Kings Of Leon @ São Paulo – 20/10/2012

Kings Of Leon @ São Paulo – 20/10/2012

Uma série de imprevistos não permitiram que eu fosse aos dois shows feitos anteriormente, pelo Kings of Leon no Brasil, por isso, ao ver que a banda da família Followill estava confirmada no Planeta Terra 2012 não pensei duas vezes e corri para comprar o meu ingresso. Ainda mais depois de achar que nunca mais os veria ao vivo, após a banda ter interrompido sua turnê, cancelando metade dos shows que ainda faltavam, no ano passado, devido a problemas com o vocalista Caleb.

A pausa forçada não fez mal à banda, pelo contrário. Era visível que eles estavam felizes de estarem novamente sobre um palco. O vocalista pediu desculpas por sua voz um pouco enferrujada, mas emendou um sucesso atrás do outro, sorrindo, enquanto todos davam um show nos instrumentos e eram seguidos por um coro de milhares de vozes cantando todos os sucessos. E, como sempre, não faltaram solos de guitarra muito bem executados por Caleb e Matthew e as já famosas distorções, principalmente em Closer.

A ansiedade era imensa e quando os primeiros acordes de Molly’s Chambers soaram no palco ainda escuro, foi como se mais um grande momento estivesse prestes a se desenrolar diante dos meus olhos. E eu não poderia estar mais certa, apesar de o som estar um pouco baixo durante as primeiras músicas.

O set list não foi muito diferente dos últimos apresentados pela banda, antes da pausa. Mas isso não diminui em nada a força do show. As novidades ficaram por algumas músicas do último álbum Come Around Sundown, como “The Immortals”, “My Money” e “Pyro” e pelo acréscimo de “Notion” e “Manhattan”, raramente tocadas. Destaques para “Closer”, pedida em coro pelo público, “Use Somebody” e “Sex on Fire”, que sempre incendeiam a plateia em qualquer show da banda.

Após o show li e ouvi alguns comentários de que havia sido um show morno e que a banda parecia um pouco burocrática ao se apresentar. Mas sou obrigada a discordar. Realmente o Kings não é uma banda inovadora em cima do palco, que surpreende a cada apresentação, com shows pirotécnicos (o que em um festival nem é muito o caso mesmo) e o Caleb não tem o perfil de ficar correndo e gritando pelo palco, mas isso não significa que eles sejam frios. Para mim é uma banda que, em festival ou em show próprio, faz shows para os seus fãs, para pessoas que estão ali para curtir suas músicas favoritas, para ver seus ídolos. Pode não ter sido o melhor do ano ou do festival, fazendo uma alusão à fala do próprio Caleb que disse que aquele fora o melhor público deles no ano, mas foi fiel ao estilo da banda, dos hits do início da carreira aos grandes sucessos, mas acima de tudo, um show emocionante, para a banda e para os fãs. E, quanto a estes, tenho certeza de que eles saíram muito felizes do Jockey na noite do dia 20.

Fique com um dos momentos mais emocionantes do show do Kings na noite de sábado, no Planeta Terra 2012:

Imagem de Amostra do You Tube

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Setlist:
Molly’s Chambers
Taper Jean Girl
Four Kicks
The Immortals
Fans
Back Down South
Crawl
No Money
Radioactive
Notion
Be Somebody
Closer
Pyro
On Call
Knocked Up
Sex on Fire

Bis:
The Bucket
Manhattan
Use Somebody
Black Thumbnail

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Fotos: Ricardo Matsukawa/Terra

Planeta Terra @ São Paulo – 20/10/2012

Planeta Terra @ São Paulo – 20/10/2012

Apesar de todos os anos o Planeta Terra trazer bandas que eu pagaria para ver se o show acontecesse em minha cidade, nunca antes tinha me animado a viajar para curtir o Festival. Até este ano quando a mistura de Suede, Garbage (foto), Kings of Leon e alguns amigos me animaram a colocar a mochila nas costas e ir ver o que o famoso Planeta Terra tinha para oferecer.

E posso dizer, com certeza, que não me arrependo nem um pouco. Já tinha ouvido falar sobre a organização e o público diferenciado, mas uma coisa é ouvir falar outra é ver com os próprios olhos. Shows começando no horário certo, palcos pertos – mas não o suficiente para que o som vazasse de um para o outro -, banheiros, postos de atendimento, caixas e stands de comida e bebida bem localizados e suficientes, pessoas da organização para prestar qualquer tipo de assistência, lojinhas e lanchonetes aceitando cartões, poucas filas… E o público? Educação realmente define. Nada daquele empurra-empurra, nada de pessoas colocando a câmera na sua cara e te atrapalhando a ver o show. As pessoas realmente estavam ali para assistir e curtir os shows de suas bandas preferidas. O que, convenhamos, deveria ser o normal em qualquer show!

Bem, por causa de alguns imprevistos pessoais, acabei chegando ao Jockey no final do show da Mallu Magalhães, mas com tempo suficiente para ver o quanto ela estava curtindo estar de volta ao festival e o quanto ela amadureceu musicalmente. Aliás, o curtir foi algo visível na maioria das bandas. Parecia mais uma reunião de amigos, onde aquele grupo formado pela turma do colégio faz um som. Eu realmente fiquei com vontade de ter chegado mais cedo para poder assistir o show completo.

Já que Mallu estava no fim, demos uma passeada pelo jockey, vendo o que o Terra tinha para nos oferecer e fomos curtir o Little Boots. Impossível ficar parado com a animação da vocalista Ivana. Um show para fãs, já que o Little Boots não emplaca um grande sucesso há um tempinho.

O início do show do Beast Coast nos levou novamente para o palco principal. E o show claramente pode ser dividido entre antes e depois do sol. Depois de muita chuva, o sol escolheu justo o momento da banda californiana para surgir, deixando a vocalista super animada, mudando o tom do show. Com um que de rock dos anos 90, a banda conseguiu envolver o público. Show com cara de uma tarde de festival e uma grata surpresa. Para mim, que não conhecia a banda, foi a grande surpresa do festival, a banda que me fez chegar em casa e ir procurar algumas músicas para poder ouvir e conhecer mais.

Vi pouco do Maccabees, já que aproveitamos o momento para descansar e carregar as energias, afinal faltava pouco para as bandas que eu mais queria ver.

Os britânicos do Suede (foto) não decepcionaram os fãs que optaram por ficar em frente ao palco principal ao invés de irem para o Indie ver a Azealia Banks, que, segundo alguns amigos, também fez um showzaço. Emendando um sucesso no outro, a banda veterana pouco falou, mas o vocalista ainda arriscou alguns ‘obrigado’ entre uma música e outra. Sem perder o pique nem uma vez, a banda fez parecer que estávamos novamente nos anos 90, em uma casa de shows da Inglaterra.

Se houve um consenso no Planeta Terra este é de que o Garbage foi o melhor show do Festival. Em sua primeira passagem pelo Brasil, Shirley Manson e companhia se mostraram super simpáticos e pareceram querer compensar o tempo perdido. Como havia prometido, o grupo não deixou de fora seus antigos sucessos, como “Stupid Girl”, e “Only Happy When it Rains”, nem canções do novo disco como “Control”. Se o Garbage não decepcionou, o público também fez seu papel, cantando e interagindo com a banda do início ao fim.

Ao fim do show do Garbage, muitas pessoas se dirigiram para o palco Indie para a apresentação do Gossip, banda que já cancelara duas vezes suas apresentações no Brasil e ainda deu um susto na produção ao saír mais tarde do que o previsto de Buenos Aires, onde havia se apresentado antes. Mas eu só sairia da frente daquele palco após ver a volta aos palcos dos irmãos e primo Followill. Depois de não ter podido ir aos dois shows anteriores do Kings of Leon no Brasil, ali estava eu, finalmente. E apesar de muitas pessoas terem dito que o show foi morno, ver o Kings ao vivo e ainda por cima tocando “Notion”,“Pyro” e “Closer”, foi o fechamento, com chave-de-ouro de uma tarde/noite incrível.

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Veja o Garbage cantando “Only Happy When it Rains”:

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Fotos: Ricardo Matsukawa/Terra (Garbage e Suede) ||  Daniel Ramalho/Terra (Destaque)

Planeta Terra divulga lineup completo da edição 2012

21 de agosto de 2012 News Sem comentários
Planeta Terra divulga lineup completo da edição 2012

A organização do Planeta Terra Festival divulgou na manhã desta terça-feira (21) as últimas atrações da edição 2012 do festival, que acontece em outubro.

As bandas inglesas Kasabian, Little Boots e Suede e a norte-americana The Drums são os nomes inteernacionais confirmados e se juntam a Kings Of Leon, Garbage, The Gossip, Azealia Banks, Best Coast e The Maccabees. O festival ganhou também nomes nacionais, com Mallu Magalhães, Banda Uó e Madrid completando o line-up do festival.

Com os dois primeiros lotes esgotados, quem ainda quiser confirmar a sua presença no festival deve se apressar. O terceiro e último lote tem ingressos a R$ 330 (inteira) e R$ 165 (meia).

O Planeta Terra 2012 acontece no dia 20 de outubro, no Jockey Club, em São Paulo. Mais informações sobre o festival você pode obter em seu site oficial ou no Facebook.

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Serviço
Planeta Terra Festival 2012

Quando: 20 de outubro
Onde: Jockey Club – São Paulo

Ingressos:
1° Lote: R$240,00 // R$120,00 (meia-entrada) ESGOTADO
2° Lote: R$290,00 // R$145,00 (meia-entrada) ESGOTADO
3° Lote: R$330,00 // R$165,00 (meia-entrada)

Classificação: 18 anos

AudioTape: @1

AudioTape: @1

Antes de mais nada, seja bem vindo a AudioTape, a mixtape do Audiograma. Sim, somos mais um site a entrar – tardiamente, diga-se de passagem – nessa onda de mixtapes feitas por um grupo de desocupados que, certamente, não tinha nada de melhor para fazer pelo seu site.

Para dar início aos trabalhos, reuni em quase 45 minutos um pouco das músicas que fazem parte do meu playlist natural e que, em sua grande maioria, são as minhas atuais referências quando falo de cada um dos artistas presentes.

Separei 12 músicas que indicaria destes artistas a qualquer pessoa e, talvez por isso, a lista seja um pouco “sem foco”. Tem de Iron & Wine a Red Hot Chili Peppers, passando pelo início de carreira do Snow Patrol e por músicas recentes do Trombone Shorty e do Manic Street Preachers, dos quais já falei por aqui anteriormente.

Antes de te liberar para apertar o play ou fazer o download, preciso registrar meus sinceros agradecimentos a duas outras pessoas presentes neste Audiograma. Primeiro, a Tatiana Perry, que gravou três inserções referentes ao site e que estão presentes nessa mixtape. Segundo, a Poliana Rodrigues, nossa fotógrafa e dona da imagem que ilusta a capa de estréia da AudioTape.

Tudo certo? Então vamos conferir até aonde vai essa “novidade”.

AudioTape @ 1
Duração: 44:57
Download: MegaUpload

Faixas:
01) Iron & Wine – Boy With A Coin
02) Kings Of Leon – Day Old Blues
03) The Zutons – Dirty Rat
04) Manic Street Preachers – Hazelton Avenue
05) Tonic – Mr. Golden Deal
06) Snow Patrol – My Last Girlfriend
07) Red Hot Chili Peppers – Million Miles Of Water
08) The Raconteurs – Many Shades Of Black
09) El Cuarteto de Nos – Corazón Maricón
10) Flogging Molly – Devil’s Dance Floor
11) Tété – Love Love Love
12) Trombone Shorty – Something Beautiful (Feat. Lenny Kravitz)

OK Computer é eleito o melhor álbum dos últimos 25 anos

23 de dezembro de 2010 News Sem comentários
OK Computer é eleito o melhor álbum dos últimos 25 anos

OK Computer, álbum do Radiohead lançado em 1997, foi escolhido pelos leitores da revista Q como o melhor álbum dos últimos vinte e cinco anos.

A eleição faz parte das comemorações dos 25 anos da revista, lançada oficialmente em 1986 e, para celebrar a data, a Q propôs aos leitores que escolhessem os 250 melhores álbuns lançados neste período.

Vários são os artistas presentes na lista, mas o Top 10 foi dominado conta com nomes como Nirvana, U2, Muse, Oasis, Arctic Monkeys e o Radiohead, que além do primeiro lugar, ocupa também a oitava colocação com o álbum The Bends.

Dentre os 250 álbuns, o U2 foi o que reuniu mais lançamentos na lista. São sete álbuns listados, sendo que o mais bem colocado foi o The Joshua Tree, que ficou em sexto lugar. O Radohead reuniu seis álbuns, Muse e Oasis cinco e Coldplay, Blur e Kings of Leon com quatro álbuns cada.

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Confira abaixo os trinta primeiros colocados na lista feita pelos leitores da revista Q:

01. OK Computer – Radiohead
02. Nevermind – Nirvana
03. (What’s The Story) Morning Glory? – Oasis
04. Definitely Maybe – Oasis
05. Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not – Arctic Monkeys
06. The Joshua Tree – U2
07. The Stone Roses – The Stone Roses
08. The Bends – Radiohead
09. Achtung Baby – U2
10. Black Holes And Revelations – Muse
11. Is This It – The Strokes
12. A Rush Of Blood To The Head – Coldplay
13. Parklife – Blur
14. Screamadelica – Primal Scream
15. White Blood Cells – The White Stripes
16. In The Aeroplane Over The Sea – Neutral Milk Hotel
17. Hot Fuss – The Killers
18. Kid A – Radiohead
19. Funeral – Arcade Fire
20. American Idiot – Green Day
21. The Holy Bible – Manic Street Preachers
22. Absolution – Muse
23. In Rainbows – Radiohead
24. Only By The Night – Kings Of Leon
25. Demon Days – Gorillaz
26. Origin Of Symmetry – Muse
27. Appetite For Destruction – Guns N’ Roses
28. Urban Hymns – The Verve
29. Automatic For The People – R.E.M
30. Loveless – My Bloody Valentine

(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…

(Re)Descobrindo Sons: O melhor de agosto…

Por: 2T Dias

Esse mês não deu muito rock. Tive que fazer contas, gastar, refletir e acabei sem tempo de ouvir material interessante para escrever e publicar na coluna desse mês. Porém acabei pensando muito e cheguei numa triste conclusão: parte do meu dinheiro foi embora quase que exclusivamente para bancar algumas coisas no festival SWU. Vale a pena o investimento, certamente, mas a consequência é que depois de escolher o Rage Against The Machine e o Incubus, acabei perdendo o Snow Patrol e o Planeta Terra. Já dizia Rogério Flausino em “La Plata”: “Quanto vale o show? Quanto vale fazer das tripas coração?”

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O SWU será histórico, sem dúvidas. Além da expectativa com as apresentações do Queens of the Stone Age e do Rage Against the Machine, o evento vai ser lembrado pelas marcas profundas em nossos bolsos. Nem mesmo os paulistas vão escapar dessa sem gastar uma quantia considerável com hospedagem (R$800), alimentação (uns R$300?) e transporte (R$200). Sem mencionar, claro, os preços dos ingressos. Por menos de R$240 (pista comum) ou R$640 (a famigerada pista vip) por dia, você não passa nem perto da fazenda Maeda. Mas nada vai se comparar aos gastos de quem vai sair de outra cidade. Esses aí vão ter que viver de verdade o conceito de sustentabilidade e viajar de bicicleta, mijar apenas durante o banho em algum riacho no meio do caminho e sei lá mais o que. E tudo isso apenas para conseguir economizar o bastante para conseguir presenciar a primeira parte da leva de shows internacionais do semestre.

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Kings of Leon, Incubus, Linkin Park, Pixies, Queens of the Stone Age, Mars Volta, Regina Spektor, Dave Matthews Band, Los Hermanos, Mutantes e Rage Against the Machine são apenas parte do pacote de shows do segundo semestre de 2010, onde já é tradição emendar um festival atrás do outro. Ou alguém aí já se esqueceu da gafe histórica do Planeta Terra e do Maquinária do ano passado terem acontecido no mesmo dia? A mancada da vez é que menos de uma semana depois do festival sustentável do publicitário Eduardo Fisher, acontece o Natura Nós com shows do Jamiroquai, Bajofondo e Snow Patrol. Será que os produtores só visam o público paulista ou eles acham mesmo que o brasileiro tem grana o suficiente para bancar os dois shows? Ainda mais que o Natura também cobrará valores altos para a pista vip (R$500).

Já a terceira parte dessa leva de shows internacionais vai acontecer pouco mais de um mês depois da versão tupiniquim do Woodstock. O Planeta Terra chega a sua quarta edição e entra para a história como o festival mais gay de todos os tempos. Longe de ser algo a ser criticado, o que não vai faltar é motivo para se jogar e dançar ao som de nomes fortes como o Mika, Passion Pit, Empire of the Sun e os veteranos do Smashing Pumpkins. Parece que o Soundgarden não vem mesmo para compor elenco, o que é uma pena. Se o Planeta Terra não conta com um elenco tão impactante quanto o mega festival SWU, pelo menos deixa para trás a concorrência no quesito preço. Com todos os lotes de ingressos esgotados, a entrada para o evento custou cerca de R$200. E de quebra, você pode assistir ao show do Mika brincando na montanha russa ou aproveitando os outros brinquedos do Playcenter, local que abriga o Terra desde o ano passado.

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Pelas minhas contas, quem quiser conferir os três festivais pagando o valor dos ingressos vip ou “premium”, vai desembolsar uns R$1340 mais os gastos com transporte e alimentação. Não sei quanto a vocês, mas essa é uma realidade muito distante para quem vive com contas para pagar e precisa ter outros gastos, como pagar a conta de luz, água, telefone ou qualquer outra merda sustentável. A verdade é que a cultura esta disponível para poucos. A grande maioria precisa escolher o que quer ver e juntar todo o dinheiro do lanche, ônibus e mesada para conseguir chegar perto do valor da meia entrada nos eventos. E vale dizer que no ano que vem já temos o anúncio do Rock in Rio 4 em setembro, o que significa um adiantamento no calendário dos famosos shows “marcantes” do segundo semestre.

Dessa vez não vou falar sobre os discos analisados durante o mês, estou chateado pelos gastos com o SWU. Mas devo confessar que consegui uma promoção imperdível na Livraria Cultura e encomendei os dois discos do Arcade Fire. Não podia deixar o mês passar em branco, afinal.

Até o mês que vem!

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Discos Comprados:
- Funeral @ Arcade Fire
- Neon Bible @ Arcade Fire

Discos Ouvidos:
- Musica de Brinquedo @ Pato Fu
- Amigo do Tempo @ Mombojo
- Interpol @ Interpol
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Morning View @ Incubus
- High Violet @ National
- Something for the Rest of Us @ Goo Goo Dolls

TV Audiograma: Kings Of Leon – Radioactive

TV Audiograma: Kings Of Leon – Radioactive

Nessa última quarta-feira a banda Kings Of Leon divulgou o clipe de “Radioactive” , primeiro single do quinto álbum de inéditas da banda. O “Come Around The Sundown” terá 13 faixas, a data prevista de lançamento no Reino Unido é 18 de outubro já nos Estados Unidos o álbum tem previsão para o dia 19. Antes disso a Kings Of Leon desembarca no Brasil para se apresentar no SWU no dia 10 de outubro em Itu/São Paulo.

Confira a seguir o clipe de “Radioactive”.

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Kings Of Leon revela capa e tracklist de seu novo álbum

4 de setembro de 2010 News 1 comentário
Kings Of Leon revela capa e tracklist de seu novo álbum

O Kings Of Leon divulgou as informações finais sobre o seu novo álbum, Come Around Sundown.

Além da capa (imagem ao lado) e da tracklist com treze faixas, a banda revelou também que “Radioactive” foi escolhida como o primeiro single do disco e será lançada nas rádios no próximo dia 13 de setembro. Antes disso, a banda colocará a música em seu site oficial, na próxima quarta, dia 08.

Come Around Sundown foi gravado em Nova York e tem a produção de Angelo Petraglia e Jacquire King. O seu lançamento oficial está marcado para o dia 19 de outubro, mas antes terá uma pré-venda exclusiva no iTunes a partir do dia 14 de setembro. Além disso, será lançada uma versão especial com algumas faixas bônus.

Neste momento, a banda está em turnê pelos Estados Unidos e já tem passagem pelo Brasil confirmada em outubro, como um dos headliners do festival SWU.

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Veja o tracklist de Come Around Sundown:
01. The End
02. Radioactive
03. Pyro
04. Mary
05. The Face
06. The Immortals
07. Back Down South
08. Beach Side
09. No Money
10. Pony Up
11. Birthday
12. Mi Amigo
13. Pickup Truck

Dicionário dos Artistas: Kings of Leon

Dicionário dos Artistas: Kings of Leon

~> História

Kings of Leon é uma banda de rock alternativo, formada no Tenessee, pelos irmãos Caleb, Nathan, Jared e o primo Matthew Followill.

Vindos de uma família muito religiosa, os três irmãos cresceram viajando pelo sul dos Estados Unidos, junto com seu pai Leon, um pastor pentecostal, que pregava nas mais diversas igrejas e sempre levava seus filhos consigo. Educados de forma bastante rígida, os meninos estudavam em casa e não podiam assistir televisão ou ouvir música que não fosse religiosa.

Na adolescência, os irmãos descobriram o prazer de tocar, mas não eram influenciados por nenhum gênero musical, já que não eram expostos a nenhum estilo musical de fora. O contato com o universo musical veio com a banda da Igreja onde Caleb descobriu suas habilidades vocais.

Em 2002 lançaram o primeiro EP, intitulado Holy Roller Novocaine, já atraindo então a atenção dos críticos ingleses. No ano seguinte veio então o primeiro álbum Youth and Young Manhood, destacado na mídia inglesa como um dos 10 melhores discos de estréia nos últimos 10 anos. O público também não demorou a se identificar com as letras com temáticas como sexo e violência.

O segundo disco, Aha Shake Heartbreak, foi lançado primeiro na Inglaterra, em novembro de 2004, chegando ao mercado americano apenas em fevereiro e somente em abril no restante do mundo. O Kings of Leon ganhava cada vez mais fãs e não apenas anônimos. Em 2005 os garotos Followill acompanharam nada mais nada menos que U2, Pearl Jam, Strokes e Bob Dylan em suas turnês, fazendo alguns dos shows de abertura pelo mundo.

Em 2007 lançaram Because of The Times, disco que tornou o Kings of Leon conhecidos também em seu próprio país, apesar de ainda terem mais fama fora dos Estados Unidos, principalmente na Inglaterra. O álbum liderou por várias semanas as paradas britânicas e atingiu o 25º lugar nas americanas. Because of the times foi considerado por muitos críticos o melhor álbum da banda até então e uma prova do amadurecimento musical do quarteto.

No final de 2008 chegou ao mercado Only by the Night, e seus sucessos Sex On Fire, Use Somebody e Closer. Sex On Fire, primeiro single do disco atingiu o primeiro lugar das paradas no Reino Unido, Irlanda, Finlândia e Austrália. E o álbum levou o prêmio de melhor disco internacional no BRIT Awards, edição 2009. Além deste prêmio, a banda da família Followill levou para casa também o de melhor grupo internacional.

O grupo vem trabalhando agora no seu quinto álbum de estúdio, o Come Around Sundown que está previsto para chegar às lojas em outubro.

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~> Integrantes

~> Caleb Followill (Guitarra, Vocal)
~> Matthew Followill (Guitarra)
~> Jared Followill (Baixo)
~> Nathan Followill (Bateria)

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~> Discografia

Álbuns de Estúdio
2003 – Youth and Young Manhood
2004/2005 – Aha Shake Heartbreak
2007 – Because of The Times
2008 – Only by the Night
2010 – Come Around Sundown

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~> Fontes consultadas

http://www.kingsofleon.com/
http://www.kingsofleon.kit.net/home.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kings_of_Leon

Vocalista do Kings Of Leon faz “as pazes” com a música Sex on Fire

21 de agosto de 2010 News Sem comentários
Vocalista do Kings Of Leon faz “as pazes” com a música Sex on Fire

Caleb Followill, vocalista do Kings Of Leon, declarou a um tempo atrás que a música “Sex On Fire”, um dos grandes singles de seu álbum mais recente, Only by the Night, não representava grande coisa para ele.

Em entrevista ao NME, o vocalista tentou se redimir desta declaração e de outra onde diz que os fãs que gostam de “Sex On Fire” não são “cool”.

“Por momentos, tornei-me uma pessoa de quem não me orgulho. Não soube apreciar a admiração de que éramos alvo e disse algumas coisas de que me envergonho”, declarou Followill.

“Magoei pessoas que eram fãs genuínos da banda porque ficava envergonhado quando olhava para o público nos concertos e via pessoas que não eram como eu”, concluiu.

Glee e Betty, a feia
Na mesma entrevista ao NME, a banda afirmou que foi convidada para participar das séries Glee  (cedendo algumas músicas) e Betty, a Feia (onde apareceriam em um episódio). No entanto, decidiram recusar os convites por não querer se vender.

“Nos convidaram para aparecer num episódio da Betty, a Feia. Queriam que nos interpretassemos na série e, supostamente, ajudassemos a Betty em alguns problemas”, declarou o baixista Jared Followill.

O concerto dos pombos
A banda confirmou também que remarcou a apresentação na cidade de St. Louis, por onde passaram em julho e tiveram que interromper a apresentação após serem “atacados” por pombos.

A apresentação foi remarcada para o dia 25 de setembro e todos os que tinham ingressos para a primeira apresentação poderão entrar gratuitamente.

Novo álbum do Kings Of Leon sai em outubro

14 de agosto de 2010 News Sem comentários
Novo álbum do Kings Of Leon sai em outubro

O Kings Of Leon, que se apresenta no Brasil em outubro dentro do festival SWU, confirmou que o seu novo álbum será lançado oficialmente em outubro.

O quinto álbum da banda, que recebeu o nome de Come Around Sundown, foi produzido por Angelo Petraglia e Jacquire King e já teve algumas de suas músicas apresentadas em shows recentes da banda.

Músicas como “Southbound”, “Immortal” e “Radioactive” foram mostradas durante uma apresentação da banda no Hyde Park, em Londres, para um público de pelo menos 60 mil pessoas.

O lançamento de Come Around Sundown está confirmado para o dia 18 de outubro. Oito dias antes, a banda se apresenta em Itu, no segundo dia do Starts With You.

(Re)Descobrindo Sons: Sonoridades de julho

(Re)Descobrindo Sons: Sonoridades de julho

Por: 2T Dias

Sabem aquilo que eu já havia falado logo na primeira vez que apareci nessas páginas laranjas? Sobre ter organização e responsabilidade? Espero que pelo menos um dos meus três fiéis leitores mensais (desculpe se você for um quarto leitor, mas é que eu nunca tive o prazer de ouvir alguém vindo falar que leu a minha coluna aqui e achou muito legal. Ou que leu a coluna e achou uma merda. Sabe? O problema da internet é que todo mundo lê as coisas, mas poucos são os que comentam. Isso irrita) tenha aprendido direitinho essa lição. Eu não aprendi. Sou uma mescla de sinceridade com uma imensa cara de pau (péssimo termo, eu sei. Me dá arrepios na espinha sempre que escuto alguém se referindo a alguém assim) e não tenho vergonha nenhuma de ser assim. Sabia que estava bom demais para ser verdade quando fiz os três, quatro primeiros posts no Audiograma, mas agora esta cada vez mais complicado. Tenho o trabalho de ser o editor chefe do Cinema de Buteco, tenho que ficar sem graça com a minha (quase) completa abstinência no Rock in Press e no Muse Brasil e agora, ainda por cima, resolvo começar a me dedicar mais para o livro que pretendo escrever ao longo dos próximos meses. A organização e o planejamento que me deveriam ser obrigatórios desde sempre, começam a gritar bem alto na minha cabecinha confusa.

Para quem possa interessar, o tema do livro por enquanto é confidencial. Digamos apenas que é uma mistura de Alta Fidelidade e O Balconista com a minha atual experiência pessoal de trabalhar numa loja de discos. Parece ser fácil falando assim, mas é muito mais complicado do que parece. Fiz diversas anotações nos últimos sete meses, mas parece que pouco vai ser usado no fim das contas. E ainda esbarro no problema legal de usar nomes e informações pessoais de terceiros. Com certeza serei processado. Sempre soube que um dia seria acusado (legalmente) de alguma coisa, mas jurava que seria algo relacionado a assédio sexual… Quem diria, né? Se bem que na época do ensino médio eu fui ameaçado pela mãe de um colega. Tudo por conta de uma colagem que fiz com o garoto e publiquei na internet. Tadinho.

Imagem de Amostra do You TubeThat`s the way i liked

Julho é conhecido como o mês das férias, do meu aniversário e também por ser o mês do rock. No dia 13 se comemora o dia mundial do rock e rolou um evento (quase) perfeito na capital mineira. O problema foi na distribuição dos ingressos gratuitos na Savassi, que quase acaba em quebra pau e na quantidade imensa de pessoas presentes no Lapa. Entregaram bem mais ingressos que o lugar comportava e o resultado foram filas imensas para ir até o banheiro. Só que esse é o espírito do rock, não é verdade? Já os shows foram bem legais, com destaque para a parceria entre Macaco Bong e Black Drawing Chalks tocando “Aneurysm” do Nirvana. Gosto muito das duas bandas, mas assim como aconteceu durante a versão de “Drain You” do excelente Monno, os vocalistas mostraram que o Nirvana só era bom com Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl. Uma pena. Já o Fusile conquistou as atenções de todos os presentes quando tocou “Top Top” do Mutantes. Foi um dos melhores momentos da noite, só perdeu para a cover irada de “Ace of Spades” que o trio mineiro The Hells Kitchen Project usou para encerrar o show.

Quando falo que a minha ausência no Rock in Press foi quase completa, tenho meus motivos. Apesar de ter comparecido ao evento do dia do rock, não escrevi uma palavra sequer sobre o mesmo. Só fui fazer alguma coisa no site depois que descobri que o disco novo do Arcade Fire tinha vazado. Para a minha tristeza, um dos colaboradores foi mais rápido que eu e publicou o texto elogiando o trabalho da banda. Fiquei chateado, já que esse era um dos discos que eu mais aguardei para mostrar minhas impressões. O resultado do Suburbs (que será lançado com umas oito capas diferentes) é incrível. Confesso que apenas “Modern Man” conseguiu se equiparar com as sensacionais “Ready to Start”, “The Suburbs” e “We Used to Wait”. Houveram pessoas que tiveram a ideia idiota de dizer que o album era melhor que o OK Computer do Radiohead. Totalmente desnecessário e imaturo. The Suburbs é o melhor trabalho do Arcade Fire, que mesmo não criando um disco épico como os dois anteriores, conseguiu manter a identidade e flertar com uma direção mais comercial. O resultado foi uma apresentação lotada no Madison Square Garden no dia 7 de agosto, com transmissão ao vivo pelo YouTube. O Arcade Fire trilha o caminho do Kings of Leon e cada vez mais ganha status de super banda.

Imagem de Amostra do You TubeAbertura do show do atual show do Arcade Fire (quero essa porra no Brasil).

Minha retomada ao RinP aconteceu logo depois, já que por acaso o album do Interpol vazou no mesmo dia que descobri sobre o Arcade Fire e tudo conspirou a favor, pois era a minha folga na escravidão diária. Mostrei que ainda possuo o teclado mais rápido da equipe do site e poucas horas depois a crítica do disco estava no ar. Se é melhor que o do Arcade Fire? Talvez. Fato é que os dois discos se juntaram na lista de melhores do ano, desbancando o Spoon e o Jakob Dylan. Mas eu ouvi pouquissima coisa nova em 2010, como vocês, fiéis leitores, devem ter percebido ao longo desses últimos sete meses de muito papo furado, prolixidade excessiva e desabafos sobre frustrações sexuais. Pelo menos causei uma ou outra risada, espero.

Imagem de Amostra do You Tube“Success”, minha faixa favorita do novo disco do Interpol.

Em um lapso completo de memória me esqueci dessa apresentação épica do Muse no Glastonbury, que ocorreu em junho. Com certeza a apresentação dessa canção em parceria com o The Edge (também conhecido como o homem de touca) vale como a música do mês e provavelmente do ano inteiro. Fico quase na dúvida se prefiro “Where Streets Have no Name” na versão original do U2 ou nessa versão “tunada” com o The Edge.

Imagem de Amostra do You TubeEncontro épico para encerrar a década.

O saldo final de julho foi bastante positivo. Acabei ouvindo alguns trabalhos novos bem interessantes, o tal disco do RPA and United States of Sound, por exemplo. Excelente retorno de Richard Ashcroft, mas que não é tão bom quanto o The Verve ou mesmo a sua carreira solo. Definitivamente Ashcroft ainda tem que comer muito arroz com feijão para se transformar em um Damon Albarn da vida. Outro destaque foi o excelente Amigo do Tempo do Mombojó, que durante um bom tempo permanecia no topo dos melhores trabalhos nacionais. Porém chegou o disco novo do Pato Fu e aí…

Imagem de Amostra do You TubeVersão de “Ska” ownante.

Dessa vez escrevi a coluna assistindo/ouvindo o dvd do Led Zeppelin. Sei que trapaceei e comprei antes da hora, mas é que estava num preço justo e não resisto. Ainda faltam dois discos para completar minha coleção, mas já adiantei minha vida e comprei um dos dvds mais elogiados de todos os tempos. Como é que tem gente que não sabe apreciar essa banda? Tem como entender as pessoas que dizem preferir os Beatles?

Hoje, dia nove de agosto, QUASE fiquei arrependido de ter comprado a coletânea do The Doors por r$30. Encontrei mais barato em uma loja da concorrência. Digo QUASE porque ir com um disco da banda para o motel pode ser a coisa mais inteligente que um sujeito pode fazer. Nunca mais vou ouvir “Riders on the Storm” ou “Light my Fire” sem ter certas lembranças quentes. E sem querer me gabar, mas a noite em questão foi tão boa que o disco rodou umas duas, três vezes e só a “The End” tem mais de dez minutos… Quando Chuck Palahniuk disse que a camisinha era o sapatinho de cristal de nossa geração, ele não estava brincando: podemos dançar com a pessoa a noite inteira e depois é só jogar fora. A camisinha, não a pessoa…

Imagem de Amostra do You TubeStriptease ao som de Doors é a coisa mais tensa ever. Experimentem.

Uma coisa que precisa ser dita e que pode comprometer o próximo mês: a minha alegria em comprar e ouvir discos no meu mac acabou. Parece que o meu leitor de discos foi para o saco e como tudo é integrado, corro o risco de ficar sem computador por algum tempo. Amo muito tudo isso. Boa sorte para quem tem azar durante o saldo positivo e até o mês que vem, se Deus quiser.

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Ouvidos:
- Houses of Holy @ Led Zeppelin
- A Love Supreme @ John Coltrane
- Amigo do Tempo @ Mombojo
- Physical Graffiti @ Led Zeppelin
- Women + @ Jakob Dylan
- @ RPA e United States of Sound
- Alligator @ The National
- Highway 61 Revisited @ Bob Dylan
- @ Pearl Jam
- Dylan @ Bob Dylan
- Make Yourself @ Incubus
- The Suburbs @ Arcade Fire
- Interpol @ Interpol
- Coda @ Led Zeppelin
- Ok Computer @ Radiohead
- Only by the Night @ Kings of Leon
- Música de Brinquedo @ Pato Fu
- Very Best of @ The Doors

Comprados:
- A Love Supreme @ John Coltrane
- Live in Zurich @ Duke Ellington
- I am the blues@ Willie Dixon
- Physical Graffiti @ Led Zeppelin (presente)
- Era Vulgaris @ Queens of the Stone Age
- (What`s the Story?) Morning Glory? @ Oasis (presente)
- Rearviewmirror @ Pearl Jam
- Highway 61 Revisited @ Bob Dylan
- Dylan @ Bob Dylan
- Coda @ Led Zeppelin
- Very Best of @ The Doors
- Greatest Hits @ The Offspring
- Kind of Blue @ Miles Davis

(Re)Descobrindo Sons: Junho foi dessa forma…

(Re)Descobrindo Sons: Junho foi dessa forma…

Por: 2T Dias

Os meses continuam se arrastando e sendo pouco aproveitados. Até tentei experimentar uma ou outra novidade completamente desconhecida, mas as bandas The Drums e Moto-Boy não cairam como uma luva no meu mês. Parte disso se deve ao fato de que fiquei extremamente chateado com o fim de diversas séries que acompanhei ao longo dos últimos seis e oito anos (Lost e 24 Horas, respectivamente). Nem mesmo o começo explosivo da terceira temporada de True Blood foi o suficiente para diminuir a minha tristeza pelo desfecho da saga de Jack Bauer (se querem saber, a série já estava com um nível muito baixo desde a sexta temporada. O final da oitava foi bem parecido com algo que já havia acontecido no passado, mas a atuação de Kieffer Sutherland impressiona. Depois de todos os eventos acontecidos no decorrer da série é claro que o ex-agente da UCT iria acabar sofrendo sérias sequelas psicológicas e o ator consegue transmitir toda aquela dor interna que arde em cada minuto que Jack respira) e da turminha do Hugo Reyes, do Benjamin Linus, James Ford, Kate Austen, Jack Sheppard, Sayid Jarrah, John Locke e tantos outros que prenderam a minha atenção nos últimos seis anos sem nunca me decepcionar ou causar aquela sensação de tempo perdido. Conheço vários fãs que não são loucos xiitas e tarados (esse tipo de fã nunca admite quando o seu ídolo fez uma cagada) e que compartilham da mesma impressão. Lamento muito que a minha amada ex-namorada tenha demorado tanto tempo para finalmente criar vontade de compartilhar desse amor comigo (e de alguns outros também).

Imagem de Amostra do You TubeA música tema do seriado True Blood: combinação perfeita com a premissa do seriado.

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Não existe experiência melhor que dividir uma coisa especial com alguém que nos faz sentir especial. Tanto faz se é um episódio novo de sua série favorita, um filme, um livro (ler acompanhado é uma coisa que eu queria ter feito mais vezes) e principalmente um disco: toda forma de cultura se eleva quando compartilhada. Me diga se existe alguma coisa que se compare a ficar deitado no chão ou numa cama ao lado de seu companheiro(a) e viajar ao som de uma boa música? Dependendo do som as coisas até podem esquentar. Uma música como “All i Want Is You” do U2 pode gerar uma mudança brusca de ideias; ouvir “Supermassive Black Hole” do Muse pode fazer todas as roupas serem rasgadas em segundos; relaxar ao som do “Houses of Holy” do Led Zeppelin pode ser melhor que uma viagem própriamente dita. E tudo isso, que já é bom quando estamos sozinhos e confortados apenas por nossas velhas amigas paredes, se tornam muito melhores quando temos alguém respirando do nosso lado. Então o mês foi triste. A experiência de assistir séries é quase que correspondente à de um final de relacionamento. As boas coisas sempre vão prevalecer e por melhor que sejam as novas séries (True Blood é algo intenso e que funciona como uma explosão constante de libido vampiresca; e Dexter é simplesmente a coisa mais irônica e inteligente que o canal Showtime já colocou no mundo. A quarta temporada deixou feridas nos personagens e nos espectadores e a expectativa só cresce para os novos e aguardados episódios), todas elas irão relembrar os velhos tempos passados na companhia de um certo agente de uma organização de segurança dos Estados Unidos ou de um grupo de malucos perdidos numa ilha mais maluca ainda. Obrigado por tudo que passamos nos últimos tempos e por todos os ensinamentos que eu provavelmente não aprendi da forma correta…

Imagem de Amostra do You TubeSupermassive Sex Role Game!

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Mas como disse no começo do texto, eu bem que tentei ser aplicado em bandas novas. Não justifica manter uma coluna musical nas páginas laranjas se eu ando incapaz de ouvir e me apaixonar por material novo. Preciso de um tratamento de choque para perder logo essa mania insana de ouvir bandas antigas de maneira excessiva. O The Doors, que sempre foi uma banda que ou eu amava ou odiava, virou companheiro-objeto para acompanhar as jornadas etílicas da carne. Acho que todo idiota quando passa por uma situação complicada na vida resolve apelar para o alcool. Estou encharcando de maneira moderada, mas não posso dizer que estou moderando no Led Zeppelin e no The Doors. Basta ouvir a introdução de “Light my Fire” para entender exatamente o que estou falando.

Imagem de Amostra do You TubeO clássico definitivo do Doors.

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Em julho vou fazer um especial sobre o mês do rock no Cinema de Buteco e é claro que a banda vai aparecer, assim como diversas outras e vários filmes que abordam o tema (na verdade, quando você estiver lendo essa coluna, o especial já vai ter acabado e tudo estará devidamente publicado. Mas finja que não aconteceu ainda, ok?). Continuei a minha coleção de discos do Led e dessa vez levei para casa o já mencionado Houses of Holy e o III. Por enquanto, o HoH é o meu album favorito da banda do baixista John Paul Jones. Parece o mais coeso até o momento, mas sou ouvinte de primeira viagem. Um fato lamentável que eu só fui me interessar em aprofundar meus conhecimentos sobre a maior banda de rock de todos os tempos quando estou prestes a completar 25 anos (faltando dois anos para a idade macabra que culminou com a morte de Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Kurt Cobain). Não existe nenhuma canção ruim ou mais ou menos no disco. A faixa “No Quarter” é de tirar o folêgo; a sequência inicial é uma covardia para qualquer fã de boa música; e eu sou um entusiasta do reggae do maneiro que a turminha inventou em “D’yer Mak’er” (foda-se se até a Claudia Leitte já regravou a música. Ela pode fazer o que ela quiser, cara! Até mesmo mexer com o legado sagrado do Led. Eu só não iria perdoar se a diva nacional tocasse em alguma perola do Jeff Buckley. Nem a Scarlett Johansson escapou ilesa depois dessa…). Porém algo precisa ser admitido: embora o III não seja o meu favorito, ele tem “Immigrant Song” (impossível ouvir essa música sem lembrar do Shrek) e a insinuante “Since i’ve been Loving You” (que foi ouvida exaustivamente por mais de três horas). Sei que o IV tem “Stairway to Heaven”, “Black Dog” e ULTRA ANIMADA “Rock n’Roll” e todos os outros trabalhos tem canções importantes, mas é o peso das lembranças falando mais alto. Assim como os seriados que fizeram parte da minha vida nos últimos anos, a música tem esse poder inigualável e nos fazer sentir paradoxalmente bem e mal com algumas combinações de acordes. Por isso que eu realmente não confio em pessoas que não tem uma bagagem musical muito interessante ou sequer sabem apreciar o poder de fogo de uma boa música. Independente de ser rock n’ roll ou não, dificilmente irão inventar um acalmante mais eficaz (o sexo seria um excelente concorrente, mas tem gente que também não sabe apreciar isso e acaba indo contra uma música do Garbage chamada “Sex is not the enemy”. Pena.). Espero poder adquirir alguma coisa do The Doors nos próximos meses, nem que seja uma coletânea bobinha (odeio compilações, mas como fugir delas?).

Imagem de Amostra do You TubeO rei-lagarto e seu hino luxurioso para o coração dos jovens apaixonados e explodindo de tesão.

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No começo do mês começaram os boatos de que o Incubus viria tocar no Brasil no segundo semestre. Me empolguei, claro. Tive que esperar um tempinho e descobrit que eles seriam uma das atrações do festival SWU. Junto do Pixies, Linkin Park e Kings of Leon. A minha alegria inicial de vir aqui contar a história para vocês foi jogada escada abaixo quando os preços do festival foram divulgados: R$ 640 para ficar na área vip em CADA (leia-se C-A-D-A) um dos três dias de evento. Fez as contas? Tenso, né? Preciso voltar a estudar para usufruir da tal carteirinha de estudante…

Imagem de Amostra do You TubeTrilha sonora do mês?

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Não sei quanto a vocês, mas esse papo todo de copa do mundo me entediou. A eliminação do Brasil e Argentina ou o título da Espanha não merecem aparecer aqui. A única coisa legal da Copa foi a invenção de um novo (e irritante) instrumento musical que provavelmente deve aparecer na gravação do próximo disco do Los Hermanos. Quem sabe?

Ah, quase que me esqueço de dizer uma das coisas mais idiotas e que tinham que ter presença certa aqui. Dentre os vários feitos ao longo de junho (como poderão perceber, foi um mês bem proveitoso para minha coleção), finalmente tive uma oportunidade de curtir um nível etílico mais elevado ao som do psicodélico Amnesiac do Radiohead. Você provavelmente já deve ter pensado em fazer sexo ao som do Radiohead (quem sabe não fez?) e tenho certeza que já passou pela sua cabeça como seria experimentar a banda em um outro estado de consciência. Pois bem. Recomendo demais. Espero poder repetir logo a dose e dessa vez, curtir tudo no escuro e sem ter que me preocupar em não ser atropelado na Avenida Amazonas às 2h da matina. No mês que vem, ou quando eu tiver o meu disco do Doors, vou me alongar um pouco mais nesse papo de “viagens sonoras”. Dá para render e tenho certeza que ouvir um bom disco em um quarto escuro, com um volume considerável e os olhos fechados, deve ser uma das experiências mais estimulantes do mundo. Concorre até com assistir um bom striptease amarrado na cama… na boa.

Imagem de Amostra do You TubeSei que toda sensação se amplia quando fechamos os olhos, mas… experimente ouvir o Amnesiac acompanhado apenas da escuridão e de um copo de vinho.

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O meu consolo é que se eu não ando lá tão organizado, pelo menos ando conseguindo cumprir bem os objetivos propostos. Faltando poucos discos do Led para completar minha coleção, dei um gás e agora tenho QUASE tudo do Foo Fighters. Falta apenas a famigerada compilação, o acústico e o In Your Honor (que tá bem caro ainda, diga-se de passagem). Gosto demais da banda do Dave Grohl e com os boatos crescentes de uma apresentação na América do Sul, acabo não conseguindo me conter. Espero que aconteça mesmo, afinal o Foo Fighters é das poucas bandas que eu gosto de verdade e ainda não tive o prazer de ver ao vivo. Vou deixar para comentar sobre a banda em uma eventual próxima postagem. Junho já deu pano demais para a manga, né?

Resolvi escrever a coluna ao som de algumas músicas/bandas que não conhecia ou que não ouvia há muito tempo. Não sei se foi boa ideia, pois não estava com arquivos mp3 e ficar trocando música no youtube é muito 1998… De qualquer forma, essa é a trilha sonora desse post:

(mês que vem vou ver se me organizo e crio um mixtape, sei lá. Pedi para o Xi fazer isso por mim, mas o puto nunca mostrou)

Imagem de Amostra do You TubeNão ouvi o tão falado album novo e resolvi matar saudades dessa música, que é FODA.

Paper Planes @ MIA
Laredo @ Band of Horses
Bad Things @ Jace Everett
Supermassive Black Hole @ Muse
Light my Fire @ The Doors
Since i`ve been Loving You @ Led Zeppelin
Mowgli`s Road @ Marina and the Diamonds (não sei se gostei. Acho que não)
Undercover Martyn @ Two Door Cinema Club (boa)
Are you Ready? @ RPA e United States of Sound
A Love Supreme pt1 – Acknowledgement @ John Coltrane
Echo @ Incubus
Ready to Start @ Arcade Fire

Imagem de Amostra do You TubeEntão… eles já tinham “ganhado” o prêmio de melhor música de maio e vencem de novo em junho. Alguem duvida que será o disco do ano?

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Ouvidos:
- Make Yourself @ Incubus
- Morning View @ Incubus
- III @ Led Zeppelin
- Amigo do Tempo @ Mombojó
- This is Happening @ LCD Soundsystem
- There is Nothing Left to Lose @ Foo Fighters
- Absolution @ Muse
- Amnesiac @ Radiohead
- Black Holes and Revelations @ Muse
- Houses of Holy @ Led Zeppelin
- Greatest Hits @ Korn
- Live in London @ Leonard Cohen
- London Calling @ The Clash
- 18 Singles @ U2
- Back to Black @ Amy Winehouse
- The Song Remains the Same @ Led Zeppelin
- No Quarter @ Jimmy Page e Robert Plant
- Only by the Night @ Kings of Leon
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine
- Grace @ Jeff Buckley
- Lost in the Call @ Moto boy
- The Drums @ The Drums
- Transference @ Spoon

Comprados:
- III @ Led Zeppelin
- Houses of Holy @ Led Zeppelin
- There is Nothing Left to Lose @ Foo Fighters
- One by One @ Foo Fighters
- The Colour and the Shape @ Foo Fighters
- Greatest Hits vol1 @ Korn
- Ten @ Pearl Jam
- Live in London @ Leonard Cohen
- Women + Country @ Jakob Dylan
- You Could Have it So Much Better @ Franz Ferdinand
- London Calling @ The Clash
- Lullabies to Paralyze @ Queens of the Stone Age
- Version 2.0 @ Garbage
- Rage Against the Machine @ Rage Against the Machine

SWU anuncia quatro atrações e informações sobre ingressos

SWU anuncia quatro atrações e informações sobre ingressos

O SWU – Starts With You – divulgou mais algumas informações relacionadas ao festival, que acontece entre os dias 09 e 11 de outubro, na Fazenda Maeda, localizada em Itu, interior de São Paulo.

A organização do festival, que já tinha anunciado Dave Matthews Band, Pixies, Incubus e Linkin Park anteriormente, confirma mais quatro nomes internacionais para o festival e divulga as primeiras informações sobre os ingressos e a classificação etária do festival.

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Novas atrações
Após algumas informações circularem por sites e blogs – incluíndo o site oficial de uma das atrações -, o SWU confirmou as presenças de Kings Of Leon e Sublime With Rome. As duas bandas se apresentam no dia 10 de outubro, sendo o Kings Of Leon o headline da segunda noite do festival.

O Kings Of Leon é formado pelos irmãos Caleb Followill (vocal/guitarra), Jared Followill (baixo), Matthew Followill (guitarrra) e o baterista e primo deles, Nathan Followill. Requisitados nos principais festivais mundo afora, a banda vem ao país com a turnê referente ao seu último álbum, Only by the Night.

Já o Sublime With Rome é o resultado da reunião dos antigos integrantes do Sublime, Bud Gaugh (bateria) e Eric Wilson (baixo), com o vocalista Rome Ramirez, de 22 anos. A banda, que ficou mundialmente conhecida graças ao hit “Santeria”, ficou afastada dos palcos por treze anos, desde o vocalista original, Bradley Nowell, morreu por consequência de uma overdose.

O festival também ganhou nomes na Tenda Eletrônica. O primeiro deles é o do iraniano Sharam Tayebi ou simplesmente Sharam. O segundo é o de Erol Alkan. Os dois se apresentam no SWU nos dias 10 e 11 de outubro, respectivamente.

Sharam traz ao Brasil o seu amplamente elogiado trabalho solo, após representar 50% do Deep Dish, quando trabalhava ao lado de Ali “Dubfire” Shirazinia. Erol Alkan é residente da Trash, uma das mais badaladas casas noturnas de Londres e é responsável por remixes de músicas do Franz Ferdinand e Peter, Bjorn and John, entre outros.

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Ingressos
Os ingressos estarão disponíveis para venda a partir do dia 13 de julho, através de 60 postos de venda espalhados em nove estados do Brasil e o Distrito Federal. Quem preferir ou não tiver um ponto de venda próximo, pode adquirir o seu ingresso através do site do Ingresso Rápido.

Os valores serão divulgados, a princípio, até o dia 09 de julho, através do site do festival, onde você pode conferir a lista com todos os postos de venda. Haverá venda de ingressos de meia-entrada, mas será obrigatória a apresentação do documento no momento da compra e da entrada do evento. Aqueles que não apresentarem o documento na entrada do evento serão encaminhados para a bilheteria, com a entrada ficando condicionada ao pagamento da diferença do valor do ingresso.

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Classificação
A classificação etária definida pelo festival é de 18 anos.

(Re)Descobrindo Sons: Movimentações de fevereiro

(Re)Descobrindo Sons: Movimentações de fevereiro

Por: 2T Dias

Fevereiro foi bem mais proveitoso que janeiro, sem dúvidas. Além da boa música, foi o mês do carnaval (quem foi que venceu esse ano?); foi o mês em que o Cordel do Fogo Encantado anunciou o fim da banda; foi o mês do maior clássico do futebol nacional; da greve dos rodoviários em Belo Horizonte (quem aí faltou serviço usando a desculpa de falta de onibus?); do boom do Chatroulette; e claro, de muita chuva. Agora faltam apenas 10 meses para entrarmos na reta final da vida como conheciamos no planeta. Sou um daqueles malucos que admitem que não existirá vida após 2012 e que precisamos fazer tudo que queremos agora. Nesse minuto. De preferência se você for mulher e resolver conectar-se ao (sinistro) mundo do Chatroulette durante as madrugadas. Um topless gratuito nunca fez mal a ninguém, vai… Mas não vamos criar e incentivar o pânico, afinal é justamente por isso que governo nenhum revela o que realmente se passa no nosso planetazinho querido. Ou você vai acreditar que está tudo bem de verdade? Aposto que você não está nem aí e que se pudesse, teria escolhido a pílula azul e aderido à campanha “A ignorância é uma benção”. Ainda bem que o tema aqui é a música, certo?

Depois da coluna anterior, a primeira, (que ainda não foi oficializada como parte constante do excelente Audiograma, diga-se de passagem) descobri que cometi o equívoco de não me apresentar corretamente. Meu nome é Tullio e depois de muito tempo vivendo debaixo de uma ponte cantando covers de músicas do Tiririca e vendendo churrasquinho de cachorro (de gato é sacanagem), acabei conhecendo a Adriana. Fiquei encantado com o charme e educação (excelente filme) da garota e resolvi seguir-la. Acabei descobrindo que tinha uma vaga de redator no Portal Music Life e depois de passar por um rigoroso teste do senhor John, consegui uma vaga. Mas desde que eu me mantivesse longe das barraquinhas de churrasquinho duvidosos. Cumprida a condição, fui conseguindo espaço e hoje estou aqui. Sóbrio, livre da raiva e há mais de cinco anos sem colocar um pedaço canino na boca. Razão de orgulho da família. Porém tive a infelicidade de ser obrigado a procurar um outro trabalho (ou como diz o meu pai: “um emprego de verdade é aquele que paga as suas contas”. Sendo assim, sou obrigado a reconhecer que continuo desempregado…) e fui contratado para vender cd’s e livros numa conceituada loja da capital mineira. Lá eu divido os serviços com dois sujeitos engraçados e que provavelmente, teriam mais sucesso na televisão que no shopping. Um deles atende pelo codinome Nick “e Eu” e é um imitador nato. Já o aconselhei a gravar um vídeo com suas imitações e publicar no youtube, mas o cara não acreditou em mim (ainda). Com ele aprendi os segredos da loja e os procedimentos com os clientes. Já o outro rapaz, mais conhecido como Lumumba, me ensinou a ser mais ácido com as pessoas. E se tem uma coisa que eu gosto na química (além do fato de estar na tabela períodica) é o tal do H2S04. Isso faz uma diferença danada e acaba resultando em muitos risos e piadas extras. Foi justamente o Lumumba que reclamou da ausência dos co-workers (sempre quis usar essa palavra) na primeira coluna. Corrigido o erro agora, já que eles também escutam a mesma coisa que eu, o dia inteiro, seis dias por semana, nada mais justo que uma menção honrosa aos guerreiros do departamento de áudio (palavras do chefe). Só que, tenho certeza, você não quer mais saber da minha biografia. E muito menos quer ouvir que o meu monitor desliga a intervalos de cinco minutos… Quem é que falou que a vida de blogueiro é fácil mesmo?

Acabei comprando mais do que devia e boto a culpa na Saraiva. Como é que posso resistir a discos sendo vendidos a R$15? Impossível. Assim que bati os olhos no Light Grenades, último album de estúdio do Incubus, não tive dúvidas de que levaria para casa. E assim começou o meu mês, ouvindo as faixas “Anna Molly”, “Dig” e “A Kiss To Send Us Off” e tentando encontrar razões para as inúmeras críticas que o album teve na época do lançamento. Parece que não ouviram o mesmo disco que eu. Se você desconhece a banda, o disco, ou ambas as coisas, não perca mais tempo. O Incubus continua sendo uma das melhores bandas em atividade (os caras estão dando uma pausa, mas devem voltar ao longo do ano) na música rock atualmente e mesmo que não consigam repetir o sucesso de albuns como Morning View e Make Yourself, estarão sempre acima da média. Outro disco que estava custando míseros r$15, foi o EXCELENTE Sam’s Town do The Killers. Adivinhem só se não levei para casa?


Vídeo amador de “A Kiss to Send Us off”, que é uma das minhas faixas favoritas do album.

Tentei escrever a coluna ouvindo o disco do Gogol Bordello, mas fui obrigado a trocar pelo album Who Cares a Lot? do Faith no More. Apesar de ser bem mais pesado, ele não é tão agitado e perturbador. Já tentou fazer alguma coisa ouvindo o punk cigano de Eugene Hutz e companhia? Recentemente o album apareceu aqui no Audiograma na coluna de Playlist e o que o John esqueceu de dizer é que não existe mais graça ir em uma festa e não ficar travadão de vodka enquanto “Wonderlust King” e “American Wedding” fazem a trilha sonora da comemoração etílica. É o tipo de banda impossível de descrever e ouvir sóbrio. Aliás, podemos acusar o Gogol Bordello de incentivar o consumo abusivo de bebidas. É praticamente pré-requisito para ouvir as músicas, do contrário, não tem a mesma graça. Já a coletânea do Faith no More embalou as minhas noites de aventuras no chatroulette (talvez seja por isso que não tive muito sucesso). Para quem ainda não conhece, o site é a mais nova coqueluce virtual. Basta ter uma webcam e se preparar para momentos surreais: no momento em que você acessa o site, a sua camera já é acionada e então surge uma pessoa de qualquer parte do mundo para ter uma conversa por vídeo com você. O problema é que, além da maioria do público ser formado de homens, existem MUITOS pervertidos que ficam descascando a banana para quem quiser olhar. Apesar disso, você pode ter a sorte de conhecer pessoas legais, músicos, comediantes e claro, mulheres pagando peitinho. Não sei quanto a você, mas vale a pena correr o risco de ver vários pintos se houver uma recompensa no final da noite. Ainda mais para aqueles que conseguem apertar o f9 rapidamente…

Finalmente pude ouvir o tão aguardado segundo album do Vampire Weekend. Quem leu a coluna anterior, deve se lembrar da minha intenção de resenhar o disco e publicar no Rock in Press (que é o outro site que participo. ativamente). Pois bem. Qual foi a surpresa do dia quando abri o site e descobri que um novato na equipe já havia feito o meu trabalho (bem feito, diga-se de passagem)? Primeiro eu fiquei bem puto. O que posso fazer? Sou temperamental e é fácil me tirar do sério. Sorte do Jairo é que eu não tenho o telefone dele… Mas por fim, acabei refletindo e percebendo a importância das pequenas coisas. Durante dois meses adiei para escrever a (droga) da resenha e alguém acabou fazendo no meu lugar. Uma lição importante foi aprendida: DE VERDADE, não deixem tudo para depois.(e eu sigo ignorando o aviso, já que não resenhei nem o Transference do Spoon. ATÉ HOJE)  Às vezes pode não existir um “depois”. De qualquer forma, o Contra é um disco dançante e que funciona tão bem quanto o debut da banda. James Cameron não deve ter ouvido o disco, pois do contrário iria incluir “Horchata” na trilha sonora de Avatar. Não consegui ouvir a música sem lembrar do filme… O album ainda conta com a super empolgante “Cousins”. Ótima pedida para os fãs de canções que não precisam ser tão boiolas para fazer todo mundo dançar.

Aproveitando os shows internacionais de março, não tive dúvidas e levei para casa o Tonight do Franz Ferdinand. Como havia falado aqui, foi um dos melhores lançamentos de 2009 e é o meu disco favorito da banda. Quando alguém me explicar como resistir ao charme de faixas como “Ulysses”, “Turn it On” , “No You Girls”, “Bite Hard”, “Can’t Stop Feeling” e todas as outras sete faixas? Se você estiver desanimado para encarar a balada, basta ouvir o disco. Alex Kapranos e companhia conseguiram criar um efeito mágico sensacional e logo nas primeiras notas de “Ulysses”, todo o desânimo dá lugar para uma euforia sem controle. Só cuidado para não ter uma noite selvagem demais e acabar bancando o Fenômeno e o episódio dos travestis… O mesmo pode ser dito do cd  Music for Men do Gossip. A primeira faixa é a trilha sonora perfeita para um strip indie. E acreditem: tenho conhecimento de causa para expor minha opinião assim. Tirem suas próprias conclusões depois de ouvir a música e colocar suas respectivas “dirty minds” para pensar:


Sim, a Beth Ditto me excita.

Tentei repetir a estratégia usada com o album do Snow Patrol no mês passado com os discos do Weezer e do Franz Ferdinand. Infelizmente não tive sucesso. O tiro saiu pela culatra e ainda chamaram a minha atenção pela grande quantidade de discos aberta e em uso na loja. Mas quando comecei a desconfiar que minha carreira de DJ profissional da loja estava chegando ao fim, eis que dou o golpe de misericórdia com o sensual disco Only By The Night do Kings of Leon (Lion e não “laion”). Aproveitei que o dvd havia acabado de ser lançado e alavanquei várias vendas. Nada mal para um cliente consumista disfarçado de vendedor. E o sucesso se repetiu com as vendas do Greatest Hits do Guns n’ Roses, mas seria pedir demais esperar menos que isso de uma banda grande que se apresenta na cidade no próximo dia 10. Por mais caídos que eles estejam, ainda sustentam a marca Guns n’ Roses no nome. Felizmente ou não.

No mais, creio que o mês não ofereceu muitas coisas além do que já foi mencionado. Poderia dizer que a derrota do Atlético para o Cruzeiro no clássico interferiu diretamente na compra de alguns produtos (o disco do Gogol Bordello, para acompanhar a ressaca moral) e o Our Love to Admire para passar a fossa do fim de um relacionamento. Eu sei que a melhor opção seria um album do Radiohead, mas em março pretendo comprar o Bloco do Eu Sozinho e então desenvolver a minha teoria de que o Los Hermanos é a banda favorita dos cornos do Brasil inteiro. Por esta razão que nunca irei ignorar as minhas raízes e negar o meu passado como cover do Tiririca e suas fortes canções como “Ele é Corno, mas é Meu Amigo” e outras mais. Olho sempre para o presente, mas sem desviar o olho vesgo do passado. E assim seguimos em frente. (devo salientar que não terminei o relacionamento em razão de ser corno, pois, como discípulo dos mestres Odair José, Reginaldo Rossi, Marcelo Camelo e Tiririca, tenho o dever cívico de expor o meu grau de corno. Porém não foi dessa vez. Eu acho.)

E em março o ano começa com apresentações de Axl Rose e Guns N’ Roses cover no Mineirinho; The Gossip na Roxxy; e Franz Ferdinand no Rio de Janeiro. Mas antes teremos a apresentação dos goianos do Black Drawing Chalks da 12º edição da Flaming Night em Belo Horizonte. É nessas horas que eu começo a me perguntar POR QUE não economizo e paro de gastar dinheiro comprando discos para escrever uma coluna (há) para o Audiograma. Até o próximo mês!

Me despeço ao som de “Easy” do Faith no More e com as recordações da apresentação brutal em Belo Horizonte no último dia oito de novembro de 2009. Inesquecível.


Só mesmo os desprovidos de sensibilidade não conseguem enxergar a beleza dessa música.

Pera aí que tem mais um pouquinho de “Porra, caralho!”

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Audições:
- The Resistance @ Muse
- Music For Men @ Gossip
- Sam`s Town @ The Killers
- Colour me Free @ Joss Stone
- Only By the Night @ Kings of Leon
- The Fame Monster @ Lady Gaga
- Up To Now @ Snow Patrol
- Them Crooked Vultures @ Them Crooked Vultures
- Thriller @ Michael Jackson
- Tonight: Franz Ferdinand @ Franz Ferdinand
- Contra @ Vampire Weekend
- Our Love to Admire @ Interpol
- Who Cares a Lot? @ Faith No More
- Greatest Hits @ Guns N` Roses
- Light Grenades @ Incubus

Comprados:
- Them Crooked Vultures @ Them Crooked Vultures
- Light Grenades @ Incubus
- Super Taranta @ Gogol Bordello
- Sam`s Town @ The Killers
- Who Cares a Lot? @ Faith No More
- Our Love to Admire @ Interpol
- Tonight: Franz Ferdinand @ Franz Ferdinand
- Live at 02 Arena @ Kings of Leon

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A administração informa: Depois dos inúmeros pedidos recebidos (na verdade, só os feitos pelo próprio autor), 2T Dias foi premiado com uma coluna própria neste espaço.