‘Ventura’ é eleito o melhor álbum brasileiro de todos os tempos
O álbum dos Los Hermanos foi o vencedor da enquete promovida pelo jornal O Estado de São Paulo, o portal Estadão.com e a rádio Eldorado Fm. Foram onze dias, onde os internautas poderiam votar em uma imensa lista de álbuns dos mais variados artistas brasileiros. O álbum ganhador, Ventura, foi lançado em 2003, e foi produzido por Kassin. É o terceiro álbum de estúdio do quarteto carioca, formado por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba.
Segundo a rádio Eldorado Fm, foram computador 25 mil votos para o trabalho da banda Los Hermanos, eleito pelos internaus o melhor álbum brasileiros de todos os tempos. Clube da Esquina, lançado por Milton Nascimento e Lô Borges em 1972, ficou em segundo lugar. Estão entre os dez álbuns de Legião Urbana, Elis Regina e Tom Jobim, Titãs, Raul Seixas, Secos e Molhados, Roberto Carlos, e os Novos Baianos, além da coletânea Tropicália ou Panis Et Circenses (1986), lançado por Gil, Caetano & Cia.
(Re)Descobrindo Sons: E abril? Como foi?
O mês de abril foi especial para muitas pessoas e das maneiras mais distintas. O principal motivo que tornou o quarto mês de 2012 inesquecível foi o Festival Lollapalooza, também conhecido como o show do Foo Fighters. Desde o Rock in Rio III, em 2001, o retorno de Dave Grohl e companhia era muito esperado no país. Toda a espera criou uma expectativa fora dos padrões e quem acompanha o que escrevo sobre cinema no Cinema de Buteco sabe o quanto a expectativa pode ser perigosa. De qualquer forma, não foi só de Foo Fighters e convidados que passei o mês. Houve momentos tão interessantes quanto, como um show inesquecível do mestre Bob Dylan, o retorno de Tupac em um Festival gringo, o Dinho Ouro-Preto destruindo várias músicas “clássicas” em um disco de “couves” e também uma bela homenagem das bandas alternativas para os fodões do Los Hermanos. A minha participação nas páginas laranjas nesta edição da coluna (Re) Descobrindo Sons será bem sucinta e objetiva, espero que meus sete leitores cativos (beijos para todos) não se sintam ofendidos por não perderem tanto tempo lendo sobre as minhas desventuras musicais. Prometo uma recompensa em breve.
Tive uma verdadeira overdose de Foo Fighters no começo do mês. Foi sem dó dos vizinhos. Colocava um disco atrás do outro com o volume estourado e de vez em quando mal dando para ouvir o som da caixinha, o que me faz relembrar que preciso comprar um home theater ou um rádio decente urgentemente. Meu sonho seria ser o exemplo de vizinho civilizado que acorda todo o bairro às 8h de um domingo com “Stacked Actors” ou “Bridge Burning”. Eu gostaria de morar perto de alguém assim, você não? A tensão crescia e como se não bastasse a tensão, ainda haviam os shows da América do Sul para serem assistidos pela internet. Ah, se eu pudesse voltar atrás… Com certeza teria evitado as três noites babando (uma combinação de saliva com cerveja) por conta do repertório. A apresentação no Chile foi histórica, arrisco dizer que talvez tenha sido a melhor da turnê sul-americana. O motivo? Era “inédito” e os chilenos estavam realmente empolgados. “Stacked Actors” com um trecho de “Feel a Good Hit For the Summer”, do Queens of the Stone Age, foi chocante. “Let it Die”, “Wheels”, “This is a Call” foram outros grandes momentos, mas nada superou o grito do público em “Arlandria”. O próprio Grohl pareceu realmente surpreso e disse que ninguém havia cantado daquela forma. Com um show sensacional daqueles, seria difícil acreditar que o Brasil faria feio.
Mas apresentação dupla na Argentina me broxou. Aparentemente Grohl e cia haviam ensaiado não apenas as músicas, mas também as piadas. Sem nenhuma espontaneidade, o ex-baterista do Nirvana repetia as mesmas coisas ditas para os chilenos no show da Argentina. Mas com “Generator”, “Enough Space”, “Hey, Johnny Park!” e Grohl trocando de lugar com Taylor Hawkins durante “Cold Day in the Sun”, seria um erro prestar atenção apenas nisso. No Brasil seria diferente, claro que seria. Lembro que pouco antes de viajar para São Paulo, fiquei tão tenso que acabei exagerando um pouco no Absinto e liguei o meu baixo para fazer barulho. Com certeza meu “show” agradou muita gente aqui por perto. Então, finalmente naquele dia 7 de abril, eu e milhares de pessoas realizaríamos um grande sonho. Além daquela sensação de que tudo valeu a pena para chegar ali, acabei descobrindo que a internet e seus privilégios podiam ser um verdadeiro golpe cruel nas expectativas criadas. Pouco antes da banda subir ao palco e abrir o show com “All My Life” (o que me entristeceu seriamente, pois queria mesmo ouvir “Bridge Burning”) entendi o motivo que fez o Arctic Monkeys impedir a transmissão de seus shows via streaming. Enquanto lamentava que apenas o Pearl Jam e o Radiohead eram bandas capazes de surpreender o público na escolha do repertório, tentava observar o show pelo telão, quando era impossível usar uma trivela visual para desviar dos cabeçudos e conferir o palco. Ser baixinho é uma merda. Como se não bastasse sua namorada dizer que não pode andar de salto alto com você (doeu muito, viu?), ainda tem que pagar para ver o cabelo das pessoas. Grohl não fez cerimônias e nem disfarçou na hora de repetir a introdução de “Breakout” ao dedicar para os fãs antigos da banda (cara, fãs antigos? Sério?); na saída de palco para o bis (a brincadeira no telão foi muito engraçada no Chile e só); nas firulas; mas só faltou a enrolação na hora de tocar “These Days”, que foi limada do setlist. Ao meu redor, parecia que só eu havia assistido ao show do Chile e Argentina, já que todos estavam rindo de tudo. Senti que a ansiedade me sabotou. Meu “momento” foi quando tocaram “Generator” e a Força gritou que logo tocariam “Hey, Johnny Park!”, que além de ser uma das minhas favoritas, foi tocada colada com “Monkey Wrench”. Momento épico até mesmo para aqueles que estavam mais preocupados com uma boneca inflável promíscua que voava de mão em mão pelo público. O show acabou com “Everlong”. Pensei que poderia chorar, mas a ideia de que vi uma reprise de um programa muito amado estava me incomodando demais para me permitir viver aquele momento com toda a intensidade que imaginei que seria. Valeu a pena, claro, foi o show da minha vida, mas nunca mais irei cometer o erro de assistir uma apresentação pela internet antes de devorar o prato principal ao vivo. Mais do que nunca, Festival só vale a pena por conta da companhia dos amigos. Ter passado um tempo com aquelas pessoas que moram em outras cidades foi melhor que a maioria dos shows. Para quem quiser conferir o texto completo sobre o Lollapalooza, clique aqui.
Durante a viagem fui ouvindo muito Arctic Monkeys (o Suck and See é um disco incrível e que só melhora com o tempo), Cage the Elephant, Foster the People, Black Keys, Black Drawing Chalks e os malucos do Gogol Bordello. Como sou uma pessoa completamente avessa e contra os grandes Festivais, não deixei passar a oportunidade de ir assistir ao show solo da banda liderada por Eugene Hutz. Que maluquice foi aquela? O calor do Beco me fez lembrar da apresentação do Muse em 2008, quando voltei para casa com as calças molhadas (e não eram de urina, engraçadinhos). Todo mundo estava empolgado, cantando as músicas e se jogando completamente. O bom do Gogol Bordello é que você não precisa estar bêbado para apreciar a música ou se sentir um pouco alterado. O efeito maluco atinge todo mundo, independente de consumir alguma coisa ou não. O melhor de tudo foi reparar que Hutz usava a mesma roupa no Lollapalooza, dois dias depois. Nojento.
Como era de se imaginar, com tantos shows na bagagem e acompanhado apenas do meu leal iPod (agora é meu único player, já que o GoGear faleceu) fiquei realmente preso nas músicas das bandas que participariam do Lollapalooza. Como resistir? Eu não consegui. Bem que me aproximei disso na semana seguinte, quando o show de Bob Dylan se aproximava. Tive a companhia especial da minha amiga Ivne Souza, de Vitória, para comprovar que panela velha que faz música boa. Ou algo do tipo. Dylan é muito criticado por trocar os arranjos originais de suas canções e deixar várias músicas irreconhecíveis, fora as críticas para a sua voz castigada pelo tempo. Pessoalmente, conforme escrevi na minha análise do show, ele só mostrou que é o mestre do esculacho, o “muso inspirador” do sujeito que escreveu “Sou Foda”, o senhor ding dim ding dim do rock. Ter a oportunidade de ouvir “Everlong” e “Like a Rolling Stone” no mesmo mês foi demais para o meu coração e a cada verso do refrão, com os olhos fechados, tão incrédulo quanto o próprio cantor, me juntei aos gritos frenéticos do público que estavam abafando até a banda. Um momento histórico e quem não foi, bem, se fodeu mesmo. Sinto muito pela sinceridade agressiva.
Para a coluna não ficar apenas focada nos shows, preciso elogiar a iniciativa dos responsáveis pela coletânea Re-Tratos, uma homenagem de vários cantores da cena independente nacional para os cariocas do Los Hermanos. Independente deles serem uns oportunistas com a atual turnê, a verdade é que foram importantes em vários sentidos para muita gente, especialmente para as bandas novas. É impossível ouvir o Cícero ou os mineiros do Transmissor e não perceber o mínimo de influência das composições de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante. Felizmente a homenagem ficou bonita e bem longe de ser apenas uma pagação de pau desnecessária. Dividida em dois volumes, vale ouvir com atenção as versões de “Conversa de Botas Batidas”, pelo Cícero; “O Velho e o Moço”, pelo Maglore; “Anna Julia”, pelo Velhas Virgens; e “Pois é”, pelo Transmissor. Seria exagero dizer que algumas músicas conseguiram ficar tão boas quanto as originais? O pecado ficou pela ousadia de tentar modificar “De Onde Vem a Calma”. Certas músicas não DEVEM ser tocadas em hipótese alguma e eu nem sou xiita com Los Hermanos.
Gostaria de ter estômago para comentar sobre a tortura realizada pelo famigerado Dinho Ouro-Preto, que foi destemido e teve coragem de regravar “Time Is Running Out”, do Muse, em seu disco de covers. Se a cara de pau tivesse ficado por aí, tudo bem, uma terapia poderia me ajudar a superar o trauma, mas o cara ainda resolveu mexer com Leonard Cohen, Smiths, The Cure e uma porrada de músicas legais. Tenho certeza que a falta de respeito de Dinho influenciou diretamente na “ressurreição” do rapper Tupac no meio do Coachella, nos Estados Unidos. Para quem não sabe, o cara foi assassinado anos atrás numa emboscada digna de filmes do Vin Diesel (ou 50 Cent, para ficar mais no clima) e fez uma participação especial na apresentação do Snoop Dogg. Como? Não foi por conta de nenhum Pai de Santo do rap não, mas graças à uma avançada tecnologia que recriou o cantor em um holograma assustador. Fico pensando na reação do público que estava na grade. Como será que eles reagiram quando Tupac começou a surgir do chão? Sei que eu teria corrido atrás de um exorcista ou coisa parecida. O mês da (Re) Descobrindo Sons se encerra com esta. Até a próxima.
Discos ouvidos:
Discografia completa do Foo Fighters
Super Taranta @Gogol Bordello
Suck and See @Arctic Monkeys
Brothers @Black Keys
El Camino @Black Keys
Best of @Al Green
Cage the Elephant @Cage the Elephant
Re-Tratos – Volume 1 @vários
Re-Tratos – Volume 2 @vários
Life is a Big Holiday for Us @Black Drawing Chalks
Lira @Lirinha
Sea Change @Beck
Torches @Foster the People
Thank You Happy Birthday @Cage the Elephant
Abril Pro Rock libera sua programação final
Foi divulgada a programação de um dos mais importantes festivais indie do país.
O Abril Pro Rock reserva 3 dias em Recife de música de boa qualidade e, com seus 20 anos, o festival amplia sua programação para receber a mini turne dos Los Hermanos no dia 20. No dia 21 é reservada ao Heavy Metal com os italianos do Cripple Bastards e a banda americana Exodus. Dia 22 o filho da terra Otto e a banda americana Nada Surf (foto) fazem parte do lineup.
O festival ainda conta com duas exposições no Centro Cultural dos Correios e outra no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) e contará com dez oficinas.
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Abaixo você confere a programação deste festival:
Sexta-feira (20/04)
Los Hermanos (RJ)
A Banda Mais Bonita da Cidade (PR)
Tibério Azul (PE)
Banda Bis Pro Rock
Sábado (21/04)
Exodus (EUA)
Brujeria (MEX)
Cripple Bastards (ITA)
Ratos de Porão (SP)
Hellbenders (GO)
Firetomb (PE)
Pandemmy (PE)
Leptospirose (SP)
Test (SP)
Domingo (22/04)
Antibalas (EUA)
Buraka Som Sistema (Portugal / Angola)
Nada Surf (EUA)
Otto (PE)
Mundo Livre SA (PE)
Leo Cavalcanti (SP)
Ska Maria Pastora (PE)
Bande Dessineé (PE)
Strobo (PA)
(Re) Descobrindo Sons: Janeiro
Quais foram as músicas que vocês ouviram logo na entrada de 2012? Passei minha virada muito bem acompanhado e dividindo minha atenção entre as doses de absinto, as garrafas de Heineken, a televisão passando Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o Queens of the Stone Age quebrando o pau no som. Faziam anos desde a última vez que escutei um disco em um aparelho de som decente. A experiência foi sensacional. Geralmente sou meio apegado a certos detalhes e certamente, ter ouvido as minhas bandas favoritas durante a transição de um ano para o outro foi bem interessante. Gostei do momento de conciliar as melhores coisas da vida em uma única noite.
E quando você descobre que está no meio de colecionadores de todos os tipos? Se em 2010, quando eu iniciei a minha participação nas páginas laranjas do Audiograma, eu pensava que era um louco de gastar todo o meu salário com discos das bandas que eu mais gostava, hoje, dois anos depois, descubro que aquela compulsão era menos da metade do que posso observar no comportamento de outras pessoas tão próximas. Embora o papo aqui seja música, devo dizer que o Heitor Valadão, meu companheiro de redação no Cinema em Cena, possui uma coleção de Blu-rays com mais de 3000 títulos, incluindo aquelas edições raras e limitadas que os estúdios lançaram para agradar os fãs. O Renato Silveira, editor-chefe da página, é outro que tem uma coleção enorme. Pensava que não conhecia ninguém que tivesse uma paixão semelhante, mas que fosse voltada para a música. Ledo engano. Minha querida amiga Julia Goulart conseguiu encontrar a maioria dos lançamentos da banda Muse. Ela tem LPs, singles, caixas, livros, edições especiais dos discos de estúdio, enfim, ela tem (quase) tudo. Fiquei muito surpreso quando descobri – não que eu já não soubesse o quanto ela era doente com a banda, afinal ela foi em nada mais que nove shows da banda. Confesso que senti um alívio quando vi que o vício dela não se limitava à banda liderada por Matthew Bellamy. Haviam outros discos e edições especiais de outras bandas, como o The Suburbs, do Arcade Fire, em versão com as duas músicas extras e mais o curta-metragem dirigido por Spike Jonze. (vídeo MUITO interessante, por sinal)
Falei isso tudo sobre as coleções alheias para dizer que eu não sou compulsivo e que, embora tenha edições especiais de alguns filmes, os discos mais raros da minha coleção são as edições importadas de So Real, de Jeff Buckley (uma coletânea e os leitores mais antigos sabem como me sinto à respeito dessas edições); Mer de Noms, de A Perfect Circle; e a tríade sagrada de Bob Dylan: Highway 61 Revisited, Bringing It All Back Home e The Freewheelin` Bob Dylan. E partindo para outros campos, a coisa mais rara e “espetacular” que está no meu armário é a edição de capa dura e numerada com os três volumes de O Senhor dos Anéis. Ou seja, sou um fraco. Acho que preciso endoidar um pouco nas minhas ideias e sair comprando coisas obscuras e montar uma coleção bizarra.
Em janeiro economizei um pouco nas compras de discos. Ok. Eu ando fazendo isso há tempos, mas prometo não ficar com menos de 12 novos títulos na coleção. Em compensação, finalmente, adquiri a minha cópia de Quando os Gigantes Caminhavam, de Mick Wall. Por enquanto estou finalizando a leitura de Não Me Abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro, mas sei que não irá demorar muito para começar a devorar a biografia do Led Zeppelin. Esperei tempo demais para finalmente ter coragem de comprar o livro e na primeira oportunidade, não consegui deixar passar. Também resolvi retomar os velhos hábitos de frequentar shows de rock. Durante um final de semana inteiro, viajei de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro e fui conhecer o famoso Teatro Odisseia, na Lapa, também conhecido como o paraíso das pessoas bizarras e lindas da cidade maravilhosa.
Seria um crime ignorar que foi graças à discotecagem de Tomás Tróia, da banda R.Sigma, que conheci uma das músicas mais surreais da MPB brasileira. Conheci o trabalho do Kassin através do Los Hermanos e da Orquestra Imperial, em meados de 2005. Sabia que ele havia lançado um disco muito elogiado em 2011, mas não fazia a menor ideia do teor das letras e das canções, logo quando ouvi as primeiras notas de “Calça de Ginástica” pensei que se tratava de uma nova canção do Cansei de Ser Sexy ou alguma banda de funk inteligente. Tentei me esforçar para lembrar outra música que tivesse versos tão bizarros, mas foi tudo em vão. Dificilmente alguém irá superar “quero transar com você no banheiro de paraplégicos usando calça de ginástica” e a situação fica ainda mais engraçada para quem sabe uma das versões da “origem” da música: parece que o Kassin era vizinho de um político e sempre o via saindo de casa usando uma calça de ginástica. Até que passou a ter sonhos eróticos com o tal político.
A minha amiga Julia (aquela mesmo que coleciona qualquer coisa do Muse, incluindo o balão usado durante “Plug in Baby” na turnê passada) insistia para que eu ouvisse o disco de um tal de Cícero (foto). Minha primeira impressão com o nome era horrível. Um babaca com o mesmo nome havia dado em cima de uma ex-namorada (aquela que me atormentava em 2010) e já que sou meio “mimado”, acabei tomando raiva do nome. De qualquer maneira, disse que ouviria quando chegasse a hora. Muito me surpreendia saber que a Julia, completamente off do cenário alternativo nacional, insistia para eu conhecer um cara com pegada MPB, Bossa-nova e Los Hermanos. Aquilo tudo deveria ser o suficiente para que eu baixasse o excelente Canções de Apartamento e descobrisse o que é que o Cícero tinha, mas ao invés de partir para o download, esperei por uma apresentação ao vivo.
Da mesma maneira que aconteceu em 2007, quando conheci o Móveis Coloniais de Acaju em uma apresentação incendiária no Circo Voador, observar aquele rapaz tímido, de olhos fechados, calmamente acomodado num banquinho e tocando seu violão foi algo muito impactante. O Cícero é um daqueles artistas raros e que por mais que existam pessoas para criticar negativamente e apontar semelhanças com os Los Hermanos, nada é o bastante para diminuir o talento do cantor. Poucas vezes ouvi algo que fosse tão sincero e triste na música brasileira. As letras do disco capturam exatamente a sensação de frieza que a solidão transmite. Cícero fala do amor como se fosse gente grande e toca na alma daqueles que apreciam a melancolia como se fosse algo doce. Prestem atenção no trabalho desse cara.
O Black Keys lançou um trabalho lindo no ano passado e virou o meu atual disco de cabeceira (ou disco para transportes coletivos e também para frequentar a academia). Além de “Lonely Boy”, existem várias outras canções animadas e que tem o estranho poder de modificar os rumos do seu dia. A tal magia da música, saca? Impossível não criar expectativa para conferir a banda ao vivo. Fãs de Led, como eu, com certeza compartilharão orgasmos com “Little Black Submarines”.
“Tighten Up” não está em El Camino, mas o clipe dela merece sua atenção.
No mês que vem terei a oportunidade de conferir os shows de Mayer Hawthorne e Criolo, ambos no Circo Voador. Deixarei para comentar sobre o Criolo após o show, mas preciso adiantar um dos temas da próxima edição da coluna e dizer que desde que descobri o clipe de “The Walk”, o norte-americano Hawthorne virou um dos meus ídolos do começo do ano. Sei lá quanto a vocês, mas eu adoro uma música safada, daquelas que você coloca para tocar quando está acompanhado de uma bela garota em sua casa para um jantar e sabe que a situação irá ficar muito quente. Ele é exatamente assim, além de ter um humor sensacional para lidar com relacionamentos, que costuma ser o tema central da maioria de suas canções. Escutem acompanhados.
Acho que já falei demais para o começo do ano, né? Bom 2012 para todo mundo e que todo mundo tenha muita música boa (e nova) para (re)descobrir. E vamos começar nossa contagem regressiva para o show do Foo Fighters?
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Discos Ouvidos:
- El Camino @Black Keys
- Canções de Apartamento @Cícero
- Efêmera @Tulipa Ruiz
- How Do You Do @Mayer Hawthorne
- I`m With You @Red Hot Chili Peppers
- Lira @Lirinha
- Live From Faraway Stables @Silverchair
- Lonely Avenue @Ben Folds e Nick Hornby
- Los Hermanos @Los Hermanos
- O Pensamento é um Imã @Vivendo do Ócio
- Nó na Orelha @Criolo
- Sea Change @Beck
- Tonight @Franz Ferdinand
- Thank You Happy Bityhday @Cage The Elephant
(Re)Descobrindo Sons: Janeiro é dezembro ainda. Né?
Indico que o leitor do Audiograma dê o play no disco King of Limbs, do Radiohead, antes de começar a leitura.
Vocês deveriam ler a parte 2 do tal retorno da (Re) Descobrindo Sons, mas o resultado final não ficou do jeito esperado e resolvi usar apenas trechos de alguns dos vários (e longos) textos feitos especialmente para o decorrer do mês passado. Tentei manter esse padrão até a parte do SWU, que acabei mantendo quase que o texto completo. Felizmente ele é curtinho. E no final de todo o papo sobre alguns dos melhores momentos musicais de 2011, inclui também uma lista com os destaques da temporada. Espero que gostem e até a próxima.
O ano de 2011 foi especial para a música, algumas ideias deveriam sim ser comentadas, mas para isso é preciso escolher uma abordagem que seja boa o suficiente para que não seja apenas mais uma grande e eterna reclamação. A gente não precisa reclamar de tudo o tempo inteiro, não é verdade? Foi isso que 2011 me ensinou, pelo menos. Ainda que eu tenha gastado muito pouco com discos, posso dizer que ouvi algumas coisas interessantes. E também posso admitir que estou mentindo. Esses últimos meses foram muito voltados para o cinema e shows. Sério. Quantos shows. Muitos momentos inesquecíveis e que dificilmente serão superados em 2012, mas felizmente acredito que teremos lançamentos bons para compensar isso.
Embora tenha pedido para o leitor das páginas laranjas começar a leitura ao som do Radiohead, confesso que não fui um dos mais entusiasmados com o lançamento de King of Limbs. Por melhor que o disco seja, não conseguiu superar o trabalho anterior. Tudo bem que “Separator” e “Lotus Flower” são algumas das melhores canções do ano, mas é pouco para uma banda tão importante quanto o Radiohead.
Outro lançamento importante do ano, mas que surpreendeu positivamente foi o novo trabalho do Red Hot Chili Peppers. A banda não lançava nada tão funk desde o começo dos anos 90 e ouvir os grooves de Flea com o baterista Chad Smith é sempre algo bom. A estreia do guitarrista Josh Klinghoffer, aprendiz de John Frusciante, não decepcionou em nada. Ao vivo o cara ainda exagera um pouco nas improvisações (no RiR ficou difícil entender o que estava acontecendo durante algumas músicas), mas o solo de guitarra de “Ethiopia” é uma simplicidade absurda. Impossível não agradar. O garoto tem futuro no meio de todos os tiozões da banda.
Ouvi muita gente falando de uma tal de Adele como destaque de 2011. Fica difícil lidar pelas boas opiniões ou pela avalanche de comentários das pessoas que apreciam depreciar o trabalho alheio. Como bem me disse uma amiga (muito) querida: “Não a conheço, mas julgar apenas por ‘Rolling in the Deep’ é a mesma coisa que falar de James Blunt apenas por ‘You’re Beautiful’”.
A verdade é que a cantora chamou a atenção até mesmo de mocinhas acostumadas a ouvir o “Ai ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló. Tanto destaque, tanta atenção, nada disso pode ser por mero acaso, mas tenho que ser sincero e dizer que ainda não foi dessa vez que o trabalho de Adele me chamou a atenção o suficiente. Quem sabe quando um novo trabalho surgir?
Esse foi o ano em que o rapper Criolo ganhou o Brasil com a sua poesia apaixonada (só que ao contrário) de “Não Existe Amor em SP”. O artista, que está há tanto tempo na estrada, ganhou reconhecimento de nomes de pesado como Chico Buarque (que inclusive chegou a homenagear-lo durante algumas de suas apresentações recentes) e até mesmo dividiu o palco do VMB, de onde saiu consagrado, com o mestre Caetano Veloso. É pouco?
O Criolo é o messias do rap. Dono de um arsenal de mensagens positivas e otimistas, o paulista montou uma banda de responsa para levar o samba/rock/bolero/rap do disco para os palcos. O renomado Curumim é um dos artistas que abraçou a causa e assumiu as baquetas nas apresentações do rapper. Aliás, esses shows costumam dar brechas para Criolo iniciar todo o discurso político sobre a nobreza perdida do homem. O legal é que ao contrário dos berros do Chorão, ele não é hipócrita e realmente acredita na bondade dos homens. “Nós apenas nos desviamos um pouco do caminho”, ele dizia para uma plateia completamente entregue em um show na Praça do Papa, em Belo Horizonte, durante o segundo semestre.
Desde que conheci o trabalho dele em meados de maio, junho, foi um dos artistas mais tocados no meu iPod. Aliás, a atração foi tanta que ele virou meu principal motivo para me deslocar para o Festival Terra. Só que imprevistos me fizeram perder o show. Uma pena que além de perder o show, muito mais foi perdido naquela ocasião…
A música nacional esteve bem presente nos meus ouvidos. Conheci (e me apaixonei) pela Tulipa Ruiz, o que me fez comprar e ouvir o seu disco por horas e horas sem fim. O efeito palco ganha um novo significado depois que você descobre o talento daquela mulher. E o seu disco de estreia, um dos destaques de 2010, foi uma grata surpresa. Tulipa é doce, um amor de cantora, daquelas que você não consegue resistir.
Outra banda que tive a oportunidade de conferir ao vivo foi o Black Drawing Chalks. Tocaram dias antes do meu aniversário e num momento pouco convidativo da minha vida, o que justifica a maioria das coisas que fiz naquela noite apocalíptica. Basta dizer que o vexame foi tão grande que dias depois fui reconhecido como “o cara que caiu de cabeça do palco” por um casal de desconhecidos.
Donos de um dos shows mais elogiados do rock brasileiro, os goianos do Black Drawing Chalks nunca me cativaram. Parte disso é da certeza absoluta que a pessoa que estava comigo pegaria qualquer um deles que desse mole. Se ela flertou descaradamente com o baterista de uma banda gringa, – mulher é foda: só um gringo aparecer para cagar na nossa cabeça (Roger Moreira feelings) que elas ficam todas empolgadinhas – imagine se não daria (mole) para um “rockstar” do underground? Fico com o pé atrás porque eu a teria levado para o backstage. Já fiz isso com gente pior, entāo daria pro gasto até a hora de ir para a festa de verdade. Enfim. Além da raiva de imaginar a megera com qualquer um dos caras da banda (acho que nem o baixista escaparia dela), nunca havia parado para ouvir o disco em casa. O show sempre foi uma coisa visceral, insana e com aquele clima de que se alguma menina tirar a roupa e resolver transar, todos os casais imitariam e pessoas teriam que ser encontradas no achados e perdidos. Ou seja, é bom pra caralho. E fica melho ainda se você chutar o balde e beber muito.
Espero reencontrar a banda brevemente e sem exagerar nas bebidas. Pelo menos até eu lembrar de comprar o disco e guardar em algum lugar seguro. Depois eu não garanto nada. Seria uma coisa idiota querer se conter no meio de um show da BDC. Eles são fodas, exceto pela parte em que deixavam a minha ex-namorada mais excitada do que eu jamais conseguiria.
Para não dizer que não falei dos Festivais, devo dizer que o Terra foi um lixo. O Rock in Rio foi uma merda. O que salvou foram as companhias, mas eu comentei melhor disso no meu videocast natalino, o qual atesto completamente a minha loucura e desapego moral com qualquer situação. E sobre o SWU:
Porra, caralho.
Assistir as apresentações pela TV foi uma tortura. Meu avô deve ter se sentido da mesma forma, pois eu só parei com o barulho de madrugada, quando o show do FNM acabou. Para curar a frustração de ver pela televisão e sozinho, exagerei um pouco na companhia etílica e acabei com as seis garrafas de Budweiser que repousavam no congelador. De fato isso deve ter contribuído muito para que a apresentação do Primus me empolgasse tanto. Só muito louco para se apaixonar pela loucura do baixista/vocalista Les Claypool.
Alice in Chains destruiu tudo. Nunca fui um grande conhecedor da banda, mas isso raramente me impediria de curtir tanto uma banda. A performance dos caras pode ter sido meio morna, e aquela roupa do vocalista muito apertada, mas foi incrível.
O Stone Temple Pilots é uma daquelas bandas que conseguem fazer tanto apresentações épicas quanto verdadeiros lixos de shows. Para aumentar minha tristeza, Scott Weiland e cia estavam infernais. Show de rock perfeito, direto como um soco na cara. Manteram a qualidade crescente dos shows e deixaram nascer a dúvida sobre a capacidade de Mike Patton superar todas as bandas da noite, exceto Sonic Youth, que é barulhento pra cacete e eu preferi buscar mais cerveja na hora do show. Eu ouvi alguém me chamando de herege?
Bem, o lance é que o Faith no More é liderado por uma das mentes mais criativas e loucas da música atual. Patton é um frontman como poucos e é eficiente na hora de ganhar o público. Se o arrependimento já não era grande o suficiente, logo nos primeiros acordes da introdução, eu virava as cervejas sem piedade, como se elas fossem aliviar minha tristeza. Ha.
Certamente eu seria banido da minha residência se morasse com gente que não era da família, pois como se o som alto e a bateção de pé ocasional não bastassem, ainda me deixei levar pela vontade de grunhir as letras das músicas. O ápice foi o épico momento com berros de “porra, caralho”. Na situação em que me encontrava, foi um tanto difícil deixar essas palavras escaparem. Isso se eu não tiver trocado as letras e falado algo como “lolla, salário”, num momento inconsciente onde culpava alguém/alguma coisa pela minha ausência no show do ano.
Ano que vem estarei de volta. Na televisão ou pessoalmente, não importa.”
Sei bem que estamos na metade de janeiro, mas não custa indicar algumas das coisas boas que ouvi no decorrer de 2011. Um bom 2012 para nós todos!
Samstag, im Lido @ Customs
Gosta de Interpol? Ficou frustrado com os caminhos da banda? Não se preocupe. O Customs saiu direto da Bélgica para compensar a tristeza e o som é muito melhor que todas as faixas do último disco do Interpol.
Shake Me Down @ Cage The Elephant
O Cage foi uma das grandes surpresas do ano. Fui ouvir a banda por acaso e a mistura insana de Pixies com Nirvana foi o suficiente para prestar atenção nos caminhos dessas malucos.
Tempo de Pipa @ Cícero
Os leitores do Audiograma que conhecem o Rock In Press devem saber que o Marcos Xi, editor-chefe da bagaça, admira demais o trabalho dessa banda. Já ouvi comentários positivos de várias outras pessoas, mas será que o Cícero é mesmo capaz de repetir o efeito Los Hermanos nessa nova geração? Vamos descobrir em breve.
Ottis @ Kanye West e Jay Z
A onda agora é ouvir rap, turbinar o carro, arrumar umas amigas loucas e curtir a vida. Torci o nariz para o Watch the Throne até ouvir o disco e quebrar a cara. E é sempre bom quando isso acontece.
Promisses, Promisses @ Incubus
O último disco do Incubus deixou os fãs quase carecas. Em um disco irreconhecível, a banda mostra uma faceta quase que completamente diferente de tudo que já foi apresentado antes e testou a paciência até do fã mais xiita. Com o passar do tempo, e da frustração, o que se percebe é uma banda madura e que cresceu muito no decorrer da carreira. Não importa se viraram “banda de menininha”, ainda são os mesmos caras que lançaram o disco Morning View em 2003.
We Have Evertything @ Young Galaxy
Vale a dica para aquelas pessoas que apreciam músicas tranquilas para qualquer momento. Sempre que eu me cansava do Criolo, Pearl Jam ou do Foo Fighters, tirava um momento para relaxar ao som dessa banda canadense, que já lançøu três discos.
Lonely Boy @ Black Keys
A redatora Samilla Santos admitiu recentemente que aprendeu a fazer os passos da canção carro-chefe do álbum El Camino, do Black Keys. Que tal iniciarmos um movimento para ela filmar toda a performance? No mais, o Black Keys será falado na primeira edição oficial da (Re)Descobrindo Sons de 2012. Melhor disco do ano? Possivelmente.
Brick by Brick @ Arctic Monkeys
Querem saber o que é declaração de amor de verdade? Os macaquinhos congelados repetem os versos “I want to rock n`roll” e contam sobre suas intenções de construir (e desconstruir) a pessoa peça por peça, ou de tijolo em tijolo. Aposto que nem o Pedreiro Online faria melhor.
UBerlin @ REM
Uma das bandas mais importantes do rock encerrou suas atividades no decorrer do ano. Antes eles lançaram um excelente disco, coisa rara de se ouvir quando se trata de uma banda que já tinha a intenção de encerrar suas atividades. O REM provou para a crítica e seus fãs, que é capaz de se superar e se despedir dos palcos com uma dignidade de causar inveja em muita banda que ainda engana por aí.
Lotus Flower @ Radiohead
Perdoem se eu sou repetitivo, mas como questionar uma pessoa que resolve ficar parada dançando desse jeito? Melhor clipe do ano, música mais chapada de 2011, uma das melhores bandas do mundo, tudo que estamos acostumados quando se trata do Radiohead.
Já que estamos falando de destaques, vou vender o peixe da minha coluna no Cinema em Cena com uma edição especial com os melhores clipes de 2011. Confira aqui.
E encerro a coluna, e comentários sobre 2011, com uma homenagem para Amy Winehouse. Dona de uma das melhores vozes da música pop atual, Winehouse conquistou fãs no mundo inteiro com o sucesso estrondoso de Back to Black. O problema é que além de chamar a atenção pelo seu talento, a cantora passou a se ver envolvida com diversos escândalos com drogas e problemas no seu relacionamento amoroso. Era a queda de uma artista para todo o público acompanhar em tempo real.
Amy visitou o Brasil para uma pequena (e desastrosa) turnê no começo do ano e parecia que estava preparada para dar a volta por cima. Infeliz engano. Aos 27 anos de idade, a mesma que Kurt Cobain, Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix tinham quando morreram, a cantora foi encontrada morta em julho. Tristeza no coração de seus fãs em todos os cantos do mundo e a certeza que a música perdeu uma de suas maiores artistas.
Que ela seja a responsável pelo sucesso da “Rehab” interna de cada um de nós no decorrer de 2012. Tenha paz, sua louca varrida!
Discos Comprados em 2011:
So Real: Songs From Jeff Buckley @ Jeff Buckley (presente)
Wasting Light @ Foo Fighters
Coltrane Plays The Blues @ John Coltrane
Nevermind @ Nirvana (presente)
In Rainbows @ Radiohead (presente)
Mer de Noms @ A Perfect Circle (presente)
If Not Now, When? @ Incubus
Efêmera @ Tulipa Ruiz
Morning View @ Incubus (presente)
Interrogatório: Los Hermanos
Com apenas seis shows realizados desde o anúncio do hiato, em abril de 2007, o Los Hermanos anunciou recentemente uma série de shows que serão realizados entre os meses de abril e maio de 2012 e, desde então, vem aguçando o desejo dos fãs por mais shows, material inédito e uma volta definitiva da banda.
Formada em 1997 no Rio de Janeiro e com quatro álbuns de estúdio lançados, a banda formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba coleciona hits, fãs e prêmios ao longo dos anos. E, para falar um pouco sobre essa volta aos palcos, fizemos um breve interrogatório com o baterista Rodrigo Barba.
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O Los Hermanos tem feito shows de forma esporádica. Agora, como foi a ideia de voltar aos palcos para uma sequência maior de shows?
Desde 2007, que foi quando resolvemos pela parada por tempo indeterminado, voltar aos palcos depende de vários fatores. Acho que o principal deles é existir a vontade de tocarmos juntos, paralelo a possibilidade disso acontecer sem atrapalhar a agenda dos nossos projetos.
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Essa sequência de shows pode gerar algum registo especial em CD/DVD? Existe a chance de algum material inédito da banda a ser lançado?
Por enquanto nada disso está em nossos planos. Nem o DVD e nem registro de músicas inéditas.
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Você esteve envolvido em um projeto onde se reunia com outros músicos para tocar o Bloco do Eu Sozinho (disco que completou 10 anos em 2011) na íntegra. Poderia falar um pouco mais sobre isso?
Criamos esse projeto para comemorar os dez anos do disco. Eu sempre gostei de shows desse tipo, onde a banda toca um disco na sua íntegra. Fizemos o primeiro show da banda na festa que o Melvin (baixista do projeto) promove na Casa da Matriz durante as férias. Foi divertido e acabamos levando o show durante o ano todo. Terminamos com dois shows muito divertidos em dezembro, um na Fundição Progresso e um “acústico” no Solar de Botafogo.
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Você participa de projetos que podem ser considerados estilos bem diferentes. Como é lidar com essa diferença musical existente entre o Canastra, o Ramirez e o Los Hermanos, por exemplo?
Como no Los Hermanos, entrei para esses projetos porque conhecia alguém, ou todos da banda. Isso ajuda muito a lidar com as diferenças. Assim a gente vai com calma se entrosando.
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O conceito de moda e tendência na música sempre existiu e vários movimentos nasceram assim. Você acredita que o Los Hermanos chegou a um patamar onde se transformou em uma das maiores influências indie/alternativo nacional? Como é lidar com essa responsabilidade?
Concordo que muita gente gosta do Los Hermanos. E como me identifico com essas pessoas porque também sou fã de várias bandas, a única coisa que espero é que, como aconteceu comigo, quem goste da gente também comece a produzir o que achar interessante. Esses termos: indie, alternativo nacional, responsabilidade nunca fizeram muito a minha cabeça e espero que não faça a de quem está escutando Los Hermanos ou tocando em seus projetos pessoais.
Além do Som: Autotune way of life
De todas as premiações musicais, não existe dúvidas (pelo menos pra mim) de que o Grammy é aquela que é vista como a de maior reconhecimento e prestígio, seja pela crítica, pelos artistas e também por seus fãs. A mais recente das listas de indicados, liberada nesta semana, chamou a minha atenção para um “pequeno” detalhe, também conhecido como Foo Fighters (foto).
Em uma era onde Autotune, Pro-Tools e outros itens tecnológicos dominam boa parte da cena musical, é raro encontrar um artista que se utiliza dos velhos meios de gravação e edição para criar uma música ou álbum. Com o avanço da tecnologia, ficou cada vez mais fácil gravar um bom álbum ou atingir o sucesso. São inúmeros os exemplos na história recente da música que se encaixam em um desses pontos e, por isso, posso poupar as citações, certo?
As grandes questões (na minha humilde opinião) de todo esse debate são: Até que ponto os recursos tecnológicos são capazes de mascarar a qualidade musical de determinado artista? Quem se arriscaria hoje em dia em usar meios analógicos de gravação?
O Foo Fighters arriscou. Apostou na sua qualidade musical, na força de suas composições e fez nascer o Wasting Light. Sem Autotune, sem Pró-Tools, só com os instrumentos, vozes, habilidades, um estúdio na garagem de Dave Grohl e os métodos “antigos” a disposição, a banda confiou em tudo isso, arriscou e entregou (novamente, na minha humilde opinião) o melhor álbum do ano o melhor álbum da banda na sua história o melhor álbum lançado por qualquer artista nos últimos 10 anos. E, mesmo que isso não seja reconhecido pelas premiações, a banda conseguiu algo mais importante. Conseguiu (ainda mais) respeito.
Podemos fazer um exercício e apontar nomes que se arriscariam como o Foo Fighters se arriscou. E eu já antecipo, são poucos. Atualmente, vale mais entregar um álbum “perfeitinho”, mas corrigido pelos recursos tecnológicos, do que entregar um álbum onde teve que se colocar a mão na massa e fazer todo o trabalho, inclusive corrigir os possíveis erros. O que antes se levava (longos) meses para se ficar pronto, agora leva na prática apenas algumas semanas. E, mais uma vez, são inúmeros os exemplos de artistas que gravaram um novo álbum em 15, 20 dias. E isso me faz lembrar da prática do Los Hermanos, que se isolava do mundo por um longo período e só saia de lá com o álbum pronto.
Antes que alguém diga, não vou ser hipócrita a ponto de relegar o Autotune e demais itens as profundezas do inferno. Assim como muitos, eu apenas acredito que o músico deve confiar muito mais no seu trabalho, na sua vocação e na sua qualidade para produzir uma música ou álbum do que nesse tipo de tecnologia.
Uma coisa é você corrigir imperfeições, outra é ser coadjuvante deste tipo de técnica. Por isso, digo que hoje ficou muito mais fácil fazer sucesso e, por causa disso, virei um profundo defensor da famosa frase de Fausto Silva: “Quem sabe faz ao vivo”. E, mais uma vez, nem é preciso gastar muito tempo para lembrar de nomes do cenário atual que usam os recursos tecnológicos como “muleta” para os seus trabalhos e como isso faz diferença no “ao vivo”. Isso só torna mais difícil separar “o joio do trigo”, se é que você me entende.
Pensando nisso, encerro este texto refazendo uma pergunta: Quem teria coragem, hoje em dia, de se arriscar sem utilizar esses recursos?
Los Hermanos anuncia turnê
O Los Hermanos se prepara para retornar aos palcos em 2012. A banda fará um pequena turnê por oito cidades brasileiras e os shows serão em comemoração aos seus 15 anos que serão completados no próximo ano.
Vale lembrar que a banda deu uma pausa em suas atividades no ano de 2007 e voltou aos palcos no ano passado para fazer três shows pelo nordeste brasileiro.
Dessa vez as cidades escolhidas foram São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza e os shows acontecem entre abril e maio.
Além do som: Afinal, qual é a da música?!
Certamente, você já deve ter selecionado alguma música para ouvir de acordo com o seu humor ou estado de espírito. Existe aquelas músicas para momentos tristes, felizes, as que te fazem questionar, refletir, sonhar, aquelas capazes de te transportar para um outro mundo ou, simplesmente, te fazer lembrar de algum momento, pessoa ou acontecimento.
Música. Já parou para pensar que tudo no mundo pode girar em torno dela ou, para ser mais preciso, que ela se faz presente em tudo? Funciona quase como uma droga, causando os mais diferentes efeitos nas pessoas. Você deve ter uma música que te fez companhia naquela noite fria e triste, naquele momento especial com a pessoa amada e o significado/efeito desta música em você é diferente do que pode causar em mim, por exemplo.
Com o tempo, criei o hábito de escutar aquilo que se encaixa no meu momento pessoal. Se estou feliz, minha playlist vai de Mika a Red Hot Chili Peppers, passando por Michael Jackson. Se preciso pensar na vida, o John Mayer e o Pearl Jam aparecem em questão de segundos. Se estou pra baixo, o Los Hermanos se coloca a disposição. Existem também os momentos elétricos, de mal humor, nervosismo, ansiedade…
Podemos dizer que cada música tem o seu momento e cada momento pede a sua música. Isso acontece demais comigo e, por mais que tente o contrário, meu estado de espírito influencia diretamente no que se passa pelos meus players. Salvo certos compromissos – resenhas ou shows – que me fazem ouvir algo por “imposição”, no geral a minha playlist se baseia em meu humor.
O assunto em questão surgiu em uma conversa durante a madrugada, na qual a pergunta base era “quais músicas que te fazem lembrar acontecimentos em sua vida?”. Desde então, o tema ficou na cabeça e resolvi falar brevemente sobre ele. Enquanto pensava no texto em si, me veio à cabeça algumas músicas importantes, das quais resolvi listar algumas por aqui.
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Qual seria a playlist da sua vida? A minha está assim (até o momento):
# Los Hermanos – Sentimental
# Fuel – Most Of All
# Creed – One Last Breath
# The Calling – Stigmatized
# Pearl Jam – Nothingman
# Train – Cab
# Radiohead – All I Need
# Maroon 5 – Wasted Years (Live)
# The Beatles – All You Need Is Love
# O Rappa – Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
# Nirvana – Heart-Shaped Box
# Transmissor – Dez Segundos
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Ouvindo: Tonic – Soldier’s Daughter
(Re)Descobrindo Sons: Setembro!
Ops, I did it again.
Acabei me enrolando esse mês e tive um sério problema para conseguir terminar a coluna de agosto há tempo. Tive que adiantar meus planos e enviar duas colunas de uma vez. Mas se servir de consolo, serão duas colunas tão reduzidas quanto o meu talento físico em ousar cativar/conquistar uma mulher. Será rápido e rasteiro. Quase indolor. Você vai começar a leitura e sem que perceba, ela já terá terminado. Existem pessoas que podem comprovar o que estou dizendo e isso não é motivo para me orgulhar. Infelizmente.
Já havia mencionado que estou ocupado com algumas coisas. É o meu projeto pessoal de transformar os meus últimos nove meses em uma história engraçada e que faça alguém querer perder o tempo lendo; é um presente surpresa para a responsável por causar tristeza, alegria, prazer e frustração e um monte de outras sensações (não necessariamente ruins ou boas); a faculdade sendo levada nas coxas; foi a cobertura especial do SWU para o RockinPress; continuando na troca de layout do Cinema de Buteco; e sem mencionar o esgotamento mental e físico em consequência do trabalho escravo. Aristóteles dizia que “o trabalho remunerado consome e degrada a mente”. Alguém pode discordar dessa infeliz verdade?
Fiz apenas três compras esse mês todo. Ainda estou sofrendo com o rombo mencionado na coluna anterior. Levei para casa o Freewheelin Bob Dylan pelo absurdo preço de R$40. Porém já havia pesquisado em vários locais e o preço da Saraiva era mesmo o melhor. Só perdia para a Amazon, mas não tenho cartão internacional. A segunda aquisição do mês de setembro foi uma coletânea do Jimi Hendrix. Eu sei que já critiquei coletâneas várias vezes, mas como resistir? Entre gastar R$40 pela edição especial CD + DVD do Electric Lady Land ou experimentar levar para casa um disco por menos que a metade do preço, adivinhem a minha opção? E por último, levei uma… ahnm… coletânea do Elvis Presley. Mas essa a gente releva. Elvis era o rei e bem, basicamente todos os discos são compilações.
Como explicar ou entender os motivos que me fizeram ignorar o trabalho de artistas como Led Zeppelin, Bob Dylan, Jimi Hendrix e tantos outros? Foram 25 anos de uma quase completa miopia auditiva que só foi “curada” no primeiro semestre desse ano. Quando escutamos os críticos detonando as bandas novas e bradando que o rock morreu, eles não estão completamente enganados. Tudo que ouvimos hoje é reflexo do passado. Mesmo as bandas mais criativas sugam a essência dos grupos clássicos do rock n’roll. Josh Homme que o diga, já que suas linhas melódicas lembram por demais o trabalho de Jimmy Page e Jimi Hendrix.
Sou do tipo que cresceu ouvindo as bandas dos anos 90. Descobri o rock com uma banda grande como o Aerosmith. Me apaixonei com a pose de Steven Tyler e os solos do “pai” do Slash, Joe Perry. Músicas como “Love in a Elevator” e “Dude Looks Like a Lady” tocavam exaustivamente no meu rádio no final dos anos 90. Meu disco Big Ones (…uma coletânea…) esta até arranhado de tanto que ouvia. Logo depois do Aerosmith passei para o Titãs, a Legião Urbana e finalmente conheci o Nirvana, que praticamente direcionou o meu gosto musical.
Não é que eu não gostava ou desconhecia a importância das bandas antigas, mas eu simplesmente não tinha ouvidos, não conseguia ouvir e apreciar os acordes e distorções de Jimi Hendrix. Soava como algo datado e superado. Hoje eu discordo desse pensamento. Com o tempo e a frustração com as bandas de indie rock que praticamente se repetiam umas as outras em todos os discos (exceção do Franz Ferdinand e Muse), passei a me interessar um pouco mais pelo passado e entrei numa verdadeira missão de “resgate” do meu tempo perdido. Os meus ouvidos estão mais pacientes com o som vintage dos anos 70, 80, enquanto a minha impaciência aumenta com as bandas novas. Tudo é igual demais. Cadê a criatividade de pelo menos tentar usar uma fórmula modificada? Esse assunto pode render demais e o melhor é parar por aqui. Depois volto com esse tema em uma nova discussão. O rock clássico não vive apenas de Led Zeppelin, Aerosmith, Bob Dylan e Jimi Hendrix. Mas esses nomes são excelentes maneiras de introduzir a melhor época da música na vida de uma pessoa. Pode até ser que você seja do tipo de pessoa que não consegue perceber a beleza das coisas velhas (ou que não consiga gostar de nada novo), mas é melhor repensar seus conceitos e mergulhar sem medo no baú de seus pais.
Até o Bowie se rendeu ao Arcade Fire. O que você tá esperando para amar essa música? Essa banda? Essa vida?
Depois de esperar quase um mês, finalmente os meus discos do Arcade Fire chegaram. E logo de cara sou obrigado a abaixar a cabeça e dizer que NÃO, o The Suburbs NÃO é melhor que Funeral. Que disco impressionante! Ele é um exemplo moderno do que falei sobre como somos influenciados a partir de nossa maturidade musical e bagagem pessoal. Antigamente só gostava de ouvir “Rebellion” e “Wake Up” e hoje todas as faixas são obrigatórias. O terceiro trabalho da banda é realmente especial e conta com faixas sensacionais como “Ready to Start” e “Modern Man”, mas o conjunto todo deixa a desejar para a grandiosidade épica do primeiro album. Essa opininão pode mudar em breve, mas pelo menos por todos os dias que ouvi o disco durante esse mês de setembro, o Funeral é o melhor de todos.
O RinP me obrigou a ouvir muitos discos esse mês. Tirei a poeira dos quatro discos do Los Hermanos e acabei ouvindo o primeiro, que é o meu favorito. Todo mundo costuma falar do Bloco, do Ventura ou até mesmo do 4, mas é no primeiro que se encontra a essência poética do grupo de Marcelo Camelo. E escrevi sobre o quanto esse disco me empolga e me deixa saudades da época em que a banda ainda não havia “conhecido” o Mars Volta ou o Radiohead. Los Hermanos é uma banda excepcional com dois caras que sabem fazer arranjos geniais e letras inteligentes. Foram espertos ao escolher encerrar as atividades depois do belo 4. Espero que retornem um dia e que resgatem a alegria do primeiro disco com a festa dos dois albuns seguintes. Eles precisam ESQUECER o 4 para conseguir fazer algo diferente.
Resolvi homenagear o Morning View em uma dessas postagens especiais do RinP para o SWU. Eu devo ter mencionado/ouvido esse disco em todas as oito colunas que enviei (eu sei que não enviei a de abril, mas ele está lá também). Tive boa vontade de retomar os tempos de criança e ouvi o debut do Linkin Park em Hybrid Theory. Terminei a brincadeira com o som letárgico de Rated R do Queens of the Stone Age. Vale reforçar que todas essas bandas participam do SWU em outubro. O festival mais importante da década?
Nenhuma banda é de todo ruim, eu tenho dito!
Agora que estamos na reta final de 2010 e consegui cumprir a minha meta de ter todos os discos do Led (a meta também era ter todos os livros lançados do Dostoievski pela editora 34, mas essa eu passei longe.), posso começar a pensar nos meus planos para 2011. O problema é que a indústria musical esta falida e com prazo de validade vencendo. Prova disso é o aumento dos preços de diversos produtos, não apenas na Saraiva, como em diversas outras lojas especializadas. O CD morreu e agora vai ser artigo de luxo para os colecionadores e apaixonados.
Se você for do tipo que valoriza o disco em mãos, sugiro que se apresse em comprar o que falta na sua coleção. Tenha muito cuidado com a época do natal e o aumento absurdo nos preços. O segundo disco do Coldplay (Rush of Blood to the Head) custava apenas R$19,90 e agora não sai por menos de R$34,90. Sem falar nos discos que simplesmente sumiram do catálogo. Comprem rápido, mas com muita atenção. Escutem o que digo: os discos serão extintos em breve.
Mas como isso não aconteceu ainda, ano que vem vou levar o Joshua Tree do U2 na edição especial e mais outros albuns; os discos do The Doors; o Electric Lady Land do Hendrix; finalizar os discos do Nirvana (absurdo só ter o In Utero e o Acústico); e todos os discos do Radiohead. Posso incluir o Grace do Jeff Buckley (obrigatório) e o meu amado Morning View do Incubus, mas esses eu sei que, além de raros, se forem encontrados em alguma prateleira não deixarei de levar para casa no mesmo instante. Agora vocês já sabem o que me dar de dia das crianças, natal e aniversário, né?
Crosstown Traffic seria uma das riffs mais gostosas do rock?
Descobri que melhor que ouvir o Morning View inteiro é ouvir uma pequena seleção (para fugir daquele outro termo que eu abomino) de canções para começar bem o dia. O meu GoGear (ainda não batizei o bichinho. Alguém tem alguma sugestão?) ainda não possui uma pasta exclusiva para essa finalidade, mas terá em breve. Confira a minha tracklist atual:
1 – Wake Up @Arcade Fire
2 – Rebellion (Lies) @Arcade Fire
3 – Where is My Mind? @Pixies
4 – Nice to Know You @Incubus
5 – Hold me, Thrill me, Kiss Me, Kill me @U2
6 – Roadhouse Blues @The Doors
7 – Ready to Start @Arcade Fire
8 – No One Knows @Queens of the Stone Age
9 – All Along the Nightwatcher @Jimi Hendrix
10 – Crostown Traffic @Jimi Hendrix
11 – California Waiting @Kings of Leon
Sei que não é uma lista sensacional, mas pelo menos funciona comigo. E funciona muito bem. Agora é praticamente obrigatório sair de casa ouvindo e cantarolando “Wake Up” do Arcade Fire. Parece que o Morning View conseguiu um forte concorrente na minha preferência matutina. Recomendo para todos os meus três leitores identificados e também para os leitores desconhecidos. Espero que um dia se pronunciem e que eu possa manter o meu emprego nas páginas laranjas.
Para encerrar, termino a coluna com uma notícia que todo mundo já deve estar cansado de saber. Além do Paul McCartney, o U2 está praticamente confirmado para dois shows no Morumbi em São Paulo nos dias 7 e 8 de abril. O anúncio, que por si só já é gigante, fica maior com a suposta presença do Muse como banda de abertura. O Arcade Fire, Interpol e Snow Patrol também tem chances de serem anunciadas a qualquer momento, mas tudo aponta para o trio britânico que entoou o hino “Where Streets Have no Name” no mega festival Glastonbury em junho.
O U2 vem para o Brasil e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” é parte do repertório da turnê 360
Obrigado pelo seu tempo e em breve retorno com mais uma viagem sonora sobre o conhecido e o que não é mais que uma breve novidade. E de preferência, que eu consiga publicar em tempo e evitar problemas com a chefia. Né, John?
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Ps.: Se a sua sugestão de nome para o meu player de mp3 for algo parecido com gogoboy, peço encarecidamente que vá ouvir Beatles ao lado de seu pretendente.
Ps².: Gostei dessa coisa de criar uma mixtape. É a moda dos últimos tempos nos blogs e eu não tinha aderido até então. Vai ser uma boa ferramenta para essa coluna no futuro.
Ps³.: Sem mensagens subliminares dessa vez. Juro.
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Discos Comprados:
- Freewheelin Bob Dylan @Bob Dylan
- Experience Hendrix @Jimi Hendrix
- Elvis The King @Elvis Presley
Discos Ouvidos:
- Funeral @ Arcade Fire
- Neon Bible @ Arcade Fire
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Dylan @ Bob Dylan
- Highway 67 Revisited @ Bob Dylan
- Black Holes and Revelations @ Muse
- Morning View @ Incubus
- Crow Left the Murder @ Incubus
- Rated R @ Queens of the Stone Age
- Hybrid Theory @ Linkin Park
- Musica de Brinquedo @ Pato Fu
- MTV ao Vivo @ Jota Quest
- Los Hermanos @ Los Hermanos
- Grace @ Jeff Buckley
- Coda @ Led Zeppelin
- Unplugged New York @ Nirvana (DVD)
- Live at Woodstock @ Jimi Hendrix (DVD)
(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…
Esse mês não deu muito rock. Tive que fazer contas, gastar, refletir e acabei sem tempo de ouvir material interessante para escrever e publicar na coluna desse mês. Porém acabei pensando muito e cheguei numa triste conclusão: parte do meu dinheiro foi embora quase que exclusivamente para bancar algumas coisas no festival SWU. Vale a pena o investimento, certamente, mas a consequência é que depois de escolher o Rage Against The Machine e o Incubus, acabei perdendo o Snow Patrol e o Planeta Terra. Já dizia Rogério Flausino em “La Plata”: “Quanto vale o show? Quanto vale fazer das tripas coração?”
O SWU será histórico, sem dúvidas. Além da expectativa com as apresentações do Queens of the Stone Age e do Rage Against the Machine, o evento vai ser lembrado pelas marcas profundas em nossos bolsos. Nem mesmo os paulistas vão escapar dessa sem gastar uma quantia considerável com hospedagem (R$800), alimentação (uns R$300?) e transporte (R$200). Sem mencionar, claro, os preços dos ingressos. Por menos de R$240 (pista comum) ou R$640 (a famigerada pista vip) por dia, você não passa nem perto da fazenda Maeda. Mas nada vai se comparar aos gastos de quem vai sair de outra cidade. Esses aí vão ter que viver de verdade o conceito de sustentabilidade e viajar de bicicleta, mijar apenas durante o banho em algum riacho no meio do caminho e sei lá mais o que. E tudo isso apenas para conseguir economizar o bastante para conseguir presenciar a primeira parte da leva de shows internacionais do semestre.
Kings of Leon, Incubus, Linkin Park, Pixies, Queens of the Stone Age, Mars Volta, Regina Spektor, Dave Matthews Band, Los Hermanos, Mutantes e Rage Against the Machine são apenas parte do pacote de shows do segundo semestre de 2010, onde já é tradição emendar um festival atrás do outro. Ou alguém aí já se esqueceu da gafe histórica do Planeta Terra e do Maquinária do ano passado terem acontecido no mesmo dia? A mancada da vez é que menos de uma semana depois do festival sustentável do publicitário Eduardo Fisher, acontece o Natura Nós com shows do Jamiroquai, Bajofondo e Snow Patrol. Será que os produtores só visam o público paulista ou eles acham mesmo que o brasileiro tem grana o suficiente para bancar os dois shows? Ainda mais que o Natura também cobrará valores altos para a pista vip (R$500).
Já a terceira parte dessa leva de shows internacionais vai acontecer pouco mais de um mês depois da versão tupiniquim do Woodstock. O Planeta Terra chega a sua quarta edição e entra para a história como o festival mais gay de todos os tempos. Longe de ser algo a ser criticado, o que não vai faltar é motivo para se jogar e dançar ao som de nomes fortes como o Mika, Passion Pit, Empire of the Sun e os veteranos do Smashing Pumpkins. Parece que o Soundgarden não vem mesmo para compor elenco, o que é uma pena. Se o Planeta Terra não conta com um elenco tão impactante quanto o mega festival SWU, pelo menos deixa para trás a concorrência no quesito preço. Com todos os lotes de ingressos esgotados, a entrada para o evento custou cerca de R$200. E de quebra, você pode assistir ao show do Mika brincando na montanha russa ou aproveitando os outros brinquedos do Playcenter, local que abriga o Terra desde o ano passado.
Pelas minhas contas, quem quiser conferir os três festivais pagando o valor dos ingressos vip ou “premium”, vai desembolsar uns R$1340 mais os gastos com transporte e alimentação. Não sei quanto a vocês, mas essa é uma realidade muito distante para quem vive com contas para pagar e precisa ter outros gastos, como pagar a conta de luz, água, telefone ou qualquer outra merda sustentável. A verdade é que a cultura esta disponível para poucos. A grande maioria precisa escolher o que quer ver e juntar todo o dinheiro do lanche, ônibus e mesada para conseguir chegar perto do valor da meia entrada nos eventos. E vale dizer que no ano que vem já temos o anúncio do Rock in Rio 4 em setembro, o que significa um adiantamento no calendário dos famosos shows “marcantes” do segundo semestre.
Dessa vez não vou falar sobre os discos analisados durante o mês, estou chateado pelos gastos com o SWU. Mas devo confessar que consegui uma promoção imperdível na Livraria Cultura e encomendei os dois discos do Arcade Fire. Não podia deixar o mês passar em branco, afinal.
Até o mês que vem!
Discos Comprados:
- Funeral @ Arcade Fire
- Neon Bible @ Arcade Fire
Discos Ouvidos:
- Musica de Brinquedo @ Pato Fu
- Amigo do Tempo @ Mombojo
- Interpol @ Interpol
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Morning View @ Incubus
- High Violet @ National
- Something for the Rest of Us @ Goo Goo Dolls
Los Hermanos volta a fazer shows
Depois de mais uma pausa nas atividades da banda, o los hermanos voltará a ativa – não se sabe ainda por quanto tempo – para algumas apresentações.
O grupo tem shows marcados em outubro em 3 cidades do nordeste brasileiro. O primeiro acontece no dia 15 em Recife (Cabanga Iate Clube), no dia 16 em Fortaleza (Ceará Music) e por fim, em Salvador (Concha Acústica) no dia 17.
A última apresentação da banda foi em março do ano passado quando o mesmo abriu o show do Radiohead aqui no brasil.
(Re)Descobrindo Sons: Junho foi dessa forma…
Os meses continuam se arrastando e sendo pouco aproveitados. Até tentei experimentar uma ou outra novidade completamente desconhecida, mas as bandas The Drums e Moto-Boy não cairam como uma luva no meu mês. Parte disso se deve ao fato de que fiquei extremamente chateado com o fim de diversas séries que acompanhei ao longo dos últimos seis e oito anos (Lost e 24 Horas, respectivamente). Nem mesmo o começo explosivo da terceira temporada de True Blood foi o suficiente para diminuir a minha tristeza pelo desfecho da saga de Jack Bauer (se querem saber, a série já estava com um nível muito baixo desde a sexta temporada. O final da oitava foi bem parecido com algo que já havia acontecido no passado, mas a atuação de Kieffer Sutherland impressiona. Depois de todos os eventos acontecidos no decorrer da série é claro que o ex-agente da UCT iria acabar sofrendo sérias sequelas psicológicas e o ator consegue transmitir toda aquela dor interna que arde em cada minuto que Jack respira) e da turminha do Hugo Reyes, do Benjamin Linus, James Ford, Kate Austen, Jack Sheppard, Sayid Jarrah, John Locke e tantos outros que prenderam a minha atenção nos últimos seis anos sem nunca me decepcionar ou causar aquela sensação de tempo perdido. Conheço vários fãs que não são loucos xiitas e tarados (esse tipo de fã nunca admite quando o seu ídolo fez uma cagada) e que compartilham da mesma impressão. Lamento muito que a minha amada ex-namorada tenha demorado tanto tempo para finalmente criar vontade de compartilhar desse amor comigo (e de alguns outros também).
A música tema do seriado True Blood: combinação perfeita com a premissa do seriado.
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Não existe experiência melhor que dividir uma coisa especial com alguém que nos faz sentir especial. Tanto faz se é um episódio novo de sua série favorita, um filme, um livro (ler acompanhado é uma coisa que eu queria ter feito mais vezes) e principalmente um disco: toda forma de cultura se eleva quando compartilhada. Me diga se existe alguma coisa que se compare a ficar deitado no chão ou numa cama ao lado de seu companheiro(a) e viajar ao som de uma boa música? Dependendo do som as coisas até podem esquentar. Uma música como “All i Want Is You” do U2 pode gerar uma mudança brusca de ideias; ouvir “Supermassive Black Hole” do Muse pode fazer todas as roupas serem rasgadas em segundos; relaxar ao som do “Houses of Holy” do Led Zeppelin pode ser melhor que uma viagem própriamente dita. E tudo isso, que já é bom quando estamos sozinhos e confortados apenas por nossas velhas amigas paredes, se tornam muito melhores quando temos alguém respirando do nosso lado. Então o mês foi triste. A experiência de assistir séries é quase que correspondente à de um final de relacionamento. As boas coisas sempre vão prevalecer e por melhor que sejam as novas séries (True Blood é algo intenso e que funciona como uma explosão constante de libido vampiresca; e Dexter é simplesmente a coisa mais irônica e inteligente que o canal Showtime já colocou no mundo. A quarta temporada deixou feridas nos personagens e nos espectadores e a expectativa só cresce para os novos e aguardados episódios), todas elas irão relembrar os velhos tempos passados na companhia de um certo agente de uma organização de segurança dos Estados Unidos ou de um grupo de malucos perdidos numa ilha mais maluca ainda. Obrigado por tudo que passamos nos últimos tempos e por todos os ensinamentos que eu provavelmente não aprendi da forma correta…
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Mas como disse no começo do texto, eu bem que tentei ser aplicado em bandas novas. Não justifica manter uma coluna musical nas páginas laranjas se eu ando incapaz de ouvir e me apaixonar por material novo. Preciso de um tratamento de choque para perder logo essa mania insana de ouvir bandas antigas de maneira excessiva. O The Doors, que sempre foi uma banda que ou eu amava ou odiava, virou companheiro-objeto para acompanhar as jornadas etílicas da carne. Acho que todo idiota quando passa por uma situação complicada na vida resolve apelar para o alcool. Estou encharcando de maneira moderada, mas não posso dizer que estou moderando no Led Zeppelin e no The Doors. Basta ouvir a introdução de “Light my Fire” para entender exatamente o que estou falando.
O clássico definitivo do Doors.
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Em julho vou fazer um especial sobre o mês do rock no Cinema de Buteco e é claro que a banda vai aparecer, assim como diversas outras e vários filmes que abordam o tema (na verdade, quando você estiver lendo essa coluna, o especial já vai ter acabado e tudo estará devidamente publicado. Mas finja que não aconteceu ainda, ok?). Continuei a minha coleção de discos do Led e dessa vez levei para casa o já mencionado Houses of Holy e o III. Por enquanto, o HoH é o meu album favorito da banda do baixista John Paul Jones. Parece o mais coeso até o momento, mas sou ouvinte de primeira viagem. Um fato lamentável que eu só fui me interessar em aprofundar meus conhecimentos sobre a maior banda de rock de todos os tempos quando estou prestes a completar 25 anos (faltando dois anos para a idade macabra que culminou com a morte de Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Kurt Cobain). Não existe nenhuma canção ruim ou mais ou menos no disco. A faixa “No Quarter” é de tirar o folêgo; a sequência inicial é uma covardia para qualquer fã de boa música; e eu sou um entusiasta do reggae do maneiro que a turminha inventou em “D’yer Mak’er” (foda-se se até a Claudia Leitte já regravou a música. Ela pode fazer o que ela quiser, cara! Até mesmo mexer com o legado sagrado do Led. Eu só não iria perdoar se a diva nacional tocasse em alguma perola do Jeff Buckley. Nem a Scarlett Johansson escapou ilesa depois dessa…). Porém algo precisa ser admitido: embora o III não seja o meu favorito, ele tem “Immigrant Song” (impossível ouvir essa música sem lembrar do Shrek) e a insinuante “Since i’ve been Loving You” (que foi ouvida exaustivamente por mais de três horas). Sei que o IV tem “Stairway to Heaven”, “Black Dog” e ULTRA ANIMADA “Rock n’Roll” e todos os outros trabalhos tem canções importantes, mas é o peso das lembranças falando mais alto. Assim como os seriados que fizeram parte da minha vida nos últimos anos, a música tem esse poder inigualável e nos fazer sentir paradoxalmente bem e mal com algumas combinações de acordes. Por isso que eu realmente não confio em pessoas que não tem uma bagagem musical muito interessante ou sequer sabem apreciar o poder de fogo de uma boa música. Independente de ser rock n’ roll ou não, dificilmente irão inventar um acalmante mais eficaz (o sexo seria um excelente concorrente, mas tem gente que também não sabe apreciar isso e acaba indo contra uma música do Garbage chamada “Sex is not the enemy”. Pena.). Espero poder adquirir alguma coisa do The Doors nos próximos meses, nem que seja uma coletânea bobinha (odeio compilações, mas como fugir delas?).
O rei-lagarto e seu hino luxurioso para o coração dos jovens apaixonados e explodindo de tesão.
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No começo do mês começaram os boatos de que o Incubus viria tocar no Brasil no segundo semestre. Me empolguei, claro. Tive que esperar um tempinho e descobrit que eles seriam uma das atrações do festival SWU. Junto do Pixies, Linkin Park e Kings of Leon. A minha alegria inicial de vir aqui contar a história para vocês foi jogada escada abaixo quando os preços do festival foram divulgados: R$ 640 para ficar na área vip em CADA (leia-se C-A-D-A) um dos três dias de evento. Fez as contas? Tenso, né? Preciso voltar a estudar para usufruir da tal carteirinha de estudante…
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Não sei quanto a vocês, mas esse papo todo de copa do mundo me entediou. A eliminação do Brasil e Argentina ou o título da Espanha não merecem aparecer aqui. A única coisa legal da Copa foi a invenção de um novo (e irritante) instrumento musical que provavelmente deve aparecer na gravação do próximo disco do Los Hermanos. Quem sabe?
Ah, quase que me esqueço de dizer uma das coisas mais idiotas e que tinham que ter presença certa aqui. Dentre os vários feitos ao longo de junho (como poderão perceber, foi um mês bem proveitoso para minha coleção), finalmente tive uma oportunidade de curtir um nível etílico mais elevado ao som do psicodélico Amnesiac do Radiohead. Você provavelmente já deve ter pensado em fazer sexo ao som do Radiohead (quem sabe não fez?) e tenho certeza que já passou pela sua cabeça como seria experimentar a banda em um outro estado de consciência. Pois bem. Recomendo demais. Espero poder repetir logo a dose e dessa vez, curtir tudo no escuro e sem ter que me preocupar em não ser atropelado na Avenida Amazonas às 2h da matina. No mês que vem, ou quando eu tiver o meu disco do Doors, vou me alongar um pouco mais nesse papo de “viagens sonoras”. Dá para render e tenho certeza que ouvir um bom disco em um quarto escuro, com um volume considerável e os olhos fechados, deve ser uma das experiências mais estimulantes do mundo. Concorre até com assistir um bom striptease amarrado na cama… na boa.
Sei que toda sensação se amplia quando fechamos os olhos, mas… experimente ouvir o Amnesiac acompanhado apenas da escuridão e de um copo de vinho.
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O meu consolo é que se eu não ando lá tão organizado, pelo menos ando conseguindo cumprir bem os objetivos propostos. Faltando poucos discos do Led para completar minha coleção, dei um gás e agora tenho QUASE tudo do Foo Fighters. Falta apenas a famigerada compilação, o acústico e o In Your Honor (que tá bem caro ainda, diga-se de passagem). Gosto demais da banda do Dave Grohl e com os boatos crescentes de uma apresentação na América do Sul, acabo não conseguindo me conter. Espero que aconteça mesmo, afinal o Foo Fighters é das poucas bandas que eu gosto de verdade e ainda não tive o prazer de ver ao vivo. Vou deixar para comentar sobre a banda em uma eventual próxima postagem. Junho já deu pano demais para a manga, né?
Resolvi escrever a coluna ao som de algumas músicas/bandas que não conhecia ou que não ouvia há muito tempo. Não sei se foi boa ideia, pois não estava com arquivos mp3 e ficar trocando música no youtube é muito 1998… De qualquer forma, essa é a trilha sonora desse post:
(mês que vem vou ver se me organizo e crio um mixtape, sei lá. Pedi para o Xi fazer isso por mim, mas o puto nunca mostrou)
Não ouvi o tão falado album novo e resolvi matar saudades dessa música, que é FODA.
Paper Planes @ MIA
Laredo @ Band of Horses
Bad Things @ Jace Everett
Supermassive Black Hole @ Muse
Light my Fire @ The Doors
Since i`ve been Loving You @ Led Zeppelin
Mowgli`s Road @ Marina and the Diamonds (não sei se gostei. Acho que não)
Undercover Martyn @ Two Door Cinema Club (boa)
Are you Ready? @ RPA e United States of Sound
A Love Supreme pt1 – Acknowledgement @ John Coltrane
Echo @ Incubus
Ready to Start @ Arcade Fire
Então… eles já tinham “ganhado” o prêmio de melhor música de maio e vencem de novo em junho. Alguem duvida que será o disco do ano?
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Ouvidos:
- Make Yourself @ Incubus
- Morning View @ Incubus
- III @ Led Zeppelin
- Amigo do Tempo @ Mombojó
- This is Happening @ LCD Soundsystem
- There is Nothing Left to Lose @ Foo Fighters
- Absolution @ Muse
- Amnesiac @ Radiohead
- Black Holes and Revelations @ Muse
- Houses of Holy @ Led Zeppelin
- Greatest Hits @ Korn
- Live in London @ Leonard Cohen
- London Calling @ The Clash
- 18 Singles @ U2
- Back to Black @ Amy Winehouse
- The Song Remains the Same @ Led Zeppelin
- No Quarter @ Jimmy Page e Robert Plant
- Only by the Night @ Kings of Leon
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- Grace @ Jeff Buckley
- Lost in the Call @ Moto boy
- The Drums @ The Drums
- Transference @ Spoon
Comprados:
- III @ Led Zeppelin
- Houses of Holy @ Led Zeppelin
- There is Nothing Left to Lose @ Foo Fighters
- One by One @ Foo Fighters
- The Colour and the Shape @ Foo Fighters
- Greatest Hits vol1 @ Korn
- Ten @ Pearl Jam
- Live in London @ Leonard Cohen
- Women + Country @ Jakob Dylan
- You Could Have it So Much Better @ Franz Ferdinand
- London Calling @ The Clash
- Lullabies to Paralyze @ Queens of the Stone Age
- Version 2.0 @ Garbage
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
(Re)Descobrindo Sons: O mês de março foi assim
Por: 2T Dias
Na minha singela opinião, uma pessoa produz melhor se tem objetivos e metas. Isso inclusive contribui para a tal da felicidade, que é o que a maioria das pessoas normais procuram. Em março resolvi criar e cumprir minhas metas. Infelizmente isso ainda não inclui escrever frequentemente para o Rock in Press. Não sei o que esta causando esse breve bloqueio, mas resta a esperança de que com o aguardado disco do Slash a situação se inverta. E eu sei que já havia prometido escrever sobre o Spoon e o Vampire Weekend logo na primeira vez que apareci aqui no Audiograma. Estou ciente de que não sou uma pessoa de palavra, aparentemente. Mas escutem o que estou dizendo: com metas a pessoa muda. Nas outras duas colunas mencionei a minha necessidade aguda de um player mp3 para conseguir resolver o problema de ouvir poucas músicas. Adivinhem só? Consegui comprar o tal GoGear e resolvi uma parte do problema, o resto é com o tempo. Tudo isso por conta das metas. A minha meta de 2010, além de ver um filme por dia, é completar minha coleção de livros do Dostoiévski e de discos do Led Zeppelin. Estou longe. E isso é excitante.
O mês começou com um show quente do Black Drawing Chalks no Lapa Multshow na tradicional Flaming Night, festa organizada pelo selo 53HC e que praticamente atrai todo o público rockeiro dessa roça grande chamada Belo Horizonte. Fui representar o Rock in Press e tive que me abster de me envolver diretamente na bagunça, pelo menos até o show do BDC acabar. Ouvi dizer que os chefes Gilmar Souza e Adriana Pires deram as caras por lá, mas acho que eu já estava em um nível etílico elevado demais para conseguir encontra-los naquela zona de guerra. Nunca havia visto um show com tantos stage dives desastrosos. Até hoje tenho pesadelos com uma garota que se jogou do palco e bateu com os dentes no chão. Nada melhor que um show quente desses para o aquecimento para as três apresentações internacionais que eu pretendia ver. Digo pretendia porque acabei sem dinheiro para o Guns N’ Roses (ou você acha que vendedor de discos tem grana sobrando?); a malandra da Betty Ditto levou um pé na bunda e achou melhor curar a dor de cotovelo debaixo do seu cobertor extra grande (também conhecido como capa de chuva de Manhattan), cancelando assim a apresentação do Gossip na Roxy e no Brasil inteiro; sobrou apenas o Franz Ferdinand no Rio de Janeiro na véspera do aniversário do nosso querido John Pereira (impressão minha ou o cara ganha shows internacionais de aniversário?). Acabei indo a trabalho também e fui premiado com um dos shows mais empolgantes que já vi. Claro que nem tudo foram rosas: no meio do show tive que lidar com um casal de adultos pentelhos que não estavam satisfeitos com a minha postura saltitante. Levei várias cotoveladas e a coisa poderia ter virado uma briga séria se não fosse o empurrão providencial que dei no sujeito e a minha ex-namorada me proibindo de socar a cara de qualquer pessoa. Encontrei o meu outro chefe (puta que o pariu, eu devo ser a única pessoa que tem mais de três chefes na vida e que não manda nem no cardápio do almoço. que decadência!), o apaixonante Xi, que não deixou de dar uns puxões na minha orelha e me (obrigou a) encomendou uma resenha quentinha do show. Tudo poderia ter sido perfeito (não transei no Rio, mas pelo menos vi uma mulher pelada caminhando nas proximidades da mística Lapa), mas tive que esperar por quase duas horas por uma guria escrota da excursão demoníaca que me levou para o show. Felizmente a menina foi encontrada (viva) e voltamos para casa mais de duas horas e meia depois do show ter acabado.
vi isso tudo lá de cima. visão ALTAMENTE privilegiada e a maior onda humana que já vi em shows.
Descobri que agora, além de ouvir músicas enquanto faço o trajeto casa-trabalho/trabalho-casa, posso ouvir os cd’s que compro enquanto jogo God of War do Playstation 2. Curioso dizer que uma das minhas metas do ano é zerar o GoW 1 e 2 para poder comprar o Ps3 e o GoW 3. Como tempo é uma coisa que eu não tenho ultimamente, será uma meta bem interessante de bater. Posso dizer que ouvir o Them Crooked Vultures enquanto você massacra o computador com o Kratos piradão é muito legal. Faith no More, Incubus, Gogol Bordello e Metallica também funcionam bem. Acho que mato melhor quando escuto coisas pesadas. Talvez seja só impressão, sei lá. A verdade é que quando coloquei o disco do KC and The Sunshine Band, não consegui me concentrar mais na telinha e acabei irritado por não conseguir passar de um chefe gigante na fase final do jogo. Pior é conferir os vídeos de detonados no youtube e perceber que os internautas passaram do tal monstro de armadura gigante sem grandes problemas… Ao invés de admitir minha incompetência, prefiro botar a culpa no swing sinistro do funk do KC and Sunshine Band. Essa tal coletânea (preciso parar de comprar só compilações, mas o preço era sem noção de bom) simplesmente garantiu a trilha sonora de qualquer eventual festa que eu venha a dar em minha residência. Claro que a equipe inteira do Audiograma estará convidada.
Esse mês eu acabei comprando também o segundo disco de estúdio do Queens of the Stone Age. Por acaso, as minhas faixas prediletas da banda constam no tracklist: “Lost Art of Keeping a Secret” (se houvesse um cd da trilha sonora da minha vida, ela estaria presente), “Feel Good Hit of the Summer” (maior hino anti-drogas do mundo?) e “Better Living Through Chemistry”. O baixista Nick Oliveri ainda fazia parte do QOTSA nessa época, não sei se lembram, mas foi quando eles vieram tocar no Rock in Rio 3. Ele era o careca peladão. Pena que brigou com o Josh e cascou fora. Ano passado ele lançou um disco solo um tanto horroroso e recentemente gravou uma linha de baixo no tal cd solo do Slash. Sucesso para ele.
Sabem aqueles dias em que canções brotam na nossa cabeça? Pois é. Geralmente acontece durante o banho. Enquanto me enxugava, comecei a cantar os versos do samba malandro “Senhor Delegado” dos Titãs. Não deu para controlar e ouvi o Acústico Volume 2 até o ponto que suportei. Saudades eternas da época do Cabeça Dinossauro e tantos outros discos pesados, sem medo de ser feliz. Era uma outra banda, uma outra época. Não dá para se adaptar com a atual fase daquela que já foi uma das minhas bandas favoritas. Parafraseando a canção “32 Dentes”, o Titãs atual tem 32 dentes. Mas mesmo assim, não consigo deixar de considerar a banda e acabei levando para casa a coletânea Titãs 84-94, que tem algumas das melhores músicas da carreira da banda, e que, acima de tudo, custou apenas R$15. Quem sabe no próximo mês não compro o volume 2?
o sangue corre diferente depois de ouvir o som do Titãs. não tem explicação.
O meu lado nacional falou bem alto nesse mês de março. Completei a minha coleção de albuns do Los Hermanos ao comprar o sensacional Bloco do Eu Sozinho. Agora só falta o dvd do show na Fundição para ter o material completo daquela que já foi uma das melhores coisas que o Brasil criou. Apesar de não gostar tanto da banda mais (creio que o Los Hermanos só tenha utilidade para ser trilha sonora de fossa amorosa) sempre que me deparo com um cliente estrangeiro, tento empurrar o Ventura e/ou o Bloco. Confesso que a tática funciona em mais de 80% dos casos. Os quatro gringos que visitaram a loja nesse mês (incluindo a linda Sara, que deixou meu coração em brasa e nunca me respondeu no facebook) levaram alguma coisa dos barbados cariocas. O Ventura é cd obrigatório para qualquer pessoa que goste de boa música brasileira, não por acaso, é o meu favorito. Apesar que é no Bloco que tem “Sentimental” e “Fingi na Hora Rir”, minhas favoritas… Levei para casa o clássico Selvagem dos Paralamas. Preciso falar que ele é “apenas” um dos discos mais importantes do pop rock nacional? Falando em coisa importante no Brasil, andei tirando poeira do meu disco (furtado da vocalista da minha ex-banda O Móbile) do Secos e Molhados e apresentei para a minha ex-namorada. Acabei ficando tão extasiado com o disco que me esqueci de perguntar o que ela achou. Quem já conversou comigo sobre bandas nacionais, sabe que eu não escondo e nem controlo a minha preferência pela banda liderada por Ney Matogrosso no topo das melhores coisas da música popular brasileira. Se você nunca ouviu, pare tudo que estiver fazendo e baixe AGORA! E dê uma olhada na capa do album, que foi homenageado no vídeo clipe da música “Eu Não Aguento” do Titãs. Também está na minha lista de capas mais iradas de todos os tempos.
Também ouvi muito Lenine (descobri que teria um show dele em BH e empolguei, apesar de não ter ido). O tal cd Perfil é até interessante, reune algumas das músicas que fizeram o nome do cantor, mas nem fodendo que tem as melhores canções. As mais óbvias sim, claro, mas pelo preço que está nas lojas não justifica. O mesmo não pode ser dito para o Jorge Ben e seu sensacional Tábua de Esmeralda, que é nada mais que a criação do chamado samba rock. Muito gostoso de ouvir. Vale a pena conhecer para se apaixonar.
Além do Lenine, não houveram grandes mudanças na grade musical da Saraiva nesse mês que passou. O Snow Patrol ainda domina o som e de vez em quando é acompanhado do novo disco do Jack Johnson (o En Concert, que tem até uma participaçãozinha do Eddie Vedder) ou do disco acústico do Lobão. De novidade mesmo só no dia que eu resolvi ser bagunceiro e abrir a única peça que chegou da trilha sonora do Bastardos Inglórios. Mesmo que eu tenha que pagar pelo disco quando o meu sub-gerente voltar de férias, valeu a pena pela reação dos meus colegas de trabalho. Foi muito engraçado dançar as músicas do maestro Ennio Morricone sob os olhares de: “qual será o problema desse garoto?” das meninas do caixa e dos clientes. Acho que vou repetir a dose no meu próximo expediente… Vale a pena mencionar o sucesso que o adolescente Justin Bieber faz com as meninas entre oito a quinze anos. Chegou num ponto que só de olhar a cliente, eu já adivinhava (mesmo, aconteceu até pelo telefone) o que ela queria. O cd demorou mais de vinte dias para chegar, mas esgotou rapidinho no fim de semana. Mesma coisa pode ser dita do novo dvd da Madonna. Parece que o chamado da Diva enlouqueceu seus seguidores e as vinte peças que chegaram acabaram de um dia para o outro. Nunca vi isso. Nem mesmo o Rush of Blood to the Head do Coldplay (também conhecido como “album branco”), o Ok Computer do Radiohead ou o Concert for George, homenagem ao guitarrista dos Beatles, conseguem acabar tão rápido. E olha que são peças que vendem muito.
só mesmo o Eddie Vedder para me fazer ouvir (e gostar) de Jack Johnson
Quase me esqueço de dar um pequeno aviso para os fãs de Pearl Jam. Acabou de chegar nas lojas um novo produto, que é o dvd do show da turnê sul-americana. Preciso dizer para vocês passarem longe. Não comprem se não quiserem passar raiva e jogar dinheiro fora. A Coqueiro Verde, distribuidora da bomba, é famosa por ter os preços bem abaixo da concorrência. Só que junto do preço, a qualidade final também é muito abaixo. A imagem parece ser gravada por um celular motorola v3 em zoom máximo e o som parece ser do mesmo aparelho. Simplesmente ridículo. E dá uma raiva infernal quando paramos para ver o repertório da apresentação.
Acho que esse foi o retrato do mês de março. Pelo menos na parte que diz respeito em ouvir discos completos. Tive até uma ideia divertida que vai virar seção no Rock in Press, que seria ouvir as samplers de todos os discos disponíveis na loja e fazer uma resenha baseada no que ouvi. O título seria: Resenha em 30″ ou algo do tipo. Espero que dê certo. Já ouvi e esbocei rascunhos dos cds da Ke$ha (menininha sinistra) e de uma banda que parece o Death Cab for Cutie (e que, convenientemente esqueci o nome…). Serão cenas dos próximos episódios e temas centrais de novas metas. Falei lá no começo do texto (lembra?) sobre como a nossa vida melhora quando seguimos nossos objetivos pré-determinados e coloquei que ter a coleção do Led Zeppelin seria o suficiente para ser feliz esse ano. Por enquanto, resolvi gastar meu suado (mesmo) dinheiro com os dois primeiros discos. Confesso que me decepcionei horrores com a qualidade final do cd, deixou a desejar e podou o impacto que as músicas do Led tem. Em abril pretendo levar o IV para casa. Como podem ver, este é um projeto a longo prazo e a mesma coisa pode ser dita dos livros do (maior escritor de todos os tempos) Dostoiévski, apesar que já conto com “Crime e Castigo” (não lido); “Noites Brancas” (melhor história de amor que já li); O Crocodilo (não lido) e Memórias do Subsolo (lido). Existem diversos outros títulos, todos com preços exorbitantes, mas que acaba valendo a pena e sendo indispensável para aqueles que cultivam o hábito de ler e manter uma pequena biblioteca pessoal.
Encerro a coluna ouvindo meu album favorito do Incubus: Morning View. Nada melhor que ir trabalhar ao som de músicas como “Nice to know you” e “Are You in?”. E pensar que tem pessoas que não conseguem AMAR essa banda… Mês que vem tento chegar um pouco mais cedo e espero encontrar os chefões do Audiograma no show do Placebo. Abraço e obrigado pela companhia!
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ps: dedico a coluna desse mês para uma das pessoas mais naturalmente engraçadas que já conheci. Senhor Jonas, que você tenha muita sorte (e tempo livre para ter a tão sonhada “vida social”) nos novos caminhos que decidir seguir. Espero que você ainda decida virar um comediante, pois talento existe de sobra!
ps2: desculpem a falta de humor e qualidade abaixo da média. Estou sofrendo com abstinência sexual e aparentemente, sozinho não posso resolver nada… grato pela atenção e compreensão acerca da falta de inspiração na coluna desse mês.
ps3: caso alguém tenha se sentido tocado com a minha condição, pode ajudar de duas maneiras. A primeira pode ser inconveniente para alguém, mas posso enviar o twitter de uma certa mulher e vocês podem enviar mil mensagens (ou ameaças) para que ela mesma resolva o problema. Já a segunda, bem, essa pode ser inconveniente para a mulher mencionada na opção anterior, e eu prefiro dizer só na próxima coluna. Mas fico feliz com o interesse. Dependendo do seu sexo, PODE VIR A SER recíproco.
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Discos Ouvidos:
- Secos e Molhados @Secos e Molhados
- Perfil @ Lenine
- Them Crooked Vultures @ Them Crooked Vultures
- The Best of 1980-1990 @U2
- Good Rockin Tonight @Elvis Presley
- Who Cares a Lot? @Faith no More
- IRM @ Charlotte Gainsbourg
- The Pursuit @ Jamie Cullum
- Maria Gadu @ Maria Gadu
- Up to Now @ Snow Patrol
- Ten @Pearl Jam
- Colour me Free @ Joss Stone
- Trilha sonora do Bastardos Inglorios
- Elvis 30# Hits @ Elvis Presley
- Across the Universe Soundtrack
- Morning View @Incubus
- Make Yourself @Incubus
- In Rainbows @Radiohead
- Plastic Beach @Gorillaz
- Heligoland @Massive Attack
- Live in Gdansk @ David Gilmour
- Acustico volume 2@ Titãs
- The Best of @KC And the Sunshine Band
- Rated R @Queens of the Stone Age
- I @Led Zeppelin
- II @Led Zeppelin
- A Tabua de Esmeralda @Jorge Ben
- Bloco do Eu Sozinho @Los Hermanos
- Selvagem @Paralamas do Sucesso
- Titãs 84-94 @Titãs
- High Times @Jamiroquai
- Franz Ferdinand @Franz Ferdinand
- Tonight @Franz Ferdinand
- You Could Have it So Much Better @Franz Ferdinand
- MTV Ao Vivo @Cordel do Fogo Encantado
Discos Comprados:
- The Best of @KC And the Sunshine Band
- Rated R @Queens of the Stone Age
- I @Led Zeppelin
- II @Led Zeppelin
- A Tabua de Esmeralda @Jorge Ben
- Bloco do Eu Sozinho @Los Hermanos
- Selvagem @Paralamas do Sucesso
- Titãs 84-94 @Titãs
- High Times @Jamiroquai































