TV Audiograma: Muse – Panic Station

TV Audiograma: Muse – Panic Station

O Muse lançou seu novo clipe.

Gravado no Japão, o vídeo de “Panic Station” remete a estética de um video-game, carregado de cores, luzes e alienígenas.

O trio, formado por Matt Bellamy, Dominic Howard e Chris Wolstenholme, é o responsável por toda a produção do clipe, que apresenta ainda cenas em preto e branco, abordando um pouco dos bastidores das gravações.

“Panic Station” é o single mais recente extraído de The 2nd Law, o sexto disco de estúdio do Muse.

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Confira o clipe abaixo:

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Muse recebe duas indicações no BRIT Awards

16 de janeiro de 2013 News Sem comentários
Muse recebe duas indicações no BRIT Awards

Os ingleses do Muse anunciaram em seu site oficial que estão concorrendo ao BRIT Awards.

De acordo com a nota oficial, a banda concorre em duas categorias na premiação. “Nós estamos honrados em informar que o MUSE foi nomeado para duas categorias do BRIT Awards, ‘Melhor grupo britânico’ e ‘Melhor banda britânica ao vivo’. Ao final a banda irá tocar ao vivo“, revelou a banda.

A premiação vai acontecer no dia 20 de fevereiro na Arena O2, em Londres. Os ingleses também vão participar do Rock in Rio, que acontece em setembro deste ano.

(Re)Descobrindo Sons: A volta dos que não foram…

(Re)Descobrindo Sons: A volta dos que não foram…

Adivinha doutor, quem está de volta na praça? Não é apenas o Planet Hemp e a tal da esquadrilha da fumaça. A coluna (Re)Descobrindo Sons sumiu boa parte do ano, sofri com problemas inesperados da vida moderna (tipo, ganhar na loteria, ser pai, trocar de emprego, virar artista famoso, ou nenhuma dessas coisas) e acabei deixando as páginas laranjas de John Pereira e a turminha da pesada do Audiograma na mão. Porém, retomei as atividades com a cobertura do show do barbudo ruivo Nando Reis, em Belo Horizonte. Pensei muito e “por que não” escrever uma breve análise do que ouvi no último mês? Sinto muito por conta dos problemas, mas sei que meus cinco leitores assíduos (se é que vocês ainda estão aí, eu rezo para que estejam) não tem nada a ver com isso. Shame on me.

De maio para cá, muita coisa aconteceu. O Bob Dylan veio tocar em BH, fez uma apresentação de encher os olhos, com todo mundo gritando no refrão de “Like a Rolling Stone” e deixando o velho louco de ódio. Dylan mostrou que não está parado no tempo e também lançou o belo disco Tempest, trigésimo quinto de sua carreira. Para quem não ouviu, vale a recomendação. Encontrei nas lojas por menos de R$ 24,90. Aliás, falando em gente “velha” que deixa os novinhos enlouquecidos, o Robert Plant foi outra surpresa na capital mineira. Com direito até a cover de Tim Buckley (com a linda linda linda linda mesmo “Song to the Siren”), o vocalista do Led Zeppelin cantou várias de suas antigas músicas para agradar ao grande público que achava que se tratava de um show da banda. Tem que ter muita paciência com quem vive no passado assim. Foi o cúmulo de abrirem uma roda no meio do show…

Quem também lançou disco novo foi a cantora Tulipa Ruiz (foto), minha atual musa da música brasileira. Tenho realmente uma atração tão grande por ela (para o desespero da minha namorada) que aproveitei uma viagem para o Rio de Janeiro para ver ao vivo um dos primeiros shows da nova turnê. Tulipinha e sua banda estão afiados com as canções novas, com um show melhor do que aquele que assisti no ano passado em BH e no Rock in Rio. Quanto ao disco novo, Tudo Tanto, não me decepcionei nadinha. Sabemos das dificuldades de uma banda para colocar o segundo disco no mercado, e a Tulipa fez bonito. Tem até parceria com o Lulu Santos.

“O single “É” abre o disco em grande estilo e ao contrário de “Efêmera”, abertura do primeiro disco, não tem nada daquele clima mais tranquilo e dita o ritmo de todas as canções seguintes. “Ok” é uma das poucas faixas que se encaixaria completamente no conceito do primeiro disco. Apesar disso, sua sonoridade é a mistura perfeita do que era aquela Tulipa e quem é a cantora atualmente. “Expectativa” é empolgante, novamente usando linhas de baixo para conduzir a música e criar uma bela cama para a voz de Tulipa e guitarras funkeadas.”

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Glen Hansard (daquele filme Once – Apenas Uma Vez) deu um tempo no seu projeto Swell Season e lançou um disco solo. Eu confesso que estava cagando e andando, mas a empolgação da minha amiga Ana Clara Matta, do site Rock n`Beats, me fez reconsiderar. Sabe quando você ouve uma música que faz a sua coluna gelar de tão triste que é? Foi exatamente a minha impressão ao ouvir “Rhythm and Repose”. Que disco do caralh*. Infelizmente ele ainda não foi lançado no Brasil e dificilmente será, mas está na minha lista de cds a serem comprados em 2013.

Não tem como indicar música X ou Y. Para todo mundo que se sente orfão do trabalho de Damien Rice, o disco de Hansard pode ser considerado como o remédio do momento. Na verdade, dizer que “Rhythm and Repose” é apenas um “remédio” é quase um sacrilégio. São poucas as músicas que você pode ignorar e dizer que não se sentiu tocado. Seja com as músicas mais otimistas ou com aquelas em que você sente vontade de chorar, não tenho dúvidas de que este é um dos melhores discos de 2012. Especialmente para pessoas que apreciam o flerte constante com a melancolia.

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Em outubro, o Muse lançou o sexto disco de estúdio, o The 2nd Law. Muita gente estranhou o resultado da obra, mas a verdade é que eles não tiveram medo de se arriscar e ao contrário das tentativas fracassadas do Coldplay e do The Killers (que lançou um disco horroroso e comentado por John Pereira aqui), o Muse teve sucesso. Pode até não ser o melhor disco do ano, mas é uma feliz mudança de sonoridade para uma banda que possui grandes ambições. Meu retorno ao Audiograma deveria ter acontecido na ocasião, já que nada melhor que um lançamento de sua banda favorita para recuperar a disposição e fazer o tempo curto ser o suficiente. Especialmente quando ela será uma das atrações do Rock in Rio V, no dia 14 de setembro de 2013.

“O single “Madness”, segunda música do disco, desagradou muita gente que ainda está presa ao tempo que o Muse era mais visceral. E abusava dos cogumelos. E das teorias conspiratórias com alienígenas. E dos banhos comprometedores. Felizmente, a banda amadureceu muito e por tudo que eles apresentaram nos cinco discos anteriores, chega uma hora que insistir no mesmo caminho passa a ser cara de pau e medo de se arriscar e dar o passo adiante. Depois de ganhar o mundo, seria uma loucura tentar reformular tudo, mas eles ousaram e foram bem sucedidos. Após o solo de guitarra de “Madness”, claramente inspirado em “I Want to Break Free”, do Queen, a canção se transforma e Matt evoca o grito de desabafo de Bono Vox em “With or Without You” para engrandecer a música, cujos arranjos de voz merecem atenção especial.”

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O The National, banda que costumava aparecer sempre aqui nas primeiras edições da coluna, se tornou uma das melhores coisas para se ouvir em momentos tristes. Trilha sonora perfeita para pessoas melancólicas, adquiri recentemente o disco Boxer, de 2007. Ando evitando gastar muito, mas foi um choque tão grande descobrir que o disco foi lançado no Brasil (e estava por menos de 20 dilmas) que não resisti. Embora seja um excelente disco, a verdade precisa ser dita: ele não chega aos pés de High Violet, de 2010. O disco é perfeito do começo ao fim, tanto que até foi incluído na última edição da bíblia musical 1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer. Encontrei no Submarino por acaso, e claro, virou o meu presente de natal do ano. Para quem está com saudade da banda, ela gravou recentemente uma faixa para a segunda temporada da série Game of Thrones. Ouça logo abaixo:

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Mês que vem a gente retoma com uma edição especial apenas com as melhores coisas do ano, pode ser? Bom dezembro e feliz natal antecipado.

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Discos comprados:
Ok Computer @Radiohead
Pablo Honey @Radiohead
Kid A @Radiohead
The Bends @Radiohead
Hail to the Thief @Radiohead
Tempest @Bob Dylan
Boxer @National
High Violet @National
King Bee @Muddy Waters
Dummy @Portishead
The Downward Spiral @Nine Inch Nails
Old Ideas @Leonard Cohen
Time Out @The Dave Brubeck Quartet

Muse sobe na parada de singles brasileira

5 de dezembro de 2012 News Sem comentários
Muse sobe na parada de singles brasileira

O Muse vem escalando a parada de singles no Brasil.

De acordo com a medição feita pelo hot100brasil.com, a música Madness, último single divulgado da banda inglesa de rock alternativo, subiu na Hot 100 Singles do Brasil.

Ainda que a subida tenha sido acanhada, Madness passou do 89º para o 85º lugar, deixando para trás nomes como Of Monsters And Men e One Direction. A lista é liderada há mais de um mês pela cantora de pop Rihanna, que atingiu o topo como single “Diamonds”.

A canção ainda consegue a façanha de ficar em 3° no Billboard Alternative Songs dos Estados Unidos, e em 5° no Billboard Digital Songs de Portugal.

Está é a primeira música dos ingleses que atingiu a parada brasileira.

Muse e Alice In Chains são confirmados no Rock In Rio

14 de novembro de 2012 News Sem comentários
Muse e Alice In Chains são confirmados no Rock In Rio

O Rock in Rio anunciou oficialmente mais dois nomes para o lineup do festival.

Confirmadas como duas atrações do Palco Mundo, Muse (foto) e Alice in Chains se juntam a nomes como Metallica, Iron Maiden, Bruce Springsteen e Ben Harper na lista de atrações oficiais do festival.

Essa será a primeira vez do Muse na edição carioca do Rock In Rio. Com 16 anos de carreira, a banda já se apresentou duas vezes na edição portuguesa do festival. A banda trará ao festival o show referente ao seu mais recente álbum, The 2nd Law, lançado em outubro deste ano e que ocupa o primeiro lugar nas paradas em mais de 20 países.

Já o Alice In Chains deve trazer o show de seu novo álbum, que deve ser lançado em 2013 e antes do Rock In Rio. A banda trabalha no sucessor de Black Gives Way To Blue, álbum que marcou a retomada das atividades da banda depois de mais de 10 anos de hiato.

A data de apresentação do Muse será confirmada posteriormente, já o Alice In Chains sobe ao palco no dia 19 de setembro, no mesmo dia do Metallica. O Rock In Rio acontece entre os dias 13 e 22 de setembro de 2013.

Muse ganha disco de ouro

28 de outubro de 2012 News Sem comentários
Muse ganha disco de ouro

Apos serem nomeados como a melhor banda do mundo dos últimos tempos, os ingleses do Muse levam mais um prêmio.

A banda conquistou disco de ouro em dois países graças as vendas de seu mais recente álbum, The 2nd Law.

O Muse levou disco de ouro no Canadá, onde vendeu mais de 40 mil cópias, e no Reino Unido, onde a banda já vendeu mais de 100 mil cópias.

Lançado no dia 1 de outubro, The 2nd Law atingiu cerca de 475 mil cópias vendidas logo na sua primeira semana.

Muse é eleita a melhor banda da atualidade

25 de outubro de 2012 News Sem comentários
Muse é eleita a melhor banda da atualidade

O Muse (foto) foi eleito como a melhor banda da atualidade.

De acordo com a revista Q Magazine, que é publicada desde 1986 e que conta com a eleição dos melhores do ano desde 1990, a banda formada pelo vocalista Matthew Bellamy, o baixista Christopher Wolstenholme e o baterista Dominic Howard, a banda pode ser considerada como a melhor do mundo na atualidade.

A revista também premiou a melhor atuação ao vivo e quem levou o prêmio foi o Blur, devido ao show de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres.

A cerimônia ocorreu nesta segunda feira (23), no Grosvenor House Hotel, em Londres, e foi apresentada pelo comediante britânico Al Murray.

Confira os premiados:

Prêmios de Honra da Revista Q:
Música Clássica - Dionne Warwick, Walk On By
Espirito de independente – The Cribs
Musica Inovadora – Underworld
Inspiração – Pulp
Ícone – Dexys
Melhor álbum clássico – Manic Street Preachers, Generation Terrorists
Herói – Johnny Marr
Ídolo – Brandon Flowers

Revelação:
Melhor Música – Plan B, Ill Manors
Melhor álbum – Bobby Womack, The Bravest Man In The Universe
Melhor apresentação ao vivo – Blur
Melhor vídeo – Keane, Disconnected
Melhor artista solo – Emeli Sande
Melhor banda do mundo na atualidade – Muse

TV Audiograma: Muse – The 2nd Law: Isolated System

TV Audiograma: Muse – The 2nd Law: Isolated System

A banda inglesa Muse divulgou ontem em seu canal no YouTube seu mais novo videoclipe.

A música que ganha um vídeo é “The 2nd Law: Isolated System”, uma música instrumental e que funciona como uma continuação de “Unsustainable”, lançada anteriormente.

A música faz parte de The 2nd Law, o sexto disco de estúdio do Muse, lançado no último dia 28.

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Veja abaixo o vídeo de “The 2nd Law: Isolated System”:

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TV Audiograma: Muse – Madness

TV Audiograma: Muse – Madness

O Muse divulgou o clipe oficial de “Madness”, single do novo álbum da banda, The 2nd Law.

A música, que já tinha ganhado um lyric video, ganhou elogios bem empolgados de Chris Martin, vocalista do Coldplay. Segundo ele, a música é “a melhor do Muse de todos os tempos”.

The 2nd Law, o sexto álbum de estúdio do Muse, tem lançamento previsto para o dia 01 de outubro. Faixas como “Survival”, que foi o tema oficial dos Jogos Olímpicos 2012, e “Unsustainable” já foram divulgadas anteriormente e farão parte do álbum.

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Veja agora o clipe de “Madness”:

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Chris Martin tece elogios ao novo single do Muse

22 de agosto de 2012 News Sem comentários
Chris Martin tece elogios ao novo single do Muse

Chris Martin, vocalista do Coldplay, declarou que o novo single do Muse, “Madness”, pode ser considerada como a melhor música do Muse de todos os tempos.

Utilizando as redes sociais oficiais do Coldplay, Martin revelou a sua adoração pela música, lançada oficialmente pelo Muse na última segunda-feira, 22. ”Tendo sido a banda de abertura deles 13 anos atrás, tenho orgulho de dizer que essa é a melhor música do Muse de todos os tempos”, declarou Chris Martin.

Em resposta a declaração de Chris Martin, o Muse também utilizou as suas redes oficial para agradecer aos elogios. “Obrigado Chris”, respondeu a banda pelo Twitter.

“Madness” é o primeiro single oficial de The 2nd Law, novo álbum de estúdio do Muse que tem lançamento previsto para o dia 01 de outubro. Além dela, “Survival” (tema das Olimpíadas) e “Unsustainable” fazem parte do novo álbum e já foram divulgadas pela banda.

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Veja abaixo o tweet de Chris Martin e o Lyric Vídeo de “Madness”:

Muse revela tracklist de seu novo álbum

15 de julho de 2012 News Sem comentários
Muse revela tracklist de seu novo álbum

O Muse vai acertando os últimos detalhes para o lançamento de seu novo álbum.

The 2nd Law é o sétimo álbum de estúdio da banda e, certamente, o mais aguardado de toda a trajetória do Muse. O álbum, que terá 13 faixas, conta com “Survival”, música oficial das Olimpíadas de Londres.

Além da lista de músicas, o grupo inglês disponibilizou também um trailer do álbum, que tem lançamento previsto para o mês de setembro.

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Veja abaixo a lista de músicas de The 2nd Law e o trailer do novo álbum do Muse:

1. Supremacy
2. Madness
3. Panic Station
4. Prelude
5. Survival
6. Follow Me
7. Animals
8. Explorers
9. Big Freeze
10. Save Me
11. Liquid State
12. The 2nd Law: Unsustainable
13. The 2nd Law: Isolated System

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(Re) Descobrindo Sons: Janeiro

(Re) Descobrindo Sons: Janeiro

Quais foram as músicas que vocês ouviram logo na entrada de 2012? Passei minha virada muito bem acompanhado e dividindo minha atenção entre as doses de absinto, as garrafas de Heineken, a televisão passando Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o Queens of the Stone Age quebrando o pau no som. Faziam anos desde a última vez que escutei um disco em um aparelho de som decente. A experiência foi sensacional. Geralmente sou meio apegado a certos detalhes e certamente, ter ouvido as minhas bandas favoritas durante a transição de um ano para o outro foi bem interessante. Gostei do momento de conciliar as melhores coisas da vida em uma única noite.

E quando você descobre que está no meio de colecionadores de todos os tipos? Se em 2010, quando eu iniciei a minha participação nas páginas laranjas do Audiograma, eu pensava que era um louco de gastar todo o meu salário com discos das bandas que eu mais gostava, hoje, dois anos depois, descubro que aquela compulsão era menos da metade do que posso observar no comportamento de outras pessoas tão próximas. Embora o papo aqui seja música, devo dizer que o Heitor Valadão, meu companheiro de redação no Cinema em Cena, possui uma coleção de Blu-rays com mais de 3000 títulos, incluindo aquelas edições raras e limitadas que os estúdios lançaram para agradar os fãs. O Renato Silveira, editor-chefe da página, é outro que tem uma coleção enorme. Pensava que não conhecia ninguém que tivesse uma paixão semelhante, mas que fosse voltada para a música. Ledo engano. Minha querida amiga Julia Goulart conseguiu encontrar a maioria dos lançamentos da banda Muse. Ela tem LPs, singles, caixas, livros, edições especiais dos discos de estúdio, enfim, ela tem (quase) tudo. Fiquei muito surpreso quando descobri – não que eu já não soubesse o quanto ela era doente com a banda, afinal ela foi em nada mais que nove shows da banda. Confesso que senti um alívio quando vi que o vício dela não se limitava à banda liderada por Matthew Bellamy. Haviam outros discos e edições especiais de outras bandas, como o The Suburbs, do Arcade Fire, em versão com as duas músicas extras e mais o curta-metragem dirigido por Spike Jonze. (vídeo MUITO interessante, por sinal)

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Falei isso tudo sobre as coleções alheias para dizer que eu não sou compulsivo e que, embora tenha edições especiais de alguns filmes, os discos mais raros da minha coleção são as edições importadas de So Real, de Jeff Buckley (uma coletânea e os leitores mais antigos sabem como me sinto à respeito dessas edições); Mer de Noms, de A Perfect Circle; e a tríade sagrada de Bob Dylan: Highway 61 Revisited, Bringing It All Back Home e The Freewheelin` Bob Dylan. E partindo para outros campos, a coisa mais rara e “espetacular” que está no meu armário é a edição de capa dura e numerada com os três volumes de O Senhor dos Anéis. Ou seja, sou um fraco. Acho que preciso endoidar um pouco nas minhas ideias e sair comprando coisas obscuras e montar uma coleção bizarra.

Em janeiro economizei um pouco nas compras de discos. Ok. Eu ando fazendo isso há tempos, mas prometo não ficar com menos de 12 novos títulos na coleção. Em compensação, finalmente, adquiri a minha cópia de Quando os Gigantes Caminhavam, de Mick Wall. Por enquanto estou finalizando a leitura de Não Me Abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro, mas sei que não irá demorar muito para começar a devorar a biografia do Led Zeppelin. Esperei tempo demais para finalmente ter coragem de comprar o livro e na primeira oportunidade, não consegui deixar passar. Também resolvi retomar os velhos hábitos de frequentar shows de rock. Durante um final de semana inteiro, viajei de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro e fui conhecer o famoso Teatro Odisseia, na Lapa, também conhecido como o paraíso das pessoas bizarras e lindas da cidade maravilhosa.

Seria um crime ignorar que foi graças à discotecagem de Tomás Tróia, da banda R.Sigma, que conheci uma das músicas mais surreais da MPB brasileira. Conheci o trabalho do Kassin através do Los Hermanos e da Orquestra Imperial, em meados de 2005. Sabia que ele havia lançado um disco muito elogiado em 2011, mas não fazia a menor ideia do teor das letras e das canções, logo quando ouvi as primeiras notas de “Calça de Ginástica” pensei que se tratava de uma nova canção do Cansei de Ser Sexy ou alguma banda de funk inteligente. Tentei me esforçar para lembrar outra música que tivesse versos tão bizarros, mas foi tudo em vão. Dificilmente alguém irá superar “quero transar com você no banheiro de paraplégicos usando calça de ginástica” e a situação fica ainda mais engraçada para quem sabe uma das versões da “origem” da música: parece que o Kassin era vizinho de um político e sempre o via saindo de casa usando uma calça de ginástica. Até que passou a ter sonhos eróticos com o tal político.

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A minha amiga Julia (aquela mesmo que coleciona qualquer coisa do Muse, incluindo o balão usado durante “Plug in Baby” na turnê passada) insistia para que eu ouvisse o disco de um tal de Cícero (foto). Minha primeira impressão com o nome era horrível. Um babaca com o mesmo nome havia dado em cima de uma ex-namorada (aquela que me atormentava em 2010) e já que sou meio “mimado”, acabei tomando raiva do nome. De qualquer maneira, disse que ouviria quando chegasse a hora. Muito me surpreendia saber que a Julia, completamente off do cenário alternativo nacional, insistia para eu conhecer um cara com pegada MPB, Bossa-nova e Los Hermanos. Aquilo tudo deveria ser o suficiente para que eu baixasse o excelente Canções de Apartamento e descobrisse o que é que o Cícero tinha, mas ao invés de partir para o download, esperei por uma apresentação ao vivo.

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Da mesma maneira que aconteceu em 2007, quando conheci o Móveis Coloniais de Acaju em uma apresentação incendiária no Circo Voador, observar aquele rapaz tímido, de olhos fechados, calmamente acomodado num banquinho e tocando seu violão foi algo muito impactante. O Cícero é um daqueles artistas raros e que por mais que existam pessoas para criticar negativamente e apontar semelhanças com os Los Hermanos, nada é o bastante para diminuir o talento do cantor. Poucas vezes ouvi algo que fosse tão sincero e triste na música brasileira. As letras do disco capturam exatamente a sensação de frieza que a solidão transmite. Cícero fala do amor como se fosse gente grande e toca na alma daqueles que apreciam a melancolia como se fosse algo doce. Prestem atenção no trabalho desse cara.

O Black Keys lançou um trabalho lindo no ano passado e virou o meu atual disco de cabeceira (ou disco para transportes coletivos e também para frequentar a academia). Além de “Lonely Boy”, existem várias outras canções animadas e que tem o estranho poder de modificar os rumos do seu dia. A tal magia da música, saca? Impossível não criar expectativa para conferir a banda ao vivo. Fãs de Led, como eu, com certeza compartilharão orgasmos com “Little Black Submarines”.

Imagem de Amostra do You Tube“Tighten Up” não está em El Camino, mas o clipe dela merece sua atenção.

No mês que vem terei a oportunidade de conferir os shows de Mayer Hawthorne e Criolo, ambos no Circo Voador. Deixarei para comentar sobre o Criolo após o show, mas preciso adiantar um dos temas da próxima edição da coluna e dizer que desde que descobri o clipe de “The Walk”, o norte-americano Hawthorne virou um dos meus ídolos do começo do ano. Sei lá quanto a vocês, mas eu adoro uma música safada, daquelas que você coloca para tocar quando está acompanhado de uma bela garota em sua casa para um jantar e sabe que a situação irá ficar muito quente. Ele é exatamente assim, além de ter um humor sensacional para lidar com relacionamentos, que costuma ser o tema central da maioria de suas canções. Escutem acompanhados.

Acho que já falei demais para o começo do ano, né? Bom 2012 para todo mundo e que todo mundo tenha muita música boa (e nova) para (re)descobrir. E vamos começar nossa contagem regressiva para o show do Foo Fighters?

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Discos Ouvidos:

- El Camino @Black Keys
- Canções de Apartamento @Cícero
- Efêmera @Tulipa Ruiz
- How Do You Do @Mayer Hawthorne
- I`m With You @Red Hot Chili Peppers
- Lira @Lirinha
- Live From Faraway Stables @Silverchair
- Lonely Avenue @Ben Folds e Nick Hornby
- Los Hermanos @Los Hermanos
- O Pensamento é um Imã @Vivendo do Ócio
- Nó na Orelha @Criolo
- Sea Change @Beck
- Tonight @Franz Ferdinand
- Thank You Happy Bityhday @Cage The Elephant

Muse já pensa em seu novo álbum

14 de agosto de 2011 News Sem comentários
Muse já pensa em seu novo álbum

O Muse já pensa em seu novo álbum e se prepara para entrar em estúdio.

Em entrevista à BBC Radio 1, o baixista Chris Wolstenholme declarou que o novo álbum está a caminho e que, inclusive, a banda já tem data marcada para entrar em estúdio.

“Setembro e outubro. É neste momento que vamos para o estúdio, para começar a escrever o novo álbum”, disse Wolstenholme.

Durante a entrevista, Chris aproveitou para garantir que, mesmo com a paternidade do vocalista Matt Bellamy, o Muse continuará fazendo shows. “Não consigo imaginar o Muse sem turnês”, afirmou.

Antes de entrar em estúdio e trabalhar no novo álbum, a banda cumpre uma agenda de shows que conta com apresentações nos festivais de Reading e Leeds, na Inglaterra.

Liam Gallagher revela ter ‘medo’ do Muse

Liam Gallagher revela ter ‘medo’ do Muse

Liam Gallagher, atual front-man do Beady Eye, revelou em entrevista que tem um certo “medo” do Muse.

Em entrevista concedida ao site da revista americana “GQ”, o ex-vocalista do Oasis revelou que a banda liderada por Matt Bellamy não faz o som que o agrade. Apesar de respeitar o grupo, Gallagher afirmou que a voz de Bellamy não está entre suas preferidas.

“Eles me assustam”, disse. “As pessoas gostam deles. Eles pelo menos tocam guitarra, mas quando ouço a voz, eu penso; ‘ah, f… ele’”, completou.

Mas a entrevista não foi apenas de alfinetadas. Além do Muse, Gallagher falou sobre o seu amor aos Beatles e também de sua admiração pelo ex-Jam Paul Weller, ao dizer que a sua marca de roupas, Pretty Green, é uma referência a uma canção do músico.

Liam tem presença confirmada no Brasil, já que a Beady Eye é uma das atrações do festival Planeta Terra, que acontece em novembro na cidade de São Paulo.

U2 @ São Paulo – 09/04/11 & 10/04/11

U2 @ São Paulo – 09/04/11 & 10/04/11

Cinco longos anos se passaram desde aquele par de shows em fevereiro de 2006. A maior banda do cenário mundial continua capaz de atrair os olhares e corações do público em qualquer lugar que passe. Não seria diferente imaginar a situação no Brasil, onde mesmo repetindo o velho clichê de “Nós amamos o Brasil”, a frase não é dita em vão: a relação do país com a banda liderada por Bono Vox é mesmo especial e isso foi provado com o Morumbi lotado para os dois primeiros shows da turnê 360. Foram duas apresentações inesquecíveis, com direito a quebra de recorde mundial de público numa turnê (o valor anterior de US$ 558 milhões pertencia aos Rolling Stones) e músicas raramente tocadas, como o primeiro single da carreira do U2 “Out of Control” e “Zooropa”.

Com pouco mais de 1000 pessoas acampando na fila (algumas pessoas estavam lá desde terça-feira) de sexta para sabado, a expectativa era alta. Os fãs de U2 bem que tentaram fazer o trabalho da T4F em organizar a fila, mas era praticamente impossível conter os ânimos do público em geral, que “desrespeitou” a fila e causaram grandes confusões ao redor das entradas do estádio. Foi apenas mais um dos deslizes da empresa, que em dezembro protagonizou um verdadeiro caos e causou ira em fãs do país inteiro que acabaram sem conseguir os seus ingressos, enquanto os cambistas imediatamente começavam a repassar os ingressos por valores exorbitantes. Outro problema foi na falta de compromisso em cumprir o horário programado para a abertura dos portões: anteciparam em uma hora nos dois dias. O respeito pelos horários deveria ser respeitado em qualquer apresentação e os eventos no Brasil parecem ignorar esses detalhes. Pelo menos o que faltou em capacidade de lidar com a demanda pelos ingressos e respeito ao público da fila foi compensado durante as apresentações da banda de abertura e do show principal, que começaram pontualmente e sem deixar a chuva atrapalhar a festa.

O som do primeiro dia estava insuportavelmente alto e não foram poucas pessoas que saíram do estádio com os ouvidos zumbindo. Todo esse poder sonoro acabou prejudicando a apresentação do U2 (o som do Muse estava com um volume moderado), tornando impossível ouvir o baixo de Adam Clayton em algumas canções. Aqueles que chegaram cedo para ficar perto do palco tiveram a desagradável surpresa de perceber que esse palco da tour não é muito visualmente convidativo para quem quer ter a experiência completa da apresentação. Além de ser muito alto, acaba sendo impossível acompanhar todos os efeitos especiais do telão e o belo jogo de luzes. Raros são os shows em que o melhor é ficar um pouco distante da galera do gargarejo e curiosamente, isso acontece justo no show de uma banda do calibre doU2. E vale dizer que o palco é realmente sensacional (mas não chega a ser mais bonito que o usado pelo Radiohead na turnê anterior da banda) e a sua estrutura facilita a vida daqueles que sempre sonharam em assistir a um show do U2 bem de perto.

Os britânicos do Muse subiram no palco com sua tradicional música de abertura e depois de uma recepção calorosa dos fãs de U2 que mal sabiam pronunciar o nome da banda, iniciaram o show de sábado com “Uprising”, primeiro single do último disco de estúdio da banda. Logo depois tocaram “Supermassive Black Hole” e tudo parecia perfeito para os fãs de U2, até que “Stockholm Syndrome” apresentou todo o peso do Muse e a intensidade de seus fieis fãs (a equipe do fan site Muse Brasil estava em peso dentro do inner circle, com direito a placas pedindo a execução de “Citizen Erased”, uma das melhores canções da banda) que não se intimidaram com a chuva inconveniente. O grande destaque do show foi a performance do vocalista Matthew Bellamy, que demonstrou uma eficiência técnica ainda maior do que os fãs estavam acostumados. Talvez tudo isso seja o efeito avassalador da paixão pela atriz Kate Hudson, que estava bem pertinho do palco e lançava olhares apaixonados para o futuro papai Bellamy. E pensar que tem gente que acha que o amor não faz diferença na vida de uma pessoa…

Assim como aconteceu com o U2, a segunda apresentação do Muse também foi melhor que a primeira. Talvez pela escolha do repertório (“United States of Eurasia”, “Supermassive Black Hole” e “Hysteria” foram substituídas por “Feeling Good”, “Resistance” e “Time Is Runing Out”) ou pelo som mais alto e equalizado. Ouvir “Resistance” e “United States of Eurasia” foi uma demonstração muito curta do poder de fogo do trio britânico e deixou água na boca para o show completo. Uma pena que o Brasil provavelmente vai ficar de fora da turnê de The Resistance e que essa foi a única oportunidade dos fãs ouvirem um pouco das músicas novas.  O segundo show ainda contou com um breve cover de “Very Ape” do Nirvana. Delírio total para os fãs que conseguiram reconhecer a riff.

Pouco antes de Bono Vox e companhia subirem ao palco, o Morumbi quase veio abaixo quando “Trem das Onze” começou a tocar pelos falantes do estádio. Praticamente todo mundo cantou as estrofes de uma das principais músicas brasileiras da história. Depois do orgasmo coletivo, os primeiros acordes de “Space Oddity” (de David Bowie) aumentaram as expectativas dos fãs e logo o telão mostrou imagens de Adam Clayton, Larry Mullen Jr, Bono e The Edge subindo calmamente para o palco. Os gritos foram ficando cada vez mais altos até a banda começar com “Even Better Thant the Real Thing” e tentar mostrar para o público que aquele momento era real. Era mais um show do U2 no Brasil e definitivamente, se tem uma coisa que os caras conseguem é ser ainda melhor que a realidade. Os acordes de “I Will Follow” provaram isso logo na sequência. Um dos maiores sucessos doU2 ganhou uma versão empolgante e ainda melhor do que a original. Nem precisa falar que depois dessa, Bono já havia conseguido ganhar a atenção de todos os presentes (se é que havia alguém que não estava prestando atenção desde que eles subiram as escadas para o palco).

Mesmo quando a pessoa não é tão fã do U2, é meio impossível não gostar ou conhecer a maioria das músicas. O repertório da turnê privilegiou demais os sucessos antigos e músicas como “Mysterious Ways”, “Elevation” , “Sunday Bloody Sunday”, “City of Blinding Lights” (com um show a parte do telão) e “Beautiful Day” fizeram a alegria dos fãs. Bastava olhar para os lados e observar as expressões de êxtase nos rostos de pessoas que dividiam os sorrisos com as lágrimas. A turma do fan site U2br tentou organizar um momento de interação dos fãs com a banda durante “Where Streets Have no Name” e distribuiu vários balões (ou bexigas, dependendo da região) azuis e amarelos para o público. No sábado a intenção chegou a funcionar, mas no domingo o público estava um pouco apático (a arquibancada estava dividida. enquanto um lado era pura empolgação para fazer a “ola”, o outro lado estava morto e tomou várias vaias até entrar na brincadeira) e a brincadeira não foi tão bonita assim. Não faltou espaço para músicas mais “desconhecidas” (existe isso no show do U2?), como a linda “In a Little While” e a antiga “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, que é o momento em que Bono se agarra a uma roda e começa a se balançar de um lado para o outro. Os momentos de emoção ficaram por conta de “I Still Haven`t Found What i Looking For” (na minha humilde opinião, é a melhor música da banda) e a clichê “With or Whitout You”, que mesmo depois de todos esses anos ainda consegue emocionar.

O repertório das duas noites variou um pouco, para a alegria daqueles que resolveram ir em mais de uma apresentação. No primeiro dia tocaram “I Will Follow”, “Stuck in a Moment”, “In a Little While” e “Hold me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, que deram lugar a “Out of Control” (antes de tocar, Bono disse que iriam tocar essa música devido a “ocasião especial” e os fãs mais antigos ficaram enlouquecidos, cantando e pulando durante a música inteira) , “Zooropa” (que deve ter sido tocada ao vivo apenas 2 ou três vezes em toda a carreira da banda) , “Pride” , “Ultraviolet” e a inédita “North Star” na noite de domingo. Bono disse ainda que o governador de São Paulo decretou que a segunda-feira seria feriado nacional. Em um português arranhado, o vocalista disse: “Amanhã ninguém trabalha”. Toda a simpatia serviu ainda para elogiar a apresentação do Muse e fazer um pequeno charme, dizendo que o U2 não era mais a banda favorita dos brasileiros. Mas Bono Vox não foi bem humorado o tempo inteiro. Mantendo o discurso político, ele aproveitou o momento para tecer elogios ao país dizendo que não somos mais o país do futuro, somos o país do presente e ainda prestou uma bela homenagem às vítimas do atentado na escola pública no Rio de Janeiro. Pouco antes de encerrar o show com a linda “Moment of Surrender“, Bono pediu para o Morumbi inteiro ligar as luzes dos celulares (ou isqueiros, né?) e protagonizou um momento marcante enquanto os nomes das doze crianças apareciam no telão.

Independente de amar ou odiar o U2, fica aquela sensação de que fazer parte daquele show foi algo especial e sincero. Por mais chatos que sejam os discursos políticos de Bono e sua vontade de mostrar  que existem pessoas de bem ao redor do mundo, ele sabe o que diz. O marketing dele oferece lucro tanto para o seu lado pessoal quanto para as causas que defende, então como recriminar ou criticar alguém que luta tanto pelos direitos humanos? Talvez o show não tenha sido melhor que o de 2006, talvez toda a grandiosidade da banda e a estrutura majestosa do palco sejam um disfarce para as fragilidades da banda. Ou talvez, o U2seja mesmo a maior banda do mundo. Todas as opiniões tem o seu fundo de verdade, mas a verdade é que ninguém passa indiferente ao show e muito menos pode tirar do Bono Vox a coroa de rei do rock mundial. Gostando ou não, presenciar um evento desses é algo que dificilmente pode ser colocado em palavras e muito menos avaliado se foi bom ou ruim. Um show do U2 é sempre especial e inesquecível.

U2 @ São Paulo – 09/04/11 e 10/04/11

U2 @ São Paulo – 09/04/11 e 10/04/11

Fila na sexta, mais de 10 horas de fila no sábado, mais umas 5 horas no domingo, horas sentada em uma única posição. Empurra empurra, aperto, chuva, muita chuva! Isso sem falar no engarrafamento monstro para sair do estádio depois. Mas como dizem, vale tudo pelo U2. E pela animação das pessoas à minha volta, acho que posso afirmar com 99% de certeza, que todos ali fariam tudo de novo para ver o grupo irlandês, com mais de 35 anos de carreira, no palco mais uma vez.

Acho que não sou a melhor pessoa para escrever sobre um show do U2, afinal, todos sabem que sou muito fã da banda, mas vamos lá, prometo tentar ser o menos tendenciosa possível!

O Muse foi uma excelente escolha para abertura do show. Eu já era fã do trio inglês, mas vi várias pessoas que não conheciam o trabalho deles, se surpreendendo com o show de 45 minutos, que esquentou a galera para o momento mais esperado.

O Morumbi estava lotado e foi legal ver a interação entre os fãs. Claro que havia aqueles que conheciam apenas os trabalhos mais divulgados da banda e não sabiam direito por onde passava a turnê atual, mas também eram muitos os que estavam a dias acampados na porta do Morumbi, que seguem a banda por onde eles passarem e que esperavam pelos clássicos e pelas novidades com o mesmo brilho no olhar.

O palco dispensa comentários. Nada que eu diga aqui será capaz de retransmitir fielmente a grandiosidade da garra, do telão… É algo que merece um show a parte, apenas para ficar admirando as imagens, os jogos de luz… a interação entre a banda e sua estrutura. Em alguns momentos é difícil saber para onde olhar.

“Even Better Than The Real Thing” se mostrou uma super aposta para a abertura do show e levantou a galera bonito. Confesso que no sábado, já comecei a chorar ali, afinal, nunca me imaginei ouvindo essa música ao vivo. O show seguiu sem muitas surpresas para quem vinha acompanhando os setlists das últimas apresentações. Mas ainda assim, impossível não se emocionar com “Until The End Of The World”, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, “Where The Streets Have No Name”, “Magnificent” entre muitas outras. A homenagem feita antes de “Moment Of Surrender” às crianças mortas em Realengo foi linda e tornou o momento ainda mais emocionante.

Mas se sábado já tinha sido algo difícil de assimilar, domingo foi surreal! Even Better seguida de “Out of Control” parecia um sonho. Bono disse que esta música só era tocada em momentos especiais e nossa, especial é pouco para aquela noite que ainda contou com “Zooropa”, “Pride” e “Ultraviolet”. Eu só conseguia agradecer por ter decidido e tido a sorte de ir aos dois dias. Nunca me perdoaria se não tivesse presente no show de domingo.

Só quem é fã para entender a emoção que nos acomete ao ouvir, ao vivo, as músicas que fizeram parte da sua vida, que marcaram um ou outro momento crucial. Só quem é fã entende olhar para o lado e ver a pessoa ali parada, com os olhos fechados e as lágrimas escorrendo enquanto os primeiros acordes de Walk on, ou de qualquer outra música, enchem o estádio. Não há dinheiro no mundo que pague essa emoção.

Se a banda deu um espetáculo para o público, este também a surpreendeu. Foi visível o espanto do Bono ao ver os balões tomarem a pista durante “Where The Streets Have No Name”, no sábado. E essa é a relação entre banda e fãs… as surpresas parecem não ter fim de nenhuma parte.

Algumas pessoas os criticam por suas ações beneficentes, os acusam de marqueteiros, mas será que eles realmente precisam disso? Bono, The Edge, Adam e Larry, com mais de 30 anos de carreira, mostram o que muitos artistas novos não mostram, amor pelo o que fazem, prazer em tocar e mais do que tudo, respeito aos fãs. E é tudo isso que transforma suas turnês em verdadeiros espetáculos que fazem fãs acamparem na porta, tomarem chuva, se emocionarem e ainda pensarem em voltar na próxima!

De uma coisa eu tenho certeza, na próxima farei tudo de novo!

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Fotos: Tatiana Perry (1 e 3) e U2.com (2)