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Além do som: Divisor de águas

É com grande duvida e revolta que retorno hoje com uma expressiva questão. Qual a possibilidade de algo novo e, consequentemente, criado por razões obvias atingir uma massa de ouvintes naturalmente fadigados pelo que ocorre hoje? É claro que o som e a  atitude intelectual não é mais  necessario e importante, as cores e as tendências são os volumes mais significativos nessa nova abordagem com siglas de facil absorção (EMO).

Com opinião ditada em referência ao emo, o  vocalista de bandas como MINOR THREAT, EMBRACE,  FUGAZI e atual violonista barítono e vocalista do THE EVENS, Ian Mackaye, aprofunda o fato como uma classificação/denominação totalmente estupida, opinião totalmente valida e de peso pelo folclorico criador do ”Straight Edge”.

Mas para os mais persistentes, o que realmente se enquadra nessa definição é que o possivel criador desse polemico estilo pode ser realmente a banda EMBRACE. Banda de vida curta, atuando do verão de 1985 à primavera de 1986, natural de Washinghton DC e uma das primeiras bandas a ser apelidada pela imprensa como HardCore Emocional. Acredito que após esse fato houveram varias bandas influenciadas.

Mas convenhamos, a estrutura harmônica e sonora – se comparada com os possiveis idealizadores – é totalmente nebulosa e diferente e sua postura tambem. Percebo que a intenção proposta pelo EMBRACE – totalmente fundamentada como filosofia por Ian Mackaye – e ramificado pelo Straight Edge hoje foi totalmente deteriorado pelos que se dizem emos.

O absurdo é tanto que as bandas “coloridas”  fogem de todas as caracteristicas, pagando até para tocar em festivais ou em aberturas de bandas já consagradas pela cena, diga se de passagem, se esquecendo de tudo pelo que  as bandas da cena underground dos anos 80 e 90 lutaram – e lutam até hoje. Enfim, hoje é possivel que  a bandeira do “faça você mesmo” esteja a meio mastro.

A diferenciação é nitida. Hoje todo mundo quer ter uma banda, quer vender material de sua banda – e é importante informar que eu digo material pois a industria fonografica é uma desmotivada industria sem meios, já que todo mundo quer ser independente hoje em dia, levando eles ao provavel fim e, diga-se de passagem, não se esquecendo tambem da provável volta do VINIL é claro -, tocar em shows relativamente lotados e frios, com uma distância imensa entre palco e publico, uma caracteristica totalmente inversa de bandas de HardCore, que prega o real e o contato (POGO).

O fato é que basta comparar, mas duas questões são relevantes.

1. Só pelo fato de uma banda pagar (vendas de ingresso) para tocar é lamentavel, e a filosofia “faça voce mesmo”?
2. Hoje em dia é imensa a preocupação com a imagem. Um requisito importante, mas não tanto quanto. E o fundamental? A musica.

É inevitavel que termine isso tudo com uma outra pergunta, será que realmente nos preocupamos com as classificações? Os que tem a oportunidade de disseminar algo realmente importante necessitam realmente de publicidade?

As mentes mais brilhantes foram as que contestaram tudo e a todos. Por essas declarações que escuto muitas pessoas dizerem que hoje em dia, os discos mais escutados por elas são dos anos 90. Reflita.

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2 comentários to " Além do som: Divisor de águas "

  1. guilherme disse:
    po curti pra caramba essa materia aew em
    to gostando de ver o audiograma.
    abraço danilo pita
  2. 2t disse:
    ok. ok. deixe-me ver se entendi bem. você esta questionando a importância do trabalho de divulgação de uma nova banda? (na parte “necessitam mesmo de publicidade?”). Se for o caso, eu discordo totalmente. Quem tem alguma coisa boa a ser dita quer ser ouvido e para isso, precisa da atenção da mídia. Seja virtualmente ou não, precisa espalhar a mensagem. Quem diz que não liga para quem vai prestar atenção no seu trabalho, além de não se levar a sério, é um tremendo mentiroso(e inevitavelmente está utilizando uma ferramenta de mkt).

    Esperar pelo próximo Nirvana é como esperar pelos dias em que Jesus vai andar entre nós de novo…

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