Snow Patrol @ Belo Horizonte – 11/10/2012

Snow Patrol @ Belo Horizonte – 11/10/2012

Catorze anos depois do lançamento de Songs For Polabears, lá estava eu em frente ao Snow Patrol. Não que eu tenha conhecido a banda em 1998, mas esse é um dos álbuns (ao lado do Final Straw) que eu mais gosto da banda até hoje e, talvez por isso, tenha sentido falta de algumas músicas no setlist apresentado na última quinta-feira (11), no Chevrolet Hall.

Após o show de abertura dos mineiros da Constantina, o Snow Patrol subiu ao palco para colocar um ponto final na turnê pelo Brasil, que passou antes pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. Para uma casa razoavelmente cheia, a banda foi desfilando seus hits conhecidos, sobretudo os mais recentes como “Hands Open” e “Take Back The City”, que abriram a apresentação, que atrasou cerca de dez minutos.

Apesar da casa não estar lotada, a entrega do público presente – mais uma vez – surpreendeu quem estava em cima do palco e rendeu vários elogios, principalmente quando Gary Lightbody entregou aos mineiros o título de melhor público da tour. Outra mística colocada por terra naquela noite foi a de que o show do Snow Patrol é “sonolento”. Não vi os shows anteriores, mas acredito que o comportamento da banda em cima do palco tenha sido o mesmo nos três shows e aresposta do público idem, provando que rotular uma banda levando em consideração apenas shows em festivais é algo, no minimo, equivocado.

Gary, aliás, parecia bem empolgado por tocar em Belo Horizonte. Talvez por ser a primeira vez na cidade ou pela reação do público a cada uma das músicas que se seguia. “Run”, “In The End” e “Shut Your Eyes” foram algumas das músicas que agitaram o público, mas não alcançaram a comoção que a trinca formada por “Set The Fire To The Third Bar”, “Chasing Cars” e “Open Your Eyes” causaram no público. “Set The Fire To The Third Bar” é uma das músicas mais lindas da história do Snow Patrol e ouvi-la ao vivo foi algo bem especial, ainda que não tenha tido o seu vocal feminino tradicional. “Chasing Cars” foi o momento mais bonito do show. O público assumiu os vocais e cantou a música toda, deixando para Gary apenas o último refrão. Já “Open Your Eyes” se tornou o clássico da banda, cantada por todos aonde for e em Belo Horizonte não foi diferente. Destaque também para “You Could Be Happy”, dedicada pela banda ao público brasileiro.

No bis, “Lifening” e “Just Say Eyes”. Antes de tocar duas músicas finais, Gary agradeceu mais uma vez. “Vocês são incríveis! A melhor platéia de toda a turnê!”. O público não precisava de mais nada naquela noite, mas ainda ganhou uma reboladinha do vocalista após ter seu nome gritado por todos.

Dias antes do show, cheguei a reclamar nas redes sociais do setlist que a banda estava trazendo para cá. Talvez porque era bem parecido com os das últimas passagens pela banda ou porque, como disse no início do texto, gostaria de ouvir músicas mais antigas como “Wow”, “Spitting Games”, “Grazed Knees”, “My Last Girlfriend” ou “NYC”. Apesar disso, acabei ficando muito satisfeito pelo setlist ter sido feito desta forma. Primeiro, por ver que alí estavam os principais hits da banda mas, principalmente, por ver o rótulo de “banda sonolenta” ser desfeito o mais rápido do que imaginava.

O Snow Patrol sabe ser empolgante, sabe cativar o público e sabe fazer um show especial mas, como para diversas outras bandas, é preciso permitir isso. E nem sempre essa permissão vem com a banda se apresentando apenas em festivais.

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Setlist:
Hands Open
Take Back The City
Crack The Shutters
This Isn’t Everything You Are
Run
In The End
New York
Set The Fire To The Third Bar
You Could Be Happy
Make This Go On Forever
Shut Your Eyes
Chasing Cars
Called Out In The Dark
Fallen Empires
Open Your Eyes
- bis -
Lifening
Just Say Eyes

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Fotos: Polly Rodrigues

Snow Patrol fará três shows no Brasil em outubro

26 de julho de 2012 News 1 comentário
Snow Patrol fará três shows no Brasil em outubro

Conforme noticiamos anteriormente, o Snow Patrol fará uma mini-turnê pelo Brasil durante o mês de outubro.

A turnê, que tem produção da Time For Fun, teve uma terceira apresentação confirmada nesta quinta-feira. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, a banda se apresenta em Belo Horizonte.

Os shows acontecem nos dias 09 (Rio de Janeiro – Citibank hall), 10 (São Paulo – Credicard Hall) e 11 (Belo Horizonte – Chevrolet Hall) de outubro e fazem parte da terceira passagem do Snow Patrol pelo país. Essa visita promete ser diferente para a banda, já que é a primeira vez que o Snow Patrol se apresenta em Belo Horizonte e faz shows fora de um festival.

Para os shows no Rio de Janeiro e São Paulo, clientes Credicard, Citibank e Diners terão pré-venda exclusiva entre os dias 30 de julho e 5 de agosto. Em Belo Horizonte não será realizada pré venda. Nas três capitais, a venda de ingressos para o público em geral terá início em 6 de agosto.

Os ingressos poderão ser adquiridos através do Tickets For Fun, do telefone 4003-5588 (válido para todo o País), nos pontos de vendas espalhados pelo Brasil e nas bilheterias do Citibank Hall (Rio de Janeiro), Credicard Hall (São Paulo) e Chevrolet Hall (Belo Horizonte).

Formada por Gary Lightbody (vocal), Nathan Connolly (guitarra), Paul Wilson (baixo), Jonny Quinn (bateria) e Tom Simpson (teclado), o Snow Patrol traz ao Brasil a turnê mundial de Fallen Empires, sexto álbum de estúdio da banda. A turnê teve diversos shows com ingressos esgotados em na Europa e na América do Norte.

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Serviço: Snow Patrol no Brasil

Rio de Janeiro (RJ)
Data: Terça-feira, 9 de outubro de 2012.
Local: Citibank Hall – RJ – Av. Ayrton Senna, 3000 – Shopping Via Parque – Barra da Tijuca
Horário: 21h30
Classificação etária: 15 anos
Capacidade: 8.433 pessoas
Ingressos:
Camarote: R$ 350 (inteira) / R$ 175 (meia)
Poltronas: R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia)
Pista: R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia)
Pista Premium: R$ 320 (inteira) / R$ 160 (meia)

São Paulo (SP)
Data: Quarta-feira, 10 de outubro de 2012.
Local: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.981 – Santo Amaro – SP
Horário: 21h30
Classificação etária: 14 anos (12 anos e 13 anos: permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais).
Capacidade: 7.064 pessoas
Ingressos: 
Pista: R$ 220 (Inteira) / R$ 110 (meia)
Pista Premium: R$ 400 (Inteira) / R$ 200 (meia)
Camarote Setor I: R$ 450 (Inteira) / R$ 225 (meia)
Camarote Setor II: R$ 400 (Inteira) / R$ 200 (meia)
Plateia Superior I: R$ 180 (Inteira) / R$ 90 (meia)
Plateia Superior II: R$ 160 (Inteira) /R$ 80 (meia)
Plateia Superior III: R$ 140 (Inteira) / R$ 70 (meia)
Plateia Superior (Visão Parcial): R$ 100 (Inteira) /R$ 50 (meia)

Belo Horizonte (MG)
Data: Quinta-feira, 11 de outubro de 2012.
Local: Chevrolet Hall – Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi – Belo Horizonte (MG)
Horário: 21h
Classificação etária: 14 anos (12 anos e 13 anos: permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais).
Capacidade: 5.500 pessoas
Ingressos: 
Pista (1º Lote): R$ 180 (Inteira) R$ 90 (meia)
Pista (2º Lote): R$ 200 (Inteira) R$ 100 (meia)
Pista (3º Lote): R$ 220 (Inteira) R$ 110 (meia)
Pista (4º Lote): R$ 240 (Inteira) R$ 220 (meia)

Snow Patrol volta ao Brasil em Outubro

4 de julho de 2012 News Sem comentários
Snow Patrol volta ao Brasil em Outubro

Os fãs da banda Snow Patrol já podem comemorar.

Após tocar no Festival Natura Nós (2010) e no Rock in Rio (2011), a banda volta ao Brasil em Outubro com a turnê “Fallen Empires”, do mais recente disco, de 2011.

Os shows estão marcados para acontecer no Rio de Janeiro, no Citibank Hall, dia 09, e em São Paulo, no Credicard Hall, no dia 10. A pré-venda acontecerá entre os dias 30 de Julho e 05 de Agosto, mas ainda sem preço dos ingressos divulgados.

Snow Patrol @ Rock in Rio – 24/09/2011

Snow Patrol @ Rock in Rio – 24/09/2011

Eram 23h35 da noite quando diversas imagens de um olho de abrindo, iluminando o telão deram o sinal de que o Snow Patrol estava finalmente no palco do Rock in Rio e um misto de coração acelerado pela emoção de estar vendo uma de minhas bandas preferidas de perto e de medo pela reação do público diante do grupo tomava conta de mim. Afinal, apesar dos 15 anos de carreira e dos seis álbuns de estúdio já lançados, a banda ainda é pouco conhecida por aqui.

Optando por um show com bastantes efeitos visuais, o Snow Patrol abriu sua apresentação com “You’re All That I Have”, seguida por “Take By The City”, mas tirando os fãs da banda, o público que estava ali, sedento à espera de Red Hot Chilli Peppers pouco se empolgou.

Nem a bela participação da brasileira Mariana Aydar na belíssima “Set To The Fire Third Bar” – para mim o ponto alto do show – pareceu animar a plateia. À minha volta, muitos passaram o show inteiro sentados, aproveitando para descansar, enquanto outros assumiam que conheciam apenas o grande hit da banda, “Open Your Eyes”.

Parecendo não se abalar, a banda continuou fazendo o que sabe fazer de melhor, tocando uma música atrás da outra, com Gary Lightbody aproveitando os intervalos para conversar com o público, falando sobre a alegria de estar ali e claro, sobre futebol.

“Run” e “Chasing Cars” também sempre merecerão destaque em um show do Snow Patrol e claro que não poderiam ficar de fora do festival. Tentando fazer o público participar mais, o vocalista pediu ajuda dos presentes no refrão de “Shut Your Eyes”, mas foi em “Open Your Eyes” que as 100 mil pessoas presentes à cidade do rock naquela noite mostraram do que eram capazes. Mesmo com o pequeno problema técnico no início da música, o que fez com que Gary pedisse desculpas e a recomeçasse, a plateia se colocou toda de pé e cantou a música junto com a banda, do início ao fim.

Pena que não foi assim o tempo inteiro.

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Set list

01. You’re All I Have
02. Take Back The City
03. Called Out In The Dark
04. Hands Open
05. This Isn’t Everything You Are
06. Run
07. Shut Your Eyes
08. Make This Go On Forever
09. Set To The Fire Third Bar
10. Chocolate
11. Just Say Yes
12. Chasing Cars
13. Fallen Empires
14. Open Your Eyes

Mini-Resenha: 24 de setembro na Cidade do Rock

28 de setembro de 2011 Mini-Resenha 1 comentário
Mini-Resenha: 24 de setembro na Cidade do Rock

A nossa missão com estes posts é a de resumir, da forma mais sincera possível, a opinião de quem faz o Audiograma com relação aos shows vistos no Rock In Rio. Nem tudo foi visto, mas o que foi estará aqui.

E o segundo dia de evento reservou algumas boas emoções para o público. Desde a parceria entre Marceli Yuka, Cibelle, Karina Buhr e Amora Pêra no Palco Sunset até os últimos acordes de “Give It Away” do Red Hot Chili Peppers no Palco Mundo, o que não faltou foram “acontecimentos” para serem registrados.

E é isso que começamos a contar a partir de agora.

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Tulipa Ruiz + Nação Zumbi
Texto: John Pereira
Foto: Rodrigo Esper/Grudaemmim

Tinha tudo para ser um bom show e, em alguns momentos, funcionou. Só em alguns momentos. Uma das combinações mais esperadas do Palco Sunset em todo festival acabou não empolgando tanto o público presente, apesar da competência de cada um dos envolvidos. Foram 50 minutos onde apenas as músicas mais conhecidas da Nação Zumbi fizeram o público se empolgar, como aconteceu em “Manguetown”, por exemplo.

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NX Zero
Texto: Mari Duarte
Foto: Fernando Schlaepfer/Grudaemmim

O NX Zero abriu a noite do dia 24 no Palco Mundo do Rock in Rio com o hit “Só Rezo”, que contou com a participação de Emicida. Com riffs bem definidos do guitarrista Gee Rocha, a banda seguiu a apresentação com sucessos como “Pela Última Vez”, “Cedo ou Tarde” e a nova “Não é Normal”. “Driblando” algumas vaias, o Nx se mostrou confiante não só musicalmente, mas também na forma de interagir no público, que estava presente principalmente para conferir a apresentação dos californianos do Red Hot Chili Peppers. Terminando o show com a tão conhecida “Razões e Emoções”, o Nx deixou o palco realizado em tocar em um evento tão importante, no ano em que a banda completa 10 anos de carreira.

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Stone Sour
Texto:  John Pereira
Foto: Fernando Nipper/grudaemmim

Era a primeira noite de Corey Taylor comandando o Palco Mundo no Rock In Rio. Ele, que voltaria no dia seguinte com o Slipknot, apresentou o primeiro show do Rock In Rio onde as guitarras e gritos desejados por muitos estavam presentes. E, se não tinha Roy Mayorga na bateria, lá estava Mike Portnoy. Substituição a altura e que nem foi sentida pelo público. Taylor interagiu, pediu participação, apresentou um setlist interessante, mas ficou faltando algo. Talvez o Stone Sour estivesse no “dia errado”, talvez a platéia já estivesse ganha pelo headline da noite. O importante é que o recado foi dado. E, certamente, Taylor juntou alguns novos fãs para o rebanho Stone Sour. Eu que o diga.

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Capital Inicial
Texto: John Pereira
Foto: Maurício Santana/Grudaemmim

Sabe aquelas bandas que sabe conquistar o público de um festival, mesmo quando não é a atração mais esperada? O Capital Inicial faz parte deste grupo a um bom tempo e, pelo menos pra mim, este comportamento “diferenciado” da banda para tocar em shows só seus e em festivais é um ponto a ser destacado (e aplaudido). Enfileirando hits de sua extensa carreira, a banda de Brasília levou o público ao seu lado do início ao fim, fazendo a melhor apresentação do festival até naquele momento.

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Snow Patrol
Texto: Taty Perry
Foto: Marcelo Mattina/Grudaemmim

Os britânicos do Snow Patrol foram a quarta banda a subir no palco mundo na segunda noite do Rock in Rio e embora grande parte do público estivesse ali a espera do Red Hot Chili Peppers, eles fizeram um show considerado perfeito por quem é fã da banda, intercalando músicas novas com grandes sucessos e tornando o rock in rio um grande coral com “Open Your Eyes”.

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Red Hot Chili Peppers
Texto: John Pereira
Foto: Fulvio Maia/Grudaemmim

Estranho dizer, mas a idade chegou para os Chili Peppers e, mais estranho ainda, é dizer que isso não faz a menor diferença para Anthony, Flea e Chad. Os três, ao lado do “menino” Klinghoffer mesclaram músicas novas com grandes sucessos da história da banda, que ganharam arranjos um pouco diferentes, sobretudo nas guitarras. Alguns podem ter sentido falta de Frusciante, mas eu achei Klinghoffer bem a vontade no palco. Não tanto o quanto gostaria, mas o suficiente para dar ao público um bom show. Melhor que isso foi ver que músicas como “Monarchy Of Roses”, “Look Around” e “Factory Of Faith” funcionam ao vivo. Agora é sentar e esperar a banda voltar com a turnê redondinha.

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Especial Rock In Rio: Up to Now – Snow Patrol

21 de setembro de 2011 Playlist 1 comentário
Especial Rock In Rio: Up to Now – Snow Patrol

Comemorando 15 anos de carreira o Snow Patrol resolveu lançar, em novembro de 2009 um CD compilando seus grandes sucessos, B-sides e algumas inéditas. É isso, a banda faz aniversário e os fãs é quem ganham os presentes. São 30 faixas, entre grandes sucessos, covers, raridades e três canções inéditas.

O vocalista do grupo britânico, Gary Lightbody disse, na época do lançamento do disco que Up to Now era um retrato fiel da banda, com erros e acertos. Uma forma de mostrar que a banda, ainda desconhecida por muitos no Brasil, já percorreu um longo caminho.

O que mais chama atenção no disco é a forma como foi feita a seleção das canções. Cada componente do grupo fez a sua compilação e ao revelarem suas escolhas, perceberam que a maioria delas havia sido a mesma.

Com músicas como Chocolate, Run, Just Say Yes, Idlewild, Teenage Fanclub e Chasing Cars o grupo alcança uma gama extensa de fãs, dos que acompanham a banda desde o início de sua carreira até os que vieram as conhecê-los através das trilhas de séries como One Tree Hill, The E.R e filmes como Homem-Aranha 3.

Up to Now teve bom desempenho comercial, alcançando o top 5 em alguns  países. Ele também vendeu bem na iTunes Store, alcançando o top 10 listas de álbuns mais vendidos em vários países.

CD1

“Chocolate”
“Chasing Cars”
“Crack the Shutters”
“Set the Fire to the Third Bar”
“Crazy in Love”
“Just Say Yes”
“Batten Down the Hatch”
“You?re All I Have”
“Hands Open”
“Cartwheels”
“The Planets Bend Between Us” (Versão 2009)
“Ask Me How I Am”
“On-Off”
“Making Enemies”
“Run” (Ao vivo na Union Chapel)

CD2

“Take Back the City”
“Shut Your Eyes”
“An Olive Grove Facing the Sea” (Versão 2009)
“Run”
“Give Me Strength”
“Signal Fire”
“Spitting Games”
“Open Your Eyes”
“Dark Roman Wine”
“Fifteen Minutes Old”
“You Are My Joy”
“Golden Floor”
“Starfighter Pilot”
“PPP”
“Chasing Cars” (Ao vivo na Union Chapel)

Além do Som: Aquele videoclipe desejado

Além do Som: Aquele videoclipe desejado

Sempre adorei pegar temas subjetivos para escrever colunas que podem se tornar capazes de fazer as pessoas levarem adiante cada um dos textos publicados, por mais simplórios que sejam tais temas.

Enquanto em minha última postagem em colunas por aqui abordei as “trilhas sonoras de nossas vidas”, tenho agora a proposta de te fazer pensar sobre clipes…

Para ser mais objetivo, te fazer pensar em músicas para as quais você já imaginou ou imagina um clipe.

Acredito que já deve ter acontecido com grande parte das pessoas, mas muitas vezes a atmosfera na qual estou inserido me faz imaginar como seria um clipe para determinada música que esteja ouvindo. Pode ser andando na rua, sentado no ônibus olhando pela janela, comentando sobre alguma música ou, até mesmo, tocando tal música – ainda que não venha colocando em prática esta última opção a muito tempo, acabo ativando esse lado “videomaker” de fundo de garagem, pensando em possíveis clipes que me agradariam.

Já imaginei o Chevelle tocando e destruindo tudo em “Wonder What’s Next”, Morrissey correndo sem rumo por uma cidade deserta em “I’m Ok By Myself” ou o Tonic envolvido em uma briga sem fim durante “Celtic Aggression”. A imaginação mais recente fica por conta de uma desordem dentro de um hospital ao som de “Library Pictures”, uma das novas músicas do Arctic Monkeys (foto). Esses são apenas alguns exemplos, que me recordo enquanto escrevo este texto, de ideias surgidas aleatoriamente.

Algumas delas acabaram saindo do papel e ganhando vida. Gravados de forma arcaica, claro, transformei duas ideias em clipes caseiros para as músicas “Shut Your Eyes” do Snow Patrol e “Nightmare Part II” do The Zutons. Os dois são videos que pretendo regravar algum dia, com mais qualidade e recursos, até por gostar das duas músicas em questão.

Esse lado “videomaker” que todo mundo tem guardado ganha cada vez mais oportunidade de ganhar vida, seja pelas possibilidades criadas pela tecnologia aliada a internet ou pelos espaços, cada vez mais comuns, criados pelos artistas, que permitem trazer a tona o lado criativo de fãs mundo afora.

Talvez você tenha agora a oportunidade que queria para criar o seu videoclipe tão sonhado. Alguma ideia em mente?

AudioTape: @1

AudioTape: @1

Antes de mais nada, seja bem vindo a AudioTape, a mixtape do Audiograma. Sim, somos mais um site a entrar – tardiamente, diga-se de passagem – nessa onda de mixtapes feitas por um grupo de desocupados que, certamente, não tinha nada de melhor para fazer pelo seu site.

Para dar início aos trabalhos, reuni em quase 45 minutos um pouco das músicas que fazem parte do meu playlist natural e que, em sua grande maioria, são as minhas atuais referências quando falo de cada um dos artistas presentes.

Separei 12 músicas que indicaria destes artistas a qualquer pessoa e, talvez por isso, a lista seja um pouco “sem foco”. Tem de Iron & Wine a Red Hot Chili Peppers, passando pelo início de carreira do Snow Patrol e por músicas recentes do Trombone Shorty e do Manic Street Preachers, dos quais já falei por aqui anteriormente.

Antes de te liberar para apertar o play ou fazer o download, preciso registrar meus sinceros agradecimentos a duas outras pessoas presentes neste Audiograma. Primeiro, a Tatiana Perry, que gravou três inserções referentes ao site e que estão presentes nessa mixtape. Segundo, a Poliana Rodrigues, nossa fotógrafa e dona da imagem que ilusta a capa de estréia da AudioTape.

Tudo certo? Então vamos conferir até aonde vai essa “novidade”.

AudioTape @ 1
Duração: 44:57
Download: MegaUpload

Faixas:
01) Iron & Wine – Boy With A Coin
02) Kings Of Leon – Day Old Blues
03) The Zutons – Dirty Rat
04) Manic Street Preachers – Hazelton Avenue
05) Tonic – Mr. Golden Deal
06) Snow Patrol – My Last Girlfriend
07) Red Hot Chili Peppers – Million Miles Of Water
08) The Raconteurs – Many Shades Of Black
09) El Cuarteto de Nos – Corazón Maricón
10) Flogging Molly – Devil’s Dance Floor
11) Tété – Love Love Love
12) Trombone Shorty – Something Beautiful (Feat. Lenny Kravitz)

Rock In Rio já vendeu 62 mil ingressos

25 de novembro de 2010 News Sem comentários
Rock In Rio já vendeu 62 mil ingressos

Desda a última sexta, 19, os ingressos para o Rock In Rio 2011 já estão à venda  e dos 100 mil cards disponíveis, 62 mil já foram comprados, com apenas seis bandas confirmadas, três nacionais e três internacionais.

No dia 24 de setembro, “Dia Rock”, se apresentam as bandas Red Hot Chili Peppers, Snow Patrol e Capital Inicial. Ja no dia 25 de setembro, o “Dia Metal”, o show fica por conta da Metallica, Sepultura e Angra.

São esperadas aproximadamente, nos meses de setembro e outubro de 2011, 108 bandas entre os dias 23, 24, 25, 30 , 01 e 02 na cidade do Rock no Rio de Janeiro.

Natura Nós @ São Paulo – 16/10/10

Natura Nós @ São Paulo – 16/10/10

A organização do Natura Nós, festival de dois dias para todos os gostos e idades, finalmente teve sorte neste segundo final de semana de outubro. A chuva só assustou na noite de sábado e proporcionou, daí em diante, um tempo propício para um evento perfeito.

As quase 18 mil pessoas presentes na úmida Chácara do Jockey puderam assistir boas atrações nacionais e internacionais da música.

Pegando carona na sustentabilidade engajada do festival SWU, o Natura Nós não pecou em suas responsabilidades: comida orgânica, coleta seletiva, copos de papel (finalmente) e protetor solar grátis, para quem chegava cedo demais.

O line up seguiu desta forma:

Depois dos brasileiros Marcelo Jeneci, Cidadão Instigado, Karina Buhr, Vanessa da Mata e Céu (as duas últimas com muita chuva), eis que o tempo melhora, as estrelas começam a brilhar e os franceses do Air entram pontualmente no horário determinado no palco verde, o principal do evento.

“Do The Joy”, uma de suas melhores músicas, foi a primeira a ser tocada, seguidas de várias outras canções que misturam rock, eletrônico e o instrumental. A voz suave de JB Dunckel e a guitarra envolvente de Nicolas Godin quase animaram o público, que só se empolgou mesmo quando a banda tocou seu hit “Sexy Boy”. Os franceses foram bem simpáticos, apesar das poucas palavras, além de agradecerem várias vezes em português, inglês e francês, muitas delas com voz sintetizada, o que me lembrou outro momento eletrônico espetacular de algum tempo atrás, naquele mesmo lugar, com o Kraftwerk.

Mal terminou o curto show do Air, o Móveis Coloniais de Acaju subiu ao palco azul, que ficava em outra ponta do espaço.

Os meninos de Brasília comandaram o show de fechamento brazuca com maestria: entraram com a ótima “O Tempo”, mas tocaram vários hits como “Cão-Guia”, “Copacabana” (com a famosa roda em meio ao público), André Gonzalez também cantou um trechinho de Portishead, uma música mais nova de trabalho,” Mergulha e Voa”, e muitas outras. “Adeus” fechou o show, que já era esvaziado pelas pessoas que queriam ver o início de Snow Patrol.

O show mais esperado por mim começou de forma fofa: “Snow Patrol ama o Brasil”, com direito a coraçãozinho no telão e “Open Your Eyes” logo de cara. A banda, composta pelo vocalista e guitarrista Gary Lightbody, um poço de animação e fofura indie, contava também com outra guitarra, baixo, violão, teclado, duas baterias… Ufa! Felizmente algumas falhas no microfone , tudo culpa da caipirinha, não tiraram a energia da apresentação segundo o próprio Lightbody, que parecia estar levemente embriagado. Apesar da maior parte do público estar esperando o Jamiroquai, próxima atração daquele palco, todos se envolveram com a simpatia da banda, cantando as conhecidas “Run” e “Chasing Cars”, além de fazer um coro pós-canção para “Crack the Shutters”, momento mais bacana vivido com os irlandeses (escoceses…). Esta foi a última apresentação da turnê “Up and Now”, os conterrâneos do U2 pretendem voltar aos estúdios, em Los Angeles, até o final deste ano.

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Set list do Snow Patrol

Open Your Eyes
Chocolate
Hands Open
Take Back The City
How To Be Dead
The Golden Floor
Run
Make This Go On Forever
Shut Your Eyes
Set The Fire To The Third Bar
Rocket
Chasing Cars
Crack The Shutters
Just Say Yes

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Enquanto os fanáticos pelo Jamiroquai esperavam ansiosamente os ingleses, a banda argentina/uruguaia Bajofondo, mais conhecida em território tupiniquim pela música tema da novela global Passione, mandou um excelente tango eletrônico, com algumas guitarras altas. Para quem nunca tinha ouvido falar, fiquei bem impressionada com o show dos nossos hermanos. Prestem atenção neles.

Por fim, a atração mais engajada do que o próprio festival entra no palco principal para fechar a noite. O Jamiroquai manteve seus fãs e muitos curiosos bem animados por cerca de duas horas.

Jay Kay, performático vocalista com tendências indígenas, tocou os maiores hits da banda, como “Virtual Insanity”, “Alright” e “Cosmic Girl”, além de canções novas, não muito aclamadas pelo público presente. Infelizmente eles não tocaram “Space Comboy”, mas não deixaram a desejar quando fecharam com “Deeper Underground”.

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Set list do Jamiroquai

Revolution 1993
High Times
If I Like It, I Do It
Virtual Insanity
Rock Dust Light Star
Little L
Alright
White Knuckle Ride
Black Capricorn Day
When You Gonna Learn
Cosmic Girl
Blue Skies
Love Foolosophy
Rock Dust Light Star (acoustic version)
Canned Heat

Bis

Deeper underground

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O Natura Nós ainda teve atrações no domingo, mas eram voltadas mais às crianças, por este motivo, deixei apenas para os pimpolhos curtirem Pato Fu, que deve ter ficado muito lindo tocando para os pequenos.

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Texto: Lili Rodrigues
Fotos: Foto: Marcos Hermes / Divulgação

(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…

(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…

Por: 2T Dias

Esse mês não deu muito rock. Tive que fazer contas, gastar, refletir e acabei sem tempo de ouvir material interessante para escrever e publicar na coluna desse mês. Porém acabei pensando muito e cheguei numa triste conclusão: parte do meu dinheiro foi embora quase que exclusivamente para bancar algumas coisas no festival SWU. Vale a pena o investimento, certamente, mas a consequência é que depois de escolher o Rage Against The Machine e o Incubus, acabei perdendo o Snow Patrol e o Planeta Terra. Já dizia Rogério Flausino em “La Plata”: “Quanto vale o show? Quanto vale fazer das tripas coração?”

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O SWU será histórico, sem dúvidas. Além da expectativa com as apresentações do Queens of the Stone Age e do Rage Against the Machine, o evento vai ser lembrado pelas marcas profundas em nossos bolsos. Nem mesmo os paulistas vão escapar dessa sem gastar uma quantia considerável com hospedagem (R$800), alimentação (uns R$300?) e transporte (R$200). Sem mencionar, claro, os preços dos ingressos. Por menos de R$240 (pista comum) ou R$640 (a famigerada pista vip) por dia, você não passa nem perto da fazenda Maeda. Mas nada vai se comparar aos gastos de quem vai sair de outra cidade. Esses aí vão ter que viver de verdade o conceito de sustentabilidade e viajar de bicicleta, mijar apenas durante o banho em algum riacho no meio do caminho e sei lá mais o que. E tudo isso apenas para conseguir economizar o bastante para conseguir presenciar a primeira parte da leva de shows internacionais do semestre.

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Kings of Leon, Incubus, Linkin Park, Pixies, Queens of the Stone Age, Mars Volta, Regina Spektor, Dave Matthews Band, Los Hermanos, Mutantes e Rage Against the Machine são apenas parte do pacote de shows do segundo semestre de 2010, onde já é tradição emendar um festival atrás do outro. Ou alguém aí já se esqueceu da gafe histórica do Planeta Terra e do Maquinária do ano passado terem acontecido no mesmo dia? A mancada da vez é que menos de uma semana depois do festival sustentável do publicitário Eduardo Fisher, acontece o Natura Nós com shows do Jamiroquai, Bajofondo e Snow Patrol. Será que os produtores só visam o público paulista ou eles acham mesmo que o brasileiro tem grana o suficiente para bancar os dois shows? Ainda mais que o Natura também cobrará valores altos para a pista vip (R$500).

Já a terceira parte dessa leva de shows internacionais vai acontecer pouco mais de um mês depois da versão tupiniquim do Woodstock. O Planeta Terra chega a sua quarta edição e entra para a história como o festival mais gay de todos os tempos. Longe de ser algo a ser criticado, o que não vai faltar é motivo para se jogar e dançar ao som de nomes fortes como o Mika, Passion Pit, Empire of the Sun e os veteranos do Smashing Pumpkins. Parece que o Soundgarden não vem mesmo para compor elenco, o que é uma pena. Se o Planeta Terra não conta com um elenco tão impactante quanto o mega festival SWU, pelo menos deixa para trás a concorrência no quesito preço. Com todos os lotes de ingressos esgotados, a entrada para o evento custou cerca de R$200. E de quebra, você pode assistir ao show do Mika brincando na montanha russa ou aproveitando os outros brinquedos do Playcenter, local que abriga o Terra desde o ano passado.

Imagem de Amostra do You Tube

Pelas minhas contas, quem quiser conferir os três festivais pagando o valor dos ingressos vip ou “premium”, vai desembolsar uns R$1340 mais os gastos com transporte e alimentação. Não sei quanto a vocês, mas essa é uma realidade muito distante para quem vive com contas para pagar e precisa ter outros gastos, como pagar a conta de luz, água, telefone ou qualquer outra merda sustentável. A verdade é que a cultura esta disponível para poucos. A grande maioria precisa escolher o que quer ver e juntar todo o dinheiro do lanche, ônibus e mesada para conseguir chegar perto do valor da meia entrada nos eventos. E vale dizer que no ano que vem já temos o anúncio do Rock in Rio 4 em setembro, o que significa um adiantamento no calendário dos famosos shows “marcantes” do segundo semestre.

Dessa vez não vou falar sobre os discos analisados durante o mês, estou chateado pelos gastos com o SWU. Mas devo confessar que consegui uma promoção imperdível na Livraria Cultura e encomendei os dois discos do Arcade Fire. Não podia deixar o mês passar em branco, afinal.

Até o mês que vem!

Imagem de Amostra do You Tube

Discos Comprados:
- Funeral @ Arcade Fire
- Neon Bible @ Arcade Fire

Discos Ouvidos:
- Musica de Brinquedo @ Pato Fu
- Amigo do Tempo @ Mombojo
- Interpol @ Interpol
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Morning View @ Incubus
- High Violet @ National
- Something for the Rest of Us @ Goo Goo Dolls

Veja todas as informações do Natura Nós 2010

3 de setembro de 2010 News Sem comentários
Veja todas as informações do Natura Nós 2010

A edição 2010 do Natura Nós está mais do que confirmada e com todas as suas atrações divulgadas.

O festival, que acontece nos dias 16 e 17 de outubro, na Chácara do Jockey, em São Paulo, reúne nomes importantes da música nacional e internacional, como Jamiroquai (foto), AIR, Snow Patrol, Bajofondo, Vanessa da Mata, Céu, Adriana Partimpim e Pato Fu, entre outros.

Produzido pela Mondo Entretenimento, o Natura Nós já está com os seus ingressos a venda através do LivePass e os preços custam R$ 190 (pista) e R$ 500 (VIP) no sábado (16/10). Já no domingo, a entrada tem preço único de R$ 60. Estes valores são de inteira, sendo que estudantes e aposentados terão direito a meia entrada.

Natura Musical
Desde 2005 que a Natura passou a apostar na música brasileira através do Natura Musical e, ao longo dos anos que se seguiram, o programa criado apoiou diversos projetos de turnês, CD’s e DVD’s e acervos musicais relacionados ao país.

Já a partir do ano passado, o projeto criou o festival Natura Nós, com a intenção de celebrar o encontro da música nacional e internacional de diversos estilos para um público de todas as idades.

Atrações
No primeiro dia de festival, a Chácara do Jockey recebe os franceses do Air, os argentinos do Bajofondo, os ingleses do Jamiroquai e os norteirlandeses do Snow Patrol. Somam-se a eles os nomes de Vanessa da Mata, Céu, Karina Buhr, Cidadão Instigado, Móveis Coloniais de Acaju e o cantor Marcelo Jeneci.

Já o segundo dia do festival, a exemplo do ano passado, é dedicado as crianças e seus familiares. O lineup conta com shows de Adriana Partimpim, Pequeno Cidadão (projeto formado por Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra), Palavra Cantada e os mineiros do Pato Fu, que estão de volta a estrada com o seu mais recente álbum, Música de Brinquedo, com versões de músicas conhecidas mundialmente gravadas apenas com brinquedos.

Você pode conferir as principais informações sobre o festival logo abaixo. Se preferir, visite o Portal Natura Nós.

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Serviço Natura Nós 2010

Data: 16 e 17 de outubro
Local:
Chácara do Jockey, São Paulo-SP

Ingressos:
Sábado (16/10): R$ 190 (Pista) // R$ 500 (Pista Premium)
Domingo (17/10): R$ 60
Locais de venda: Livepass // Call-Center: 4003-1527 // Bilheteria Morumbi Shopping
* Estudante e aposentado pagam meia-entrada
* Criança até 2 anos não paga (no domingo)
* Criança de 3 a 12 anos paga meia-entrada (no domingo)

Abertura dos portões:
Sábado: 13h
Domingo: 11h

Início dos shows:
Sábado: a partir de 15h
Domingo: a partir de 12h

Classificação etária:
Sábado: 14 anos
Domingo: livre

(Re)Descobrindo Sons: Maio

(Re)Descobrindo Sons: Maio

Por: 2T Dias

Um mês fraco ou um operário inoperante? Qualquer que seja a resposta final para os pensamentos conflituosos que reinaram em maio. O começo do inferno astral dos cancerianos não foi nada generoso e assim como aconteceu em abril, foram poucas as investidas musicais que mereceram uma atenção digna de nota. Mas como o açucar não pode ser doce para sempre e eu assumi um compromisso (que se revela cada vez mais complicado de ser cumprido dentro do prazo) com a turminha from hell do Audiograma, é nessas horas que o sofismo fala mais alto e eu tento convencer todo mundo (incluindo eu mesmo) de que estou 100% entretido no que acontece de melhor na música atualmente. Conciliar vida pessoal com a jornada dupla de trabalho que levo, não esta dando resultado. Além de esgotamento mental, estou a beira um colapso físico. Sedentarismo dominando. Espero que em junho eu tenha alguma coisa boa para falar. Sinceramente. Ou então serei obrigado, por livre e espontânea pressão moral, a pedir demissão do cargo altamente concorrido que é o de colunista (ativo, por favor) das páginas laranjas.

Como estava em débito com o site e acabei lançando nada mais que duas colunas de uma vez só, prefiro ser discreto e falar bem menos besteiras. Se vou conseguir sucesso na missão, só vocês (Xi, Isabella, John Pereira e ilustre desconhecido com muito tempo livre) irão dizer. Logo no comecinho do mês tive a minha primeira entrevista presencial e foi um orgulho ter começado com um cantor que admiro e respeito bastante. O Jay Vaquer se apresentou em um teatro da capital mineira e lá encontrei os parceiros do Audiograma e fiz a minha própria cobertura para o RinP. Por essas coisas que sinto orgulho de assumir a grande responsabilidade que é manter um site de cultura. Apesar de todas as dificuldades, o resultado é recompensador e cada vez mais vem a certeza de que cultivando humildade, respeito, dedicação e usando uma boa dose de cara de pau, a gente consegue chegar no lugar que quiser. O RinP é prova viva disso e nos últimos dois anos acabamos nos tornando uma referência para quem gosta de acompanhar o que rola de melhor em Belo Horizonte, tamanha a quantidade de eventos que fizemos a cobertura. A grande maioria foi organizada pelo 53HC, incluindo o Flaming Festival que encerrou o mês com chave de ouro e uma apresentação épica da banda Mombojó.


Na falta de um vídeo do show da Flaming Night, vai um antigo… Mombojó é uma das melhores bandas nacionais?

Como já cansei de repetir, o tal do GogoGear esta fazendo total diferença no meu relacionamento com a musica atualmente. Ele também será a causa de uma eventual surdez precoce, aparentemente. Se em abril eu já havia comprado poucos discos, a situação foi bem pior dessa vez. Não tenho ideia de como gastei o meu dinheiro, mas a verdade é que ele foi embora. Não foi com motel, não foi com mulher pelada, não foi com jantares chiques, talvez tenha sido com mimos para a ex-namorada, talvez com livros, talvez com filmes, mas certamente não foi com cd’s. E nem roupas. Aliás lojas de roupas são um grande problema na vida (e bolso) de quem é compulsivo e gosta de possuir. Mas me dei bem em maio, consegui conter impulsos e finalmente, estou chegando no final de um ciclo (assim espero, se Deus quiser) e irei me presentear com um Playstation 3, que não sei se recordam, foi o principal motivo que me levou a começar a trabalhar. Ok. Eu queria era fazer uma pós-graduação, mas não ia conseguir gastar toda minha grana na mensalidade. Ainda mais em um emprego tão vil e violento quanto o meu. Para a diretoria da empresa nós ainda vivemos antes dos tempos da princesa Isabel e somos presenteados diariamente com o carinho de uma boa chibatada. De qualquer forma, como ia dizendo antes de me perder, é por conta do meu pequeno companheiro de guerra, que estou ligado nas novidades musicais. Ok. Até hoje não coloquei os singles novos do Interpol ou Arcade Fire para rodar aqui, mas pelo menos ouvi discos excelentes como o novo do Stone Temple Pilots e o (meu favorito de 2010) do Jakob Dylan.


Alguma dúvida que essa foi a música do mês? Arcade Fire retornando em grande estilo.

Não fosse os shows e uma encomenda para o especial do Audiograma para o aniversário de 50 anos do Bono Vox, líder do U2, poderia dizer que maio casou direitinho com a incompetência generalizada cultivada ao longo de abril. Falar sobre o U2 foi bom. Até cheguei a ouvir que gostava mais da banda que da maioria das pessoas ao meu redor (o que não chega a ser uma completa mentira) e acho que um comentário desses indica que consegui descrever um verdadeiro caso de amor, o que é justificado pela relação que tenho com a banda desde sempre. Não pensei muito e usei meu trabalho como DJ da loja para abrir e “divulgar” a última coletânea da banda, aquela que tem todos os singles e tal. Pelo menos os dias na loja foram mais bonitos e gostosos. U2 agrada todo mundo. Aproveitei a oportunidade para tirar poeira do material que tenho da banda e sinto que é quase como um crime não ter o clássico The Joshua Tree na minha coleção de discos. Mas serei um criminoso por pouco tempo. Ando namorando a edição especial do album há algum tempo e não devo demorar para ter o meu terceiro disco da banda. Sim. Apenas o terceiro. A Bella me presenteou com o No Line on the Horizon e eu já tinha a coletânea dos anos 80-90. Sei que não deveria me incluir como fã da banda, mas eu sou. Acho que não tenho a coleção completa de nenhuma banda que eu admire. Nem mesmo o Silverchair ou o Muse. Isso é triste e estou aceitando doações, ok?


Beautiful Day para abrir bem a semana

O amigo Vitor resolveu fazer o que o chefe Xi nunca havia feito e me obrigou a ouvir o disco do Manacá. E que surpresa boa. Aliás o show do Jay Vaquer no comecinho do mês cooperou demais para que o meu lado patriota falasse mais alto e a música nacional ganhasse um pouco mais alto. O trabalho ao vivo que Vaquer gravou e apresentou no Teatro Alterosa é de uma qualidade assombrosa. As músicas, todas recheadas de versos espertos e que nos fazem refletir, seriam um enorme sucesso se o público brasileiro não fosse formado, em sua maioria, de idiotas que não sabem valorizar o que nós temos de melhor. Uma pena, já que é em cantores inteligentes como Jay Vaquer que conseguimos nos encontrar e entender exatamente o que a letra quer passar. Ou pelo menos chegar bem próximo disso, afinal por mais que você entenda o inglês ela não é a sua língua principal. O Frejat pode não ser um compositor tão afiado e irônico, mas sabe fazer bonito. Não sou fã da coleção Perfil, mas conseguiram reunir algumas das melhores músicas da carreira do cantor (que na minha opinião funciona melhor no Barão Vermelho). O problema é que assim como o disco do Lenine, o album esta custando r$30. Absurdo para uma embalagem digipack. Maio talvez tenha sido o mês em que mais valorizei a música brasileira nos últimos tempos. Mas depois de conferir o show do Jay Vaquer e a apresentação memorável do Mombojó, seria uma completa ignorância não prestar atenção no que temos de melhor em nossa terrinha.


“A Falta que a falta faz” – já conferiu a entrevista que turma do Audiograma fez com o Jay Vaquer?

E para encerrar o mês, nada melhor que falar sobre o revival dos anos 90. Depois dos anúncios da volta do Soundgarden e de lançamento inédito do Hole, foi a vez do Stone Temple Pilots voltar com força total. Ano passado a banda se reuniu para alguns shows e lançou um album novinho em folha para saciar a vontade dos fãs. O tal material novo esta longe de oferecer alguma cancão no nível de “Plush“, mas também não chega a ser uma grande porcaria. Na primeira vez que ouvi, tenho que confessar, só vi qualidade em uma ou outra canção (especialmente no single “Between the lines”). Porém o tal disco é daqueles que vai melhorando com o tempo. Mas como comentei na minha resenha para o RinP, em tempos onde ninguém para mais e escuta um disco inteiro, só mesmo os fãs vão dar tantas chances para um disco que não cativa logo na primeira audição. Para junho, espero ter estomago para ouvir o novo trabalho da louca da Courtney Love. Vai que eu gosto… nunca pode-se matar nenhum cantor que já foi brilhante alguma vez. Mesmo se tratando da viuva pirada do Kurt Cobain.


Seria essa a segunda melhor música de maio?

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Discos Ouvidos:
- Alive in Brasil @ Jay Vaquer
- Perfil @ Frejat
- Them Crooked Vultures @ Them Crooked Vultures
- 18 Singles @ U2
- Women and Country @ Jakob Dylan
- Manacá @ Manacá
- Nadadenovo @ Mombojó
- Stone Temple Pilots @ Stone Temple Pilots
- Ridding With the King @ BB King
- Up to Now @ Snow Patrol
- Ten @ Pearl Jam
- Black Holes and Revelations @ Muse
- Band of Gipsys @ Jimi Hendrix
- Young Modern @ Silverchair
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- Morning View @ Incubus
- A Crow Left of the Murder @ Incubus
- In Rainbows @ Radiohead
- Plastic Beach @ Gorillaz

(Re)Descobrindo Sons: O mês de março foi assim

(Re)Descobrindo Sons: O mês de março foi assim

Por: 2T Dias

Na minha singela opinião, uma pessoa produz melhor se tem objetivos e metas. Isso inclusive contribui para a tal da felicidade, que é o que a maioria das pessoas normais procuram. Em março resolvi criar e cumprir minhas metas. Infelizmente isso ainda não inclui escrever frequentemente para o Rock in Press. Não sei o que esta causando esse breve bloqueio, mas resta a esperança de que com o aguardado disco do Slash a situação se inverta. E eu sei que já havia prometido escrever sobre o Spoon e o Vampire Weekend logo na primeira vez que apareci aqui no Audiograma. Estou ciente de que não sou uma pessoa de palavra, aparentemente. Mas escutem o que estou dizendo: com metas a pessoa muda. Nas outras duas colunas mencionei a minha necessidade aguda de um player mp3 para conseguir resolver o problema de ouvir poucas músicas. Adivinhem só? Consegui comprar o tal GoGear e resolvi uma parte do problema, o resto é com o tempo. Tudo isso por conta das metas. A minha meta de 2010, além de ver um filme por dia, é completar minha coleção de livros do Dostoiévski e de discos do Led Zeppelin. Estou longe. E isso é excitante.

O mês começou com um show quente do Black Drawing Chalks no Lapa Multshow na tradicional Flaming Night, festa organizada pelo selo 53HC e que praticamente atrai todo o público rockeiro dessa roça grande chamada Belo Horizonte. Fui representar o Rock in Press e tive que me abster de me envolver diretamente na bagunça, pelo menos até o show do BDC acabar. Ouvi dizer que os chefes Gilmar Souza e Adriana Pires deram as caras por lá, mas acho que eu já estava em um nível etílico elevado demais para conseguir encontra-los naquela zona de guerra. Nunca havia visto um show com tantos stage dives desastrosos. Até hoje tenho pesadelos com uma garota que se jogou do palco e bateu com os dentes no chão. Nada melhor que um show quente desses para o aquecimento para as três apresentações internacionais que eu pretendia ver. Digo pretendia porque acabei sem dinheiro para o Guns N’ Roses (ou você acha que vendedor de discos tem grana sobrando?); a malandra da Betty Ditto levou um pé na bunda e achou melhor curar a dor de cotovelo debaixo do seu cobertor extra grande (também conhecido como capa de chuva de Manhattan), cancelando assim a apresentação do Gossip na Roxy e no Brasil inteiro; sobrou apenas o Franz Ferdinand no Rio de Janeiro na véspera do aniversário do nosso querido John Pereira (impressão minha ou o cara ganha shows internacionais de aniversário?). Acabei indo a trabalho também e fui premiado com um dos shows mais empolgantes que já vi. Claro que nem tudo foram rosas: no meio do show tive que lidar com um casal de adultos pentelhos que não estavam satisfeitos com a minha postura saltitante. Levei várias cotoveladas e a coisa poderia ter virado uma briga séria se não fosse o empurrão providencial que dei no sujeito e a minha ex-namorada me proibindo de socar a cara de qualquer pessoa. Encontrei o meu outro chefe (puta que o pariu, eu devo ser a única pessoa que tem mais de três chefes na vida e que não manda nem no cardápio do almoço. que decadência!), o apaixonante Xi, que não deixou de dar uns puxões na minha orelha e me (obrigou a) encomendou uma resenha quentinha do show. Tudo poderia ter sido perfeito (não transei no Rio, mas pelo menos vi uma mulher pelada caminhando nas proximidades da mística Lapa), mas tive que esperar por quase duas horas por uma guria escrota da excursão demoníaca que me levou para o show. Felizmente a menina foi encontrada (viva) e voltamos para casa mais de duas horas e meia depois do show ter acabado.


vi isso tudo lá de cima. visão ALTAMENTE privilegiada e a maior onda humana que já vi em shows.

Descobri que agora, além de ouvir músicas enquanto faço o trajeto casa-trabalho/trabalho-casa, posso ouvir os cd’s que compro enquanto jogo God of War do Playstation 2. Curioso dizer que uma das minhas metas do ano é zerar o GoW 1 e 2 para poder comprar o Ps3 e o GoW 3. Como tempo é uma coisa que eu não tenho ultimamente, será uma meta bem interessante de bater. Posso dizer que ouvir o Them Crooked Vultures enquanto você massacra o computador com o Kratos piradão é muito legal. Faith no More, Incubus, Gogol Bordello e Metallica também funcionam bem. Acho que mato melhor quando escuto coisas pesadas. Talvez seja só impressão, sei lá. A verdade é que quando coloquei o disco do KC and The Sunshine Band, não consegui me concentrar mais na telinha e acabei irritado por não conseguir passar de um chefe gigante na fase final do jogo. Pior é conferir os vídeos de detonados no youtube e perceber que os internautas passaram do tal monstro de armadura gigante sem grandes problemas… Ao invés de admitir minha incompetência, prefiro botar a culpa no swing sinistro do funk do KC and Sunshine Band. Essa tal coletânea (preciso parar de comprar só compilações, mas o preço era sem noção de bom) simplesmente garantiu a trilha sonora de qualquer eventual festa que eu venha a dar em minha residência. Claro que a equipe inteira do Audiograma estará convidada.

Esse mês eu acabei comprando também o segundo disco de estúdio do Queens of the Stone Age. Por acaso, as minhas faixas prediletas da banda constam no tracklist: “Lost Art of Keeping a Secret” (se houvesse um cd da trilha sonora da minha vida, ela estaria presente), “Feel Good Hit of the Summer” (maior hino anti-drogas do mundo?) e “Better Living Through Chemistry”. O baixista Nick Oliveri ainda fazia parte do QOTSA nessa época, não sei se lembram, mas foi quando eles vieram tocar no Rock in Rio 3. Ele era o careca peladão. Pena que brigou com o Josh e cascou fora. Ano passado ele lançou um disco solo um tanto horroroso e recentemente gravou uma linha de baixo no tal cd solo do Slash. Sucesso para ele. 

Sabem aqueles dias em que canções brotam na nossa cabeça? Pois é. Geralmente acontece durante o banho. Enquanto me enxugava, comecei a cantar os versos do samba malandro “Senhor Delegado” dos Titãs. Não deu para controlar e ouvi o Acústico Volume 2 até o ponto que suportei. Saudades eternas da época do Cabeça Dinossauro e tantos outros discos pesados, sem medo de ser feliz. Era uma outra banda, uma outra época. Não dá para se adaptar com a atual fase daquela que já foi uma das minhas bandas favoritas. Parafraseando a canção “32 Dentes”, o Titãs atual tem 32 dentes. Mas mesmo assim, não consigo deixar de considerar a banda e acabei levando para casa a coletânea Titãs 84-94, que tem algumas das melhores músicas da carreira da banda, e que, acima de tudo, custou apenas R$15. Quem sabe no próximo mês não compro o volume 2?


o sangue corre diferente depois de ouvir o som do Titãs. não tem explicação.

O meu lado nacional falou bem alto nesse mês de março. Completei a minha coleção de albuns do Los Hermanos ao comprar o sensacional Bloco do Eu Sozinho. Agora só falta o dvd do show na Fundição para ter o material completo daquela que já foi uma das melhores coisas que o Brasil criou. Apesar de não gostar tanto da banda mais (creio que o Los Hermanos só tenha utilidade para ser trilha sonora de fossa amorosa) sempre que me deparo com um cliente estrangeiro, tento empurrar o Ventura e/ou o Bloco. Confesso que a tática funciona em mais de 80% dos casos. Os quatro gringos que visitaram a loja nesse mês (incluindo a linda Sara, que deixou meu coração em brasa e nunca me respondeu no facebook) levaram alguma coisa dos barbados cariocas. O Ventura é cd obrigatório para qualquer pessoa que goste de boa música brasileira, não por acaso, é o meu favorito. Apesar que é no Bloco que tem “Sentimental” e “Fingi na Hora Rir”, minhas favoritas… Levei para casa o clássico Selvagem dos Paralamas. Preciso falar que ele é “apenas” um dos discos mais importantes do pop rock nacional? Falando em coisa importante no Brasil, andei tirando poeira do meu disco (furtado da vocalista da minha ex-banda O Móbile) do Secos e Molhados e apresentei para a minha ex-namorada. Acabei ficando tão extasiado com o disco que me esqueci de perguntar o que ela achou. Quem já conversou comigo sobre bandas nacionais, sabe que eu não escondo e nem controlo a minha preferência pela banda liderada por Ney Matogrosso no topo das melhores coisas da música popular brasileira. Se você nunca ouviu, pare tudo que estiver fazendo e baixe AGORA! E dê uma olhada na capa do album, que foi homenageado no vídeo clipe da música “Eu Não Aguento” do Titãs. Também está na minha lista de capas mais iradas de todos os tempos.

Também ouvi muito Lenine (descobri que teria um show dele em BH e empolguei, apesar de não ter ido). O tal cd Perfil é até interessante, reune algumas das músicas que fizeram o nome do cantor, mas nem fodendo que tem as melhores canções. As mais óbvias sim, claro, mas pelo preço que está nas lojas não justifica. O mesmo não pode ser dito para o Jorge Ben e seu sensacional Tábua de Esmeralda, que é nada mais que a criação do chamado samba rock. Muito gostoso de ouvir. Vale a pena conhecer para se apaixonar.

Além do Lenine, não houveram grandes mudanças na grade musical da Saraiva nesse mês que passou. O Snow Patrol ainda domina o som e de vez em quando é acompanhado do novo disco do Jack Johnson (o En Concert, que tem até uma participaçãozinha do Eddie Vedder) ou do disco acústico do Lobão. De novidade mesmo só no dia que eu resolvi ser bagunceiro e abrir a única peça que chegou da trilha sonora do Bastardos Inglórios. Mesmo que eu tenha que pagar pelo disco quando o meu sub-gerente voltar de férias, valeu a pena pela reação dos meus colegas de trabalho. Foi muito engraçado dançar as músicas do maestro Ennio Morricone sob os olhares de: “qual será o problema desse garoto?” das meninas do caixa e dos clientes. Acho que vou repetir a dose no meu próximo expediente… Vale a pena mencionar o sucesso que o adolescente Justin Bieber faz com as meninas entre oito a quinze anos. Chegou num ponto que só de olhar a cliente, eu já adivinhava (mesmo, aconteceu até pelo telefone) o que ela queria. O cd demorou mais de vinte dias para chegar, mas esgotou rapidinho no fim de semana. Mesma coisa pode ser dita do novo dvd da Madonna. Parece que o chamado da Diva enlouqueceu seus seguidores e as vinte peças que chegaram acabaram de um dia para o outro. Nunca vi isso. Nem mesmo o Rush of Blood to the Head do Coldplay (também conhecido como “album branco”), o Ok Computer do Radiohead ou o Concert for George, homenagem ao guitarrista dos Beatles, conseguem acabar tão rápido. E olha que são peças que vendem muito.


só mesmo o Eddie Vedder para me fazer ouvir (e gostar) de Jack Johnson

Quase me esqueço de dar um pequeno aviso para os fãs de Pearl Jam. Acabou de chegar nas lojas um novo produto, que é o dvd do show da turnê sul-americana. Preciso dizer para vocês passarem longe. Não comprem se não quiserem passar raiva e jogar dinheiro fora. A Coqueiro Verde, distribuidora da bomba, é famosa por ter os preços bem abaixo da concorrência. Só que junto do preço, a qualidade final também é muito abaixo. A imagem parece ser gravada por um celular motorola v3 em zoom máximo e o som parece ser do mesmo aparelho. Simplesmente ridículo. E dá uma raiva infernal quando paramos para ver o repertório da apresentação.

Acho que esse foi o retrato do mês de março. Pelo menos na parte que diz respeito em ouvir discos completos. Tive até uma ideia divertida que vai virar seção no Rock in Press, que seria ouvir as samplers de todos os discos disponíveis na loja e fazer uma resenha baseada no que ouvi. O título seria: Resenha em 30″ ou algo do tipo. Espero que dê certo. Já ouvi e esbocei rascunhos dos cds da Ke$ha (menininha sinistra) e de uma banda que parece o Death Cab for Cutie (e que, convenientemente esqueci o nome…). Serão cenas dos próximos episódios e temas centrais de novas metas. Falei lá no começo do texto (lembra?) sobre como a nossa vida melhora quando seguimos nossos objetivos pré-determinados e coloquei que ter a coleção do Led Zeppelin seria o suficiente para ser feliz esse ano. Por enquanto, resolvi gastar meu suado (mesmo) dinheiro com os dois primeiros discos. Confesso que me decepcionei horrores com a qualidade final do cd, deixou a desejar e podou o impacto que as músicas do Led tem. Em abril pretendo levar o IV para casa. Como podem ver, este é um projeto a longo prazo e a mesma coisa pode ser dita dos livros do (maior escritor de todos os tempos) Dostoiévski, apesar que já conto com “Crime e Castigo” (não lido); “Noites Brancas” (melhor história de amor que já li); O Crocodilo (não lido) e  Memórias do Subsolo (lido). Existem diversos outros títulos, todos com preços exorbitantes, mas que acaba valendo a pena e sendo indispensável para aqueles que cultivam o hábito de ler e manter uma pequena biblioteca pessoal.

Encerro a coluna ouvindo meu album favorito do Incubus: Morning View. Nada melhor que ir trabalhar ao som de músicas como “Nice to know you” e “Are You in?”. E pensar que tem pessoas que não conseguem AMAR essa banda… Mês que vem tento chegar um pouco mais cedo e espero encontrar os chefões do Audiograma no show do Placebo. Abraço e obrigado pela companhia!

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ps: dedico a coluna desse mês para uma das pessoas mais naturalmente engraçadas que já conheci. Senhor Jonas, que você tenha muita sorte (e tempo livre para ter a tão sonhada “vida social”) nos novos caminhos que decidir seguir. Espero que você ainda decida virar um comediante, pois talento existe de sobra!

ps2: desculpem a falta de humor e qualidade abaixo da média. Estou sofrendo com abstinência sexual e aparentemente, sozinho não posso resolver nada… grato pela atenção e compreensão acerca da falta de inspiração na coluna desse mês.

ps3: caso alguém tenha se sentido tocado com a minha condição, pode ajudar de duas maneiras. A primeira pode ser inconveniente para alguém, mas posso enviar o twitter de uma certa mulher e vocês podem enviar mil mensagens (ou ameaças) para que ela mesma resolva o problema. Já a segunda, bem, essa pode ser inconveniente para a mulher mencionada na opção anterior, e eu prefiro dizer só na próxima coluna. Mas fico feliz com o interesse. Dependendo do seu sexo, PODE VIR A SER recíproco.

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Discos Ouvidos:
- Secos e Molhados @Secos e Molhados
- Perfil @ Lenine
- Them Crooked Vultures @ Them Crooked Vultures
- The Best of 1980-1990 @U2
- Good Rockin Tonight @Elvis Presley
- Who Cares a Lot? @Faith no More
- IRM @ Charlotte Gainsbourg
- The Pursuit @ Jamie Cullum
- Maria Gadu @ Maria Gadu
- Up to Now @ Snow Patrol
- Ten @Pearl Jam
- Colour me Free @ Joss Stone
- Trilha sonora do Bastardos Inglorios
- Elvis 30# Hits @ Elvis Presley
- Across the Universe Soundtrack
- Morning View @Incubus
- Make Yourself @Incubus
- In Rainbows @Radiohead
- Plastic Beach @Gorillaz
- Heligoland @Massive Attack
- Live in Gdansk @ David Gilmour
- Acustico volume 2@ Titãs
- The Best of @KC And the Sunshine Band
- Rated R @Queens of the Stone Age
- I @Led Zeppelin
- II @Led Zeppelin
- A Tabua de Esmeralda @Jorge Ben
- Bloco do Eu Sozinho @Los Hermanos
- Selvagem @Paralamas do Sucesso
- Titãs 84-94 @Titãs
- High Times @Jamiroquai
- Franz Ferdinand @Franz Ferdinand
- Tonight @Franz Ferdinand
- You Could Have it So Much Better @Franz Ferdinand
- MTV Ao Vivo @Cordel do Fogo Encantado

Discos Comprados:
- The Best of @KC And the Sunshine Band
- Rated R @Queens of the Stone Age
- I @Led Zeppelin
- II @Led Zeppelin
- A Tabua de Esmeralda @Jorge Ben
- Bloco do Eu Sozinho @Los Hermanos
- Selvagem @Paralamas do Sucesso
- Titãs 84-94 @Titãs
- High Times @Jamiroquai

(Re)Descobrindo Sons: Um resumo de Janeiro

(Re)Descobrindo Sons: Um resumo de Janeiro

Por: 2T Dias

Estamos todos sujeitos a sofrermos nas mãos de Murphy e sua cruel lei. É engraçado perceber (e aceitar) que para cada bom momento que consigo ter a sorte de passar, existe o dobro de percalços na sequência. Não se pode fugir da sina de Murphy, a verdade é essa. Claro que, obviamente, você não está entendendo nada do que estou dizendo. Tenha calma, já irei explicar direitinho…

Como esta é só a primeira participação especial no cast do site (pensei que eu teria um espaço todinho meu aqui no Audiograma, mas o chefe John Pereira cortou as minhas asinhas), nada mais justo que (enrolar) fazer uma breve apresentação. Meu nome é Tullio e eu fui criado por lobos selvagens na beira do rio arrudas em Belo Horizonte. Durante muito tempo pensei que fosse loucura me comunicar através de uivos e mordidas, mas desde que um simpático casal de velhinhos atirou e matou os lobos selvagens que cuidavam de mim, percebi que aquela era a melhor forma de me comunicar. Desde então permaneci exilado em um pequeno comodo debaixo da escada da casa dos meus novos pais. Acabei descobrindo uma outra forma de comunicação: a música. Quando completei 11 anos, recebi uma carta de um sujeito franzino chamado John Pereira e nela havia o convite para ingressar no extinto Portal Music Life. Foi o recomeço de minha vida e daí em diante tudo mudou. Passei a me chamar Eduardo por alguns dias, deixei o cabelo crescer e decidi estudar. Mas infelizmente fui expulso de casa antes de me formar. Ou seja, fui obrigado a procurar um emprego. E sabem onde este animal anti-social foi trabalhar? Não, não foi em um canil. Apesar de lidar com vários tipos de cachorros e cadelas, o meu emprego é de vendedor de discos. Quando o Portal Music Life encerrou as atividades pensei que minha vida virtual estaria resumida ao Cinema de Buteco (onde eu sou o editor chefe) e o Rock in Press (onde ultimamente eu não estou fazendo nada). Por acaso, descobri que o John, a Dri e o Gil estavam criando um novo website. Vira-lata malandro do jeito que sou, dei logo meu jeitinho de me infiltrar e criar uma coluna onde plagiasse o livro Frenesi Polissilabico de Nick Hornby. Basicamente, a intenção original era ter um espaço onde eu falaria de todos os discos ouvidos durante o mês. Não importa se fossem novos, velhos ou de audição exclusivamente animal. Estariam todos relatados aqui. E como agora trabalho numa loja que vende cd’s, não poderia ser um serviço muito dificil, certo? Pois é. Eu me enganei. Nunca foi tão dificil poder ter tempo para ouvir discos.

Mas a lei de Murphy não atacou nesse sentido. O que aconteceu é que levei o meu macbook para a assistência técnica e esqueci de salvar o texto original que estava lá dentro do HD. O resultado é que tive que reescrever tudo e falar um monte de besteira para vender o espaço e fingir que tenho conteudo. Mas não se preocupe, caro leitor. Você não está perdendo o tempo precioso (acreditem: depois que você passa a trabalhar, cada segundo é valioso e faz falta depois). A minha intenção para o próximo mês é me preparar melhor para esta participação (que eu devo dizer, se é que não está claro, que gostaria que fosse uma coluna) no Audiograma (um dia eu ainda irei chamar de Audioslave… já estou até vendo…) e arrumar um celular ou um player de mp3. Disseram coisas realmente boas sobre um aparelho da Phillips chamado GoGear e é uma opção bem mais interessante que gastar uma nota no status que o iPod Shuffle ou Nano causam. O bolso e os ouvidos agradecem. Porém, um fato curioso deve ser mencionado: mesmo não usando um player portátil e não possuindo um bom aparelho de som, janeiro foi o mês que mais comprei discos. Foram DUAS aquisições: Echoes Silence Patience and Grace do Foo Fighters e Music for Men do Gossip. Um recorde digno do guiness? Longe disso. Estou surpreso em perceber o quanto os discos estão baratos e são várias as possibilidades. Imagino que até o fim do ano complete diversas coleções, incluindo todos os discos do Led Zeppelin. Será um momento lindo para uma pessoa compulsiva e que ultimamente anda de quatro pelo som da banda de John Paul Jones.

Aliás, foi justamente o cd da banda nova do ex-baixista do Led que eu mais ouvi nesse mês. O Them Crooked Vultures dominou o meu iTunes, Winamp, Windows Media Player e assim que o disco chegar na loja (o gerente não botou fé que o album vai vender), vou colocar para rolar no meu tocadiscos escrotinho. Tudo bem que o disco está longe de ser um clássico, mas foi com certeza um dos melhores exemplos de música de 2009. A faixa “New Fang” é agressiva. Selvagem. Sedutora. A introdução na bateria é algo impossível de descrever e é daqueles coisas que nós simplesmente precisamos ouvir (e repetir) várias vezes com o volume no máximo. É quase como se o velho Bonzo estivesse vivo e o Led continuasse na ativa. Quase. Dave Grohl bem tenta emular o som de seu ídolo, mas só consegue chegar perto. Pelo menos o serviço não soa como uma cópia descarada daquela que foi uma das melhores bandas que se tem notícias no planeta Terra. Se você ainda não ouviu, cara, não perca mais tempo e baixe logo. Ou compre. Está surpreendentemente barato e vale a pena mesmo guardar em casa esse registro.

Ouvi também o último disco do Muse, o tal do The Resistance. Sou suspeito para falar do trio britânico, mas que disco simplesmente animal. Excluindo a faixa Guiding Light, é um album excelente e que chega perto de roubar a coroa de Absolution no topo dos melhores discos da banda. Fiz um breve comentário do album na época do seu lançamento e hoje, cerca de seis meses depois, cada audição mostra novos detalhes e torna a experiência ainda mais intoxicante. De uma forma positiva, obviamente. O The Resistance é um disco de detalhes e como todo bom disco, merece ser ouvido sempre que existir uma brecha. Com certeza será uma experiência gratificante, já que novos “barulhos” são percebidos. Recentemente saiu o terceiro vídeoclipe do disco. A faixa escolhida foi “Resistance”, não por acaso, a melhor música do Muse desde “Knights of Cydonia”. Um deleite para os baixistas de plantão, como a Gabriela Teodoro.

Infelizmente o único disco realmente novo que ouvi esse ano foi o do Spoon. Digo isso com tristeza não pelo fato do album ser ruim, muito pelo contrário, mas por conta de ter ouvido falar de diversas bandas novas e não ter conseguido parar e ouvir ainda. O album Contra do Vampire Weekend é um dos exemplos. Mas de qualquer forma, começar o ano de 2010 com o Spoon não foi nada mal. Depois do excelente Gagaga de 2007, os caras retornaram com um puta disco chamado Transference. Mal posso esperar para, sonhar, o lançamento nacional do disco. Em breve irei publicar uma resenha do disco no Rock in Press, se eu não for demitido de lá, obviamente.

Trabalhar de vendedor de discos tem as suas vantagens. Não, nenhuma vantagem em conquistar as gatinhas: elas simplesmente ignoram a sua presença até que precisem de ajuda. Estou dizendo que você tem a responsabilidade de ser o DJ da loja e colocar o que bem entender para tocar (não é assim que funciona, mas você não precisa saber disso). Quando vi o disco Up to Now, coletanea dos escoceses (ou irlandeses, sei lá) do Snow Patrol mofando no estoque, não tive dúvidas e resolvi testar o público. O resultado foi que das 34 peças na loja, sobraram apenas mais duas. Vendeu horrores e foi uma prova de que a banda é rentável e digna de boas apresentações no Brasil. Afinal estou em Belo Horizonte, a capital nacional das pessoas semi-analfabetas musicalmente falando.

A surpresa nas audições do mês foi o disco Pursuit do cantor Jamie Cullum. Cheguei bem próximo de perder a preguiça inicial do trabalho do sujeito e devo dizer que é um disco bem interessante. Também passaram pelos meus ouvidos os últimos lançamentos do Weezer (com as faixas “I’m Your Daddy” e “If You Wondering”, das melhores coisas de 2009), Skank (sensacional), Foo Fighters (pô, se eu comprei o disco… claro que ia ouvir, né?), Gossip, Victor e Leo (sério), Maria Gadu e o clássico Thriller do falecido Michael Jackson. Mas para encerrar esta primeira participação no Audiograma, tenho que falar de uma banda antiga. Durante o meu trabalho, acabo conhecendo várias pessoas de tipos diferentes. Apesar do preconceito que a maioria tem com vendedores (teve um sujeito que queria soletrar o nome do Ozzy Osbourne e eu perguntei se ele estava de sacanagem comigo), existem aqueles clientes que gostam de conversar. Três deles disseram que eu lembrava o David Gilmour na juventude. Fiquei meio confuso. Como diabos eu, magrelo do jeito que sou, poderia parecer com o guitarrista do Pink Floyd? Resolvi tirar a prova e a única coisa semelhante que notei foi o sorriso, mas de qualquer forma, o cd/dvd do cara foi o que mais rolou nos últimos dias de janeiro. Desbancou o cd de hits do rei Elvis Presley e as canções gostosinhas do Snow Patrol e Skank. O Live in Gdansk vem com dois discos mais um dvd e além de estar recheado de hits, ainda tem a presença do tecladista Richard Wright, morto em 2008 em decorrência de um cancer. O show é praticamente obrigatório para os fãs do Pink Floyd e prova que não existe uma música tão boa com um solo que consegue ser ainda melhor: David Gilmour DESTROI durante o solo de “Comfortably Numb”, que de longe, é uma das melhores músicas já feitas na história do rock. Se não acredita, clica no vídeo abaixo e tire suas provas. Pode até comparar com a versão pífia do Roger Waters ou até mesmo no encontro lendário no Live 8 em 2005. Nada supera a versão desse dvd novo.

(fico feliz por só parecer com o Gilmour na época em que ele era bonito, pois hoje em dia ele tá foda. Durante o solo foi impossível não lembrar do Jigsaw da série Jogos Mortais)

Esse foi o resumo do mês. Bem fraquinho, eu sei, mas não deu para fazer melhor. Além da falta de tempo, tive que lidar com uma maratona brutal das cinco temporadas de Lost. Fã xiita é foda. Vou ficando por aqui e preparando já o próximo post para o dia 10 de março. Quem sabe até lá Murphy pare de pegar no meu pé e me criar problemas…

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Discos Ouvidos:
- The Resistance @ Muse
- Transference @ Spoon
- Them Crooked Vultures @ Them Crooked Vultures
- Pulp Fiction Soundtrack
- Echoes, Silence, Patience and Grace @ Foo Fighters
- Estandarte @ Skank
- Victor e Leo Ao Vivo @ Victor e Leo
- The Pursuit @ Jamie Cullum
- Maria Gadu @ Maria Gadu
- Up to Now @ Snow Patrol
- Raditude @ Weezer
- Colour me Free @ Joss Stone
- Thriller @ Michael Jackson
- Elvis 30# Hits @ Elvis Presley
- Across the Universe Soundtrack
- Music for Men @ Gossip
- Live in Gdansk @ David Gilmour

Discos comprados:
- Echoes, Silence, Patience and Grace @ Foo Fighters
- Music for Men @ Gossip