O cantor e compositor Jason Mraz está aproveitando o mês de março para revisitar os grandes êxitos de sua carreira em uma passagem por terras latinas.
No último domingo (08), Dia Internacional da Mulher — e também dia de clássico pela final do Campeonato Mineiro — Belo Horizonte recebeu a quarta apresentação da turnê Return to South America & México em território brasileiro.
Após passar por Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, foi a vez da capital mineira celebrar os mais de vinte e cinco anos de carreira do músico estadunidense. Para isso, o local escolhido foi o BeFly Hall. Aos poucos, e de forma bem confortável, o público foi se acomodando pela casa, reservando seus lugares e, em alguns casos, também de olho no que acontecia no Mineirão.

Ainda que as memórias musicais sejam sempre bem-vindas, é melhor ainda quando elas dialogam com o presente. Por isso, perceber que Jason mantém muito da essência daquele trabalho nas apresentações atuais fez valer ainda mais a decisão de sair de casa para ir ao show — em vez de assistir ao meu time favorito disputar (e perder) mais uma final.
O público presente teve a chance de aproveitar um setlist diverso e cheio de sucessos. Tudo ganha ainda mais força quando o músico passa a ser acompanhado no palco por Molly Miller (guitarra), Chaska Potter (guitarra, percussão e backing vocal), Rachel Mazer (teclado e saxofone), André de Santanna (baixo) e Tamir Barzilay (bateria). Com eles ao lado, músicas como “Living in the Moment”, “Make It Mine”, “I Feel Like Dancing” e “Butterfly” ganham ainda mais energia e, naturalmente, colocam todo mundo para dançar.
De forma bastante descontraída, Jason Mraz conduz o show contando histórias por meio de suas músicas e, claro, interagindo com o público. Em vários momentos, demonstra seus conhecimentos de português, arriscando expressões como a bem mineira “uai, sô”, além de “bom demais” e “como o Brasil não há”. Essas trocas deixaram a plateia ainda mais animada para um dos momentos mais esperados da noite: “Lucky”. A parceria com Colbie Caillat, interpretada por Jason em dueto com Chaska Potter, foi um dos pontos de maior euforia da apresentação, com a música sendo cantada em coro do início ao fim.

Ovacionado pelo público, Jason e sua banda retornaram ao palco para o bis com “93 Million Miles” e “I Won’t Give Up”, fechando a noite com a certeza de que, ainda que não arraste multidões por onde passe, Mraz possui um público fiel — e faz por merecer todo o reconhecimento que recebe de cada um deles.


