Arcade Fire divulga nova música

6 de março de 2012 News Sem comentários
Arcade Fire divulga nova música

O Arcade Fire divulgou na última sexta-feira (2) uma nova música. “Abraham’s Daughter” fará parte da trilha sonora do filme Jogos Vorazes (The Hunter Games), filme baseado na obra de Suzanne Collins.

A música fará parte dos créditos do filme, que traz para as telas a história de uma garota de 16 anos que vive em um país dividido em 12 regiões. Dessas regiões, são escolhidos um menino e uma menina que participam de um evento transmitido para todo o país, onde devem lutar até a morte.

A trilha sonora do filme conta ainda com outra música do Arcade Fire, a instrumental “Horn of Plenty”. Além dos canadenses, a trilha conta com nomes como Taylor Swift, Kid Cudi, The Decemberists, Maroon 5 e Miranda Lambert. O filme tem previsão para chegar aos cinemas e que chegará aos cinemas americanos no dia 23 de março.

(Re) Descobrindo Sons: Janeiro

(Re) Descobrindo Sons: Janeiro

Quais foram as músicas que vocês ouviram logo na entrada de 2012? Passei minha virada muito bem acompanhado e dividindo minha atenção entre as doses de absinto, as garrafas de Heineken, a televisão passando Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o Queens of the Stone Age quebrando o pau no som. Faziam anos desde a última vez que escutei um disco em um aparelho de som decente. A experiência foi sensacional. Geralmente sou meio apegado a certos detalhes e certamente, ter ouvido as minhas bandas favoritas durante a transição de um ano para o outro foi bem interessante. Gostei do momento de conciliar as melhores coisas da vida em uma única noite.

E quando você descobre que está no meio de colecionadores de todos os tipos? Se em 2010, quando eu iniciei a minha participação nas páginas laranjas do Audiograma, eu pensava que era um louco de gastar todo o meu salário com discos das bandas que eu mais gostava, hoje, dois anos depois, descubro que aquela compulsão era menos da metade do que posso observar no comportamento de outras pessoas tão próximas. Embora o papo aqui seja música, devo dizer que o Heitor Valadão, meu companheiro de redação no Cinema em Cena, possui uma coleção de Blu-rays com mais de 3000 títulos, incluindo aquelas edições raras e limitadas que os estúdios lançaram para agradar os fãs. O Renato Silveira, editor-chefe da página, é outro que tem uma coleção enorme. Pensava que não conhecia ninguém que tivesse uma paixão semelhante, mas que fosse voltada para a música. Ledo engano. Minha querida amiga Julia Goulart conseguiu encontrar a maioria dos lançamentos da banda Muse. Ela tem LPs, singles, caixas, livros, edições especiais dos discos de estúdio, enfim, ela tem (quase) tudo. Fiquei muito surpreso quando descobri – não que eu já não soubesse o quanto ela era doente com a banda, afinal ela foi em nada mais que nove shows da banda. Confesso que senti um alívio quando vi que o vício dela não se limitava à banda liderada por Matthew Bellamy. Haviam outros discos e edições especiais de outras bandas, como o The Suburbs, do Arcade Fire, em versão com as duas músicas extras e mais o curta-metragem dirigido por Spike Jonze. (vídeo MUITO interessante, por sinal)

Imagem de Amostra do You Tube

Falei isso tudo sobre as coleções alheias para dizer que eu não sou compulsivo e que, embora tenha edições especiais de alguns filmes, os discos mais raros da minha coleção são as edições importadas de So Real, de Jeff Buckley (uma coletânea e os leitores mais antigos sabem como me sinto à respeito dessas edições); Mer de Noms, de A Perfect Circle; e a tríade sagrada de Bob Dylan: Highway 61 Revisited, Bringing It All Back Home e The Freewheelin` Bob Dylan. E partindo para outros campos, a coisa mais rara e “espetacular” que está no meu armário é a edição de capa dura e numerada com os três volumes de O Senhor dos Anéis. Ou seja, sou um fraco. Acho que preciso endoidar um pouco nas minhas ideias e sair comprando coisas obscuras e montar uma coleção bizarra.

Em janeiro economizei um pouco nas compras de discos. Ok. Eu ando fazendo isso há tempos, mas prometo não ficar com menos de 12 novos títulos na coleção. Em compensação, finalmente, adquiri a minha cópia de Quando os Gigantes Caminhavam, de Mick Wall. Por enquanto estou finalizando a leitura de Não Me Abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro, mas sei que não irá demorar muito para começar a devorar a biografia do Led Zeppelin. Esperei tempo demais para finalmente ter coragem de comprar o livro e na primeira oportunidade, não consegui deixar passar. Também resolvi retomar os velhos hábitos de frequentar shows de rock. Durante um final de semana inteiro, viajei de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro e fui conhecer o famoso Teatro Odisseia, na Lapa, também conhecido como o paraíso das pessoas bizarras e lindas da cidade maravilhosa.

Seria um crime ignorar que foi graças à discotecagem de Tomás Tróia, da banda R.Sigma, que conheci uma das músicas mais surreais da MPB brasileira. Conheci o trabalho do Kassin através do Los Hermanos e da Orquestra Imperial, em meados de 2005. Sabia que ele havia lançado um disco muito elogiado em 2011, mas não fazia a menor ideia do teor das letras e das canções, logo quando ouvi as primeiras notas de “Calça de Ginástica” pensei que se tratava de uma nova canção do Cansei de Ser Sexy ou alguma banda de funk inteligente. Tentei me esforçar para lembrar outra música que tivesse versos tão bizarros, mas foi tudo em vão. Dificilmente alguém irá superar “quero transar com você no banheiro de paraplégicos usando calça de ginástica” e a situação fica ainda mais engraçada para quem sabe uma das versões da “origem” da música: parece que o Kassin era vizinho de um político e sempre o via saindo de casa usando uma calça de ginástica. Até que passou a ter sonhos eróticos com o tal político.

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A minha amiga Julia (aquela mesmo que coleciona qualquer coisa do Muse, incluindo o balão usado durante “Plug in Baby” na turnê passada) insistia para que eu ouvisse o disco de um tal de Cícero (foto). Minha primeira impressão com o nome era horrível. Um babaca com o mesmo nome havia dado em cima de uma ex-namorada (aquela que me atormentava em 2010) e já que sou meio “mimado”, acabei tomando raiva do nome. De qualquer maneira, disse que ouviria quando chegasse a hora. Muito me surpreendia saber que a Julia, completamente off do cenário alternativo nacional, insistia para eu conhecer um cara com pegada MPB, Bossa-nova e Los Hermanos. Aquilo tudo deveria ser o suficiente para que eu baixasse o excelente Canções de Apartamento e descobrisse o que é que o Cícero tinha, mas ao invés de partir para o download, esperei por uma apresentação ao vivo.

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Da mesma maneira que aconteceu em 2007, quando conheci o Móveis Coloniais de Acaju em uma apresentação incendiária no Circo Voador, observar aquele rapaz tímido, de olhos fechados, calmamente acomodado num banquinho e tocando seu violão foi algo muito impactante. O Cícero é um daqueles artistas raros e que por mais que existam pessoas para criticar negativamente e apontar semelhanças com os Los Hermanos, nada é o bastante para diminuir o talento do cantor. Poucas vezes ouvi algo que fosse tão sincero e triste na música brasileira. As letras do disco capturam exatamente a sensação de frieza que a solidão transmite. Cícero fala do amor como se fosse gente grande e toca na alma daqueles que apreciam a melancolia como se fosse algo doce. Prestem atenção no trabalho desse cara.

O Black Keys lançou um trabalho lindo no ano passado e virou o meu atual disco de cabeceira (ou disco para transportes coletivos e também para frequentar a academia). Além de “Lonely Boy”, existem várias outras canções animadas e que tem o estranho poder de modificar os rumos do seu dia. A tal magia da música, saca? Impossível não criar expectativa para conferir a banda ao vivo. Fãs de Led, como eu, com certeza compartilharão orgasmos com “Little Black Submarines”.

Imagem de Amostra do You Tube“Tighten Up” não está em El Camino, mas o clipe dela merece sua atenção.

No mês que vem terei a oportunidade de conferir os shows de Mayer Hawthorne e Criolo, ambos no Circo Voador. Deixarei para comentar sobre o Criolo após o show, mas preciso adiantar um dos temas da próxima edição da coluna e dizer que desde que descobri o clipe de “The Walk”, o norte-americano Hawthorne virou um dos meus ídolos do começo do ano. Sei lá quanto a vocês, mas eu adoro uma música safada, daquelas que você coloca para tocar quando está acompanhado de uma bela garota em sua casa para um jantar e sabe que a situação irá ficar muito quente. Ele é exatamente assim, além de ter um humor sensacional para lidar com relacionamentos, que costuma ser o tema central da maioria de suas canções. Escutem acompanhados.

Acho que já falei demais para o começo do ano, né? Bom 2012 para todo mundo e que todo mundo tenha muita música boa (e nova) para (re)descobrir. E vamos começar nossa contagem regressiva para o show do Foo Fighters?

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Discos Ouvidos:

- El Camino @Black Keys
- Canções de Apartamento @Cícero
- Efêmera @Tulipa Ruiz
- How Do You Do @Mayer Hawthorne
- I`m With You @Red Hot Chili Peppers
- Lira @Lirinha
- Live From Faraway Stables @Silverchair
- Lonely Avenue @Ben Folds e Nick Hornby
- Los Hermanos @Los Hermanos
- O Pensamento é um Imã @Vivendo do Ócio
- Nó na Orelha @Criolo
- Sea Change @Beck
- Tonight @Franz Ferdinand
- Thank You Happy Bityhday @Cage The Elephant

(Re)Descobrindo Sons: Em dezembro…

(Re)Descobrindo Sons: Em dezembro…

Reconheço a minha ausência e omissão e caracterizo como uma quase que completa falta de moral e responsabilidade. Tsc, tsc.

Irresponsabilidade é algo feio para um jovem rapaz de 25 anos, enrolado e comprometido pelos próprios problemas pessoais que acabam afetando diretamente outras áreas. Pelo menos por enquanto. Ainda é dificil desfazer certos laços.

Ser um canceriano infeliz não ajuda em nada, confesso. Mas isso não é do interesse dos meus fieis leitores. Na última vez que contei eram quatro, agora depois do meu desaparecimento nos últimos dois meses, devo ter perdido a metade. Enfim. Cá estou com toda a minha característica cara de pau para contar um pouco do mês de dezembro.

Meses atrás eu comentei sobre a minha experiência de ouvir Radiohead depois de uma bebedeira sem fim e agora quero compartilhar outra tentativa inovadora de sentir a música de forma semi-inconsciente. Ouçam blues depois de tomarem duas doses de cachaça com mel, açucar e limão. Depois de alguns meses, finalmente abri o disco do mestre Willie Dixon e cá estou, absorvendo cada gota de solo, notas e gritos insinuantes. O album I am the Blues é uma ode à libido que somada ao poder da “marvada”, deixa qualquer um louco. Preferi a parte final do disco, com faixas como “Im Your Hoochie Coochie Man” e “The Same Thing”. Tenho um certo tesão pelas músicas que praticamente me obrigam a fechar os olhos e balançar o corpo lentamente. Se eu não estivesse em casa, essa seria a senha para levar um “cai fora” de todas as mulheres que cruzassem o meu caminho. O blues entra dentro de nós como um viagra mental para a copula inconsequente. Eu sou debilitado e facilmente corrompível. Que culpa tenho?

Imagem de Amostra do You Tube“I Can`t Quit You, Baby” para relaxar os nervos e outras coisas…

De qualquer maneira, acho que esse é um daqueles discos indispensáveis para qualquer colecionador. Ele começou a tocar de novo agora, e bem… “Back Door Man” me dá vontade de ficar em pé, cambalear para os lados, acender um cigarro e achar que sou um morador da sedutora New Orleans. Se eu não estivesse de bode por conta da minha conexão falida da internet, não teria enchido a cara com a cachaça importada do meu avô e muito menos poderia ter tido uma primeira vez melhor. Amar ao som do blues. Inveja daqueles que conseguem ou tiveram chances. Garanto que é quase mais quente que ouvindo The Doors. Digo isso apenas pelo calor crescente que “I Can`t Quit You Baby” deixa em nossas barrigas. Não importa se o alcool coopera para o efeito. O disco é bom e é isso que vocês querem ler aqui no meu espaço nas páginas laranjas do nosso querido Audiograma.

Infelizmente resolvi escrever essa coluna em tempo real. Hoje é apenas dia 16 de dezembro, mas sei que o mês não reserva grandes surpresas musicais. O que tinha para acontecer já rolou e minha atenção está muito voltada para o cinema no momento. Um erro que tenho que cometer para poder começar 2011 com paz e certeza de que meus outros projetos vão conseguir andar. O peso das escolhas. O mesmo peso que está colocando na balança tirar o pobre coitado do Dixon e colocar Kind of Blue do Miles Davis. Minhas opções são limitadas no momento, mas não deixo de achar muita graça de que a maioria dos discos que tenho em mãos são de blues ou jazz. Arcade Fire com o genial Funeral e Silverchair com o igualmente genial Diorama são as exceções. O Led Zeppelin não pode cair em classificações de gênero, pois seria um completo atestado de ignorância de minha parte. Ainda mais se tratando de In Through the Out Door.

Imagem de Amostra do You TubePassei o ano todo sem ouvir a minha banda favorita e isso é um absurdo. “Across the Night” é só uma das belas canções do album Diorama do Silverchair

Esse mês a única compra musical ficou por conta do U2. Depois de conseguir a felicidade de comprar um dos concorridos ingressos (diz a lenda que  Time For Fun inaugurou uma nova espécie de área vip, dessa vez destinada apenas aos cambistas e suas táticas sujas de conseguir ingressos) para uma das três apresentações agendadas para abril do ano que vem. Poderia ter tentado mais de uma, mas a verdade é que por mais que eu idolatre o Bono Vox, o The Edge, Larry Mullen e o Adam Clayton, não posso ignorar os boatos de que o Foo Fighters vai retornar ao país. Quem me conhece há mais tempo sabe que eu sempre digo em alto e bom som que o Dave Grohl é o cara que eu mais faço questão de ver ao vivo. Se para conseguir acompanhar toda a tour dos caras eu tiver que abrir mão do U2 e do Muse, sinto muito Muse Brasil, mas eu vou atrás do ex-baterista do Nirvana. De qualquer forma, não resisti e levei para casa o blu-ray da turnê 360 que passa pelo Brasil nos dias 9, 10 e 13 de abril. Lembro de ter assistido ao show ao vivo pelo youtube e diversas vezes enquanto trabalhava duramente na Livraria Saraiva. Engraçado perceber os pelos do meu braço se arrepiando a cada nova música ou discurso do Bono. O U2 é mais que uma banda e esses arrepios provam isso. Cada pessoa/coisa tem sua forma de nos arrepiar e o jeito que me sinto com a trupe do Bono é diferente do jeito que o Daniel Johns e o Silverchair conseguem, que por sua vez são diferentes do que senti enquanto o Radiohead tocava “Fake Plastic Tree” no show de São Paulo. (Sei que não deveria, mas vou deixar claro que os melhores arrepios que já senti na vida foram causados por uma canceriana bêbada que tirava a roupa ao som do The Doors. Devia ter filmado aquilo, já que não acredito que vá acontecer de novo um dia…)  O dia 9 de abril será especial e inesquecível. Principalmente se eles resolverem tocar “Stay” ou “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”. O ano de 2011 promete.

Imagem de Amostra do You TubeChega logo, dia 9 de abril!

Vou tirar o blues e colocar jazz. Estou sentindo um pouco de dor e não existe chance dela passar sozinha enquanto eu ouvir esses convites indecorosos de sexo poético. “You Shock Me” foi a última tortura do dia. Willie Dixon, onde quer que você esteja, você acabou com a inocência da minha tarde de quinta-feira. Seu puto!

Imagem de Amostra do You TubeNão é o jazz que é sofisticado demais: é sua cabeça que não quer pensar enquanto escuta uma música.

Colocar Miles Davis não foi uma solução tão aliviante. Além de não acabar com o tesão que o disco anterior deixou, o trompetista (tesão, trompetista… isso ficou ambíguo mesmo?) acaba funcionando como uma droga lisérgica e “So What” nos faz contorcer o rosto, como se estivessemos participando de uma jam session dos sonhos. O restante do album tem o mesmo efeito, quase me fez enxergar luzes saindo da caixinha de som. Quase. Não bebi tanto assim… Ótima trilha sonora para almoços.

O bom de “descobrir” o blues e o jazz é que parece que a trilha sonora do meu reveillon promete. Espero que todos vocês tenham um excelente final de ano e que entrem em 2011 chutando todos os traseiros! Para os leitores que tiveram paciência com essa coluna durante os meses em que ela foi publicada, muito obrigado e espero ser mais presente no ano que vem. Muito sucesso ao Audiograma e todos vocês, pessoas que amam e respiram música!

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Discos Ouvidos

- Kind of Blue @Miles Davis
- Funeral @ Arcade Fire
- Diorama @ Silverchair
- I Am the Blues @ Willie Dixon
- High Violet @ National
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Morning View @ Incubus
- IV @ Led Zeppelin
- Freak Show @ Silverchair

Discos Comprados

- U2 360 Tour (Blu-ray)

OK Computer é eleito o melhor álbum dos últimos 25 anos

23 de dezembro de 2010 News Sem comentários
OK Computer é eleito o melhor álbum dos últimos 25 anos

OK Computer, álbum do Radiohead lançado em 1997, foi escolhido pelos leitores da revista Q como o melhor álbum dos últimos vinte e cinco anos.

A eleição faz parte das comemorações dos 25 anos da revista, lançada oficialmente em 1986 e, para celebrar a data, a Q propôs aos leitores que escolhessem os 250 melhores álbuns lançados neste período.

Vários são os artistas presentes na lista, mas o Top 10 foi dominado conta com nomes como Nirvana, U2, Muse, Oasis, Arctic Monkeys e o Radiohead, que além do primeiro lugar, ocupa também a oitava colocação com o álbum The Bends.

Dentre os 250 álbuns, o U2 foi o que reuniu mais lançamentos na lista. São sete álbuns listados, sendo que o mais bem colocado foi o The Joshua Tree, que ficou em sexto lugar. O Radohead reuniu seis álbuns, Muse e Oasis cinco e Coldplay, Blur e Kings of Leon com quatro álbuns cada.

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Confira abaixo os trinta primeiros colocados na lista feita pelos leitores da revista Q:

01. OK Computer – Radiohead
02. Nevermind – Nirvana
03. (What’s The Story) Morning Glory? – Oasis
04. Definitely Maybe – Oasis
05. Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not – Arctic Monkeys
06. The Joshua Tree – U2
07. The Stone Roses – The Stone Roses
08. The Bends – Radiohead
09. Achtung Baby – U2
10. Black Holes And Revelations – Muse
11. Is This It – The Strokes
12. A Rush Of Blood To The Head – Coldplay
13. Parklife – Blur
14. Screamadelica – Primal Scream
15. White Blood Cells – The White Stripes
16. In The Aeroplane Over The Sea – Neutral Milk Hotel
17. Hot Fuss – The Killers
18. Kid A – Radiohead
19. Funeral – Arcade Fire
20. American Idiot – Green Day
21. The Holy Bible – Manic Street Preachers
22. Absolution – Muse
23. In Rainbows – Radiohead
24. Only By The Night – Kings Of Leon
25. Demon Days – Gorillaz
26. Origin Of Symmetry – Muse
27. Appetite For Destruction – Guns N’ Roses
28. Urban Hymns – The Verve
29. Automatic For The People – R.E.M
30. Loveless – My Bloody Valentine

TV Audiograma: Arcade Fire – The Suburbs

TV Audiograma: Arcade Fire – The Suburbs

O Arcade Fire acaba de divulgar o seu mais novo clipe, feito para a música “The Suburbs”, que dá nome ao terceiro álbum de estúdio lançado pela banda neste ano.

O clipe, que você confere abaixo, foi dirigido por Spike Jonze, um dos mais conceituados diretores norte-americanos e responsável por filmes como “Quero Ser John Malkovich” e “Adaptação”.

Jonze também já trabalhou em diversos clipes para artistas como Björk, Beck, Yeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem, Weezer, Fatboy Slim, Beastie Boys e R.E.M, entre outros.

(Re)Descobrindo Sons: Setembro!

(Re)Descobrindo Sons: Setembro!

Ops, I did it again.

Acabei me enrolando esse mês e tive um sério problema para conseguir terminar a coluna de agosto há tempo. Tive que adiantar meus planos e enviar duas colunas de uma vez. Mas se servir de consolo, serão duas colunas tão reduzidas quanto o meu talento físico em ousar cativar/conquistar uma mulher. Será rápido e rasteiro. Quase indolor. Você vai começar a leitura e sem que perceba, ela já terá terminado. Existem pessoas que podem comprovar o que estou dizendo e isso não é motivo para me orgulhar. Infelizmente.

Já havia mencionado que estou ocupado com algumas coisas. É o meu projeto pessoal de transformar os meus últimos nove meses em uma história engraçada e que faça alguém querer perder o tempo lendo; é um presente surpresa para a responsável por causar tristeza, alegria, prazer e frustração e um monte de outras sensações (não necessariamente ruins ou boas); a faculdade sendo levada nas coxas; foi a cobertura especial do SWU para o RockinPress; continuando na troca de layout do Cinema de Buteco; e sem mencionar o esgotamento mental e físico em consequência do trabalho escravo. Aristóteles dizia que “o trabalho remunerado consome e degrada a mente”. Alguém pode discordar dessa infeliz verdade?

Fiz apenas três compras esse mês todo. Ainda estou sofrendo com o rombo mencionado na coluna anterior. Levei para casa o Freewheelin Bob Dylan pelo absurdo preço de R$40. Porém já havia pesquisado em vários locais e o preço da Saraiva era mesmo o melhor. Só perdia para a Amazon, mas não tenho cartão internacional. A segunda aquisição do mês de setembro foi uma coletânea do Jimi Hendrix. Eu sei que já critiquei coletâneas várias vezes, mas como resistir? Entre gastar R$40 pela edição especial CD + DVD do Electric Lady Land ou experimentar levar para casa um disco por menos que a metade do preço, adivinhem a minha opção? E por último, levei uma… ahnm… coletânea do Elvis Presley. Mas essa a gente releva. Elvis era o rei e bem, basicamente todos os discos são compilações.

Como explicar ou entender os motivos que me fizeram ignorar o trabalho de artistas como Led Zeppelin, Bob Dylan, Jimi Hendrix e tantos outros? Foram 25 anos de uma quase completa miopia auditiva que só foi “curada” no primeiro semestre desse ano. Quando escutamos os críticos detonando as bandas novas e bradando que o rock morreu, eles não estão completamente enganados. Tudo que ouvimos hoje é reflexo do passado. Mesmo as bandas mais criativas sugam a essência dos grupos clássicos do rock n’roll. Josh Homme que o diga, já que suas linhas melódicas lembram por demais o trabalho de Jimmy Page e Jimi Hendrix.

Sou do tipo que cresceu ouvindo as bandas dos anos 90. Descobri o rock com uma banda grande como o Aerosmith. Me apaixonei com a pose de Steven Tyler e os solos do “pai” do Slash, Joe Perry. Músicas como “Love in a Elevator” e “Dude Looks Like a Lady” tocavam exaustivamente no meu rádio no final dos anos 90. Meu disco Big Ones (…uma coletânea…) esta até arranhado de tanto que ouvia. Logo depois do Aerosmith passei para o Titãs, a Legião Urbana e finalmente conheci o Nirvana, que praticamente direcionou o meu gosto musical.

Não é que eu não gostava ou desconhecia a importância das bandas antigas, mas eu simplesmente não tinha ouvidos, não conseguia ouvir e apreciar os acordes e distorções de Jimi Hendrix. Soava como algo datado e superado. Hoje eu discordo desse pensamento. Com o tempo e a frustração com as bandas de indie rock que praticamente se repetiam umas as outras em todos os discos (exceção do Franz Ferdinand e Muse), passei a me interessar um pouco mais pelo passado e entrei numa verdadeira missão de “resgate” do meu tempo perdido. Os meus ouvidos estão mais pacientes com o som vintage dos anos 70, 80, enquanto a minha impaciência aumenta com as bandas novas. Tudo é igual demais. Cadê a criatividade de pelo menos tentar usar uma fórmula modificada? Esse assunto pode render demais e o melhor é parar por aqui. Depois volto com esse tema em uma nova discussão. O rock clássico não vive apenas de Led Zeppelin, Aerosmith, Bob Dylan e Jimi Hendrix. Mas esses nomes são excelentes maneiras de introduzir a melhor época da música na vida de uma pessoa. Pode até ser que você seja do tipo de pessoa que não consegue perceber a beleza das coisas velhas (ou que não consiga gostar de nada novo), mas é melhor repensar seus conceitos e mergulhar sem medo no baú de seus pais.

Imagem de Amostra do You TubeAté o Bowie se rendeu ao Arcade Fire. O que você tá esperando para amar essa música? Essa banda? Essa vida?

Depois de esperar quase um mês, finalmente os meus discos do Arcade Fire chegaram. E logo de cara sou obrigado a abaixar a cabeça e dizer que NÃO, o The Suburbs NÃO é melhor que Funeral. Que disco impressionante! Ele é um exemplo moderno do que falei sobre como somos influenciados a partir de nossa maturidade musical e bagagem pessoal. Antigamente só gostava de ouvir “Rebellion” e “Wake Up” e hoje todas as faixas são obrigatórias. O terceiro trabalho da banda é realmente especial e conta com faixas sensacionais como “Ready to Start” e “Modern Man”, mas o conjunto todo deixa a desejar para a grandiosidade épica do primeiro album. Essa opininão pode mudar em breve, mas pelo menos por todos os dias que ouvi o disco durante esse mês de setembro, o Funeral é o melhor de todos.

O RinP me obrigou a ouvir muitos discos esse mês. Tirei a poeira dos quatro discos do Los Hermanos e acabei ouvindo o primeiro, que é o meu favorito. Todo mundo costuma falar do Bloco, do Ventura ou até mesmo do 4, mas é no primeiro que se encontra a essência poética do grupo de Marcelo Camelo. E escrevi sobre o quanto esse disco me empolga e me deixa saudades da época em que a banda ainda não havia “conhecido” o Mars Volta ou o Radiohead. Los Hermanos é uma banda excepcional com dois caras que sabem fazer arranjos geniais e letras inteligentes. Foram espertos ao escolher encerrar as atividades depois do belo 4. Espero que retornem um dia e que resgatem a alegria do primeiro disco com a festa dos dois albuns seguintes. Eles precisam ESQUECER o 4 para conseguir fazer algo diferente.

Resolvi homenagear o Morning View em uma dessas postagens especiais do RinP para o SWU. Eu devo ter mencionado/ouvido esse disco em todas as oito colunas que enviei (eu sei que não enviei a de abril, mas ele está lá também). Tive boa vontade de retomar os tempos de criança e ouvi o debut do Linkin Park em Hybrid Theory. Terminei a brincadeira com o som letárgico de Rated R do Queens of the Stone Age. Vale reforçar que todas essas bandas participam do SWU em outubro. O festival mais importante da década?

Imagem de Amostra do You TubeNenhuma banda é de todo ruim, eu tenho dito!

Agora que estamos na reta final de 2010 e consegui cumprir a minha meta de ter todos os discos do Led (a meta também era ter todos os livros lançados do Dostoievski pela editora 34, mas essa eu passei longe.), posso começar a pensar nos meus planos para 2011. O problema é que a indústria musical esta falida e com prazo de validade vencendo. Prova disso é o aumento dos preços de diversos produtos, não apenas na Saraiva, como em diversas outras lojas especializadas. O CD morreu e agora vai ser artigo de luxo para os colecionadores e apaixonados.

Se você for do tipo que valoriza o disco em mãos, sugiro que se apresse em comprar o que falta na sua coleção. Tenha muito cuidado com a época do natal e o aumento absurdo nos preços. O segundo disco do Coldplay (Rush of Blood to the Head) custava apenas R$19,90 e agora não sai por menos de R$34,90. Sem falar nos discos que simplesmente sumiram do catálogo. Comprem rápido, mas com muita atenção. Escutem o que digo: os discos serão extintos em breve.

Mas como isso não aconteceu ainda, ano que vem vou levar o Joshua Tree do U2 na edição especial e mais outros albuns; os discos do The Doors; o Electric Lady Land do Hendrix; finalizar os discos do Nirvana (absurdo só ter o In Utero e o Acústico); e todos os discos do Radiohead. Posso incluir o Grace do Jeff Buckley (obrigatório) e o meu amado Morning View do Incubus, mas esses eu sei que, além de raros, se forem encontrados em alguma prateleira não deixarei de levar para casa no mesmo instante. Agora vocês já sabem o que me dar de dia das crianças, natal e aniversário, né?

Imagem de Amostra do You TubeCrosstown Traffic seria uma das riffs mais gostosas do rock?

Descobri que melhor que ouvir o Morning View inteiro é ouvir uma pequena seleção (para fugir daquele outro termo que eu abomino) de canções para começar bem o dia. O meu GoGear (ainda não batizei o bichinho. Alguém tem alguma sugestão?) ainda não possui uma pasta exclusiva para essa finalidade, mas terá em breve. Confira a minha tracklist atual:

1 – Wake Up @Arcade Fire
2 – Rebellion (Lies) @Arcade Fire
3 – Where is My Mind? @Pixies
4 – Nice to Know You @Incubus
5 – Hold me, Thrill me, Kiss Me, Kill me @U2
6 – Roadhouse Blues @The Doors
7 – Ready to Start @Arcade Fire
8 – No One Knows @Queens of the Stone Age
9 – All Along the Nightwatcher @Jimi Hendrix
10 – Crostown Traffic @Jimi Hendrix
11 – California Waiting @Kings of Leon

Sei que não é uma lista sensacional, mas pelo menos funciona comigo. E funciona muito bem. Agora é praticamente obrigatório sair de casa ouvindo e cantarolando “Wake Up” do Arcade Fire. Parece que o Morning View conseguiu um forte concorrente na minha preferência matutina. Recomendo para todos os meus três leitores identificados e também para os leitores desconhecidos. Espero que um dia se pronunciem e que eu possa manter o meu emprego nas páginas laranjas.

Para encerrar, termino a coluna com uma notícia que todo mundo já deve estar cansado de saber. Além do Paul McCartney, o U2 está praticamente confirmado para dois shows no Morumbi em São Paulo nos dias 7 e 8 de abril. O anúncio, que por si só já é gigante, fica maior com a suposta presença do Muse como banda de abertura. O Arcade Fire, Interpol e Snow Patrol também tem chances de serem anunciadas a qualquer momento, mas tudo aponta para o trio britânico que entoou o hino “Where Streets Have no Name” no mega festival Glastonbury em junho.

Imagem de Amostra do You TubeO U2 vem para o Brasil e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” é parte do repertório da turnê 360

Obrigado pelo seu tempo e em breve retorno com mais uma viagem sonora sobre o conhecido e o que não é mais que uma breve novidade. E de preferência, que eu consiga publicar em tempo e evitar problemas com a chefia. Né, John?

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Ps.: Se a sua sugestão de nome para o meu player de mp3 for algo parecido com gogoboy, peço encarecidamente que vá ouvir Beatles ao lado de seu pretendente.

Ps².: Gostei dessa coisa de criar uma mixtape. É a moda dos últimos tempos nos blogs e eu não tinha aderido até então. Vai ser uma boa ferramenta para essa coluna no futuro.

Ps³.: Sem mensagens subliminares dessa vez. Juro.

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Discos Comprados:
- Freewheelin Bob Dylan @Bob Dylan
- Experience Hendrix @Jimi Hendrix
- Elvis The King @Elvis Presley

Discos Ouvidos:
- Funeral @ Arcade Fire
- Neon Bible @ Arcade Fire
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Dylan @ Bob Dylan
- Highway 67 Revisited @ Bob Dylan
- Black Holes and Revelations @ Muse
- Morning View @ Incubus
- Crow Left the Murder @ Incubus
- Rated R @ Queens of the Stone Age
- Hybrid Theory @ Linkin Park
- Musica de Brinquedo @ Pato Fu
- MTV ao Vivo @ Jota Quest
- Los Hermanos @ Los Hermanos
- Grace @ Jeff Buckley
- Coda @ Led Zeppelin
- Unplugged New York @ Nirvana (DVD)
- Live at Woodstock @ Jimi Hendrix (DVD)

(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…

(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…

Por: 2T Dias

Esse mês não deu muito rock. Tive que fazer contas, gastar, refletir e acabei sem tempo de ouvir material interessante para escrever e publicar na coluna desse mês. Porém acabei pensando muito e cheguei numa triste conclusão: parte do meu dinheiro foi embora quase que exclusivamente para bancar algumas coisas no festival SWU. Vale a pena o investimento, certamente, mas a consequência é que depois de escolher o Rage Against The Machine e o Incubus, acabei perdendo o Snow Patrol e o Planeta Terra. Já dizia Rogério Flausino em “La Plata”: “Quanto vale o show? Quanto vale fazer das tripas coração?”

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O SWU será histórico, sem dúvidas. Além da expectativa com as apresentações do Queens of the Stone Age e do Rage Against the Machine, o evento vai ser lembrado pelas marcas profundas em nossos bolsos. Nem mesmo os paulistas vão escapar dessa sem gastar uma quantia considerável com hospedagem (R$800), alimentação (uns R$300?) e transporte (R$200). Sem mencionar, claro, os preços dos ingressos. Por menos de R$240 (pista comum) ou R$640 (a famigerada pista vip) por dia, você não passa nem perto da fazenda Maeda. Mas nada vai se comparar aos gastos de quem vai sair de outra cidade. Esses aí vão ter que viver de verdade o conceito de sustentabilidade e viajar de bicicleta, mijar apenas durante o banho em algum riacho no meio do caminho e sei lá mais o que. E tudo isso apenas para conseguir economizar o bastante para conseguir presenciar a primeira parte da leva de shows internacionais do semestre.

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Kings of Leon, Incubus, Linkin Park, Pixies, Queens of the Stone Age, Mars Volta, Regina Spektor, Dave Matthews Band, Los Hermanos, Mutantes e Rage Against the Machine são apenas parte do pacote de shows do segundo semestre de 2010, onde já é tradição emendar um festival atrás do outro. Ou alguém aí já se esqueceu da gafe histórica do Planeta Terra e do Maquinária do ano passado terem acontecido no mesmo dia? A mancada da vez é que menos de uma semana depois do festival sustentável do publicitário Eduardo Fisher, acontece o Natura Nós com shows do Jamiroquai, Bajofondo e Snow Patrol. Será que os produtores só visam o público paulista ou eles acham mesmo que o brasileiro tem grana o suficiente para bancar os dois shows? Ainda mais que o Natura também cobrará valores altos para a pista vip (R$500).

Já a terceira parte dessa leva de shows internacionais vai acontecer pouco mais de um mês depois da versão tupiniquim do Woodstock. O Planeta Terra chega a sua quarta edição e entra para a história como o festival mais gay de todos os tempos. Longe de ser algo a ser criticado, o que não vai faltar é motivo para se jogar e dançar ao som de nomes fortes como o Mika, Passion Pit, Empire of the Sun e os veteranos do Smashing Pumpkins. Parece que o Soundgarden não vem mesmo para compor elenco, o que é uma pena. Se o Planeta Terra não conta com um elenco tão impactante quanto o mega festival SWU, pelo menos deixa para trás a concorrência no quesito preço. Com todos os lotes de ingressos esgotados, a entrada para o evento custou cerca de R$200. E de quebra, você pode assistir ao show do Mika brincando na montanha russa ou aproveitando os outros brinquedos do Playcenter, local que abriga o Terra desde o ano passado.

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Pelas minhas contas, quem quiser conferir os três festivais pagando o valor dos ingressos vip ou “premium”, vai desembolsar uns R$1340 mais os gastos com transporte e alimentação. Não sei quanto a vocês, mas essa é uma realidade muito distante para quem vive com contas para pagar e precisa ter outros gastos, como pagar a conta de luz, água, telefone ou qualquer outra merda sustentável. A verdade é que a cultura esta disponível para poucos. A grande maioria precisa escolher o que quer ver e juntar todo o dinheiro do lanche, ônibus e mesada para conseguir chegar perto do valor da meia entrada nos eventos. E vale dizer que no ano que vem já temos o anúncio do Rock in Rio 4 em setembro, o que significa um adiantamento no calendário dos famosos shows “marcantes” do segundo semestre.

Dessa vez não vou falar sobre os discos analisados durante o mês, estou chateado pelos gastos com o SWU. Mas devo confessar que consegui uma promoção imperdível na Livraria Cultura e encomendei os dois discos do Arcade Fire. Não podia deixar o mês passar em branco, afinal.

Até o mês que vem!

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Discos Comprados:
- Funeral @ Arcade Fire
- Neon Bible @ Arcade Fire

Discos Ouvidos:
- Musica de Brinquedo @ Pato Fu
- Amigo do Tempo @ Mombojo
- Interpol @ Interpol
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Morning View @ Incubus
- High Violet @ National
- Something for the Rest of Us @ Goo Goo Dolls

Além do Som: “We Use To Wait”

Além do Som: “We Use To Wait”

Faltam palavras para descrever o novo clipe da banda Arcade Fire, feito para a música “We Use To Wait”.

Os adjetivos faltam não por ser um clipe que se utilizou de milhões de dolares para conseguir tal mérito ou coisa parecida, mas por ser um vídeo que aparenta simplicidade e com uma bela música, porém seu segredo se encontra na tecnologia utilizada.

Atraves do navegador do Google, o Chrome, o usuario digita um endereço antes de começar a música, dai começar a rolar um vídeo interativo onde, atraves de imagens reais de um satélite, você navega por lugares que você desejar ao som do Arcade Fire. Tudo isso é realizado atraves do HTML 5.

Um video muito foda que demostra que com criatividade e um pouco de tecnologia pode se realizar muita coisa. Este é um vídeo que marca o Arcade Fire.

Clique na imagem abaixo para conferir o projeto The Wilderness Downtown.

(Re)Descobrindo Sons: Sonoridades de julho

(Re)Descobrindo Sons: Sonoridades de julho

Por: 2T Dias

Sabem aquilo que eu já havia falado logo na primeira vez que apareci nessas páginas laranjas? Sobre ter organização e responsabilidade? Espero que pelo menos um dos meus três fiéis leitores mensais (desculpe se você for um quarto leitor, mas é que eu nunca tive o prazer de ouvir alguém vindo falar que leu a minha coluna aqui e achou muito legal. Ou que leu a coluna e achou uma merda. Sabe? O problema da internet é que todo mundo lê as coisas, mas poucos são os que comentam. Isso irrita) tenha aprendido direitinho essa lição. Eu não aprendi. Sou uma mescla de sinceridade com uma imensa cara de pau (péssimo termo, eu sei. Me dá arrepios na espinha sempre que escuto alguém se referindo a alguém assim) e não tenho vergonha nenhuma de ser assim. Sabia que estava bom demais para ser verdade quando fiz os três, quatro primeiros posts no Audiograma, mas agora esta cada vez mais complicado. Tenho o trabalho de ser o editor chefe do Cinema de Buteco, tenho que ficar sem graça com a minha (quase) completa abstinência no Rock in Press e no Muse Brasil e agora, ainda por cima, resolvo começar a me dedicar mais para o livro que pretendo escrever ao longo dos próximos meses. A organização e o planejamento que me deveriam ser obrigatórios desde sempre, começam a gritar bem alto na minha cabecinha confusa.

Para quem possa interessar, o tema do livro por enquanto é confidencial. Digamos apenas que é uma mistura de Alta Fidelidade e O Balconista com a minha atual experiência pessoal de trabalhar numa loja de discos. Parece ser fácil falando assim, mas é muito mais complicado do que parece. Fiz diversas anotações nos últimos sete meses, mas parece que pouco vai ser usado no fim das contas. E ainda esbarro no problema legal de usar nomes e informações pessoais de terceiros. Com certeza serei processado. Sempre soube que um dia seria acusado (legalmente) de alguma coisa, mas jurava que seria algo relacionado a assédio sexual… Quem diria, né? Se bem que na época do ensino médio eu fui ameaçado pela mãe de um colega. Tudo por conta de uma colagem que fiz com o garoto e publiquei na internet. Tadinho.

Imagem de Amostra do You TubeThat`s the way i liked

Julho é conhecido como o mês das férias, do meu aniversário e também por ser o mês do rock. No dia 13 se comemora o dia mundial do rock e rolou um evento (quase) perfeito na capital mineira. O problema foi na distribuição dos ingressos gratuitos na Savassi, que quase acaba em quebra pau e na quantidade imensa de pessoas presentes no Lapa. Entregaram bem mais ingressos que o lugar comportava e o resultado foram filas imensas para ir até o banheiro. Só que esse é o espírito do rock, não é verdade? Já os shows foram bem legais, com destaque para a parceria entre Macaco Bong e Black Drawing Chalks tocando “Aneurysm” do Nirvana. Gosto muito das duas bandas, mas assim como aconteceu durante a versão de “Drain You” do excelente Monno, os vocalistas mostraram que o Nirvana só era bom com Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl. Uma pena. Já o Fusile conquistou as atenções de todos os presentes quando tocou “Top Top” do Mutantes. Foi um dos melhores momentos da noite, só perdeu para a cover irada de “Ace of Spades” que o trio mineiro The Hells Kitchen Project usou para encerrar o show.

Quando falo que a minha ausência no Rock in Press foi quase completa, tenho meus motivos. Apesar de ter comparecido ao evento do dia do rock, não escrevi uma palavra sequer sobre o mesmo. Só fui fazer alguma coisa no site depois que descobri que o disco novo do Arcade Fire tinha vazado. Para a minha tristeza, um dos colaboradores foi mais rápido que eu e publicou o texto elogiando o trabalho da banda. Fiquei chateado, já que esse era um dos discos que eu mais aguardei para mostrar minhas impressões. O resultado do Suburbs (que será lançado com umas oito capas diferentes) é incrível. Confesso que apenas “Modern Man” conseguiu se equiparar com as sensacionais “Ready to Start”, “The Suburbs” e “We Used to Wait”. Houveram pessoas que tiveram a ideia idiota de dizer que o album era melhor que o OK Computer do Radiohead. Totalmente desnecessário e imaturo. The Suburbs é o melhor trabalho do Arcade Fire, que mesmo não criando um disco épico como os dois anteriores, conseguiu manter a identidade e flertar com uma direção mais comercial. O resultado foi uma apresentação lotada no Madison Square Garden no dia 7 de agosto, com transmissão ao vivo pelo YouTube. O Arcade Fire trilha o caminho do Kings of Leon e cada vez mais ganha status de super banda.

Imagem de Amostra do You TubeAbertura do show do atual show do Arcade Fire (quero essa porra no Brasil).

Minha retomada ao RinP aconteceu logo depois, já que por acaso o album do Interpol vazou no mesmo dia que descobri sobre o Arcade Fire e tudo conspirou a favor, pois era a minha folga na escravidão diária. Mostrei que ainda possuo o teclado mais rápido da equipe do site e poucas horas depois a crítica do disco estava no ar. Se é melhor que o do Arcade Fire? Talvez. Fato é que os dois discos se juntaram na lista de melhores do ano, desbancando o Spoon e o Jakob Dylan. Mas eu ouvi pouquissima coisa nova em 2010, como vocês, fiéis leitores, devem ter percebido ao longo desses últimos sete meses de muito papo furado, prolixidade excessiva e desabafos sobre frustrações sexuais. Pelo menos causei uma ou outra risada, espero.

Imagem de Amostra do You Tube“Success”, minha faixa favorita do novo disco do Interpol.

Em um lapso completo de memória me esqueci dessa apresentação épica do Muse no Glastonbury, que ocorreu em junho. Com certeza a apresentação dessa canção em parceria com o The Edge (também conhecido como o homem de touca) vale como a música do mês e provavelmente do ano inteiro. Fico quase na dúvida se prefiro “Where Streets Have no Name” na versão original do U2 ou nessa versão “tunada” com o The Edge.

Imagem de Amostra do You TubeEncontro épico para encerrar a década.

O saldo final de julho foi bastante positivo. Acabei ouvindo alguns trabalhos novos bem interessantes, o tal disco do RPA and United States of Sound, por exemplo. Excelente retorno de Richard Ashcroft, mas que não é tão bom quanto o The Verve ou mesmo a sua carreira solo. Definitivamente Ashcroft ainda tem que comer muito arroz com feijão para se transformar em um Damon Albarn da vida. Outro destaque foi o excelente Amigo do Tempo do Mombojó, que durante um bom tempo permanecia no topo dos melhores trabalhos nacionais. Porém chegou o disco novo do Pato Fu e aí…

Imagem de Amostra do You TubeVersão de “Ska” ownante.

Dessa vez escrevi a coluna assistindo/ouvindo o dvd do Led Zeppelin. Sei que trapaceei e comprei antes da hora, mas é que estava num preço justo e não resisto. Ainda faltam dois discos para completar minha coleção, mas já adiantei minha vida e comprei um dos dvds mais elogiados de todos os tempos. Como é que tem gente que não sabe apreciar essa banda? Tem como entender as pessoas que dizem preferir os Beatles?

Hoje, dia nove de agosto, QUASE fiquei arrependido de ter comprado a coletânea do The Doors por r$30. Encontrei mais barato em uma loja da concorrência. Digo QUASE porque ir com um disco da banda para o motel pode ser a coisa mais inteligente que um sujeito pode fazer. Nunca mais vou ouvir “Riders on the Storm” ou “Light my Fire” sem ter certas lembranças quentes. E sem querer me gabar, mas a noite em questão foi tão boa que o disco rodou umas duas, três vezes e só a “The End” tem mais de dez minutos… Quando Chuck Palahniuk disse que a camisinha era o sapatinho de cristal de nossa geração, ele não estava brincando: podemos dançar com a pessoa a noite inteira e depois é só jogar fora. A camisinha, não a pessoa…

Imagem de Amostra do You TubeStriptease ao som de Doors é a coisa mais tensa ever. Experimentem.

Uma coisa que precisa ser dita e que pode comprometer o próximo mês: a minha alegria em comprar e ouvir discos no meu mac acabou. Parece que o meu leitor de discos foi para o saco e como tudo é integrado, corro o risco de ficar sem computador por algum tempo. Amo muito tudo isso. Boa sorte para quem tem azar durante o saldo positivo e até o mês que vem, se Deus quiser.

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Ouvidos:
- Houses of Holy @ Led Zeppelin
- A Love Supreme @ John Coltrane
- Amigo do Tempo @ Mombojo
- Physical Graffiti @ Led Zeppelin
- Women + @ Jakob Dylan
- @ RPA e United States of Sound
- Alligator @ The National
- Highway 61 Revisited @ Bob Dylan
- @ Pearl Jam
- Dylan @ Bob Dylan
- Make Yourself @ Incubus
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Interpol @ Interpol
- Coda @ Led Zeppelin
- Ok Computer @ Radiohead
- Only by the Night @ Kings of Leon
- Música de Brinquedo @ Pato Fu
- Very Best of @ The Doors

Comprados:
- A Love Supreme @ John Coltrane
- Live in Zurich @ Duke Ellington
- I am the blues@ Willie Dixon
- Physical Graffiti @ Led Zeppelin (presente)
- Era Vulgaris @ Queens of the Stone Age
- (What`s the Story?) Morning Glory? @ Oasis (presente)
- Rearviewmirror @ Pearl Jam
- Highway 61 Revisited @ Bob Dylan
- Dylan @ Bob Dylan
- Coda @ Led Zeppelin
- Very Best of @ The Doors
- Greatest Hits @ The Offspring
- Kind of Blue @ Miles Davis

Arcade Fire terá um ex-Monty Python na direção de show

27 de julho de 2010 News Sem comentários
Arcade Fire terá um ex-Monty Python na direção de show

Os canadenses do Arcade Fire se apresentam no próximo dia 05 de agosto no Madison Square Garden, em Nova York e o show será transmitido para todo o mundo via YouTube.

O nome responsável pela direção da transmissão é Terry Gilliam, ex-integrante de um dos mais famosos programas de televisão, o Monty Python.

Terry, que já trabalhou com a banda anteriormente, é quem coordenará toda a exibição que será feita pela web e toda a parte visual presente no Madison Square Garden.

Conforme informou a agência de notícias AP, os fãs espalhados pelo mundo poderão contribuir com o show enviando fotos dos suburbios da cidade onde moram. Essas imagens serão projetadas no palco ao longo da apresentação.

A banda apresentará de forma oficial o seu novo álbum, The Suburbs, que tem lançamento oficial marcado para o dia 02 de agosto, mas já vazou recentemente na internet.

Existe a expectativa do álbum ser tocado na íntegra, assim como ocorreu em um show no início deste mês, em Londres.

The Suburbs, do Arcade Fire, vaza na internet

25 de julho de 2010 News 1 comentário
The Suburbs, do Arcade Fire, vaza na internet

Duas semanas antes de seu lançamento oficial, o sucessor de Neon Bible, de 2007, vazou na internet na última sexta.

Aclamados pelo público alternativo, os canadenses mantiveram o novo álbum em segredo o quanto puderam até o início de sua divulgação, que se deu de forma criativa, com trechos interativos e o anúncio da pré-venda, permitindo que seus compradores pudessem escolher entre oito capas diferentes, criando grande expectativa por parte dos seus fãs.

Há alguns dias a banda postou em seu site a realização de um show em Nova York, que será transmitido ao vivo pelo Youtube no próximo dia 05.
O Arcade Fire  se apresentou no Brasil em 2005, no Tim Festival.

Confira as faixas de “The Suburbs”:
1. “The Suburbs”
2. “Ready to Start”
3. “Modern Man”
4. “Rococo”
5. “Empty Room”
6. “City With No Children”
7. “Half Light I”
8. “Half Light II” (“No Celebration”)
9. “Suburban War”
10. “Month of May”
11. “Wasted Hours”
12. “Deep Blue”
13. “We Used to Wait”
14. “Sprawl I” (“Flatland”)
15. “Sprawl II” (“Mountains Beyond Mountains”)
16. “The Suburbs” (continued)

Além do Som: Lollapalooza Festival 2010

Além do Som: Lollapalooza Festival 2010

Saiu hoje o line up do Lollapalooza 2010. Como sempre, dá aquela vontade de fazer as malas e embarcar pros States.

Se você não conhece, o Lollapalooza é um festival de rock alternativo, hip-hop, punk, pós-punk e similares. Sua primeira edição foi em 1991, e atualmente acontece em Chigaco, no Estados Unidos. Criado por Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction, é um dos maiores festivais dos EUA, eu diria que comparável apenas ao Coachella. Em seus palcos já se apresentaram nomes como Jane’s Addiction (óbvio), Pearl Jam, Radiohead, Rage Against the Machine, Amy Winehouse, Red Hot Chilli Peppers, Smashing Pumpkins, Strokes, entre muitos outros.

Pois bem: a edição 2010 acontece entre os dias 6 e 8 de agosto e traz como principais destaques: Soundgarden (Chris Cornell voltou?), Green Day, Lady Gaga (desnecessário, né?), Arcade Fire, Strokes e Phoenix. Bem, estes são os headliners do evento. Mas convenhamos, tem coisa muito melhor pra se ouvir por lá. Enquanto a Lady Gaga fizesse suas macaquices no palco, eu estaria provavelmente em outro palco assistindo:

  • The xx
  • The Strokes
  • Soundgarden
  • Arcade Fire
  • MGMT
  • Hot Chip
  • Spoon
  • Cut Copy
  • The New Pornographers
  • Metric
  • Empire of the Sun

Ou então curtindo a turminha da eletrônica:

  • 2ManyDJs (também conhecidos como Soulwax. Não consigo pensar em música melhor para uma pista de dança)
  • Digitalism
  • Tiga
  • Felix Da Housecat

Bem, não vou me deter em fazer análises de cada uma das bandas, pois o post ficaria muito grande. Mas esses 15 seriam minha seleção dentre as mais de 120 atrações durante os 3 dias do festival. Nada mal, né!? Para saber maiores informações ou acessar o line up completo, acesse o site do Lollapalooza.
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Now playing: Klaxons – Gravitys Rainbow (Soulwax Rem
via FoxyTunes