa. De qualquer forma, não foi só de Foo Fighters e convidados que passei o mês. Houve momentos tão interessantes quanto, como um show inesquecível do mestre Bob Dylan, o retorno de Tupac em um Festival gringo, o Dinho Ouro-Preto destruindo várias músicas “clássicas” em um disco de “couves” e também uma bela homenagem das bandas alternativas para os fodões do Los Hermanos. A minha participação nas páginas laranjas nesta edição da coluna (Re) Descobrindo Sons será bem sucinta e objetiva, espero que meus sete leitores cativos (beijos para todos) não se sintam ofendidos por não perderem tanto tempo lendo sobre as minhas desventuras musicais. Prometo uma recompensa em breve.

Tive uma verdadeira overdose de Foo Fighters no começo do mês. Foi sem dó dos vizinhos. Colocava um disco atrás do outro com o volume estourado e de vez em quando mal dando para ouvir o som da caixinha, o que me faz relembrar que preciso comprar um home theater ou um rádio decente urgentemente. Meu sonho seria ser o exemplo de vizinho civilizado que acorda todo o bairro às 8h de um domingo com “Stacked Actors” ou “Bridge Burning”. Eu gostaria de morar perto de alguém assim, você não? A tensão crescia e como se não bastasse a tensão, ainda haviam os shows da América do Sul para serem assistidos pela internet. Ah, se eu pudesse voltar atrás… Com certeza teria evitado as três noites babando (uma combinação de saliva com cerveja) por conta do repertório. A apresentação no Chile foi histórica, arrisco dizer que talvez tenha sido a melhor da turnê sul-americana. O motivo? Era “inédito” e os chilenos estavam realmente empolgados. “Stacked Actors” com um trecho de “Feel a Good Hit For the Summer”, do Queens of the Stone Age, foi chocante. “Let it Die”, “Wheels”, “This is a Call” foram outros grandes momentos, mas nada superou o grito do público em “Arlandria”. O próprio Grohl pareceu realmente surpreso e disse que ninguém havia cantado daquela forma. Com um show sensacional daqueles, seria difícil acreditar que o Brasil faria feio.

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Mas apresentação dupla na Argentina me broxou. Aparentemente Grohl e cia haviam ensaiado não apenas as músicas, mas também as piadas. Sem nenhuma espontaneidade, o ex-baterista do Nirvana repetia as mesmas coisas ditas para os chilenos no show da Argentina. Mas com “Generator”, “Enough Space”, “Hey, Johnny Park!” e Grohl trocando de lugar com Taylor Hawkins durante “Cold Day in the Sun”, seria um erro prestar atenção apenas nisso. No Brasil seria diferente, claro que seria. Lembro que pouco antes de viajar para São Paulo, fiquei tão tenso que acabei exagerando um pouco no Absinto e liguei o meu baixo para fazer barulho. Com certeza meu “show” agradou muita gente aqui por perto. Então, finalmente naquele dia 7 de abril, eu e milhares de pessoas realizaríamos um grande sonho. Além daquela sensação de que tudo valeu a pena para chegar ali, acabei descobrindo que a internet e seus privilégios podiam ser um verdadeiro golpe cruel nas expectativas criadas. Pouco antes da banda subir ao palco e abrir o show com “All My Life” (o que me entristeceu seriamente, pois queria mesmo ouvir “Bridge Burning”) entendi o motivo que fez o Arctic Monkeys impedir a transmissão de seus shows via streaming. Enquanto lamentava que apenas o Pearl Jam e o Radiohead eram bandas capazes de surpreender o público na escolha do repertório, tentava observar o show pelo telão, quando era impossível usar uma trivela visual para desviar dos cabeçudos e conferir o palco. Ser baixinho é uma merda. Como se não bastasse sua namorada dizer que não pode andar de salto alto com você (doeu muito, viu?), ainda tem que pagar para ver o cabelo das pessoas. Grohl não fez cerimônias e nem disfarçou na hora de repetir a introdução de “Breakout” ao dedicar para os fãs antigos da banda (cara, fãs antigos? Sério?); na saída de palco para o bis (a brincadeira no telão foi muito engraçada no Chile e só); nas firulas; mas só faltou a enrolação na hora de tocar “These Days”, que foi limada do setlist. Ao meu redor, parecia que só eu havia assistido ao show do Chile e Argentina, já que todos estavam rindo de tudo. Senti que a ansiedade me sabotou. Meu “momento” foi quando tocaram “Generator” e a Força gritou que logo tocariam “Hey, Johnny Park!”, que além de ser uma das minhas favoritas, foi tocada colada com “Monkey Wrench”. Momento épico até mesmo para aqueles que estavam mais preocupados com uma boneca inflável promíscua que voava de mão em mão pelo público. O show acabou com “Everlong”. Pensei que poderia chorar, mas a ideia de que vi uma reprise de um programa muito amado estava me incomodando demais para me permitir viver aquele momento com toda a intensidade que imaginei que seria. Valeu a pena, claro, foi o show da minha vida, mas nunca mais irei cometer o erro de assistir uma apresentação pela internet antes de devorar o prato principal ao vivo. Mais do que nunca, Festival só vale a pena por conta da companhia dos amigos. Ter passado um tempo com aquelas pessoas que moram em outras cidades foi melhor que a maioria dos shows. Para quem quiser conferir o texto completo sobre o Lollapalooza, clique aqui.

Durante a viagem fui ouvindo muito Arctic Monkeys (o Suck and See é um disco incrível e que só melhora com o tempo), Cage the Elephant, Foster the People, Black Keys, Black Drawing Chalks e os malucos do Gogol Bordello. Como sou uma pessoa completamente avessa e contra os grandes Festivais, não deixei passar a oportunidade de ir assistir ao show solo da banda liderada por Eugene Hutz. Que maluquice foi aquela? O calor do Beco me fez lembrar da apresentação do Muse em 2008, quando voltei para casa com as calças molhadas (e não eram de urina, engraçadinhos). Todo mundo estava empolgado, cantando as músicas e se jogando completamente. O bom do Gogol Bordello é que você não precisa estar bêbado para apreciar a música ou se sentir um pouco alterado. O efeito maluco atinge todo mundo, independente de consumir alguma coisa ou não. O melhor de tudo foi reparar que Hutz usava a mesma roupa no Lollapalooza, dois dias depois. Nojento.

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Como era de se imaginar, com tantos shows na bagagem e acompanhado apenas do meu leal iPod (agora é meu único player, já que o GoGear faleceu) fiquei realmente preso nas músicas das bandas que participariam do Lollapalooza. Como resistir? Eu não consegui. Bem que me aproximei disso na semana seguinte, quando o show de Bob Dylan se aproximava. Tive a companhia especial da minha amiga Ivne Souza, de Vitória, para comprovar que panela velha que faz música boa. Ou algo do tipo. Dylan é muito criticado por trocar os arranjos originais de suas canções e deixar várias músicas irreconhecíveis, fora as críticas para a sua voz castigada pelo tempo. Pessoalmente, conforme escrevi na minha análise do show, ele só mostrou que é o mestre do esculacho, o “muso inspirador” do sujeito que escreveu “Sou Foda”, o senhor ding dim ding dim do rock. Ter a oportunidade de ouvir “Everlong” e “Like a Rolling Stone” no mesmo mês foi demais para o meu coração e a cada verso do refrão, com os olhos fechados, tão incrédulo quanto o próprio cantor, me juntei aos gritos frenéticos do público que estavam abafando até a banda. Um momento histórico e quem não foi, bem, se fodeu mesmo. Sinto muito pela sinceridade agressiva.

Para a coluna não ficar apenas focada nos shows, preciso elogiar a iniciativa dos responsáveis pela coletânea Re-Tratos, uma homenagem de vários cantores da cena independente nacional para os cariocas do Los Hermanos. Independente deles serem uns oportunistas com a atual turnê, a verdade é que foram importantes em vários sentidos para muita gente, especialmente para as bandas novas. É impossível ouvir o Cícero ou os mineiros do Transmissor e não perceber o mínimo de influência das composições de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante. Felizmente a homenagem ficou bonita e bem longe de ser apenas uma pagação de pau desnecessária. Dividida em dois volumes, vale ouvir com atenção as versões de “Conversa de Botas Batidas”, pelo Cícero; “O Velho e o Moço”, pelo Maglore; “Anna Julia”, pelo Velhas Virgens; e “Pois é”, pelo Transmissor. Seria exagero dizer que algumas músicas conseguiram ficar tão boas quanto as originais? O pecado ficou pela ousadia de tentar modificar “De Onde Vem a Calma”. Certas músicas não DEVEM ser tocadas em hipótese alguma e eu nem sou xiita com Los Hermanos.

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Gostaria de ter estômago para comentar sobre a tortura realizada pelo famigerado Dinho Ouro-Preto, que foi destemido e teve coragem de regravar “Time Is Running Out”, do Muse, em seu disco de covers. Se a cara de pau tivesse ficado por aí, tudo bem, uma terapia poderia me ajudar a superar o trauma, mas o cara ainda resolveu mexer com Leonard Cohen, Smiths, The Cure e uma porrada de músicas legais. Tenho certeza que a falta de respeito de Dinho influenciou diretamente na “ressurreição” do rapper Tupac no meio do Coachella, nos Estados Unidos. Para quem não sabe, o cara foi assassinado anos atrás numa emboscada digna de filmes do Vin Diesel (ou 50 Cent, para ficar mais no clima) e fez uma participação especial na apresentação do Snoop Dogg. Como? Não foi por conta de nenhum Pai de Santo do rap não, mas graças à uma avançada tecnologia que recriou o cantor em um holograma assustador. Fico pensando na reação do público que estava na grade. Como será que eles reagiram quando Tupac começou a surgir do chão? Sei que eu teria corrido atrás de um exorcista ou coisa parecida. O mês da (Re) Descobrindo Sons se encerra com esta. Até a próxima.

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Discos ouvidos:

Discografia completa do Foo Fighters
Super Taranta @Gogol Bordello
Suck and See @Arctic Monkeys
Brothers @Black Keys
El Camino @Black Keys
Best of @Al Green
Cage the Elephant @Cage the Elephant
Re-Tratos – Volume 1 @vários
Re-Tratos – Volume 2 @vários
Life is a Big Holiday for Us @Black Drawing Chalks
Lira @Lirinha
Sea Change @Beck
Torches @Foster the People
Thank You Happy Birthday @Cage the Elephant

Além do Som: Qual a boa do Lollapalooza?

Além do Som: Qual a boa do Lollapalooza?

Demorou mais de 10 anos para o Foo Fighters voltar ao Brasil. A banda liderada por Dave Grohl foi a atração principal do Festival Lollapalooza, evento criado por Perry Farrel, vocalista do Jane’s Addiction, durante os anos 90. Ainda que tenha deixado muito a desejar em comparação com as edições de Chicago e Santiago, o Lollapalooza revelou um forte potencial para se tornar o maior Festival de música do país, batendo de frente com o Terra (ainda melhor), SWU e Rock in Rio. O grande problema foi que, assim como no clipe de “Everlong”, do Foo Fighters, o sonho não foi totalmente agradável e houve o risco dele se transformar em um grande pesadelo.

Uma das principais receitas de sobrevivência em um Festival em terras tupiniquins é chegar cedo, comprar todas as fichas de bebidas e evitar as intermináveis filas. Quem conferiu o evento em Chicago revelou que as filas não costumavam durar nem mesmo cinco minutos e que parte dos funcionários dos caixas eram voluntários. Aqui no Brasil, além de você perder um show inteiro para conseguir comprar a sua ficha e ser atendido, ainda corre o risco de lidar com a mesma cena acontecida durante o Rock in Rio IV, quando vários atendentes “fugiram” após o começo dos shows. O Lollapalooza não escapou deste, que é um dos principais problemas dos grandes eventos no país. A organização também errou no desenho da estrutura do festival: havia apenas um espaço para o público descansar e ele ficou lotado quando a chuva caiu durante o domingo; a Tenda do Perry ficava praticamente colada no palco Butantã e uma apresentação abafava a outra, tornando impossível assistir aos shows naquele lugar. Um erro grotesco, para se dizer o mínimo. Os organizadores só “perceberam” o deslize na hora da última apresentação do Lolla, quando atrasaram a apresentação do Racionais Mc’s para evitar o conflito sonoro. O público, principal interessado em conferir os shows, não foi avisado da alteração, embora naquela altura a maioria estivesse mais interessada em ir embora para casa e descansar após a maratona de dois dias. Ainda mais incômodo que as filas para os caixas, a primeira edição do Lollapalooza Brasil ignorou um dos únicos acertos do último Rock in Rio e manteve os banheiros químicos. O Festival criado por Roberto Medina ofereceu um grande mictório para evitar as longas filas e resolveu parcialmente o problema, pelo menos do lado masculino.

Mais grave ainda foi o caos para sair do evento. Boa parte das 70 mil pessoas que foram ao Lollapalooza precisava utilizar um transporte público para voltar para casa. Aliás, havia um grande incentivo por parte dos organizadores para que o público deixasse o carro em casa e optasse por usar o metrô (considerando que os shows estavam previstos para acabarem às 23h) ou ônibus. O resultado foi o completo despreparo das autoridades em lidar com a massa que se espremia e lutava para entrar no metrô. Se para encontrar um táxi livre era preciso andar até depois da Marginal Pinheiros, a situação não era nada fácil para quem esperava a PM liberar a estação Butantã. O caos não diminuiu nem mesmo no segundo dia, quando mesmo com 15 mil pessoas a menos, houve nova confusão, inclusive com relatos de violência por parte do público e também da polícia.

Como se não bastasse a tradicional reclamação das filas e estrutura, o Lolla também começou com o pé esquerdo quando a primeira atração internacional do evento subiu ao palco. Os malucos do Cage The Elephant fizeram um show visceral para o público com menos de 20 anos e que estava ocupado demais com os moshs e stage dives do vocalista Matt Schultz para prestar atenção na péssima qualidade do som da apresentação. O volume estava baixo demais e para uma banda com um vocalista que prefere fazer bagunça do que cantar, o resultado não foi positivo. Toda a pegada presente nos discos da banda foi apagada e ficou a impressão de que o som estava preso em algum lugar bem distante dali. Felizmente, Schultz usou tudo que aprendeu assistindo aos shows do Pixies e Nirvana e fez um show à parte, inclusive com direito a dois stage dives, sendo o último no final do show.

O Rappa subiu ao palco do Lollapalooza apenas para garantir a presença na edição norte-americana do show. Muita gente estava cantando os versos de “Rodo Cotidiano” e “Minha Alma”, mas o melhor momento do show foi quando Falcão e sua trupe deixaram o público ouvindo “Killing in the Name”, do Rage Against the Machine. Quando o melhor momento do seu show é motivado por conta de uma música de outra banda, é melhor repensar o que você fez de errado. O Band of Horses fez uma das apresentações mais elogiadas do Festival (com direito até a um pocket show acústico surpresa), enquanto o Tv on the Radio dividiu opiniões, chegando a ser chamado até mesmo de “Infinity on the Radio” por alguns fãs mais ansiosos pelo show do Foo Fighters. Dave Navarro, guitarrista do Jane’s Addiction, deu as caras para tocar “Waiting Room“, do Fugazi. Engraçado notar que pela segunda vez no dia, o melhor momento do show de uma banda foi consequência de uma cover. Pelo menos a banda preferiu tocar a música, ao invés de imitar O Rappa e deixar o som mecânico fazer o trabalho “duro”. Joan Jett se apresentou no palco Butantã, enquanto a maioria do público se espremia para chegar o mais próximo possível do palco principal Cidade Jardim e assistir ao show do Foo Fighters, que assim como todos os outros shows, começou pontualmente às 20h30.

A primeira nota de “All My Life” foi o suficiente para ganhar o público, que gritava e se apertava cada vez mais. Foi assim durante as primeiras músicas, o que dificultava muito a visão do palco. Os “baixinhos” não tinham nem como recorrer aos telões, já que a produção também falhou ao deixa-los baixos demais. Sem muitas surpresas no repertório (“Generator”, “Hey Johnny Park”, “For All The Cows”), o Foo Fighters fez uma apresentação para realizar os sonhos de todos os fãs. Dave Grohl chegou até mesmo a tocar bateria em “Cold Day in the Sun”, tornando aquele momento ainda mais inesquecível, mas o grande problema do show foi o fato dele ser uma vítima da tecnologia e não ter conseguido fugir do óbvio. Grohl criou um personagem extremamente carismático, mas que repete as mesmas frases e interações com o público. Quem acompanhou a transmissão do show do Chile e das duas apresentações na Argentina não se surpreendeu nadinha com o repertório e nem mesmo achou graça nas piadas, mas valeu pela experiência de estar diante tudo aquilo e a certeza de que o Foo Fighters é uma das maiores bandas da atualidade, independente das críticas. A cantora Joan Jett subiu ao palco para tocar duas músicas (“Bad Reputation” e “I Love Rock n’ Roll” – após um belo discurso homenageando Perry Farrel por sua importância no mundo da música e de como o Lollapalooza é uma marca de respeito e orgulho para as bandas alternativas) e logo depois foi o momento de “Everlong” encerrar o show. Grohl prometeu retornar em breve. Só resta esperar.

O segundo dia começou ainda mais quente e com uma concentração bem maior de pessoas para conferir aos primeiros shows do dia, especialmente do punk cigano insano do Gogol Bordello. Eugene Hutz se apresentou com a mesma empolgação (e roupa) do show realizado na sexta-feira, no O Beco, em São Paulo, e deixou todo mundo se perguntando o motivo que fez a produção escalar a banda logo no começo do domingo, deixando artistas como Thievery Corporation e Manchester Orchestra (que encerrou o show no momento em que a chuva começava a apertar e as pessoas fugiam para a tenda coberta) em horários melhores. Um dos grandes conflitos do domingo foi decidir entre assistir ao rock n’ roll incendiário dos goianos do Black Drawing Chalks ou aos movimentos pélvicos do vocalista do Friendly Fires. O MGMT fez um show que agradou apenas aos seus leais fãs, embora “Time to Pretend” e “Kids” sejam (as únicas) músicas divertidas e que fizeram muito barulho. Já o Foster the People surpreendeu muito positivamente, tanto pelo público que cantava tão animado como os fãs do Foo Fighters quanto pela própria performance da banda. Se o disco de estreia da banda era “certinho” demais e desprovido de pegada, o show é exatamente o contrário e ainda que o som seja extremamente organizado, tudo é tão bem trabalhado que é apenas mais um motivo para se admirar e acompanhar a trajetória da banda.

O Jane’s Addiction começou o seu show com um trecho de uma canção do Pink Floyd e uma performance de um grupo de acrobatas. Ainda que tenha tocado para um público novo demais para lembrar do clipe de “Been Caught Stealing”, existiam aqueles curiosos em conhecer o som da banda que Dave Grohl chegou a comparar como o Led Zeppelin de sua geração. Ainda que saibam perfeitamente como construir arranjos e um show de rock para fã nenhum botar defeito, Farrel e sua bizarra semelhança com Dinho Ouro-Preto fizeram o básico e não inventaram demais na apresentação, que foi perdendo força na medida em que se aproximava a hora do Arctic Monkeys “encerrar” o Lollapalooza.

A banda liderada por Alex Turner tocou boa parte do disco Suck it and See, deixando de lado muitas canções dos discos anteriores. Os fãs não se importaram, especialmente por estarem diante uma banda bem mais madura do que a que havia se apresentado no Tim Festival de 2007. Turner está mais simpático e evoluiu muito como vocalista e guitarrista. Enquanto não deixava escancarada a influência de Josh Homme, do Queens of the Stone Age e produtor do disco Humbug, na sua forma de cantar e tocar guitarra, o líder do Arctic Monkeys se divertia fazendo caras e bocas para o público.

Não é exagero dizer que a apresentação rápida e rasteira (e sem enrolação) foi a melhor dessa primeira edição do Lollapalooza Brasil, que deixará os fãs na expectativa para a confirmação (ou não) do evento no ano que vem.

TV Audiograma: Gogol Bordello @ Lollapalooza Brasil

TV Audiograma: Gogol Bordello @ Lollapalooza Brasil

Uma hora de Gogol Bordello pra você aqui no Audiograma. Show completo da trupe comandada por Eugene Hütz no Lollapalooza Brasil para você ver, rever, relembrar ou se empolgar.

Até porque, como não se empolgar ouvindo punk cigano, certo?

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Mini-Resenha: Lollapalooza em fotos e vídeos, parte 2

Mini-Resenha: Lollapalooza em fotos e vídeos, parte 2

Segundo dia de Lollapalooza Brasil no Jockey Club. Se não tinha Foo Fighters, tinha Arctic Monkeys e seu rock cada vez mais maduro e de qualidade. Talvez sem a pompa e a lista extensa de hits da banda de Dave Grohl, mas com qualidade comprovada para fechar o festival.

E teve Jane’s Addiction, MGMT, Foster The People, Friendly Fires, Gogol Bordello e otras cositas interessantes que você confere no nosso resuminho em fotos e vídeos, certo?

# Fotos

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# Vídeos

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Mini-Resenha: Gogol Bordello

Mini-Resenha: Gogol Bordello

Se alguém afirmar que a melhor definição para o Gogol Bordello é a de “uma verdadeira banda de malucos”, poucos terão coragem de discordar.

Liderados por Eugene Hutz, a trupe faz um som classificado como “punk cigano” e explicar isso é fácil: por maiores que sejam as influências de todos os seus oito membros (cada um de uma nacionalidade diferente, praticamente), a pegada do Gogol Bordello é bem voltada para o rock. A mistura gera um caos sonoro que na primeira impressão pode acabar assustando os iniciantes, mas nada que dure por muito tempo.

Formada no final dos anos 90, a banda já passou pelo Brasil em outros carnavais, literalmente. Hutz gostou tanto do Rio de Janeiro que adotou a cidade e virou figurinha fácil nas ruas da Lapa, sempre andando sem camisa, com aquele bigode peculiar e um violão. Não se espante se cruzar com ele na rua e achar que trata-se de um morador de rua. Tenha fé, olhe novamente, e você poderá estar cara a cara com um dos vocalistas mais estranhos dos últimos anos. O Gogol Bordello foi atração da última edição do Tim Festival, em 2008, e depois em 2009. A banda se apresentará no segundo dia do Lollapalooza, mas antes fará um show solo, no dia 6, também em São Paulo.

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Para quem ainda não conhece, vale conferir:

“Ultimate”

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“Wonderlust King”

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“Start Wearing Purple”

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“Pala Tute”

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“Immigrant Punk”

Saiba tudo sobre o Lollapalooza Brasil 2012

21 de novembro de 2011 News 1 comentário
Saiba tudo sobre o Lollapalooza Brasil 2012

A espera acabou. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda, a produção confirmou todos os detalhes principais do Lollapalooza Brasil, que acontece nos dias 07 e 08 de abril de 2012, em São Paulo.

O Jockey Club receberá mais de 60 artistas nacionais e internacionais, encabeçados por nomes como Foo Fighters, Arctic Monkeys e Jane’s Addiction. Além deles, MGMT, TV On The Radio, Calvin Harris, Cage The Elephant, Joan Jett & The Blackhearts, Gogol Bordello, Friendly Fires e Foster The People são alguns dos nomes internacionais do festival. Entre os nomes nacionais, O Rappa, Plebe Rude, Pavilhão 9, Velhas Virgens, Wander Wildner e Marcelo Nova são alguns dos nomes que estarão presentes na edição brasileira do Lolla.

Os ingressos começam a ser vendidos a partir das 00:01 desta terça-feira, 22 de novembro, mas são destinados apenas aos que se cadastraram no site oficial do festival. Quem efetuou o cadastro recebeu, por e-mail, uma senha para fazer a compra antecipada do Lollapass, passaporte que dá direito aos dois dias do festival, na primeira pré-venda. Os valores (inteira) são de R$ 500 nesta pré-venda e o valor poderá ser parcelado em até 3x sem juros no cartão.

A venda convencional contará com postos físicos (além da internet) e começa, a princípio, no dia 05 de dezembro. Na venda convencional, teremos o Lollapass e os ingressos avulsos para cada dia do festival. Os valores e a ordem das apresentações serão revelados somente na abertura das vendas.

O lineup completo do festival e mais informações podem ser visualizadas no site oficial do Lollapalooza.

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Abaixo você vê o mapa do festival:

TV Audiograma: Gogol Bordello – Immigraniada (We Comin’ Rougher)

TV Audiograma: Gogol Bordello – Immigraniada (We Comin’ Rougher)

O Gogol Bordello lançou um novo clipe para a música “Immigraniada (We Comin’ Rougher)”. O vídeo é uma homenagem a pessoas que, como a maioria dos integrantes da banda, saíram de seus países em busca de uma vida melhor.

“O vídeo é muito auto-biográfico e conta a história de oito pessoas, que são todas imigrantes e que procuraram uma vida melhor em Nova York. Ao mesmo tempo, coincide com a crença idealista de que as pessoas devem ser sempre livres para escolherem o lugar onde vão viver”, declarou Eugene Hütz ao site Boing Boing.

Veja o vídeo abaixo:

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TV Audiograma: Gogol Bordello – Pala Tute

TV Audiograma: Gogol Bordello – Pala Tute

Mantendo uma estética parecida com a de “Wonderlust King” e “American Wedding”, os clipes mais famosos do Gogol Bordello, “Pala Tute” foi lançado oficialmente como o mais novo single do álbum mais recente da banda, Trans-Continental Hustle, lançado em abril deste ano.

Em mais um clipe divertido, Eugene Hütz faz uma mistura de diversos elementos visuais com menções inspiradas em personagens como King Kong e Drácula.

Gogol Bordello revela detalhes do novo álbum

4 de março de 2010 News Sem comentários
Gogol Bordello revela detalhes do novo álbum

O Gogol Bordello revelou algumas informações sobre o seu próximo álbum de estúdio.

Com o nome de Trans-Continental Hustle, o disco contará com 13 faixas e a produção ficou nas mãos de Rick Rubin.

“Rick nos inspirou a focar na alma da canção. Ele nos dá confiança para sempre fazer o melhor e mais maduro trabalho”, revelou Eugene Hütz, vocalista do grupo, como informa o site Gigwise.

Hütz falou também sobre a sonoridade do álbum, que está muito influenciada pela música brasileira. Muito disso se deve ao fato de que Hütz veio morar no Rio de Janeiro a quase dois anos. Uma das músicas inclusive, tem o seu nome em português, “Uma Menina, Uma Cigana”.

Trans-Continental Hustle é o quinto álbum de estúdio lançado pelo Gogol Bordello e chega as lojas no dia 27 de abril. O último trabalho da banda foi Super Taranta!, lançado em 2007.

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Abaixo você confere as treze faixas presentes em Trans-Continental Hustle:

1. Pala Tute
2. My Companjera
3. Sun Is on My Side
4. Rebellious Love
5. We Comin’ Rougher (Immigraniada)
6. When Universes Collide
7. Uma Menina Uma Cigana
8. Raise The Knowledge
9. Last One Goes The Hope
10. To Rise Above
11. In The Meantime In Pernambuco
12. Break The Spell
13. Trans-Continental Hustle

Playlist: Gogol Bordello – Super Taranta!

5 de fevereiro de 2010 Playlist 2 comentários
Playlist: Gogol Bordello – Super Taranta!

Se você ainda não conhece o Gogol Bordello, você definitivamente precisa rever os seus conceitos. A banda de gypsy/folk/punk/burlesco/cigano (ufa!) foi formada em 1999, após o seu capitão e ucraniano Yevgeniy Aleksandrovich Nikolayev – ou simplesmente Eugene Hutz – sair da Ucrânia com os seus familiares, vagar pela Europa e pela Ásia, descobrir as suas raízes ciganas, o rock americano e, depois de seis anos, enfim desembarcar na então desconhecida Nova York.

Daí a conhecer mais algumas pessoas malucas, revoltadas, de diversos países e criar uma banda onde pudesse expressar os seus receios, indignações e influências musicais adquiridas ao longo de suas viagens pelo mundo foi um pulo.

Além de Hutz, a banda é formada atualmente pelos russos Sergey Ryabtsev (violino e vocais) e Yuri Lemeshev (acordeão e vocais); o israelense Oren Kaplan (guitarra e vocais); o etíope Thomas Gobena (baixo e vocais); os americanos Oliver Charles (bateria e vocais) e Pamela Jintana Racine (percussão, vocais e performace); o equatoriano Pedro Erazo (MC e percussão), o romeno Stevhen Iancun (acordeão); a inglesa Elizabeth Sun (percussão, vocais e performace) e o polonês Hank Dimant (DJ – Mixer).

Com letras bem humoradas e, às vezes, tocantes, Hutz consegue fazer críticas contra a hostilidade vivida por imigrantes, a falta de receptividade das pessoas e demais atitudes diárias que afastam as pessoas de certa coletividade.

Em 2007, a banda lançava Super Taranta!, o quarto álbum do grupo e que mostra toda a variedade de elementos ciganos vistos nos álbuns anteriores unidas a uma bateria pesada e um senso de revolta ou revolução punk, como preferir. Mas o ponto alto do álbum, assim como nos demais, continua sendo a voz e o inglês meio ucraniano de Hutz, que da um toque final ao trabalho, seja ridicularizando as tradições do casamento em “American Wedding”, criticando a falta de humor de Jesus Cristo, em “Supertheory of Supereverything” ou se vangloriando por ser o maior Deus sexual vivo, na música “Wonderlust King”.

O CD é considerado por muitos – e por mim também – como o melhor da banda, mesmo com a existência de Gipsy Punks: Underdog World Strike, lançado pela banda em 2005 e o responsável direto pelo “surgimento” da banda na mídia.

As catorze faixas fazem uma verdadeira salada de energia, humor, poesia, dança e animação, tudo com uma qualidade excelente. Além das faixas já citadas, vale a pena “perder” um tempo da sua vida ouvindo músicas como “My Strange Uncles From Abroad”, “Tribal Conection”, “Alcohol”, “Your Country” e a faixa título do álbum, “Super Taranta!”.

Gogol Bordello – Super Taranta!

Lançamento: 10 de julho de 2007
Gravadora: Side One Dummy (No Brasil, Deckdisc)
Gênero: Gypsy Punk
Produção: Victor Van Vugt/Gogol Bordello

Faixas:
01 – Ultimate
02 – Wonderlust King
03 – Zina-Marina
04 – Supertheory Of Supereverything
05 – Harem In Tuscany (Taranta)
06 – Dub The Frequencies Of Love
07 – My Strange Uncles From Abroad
08 – Tribal Connection
09 – Forces Of Victory
10 – Alcohol
11 – Suddenly…(I Miss Carpaty)
12 – Your Country
13 – American Wedding
14 – Super Taranta!