Saiba tudo sobre o Lollapalooza Brasil 2013
A espera acabou. Na manhã desta segunda-feira (01), a organização do Lollapalooza Brasil anunciou todos os detalhes de sua próxima edição.
Em coletiva de imprensa, a GEO Eventos revelou tudo o que está por trás da segunda edição do Lollapalooza em terras brasileiras. O evento, que acontece entre os dias 29 e 31 de março no Jockey Club em São Paulo, confirmou em seu lineup alguns dos nomes especulados nos últimos meses. Pearl Jam, The Black Keys, The Killers, Queens Of The Stone Age e Franz Ferdinand são alguns dos mais de 60 nomes que estarão presentes nos três dias de festival.
Além deles, o lineup conta também com Planet Hemp, Deadmau5, A Perfect Circle, The Hives, Cake, Kaiser Chiefs, Two Door Cinema Club, Criolo, Agridoce, Hot Chip, Holger, The Flaming Lips, Copacabana Club e Boss In Drama, entre outros. Nomes como o Keane e Bad Brains, que estarão presentes na edição chilena do festival, não se apresentarão no Brasil. Em compensação, a edição brasileira tem o The Killers, Cake e The Flaming Lips como atrações exclusivas.
A partir de 0:01h desta terça (02) terá início a pré-venda exclusiva para os cadastrados no site do Lollapalooza Brasil. Durante a pré-venda, os cadastrados poderão adquirir apenas o LollaPass, que dará acesso aos três dias do festival, e custará R$ 450 (meia) e R$ 900 (inteira), podendo chegar a R$ 1.080 com os valores referentes a taxa de conveniência. Cada pessoa cadastrada receberá uma senha por e-mail e, com ela, terá direito a comprar dois LollaPass pelo valor de inteira ou um LollaPass pelo valor de meia-entrada. A compra será feita através do Showcard.
A partir de 16 de outubro, não haverá mais a venda de meia-entrada para LollaPass e terá início a venda de ingressos para cada dia do festival, com direito a meia. Antes, no dia 15, será divulgado o valor dos ingressos individuais e a divisão das bandas nos três dias de evento, mas já se sabe que o Pearl Jam encerrará o festival na última noite, conforme informa o seu site oficial.
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Veja o vídeo oficial com o Lineup do Lollapalooza 2013:
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Acompanhe o Lollapalooza Brasil em suas redes oficiais:
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Veja o cartaz com o lineup:
Back2Black chega a Londres mostrando sua diversidade
Um festival que apresenta raízes africanas, a música brasileira e os sons pelo mundo. Isso é o que pretende o festival Back2Black, que parte do Rio de Janeiro e desembarca em Londres, como parte do London Festival 2012.
Trazendo elementos como funk, reggae, dub, hip hop, samba e blues, o festival promete sacudir Londres. O line up diversificado traz mais de 20 artistas mesclados entre brasileiros, internacionais e do Reino Unido, tendo como o grande anfitrião Gilberto Gil. Este encontro da música acontecerá no Mercado de Old Billingsgate em East London, que será transformado para a ocasião pela artista visual brasileira e diretora Bia Lessa.
O festival incluirá palestras, debates, exposições, exibições e workshops de percussão, envolvendo jovens músicos de East London e da Escola Pracatum de Salvador.
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Veja abaixo a programação – ainda em aberto – do festival:
Criolo @ Belo Horizonte – 23/03/2012
Criolo passou por BH e apresentou o show que divulga seu cd “Nó na orelha”. A apresentação aconteceu no Music Hall na última sexta-feira, 23.
O rapper subiu ao palco com meia hora de atraso, a apresentação estava marcada para a meia noite, e já foi agitando a plateia com a música Mariô. O público por sua vez mostrou logo de cara que estava pronto pra se divertir e a partir daí o clima era de total empolgação e sintonia com Criolo que respondia à plateia com muita atitude no palco e boas músicas como “Subirusdoistiozin” e “Sucrilhos”.
Em determinado momento do show, Criolo cantou a versão que compôs pra “Cálice” de Chico Buarque que foi seguida do hit “Não existe amor em SP” e deu um descanso temporário para a plateia.
Outro momento que também marcou a noite ficou por conta da música Grajauex em que o incansável publico não parava de pular e praticamente berrava cada verso da letra.
O show de Nó na orelha superou várias expectativas, dentre elas, pelo bom repertório, não muito comum em um show de rap, pela lotação da casa e especialmente pela plateia, diversificada e surpreendentemente um tanto elitizada, que não economizou na energia e sem dúvidas foi um show à parte.
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Setlist
Mariô
Sucrilhos
Subirusdoistiozin
Samba Sambei
Freguês da meia noite
Cálice
Não existe amor em SP
Lion Man
Grajauex
Linha de frente
Bogotá
Bis
Demorô
Cerol
Vasilhame
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Fotos: Polly Rodrigues
(Re)Descobrindo Sons: E o fevereiro?
Algumas pessoas costumam apreciar o mês de fevereiro e tudo que ele representa, tipo o fim das férias e a época em que os bebês são fabricados como as gotas de cerveja que caem dos céus no carnaval. Creio que nunca apreciei o carnaval como parte dos brasileiros costuma fazer. É uma grande tijolada no saco assistir todas aquelas meninas pagando de loucas e depois dando a desculpa que “no carnaval é tudo liberado”. Gente mentirosa e hipócrita me dá preguiça. Sem falar no quanto as músicas são ruins e a quantidade de mamute pelado que fica se exibindo e querendo confusão.
Enquanto muitos se esbaldavam com bebidas, músicas ruins, putaria e possíveis encomendas da cegonha, fiquei curtindo o que havia de melhor para aproveitar do carnaval. Ironicamente, um ou outro item está incluso nesta lista (não se trata de encomendas, diga-se de passagem).
Para quem acompanhou a coluna do mês passado, sabe que eu estava ansioso para assistir ao show do Criolo no Circo Voador, no Rio. O cantor se apresentaria na noite do dia 4, uma noite depois de um show incrível do norte-americano Mayer Hawthorne (foto). Aliás, não posso deixar de comentar sobre a performance do jovem e simpático cantor, que fez um show animado e que divertiu até mesmo quem mal conhecia o seu trabalho.
A banda tinha coreografia para algumas canções e houve um momento em que Hawthorne começou a posar para fotografias, de uma forma completamente debochada, e pediu encarecidamente para as pessoas se preocuparem mais com o show do que com a droga da máquina ou do celular. Apaixonante. O efeito da apresentação me deixou tão entorpecido (embora eu possa dizer que o ar do Circo também tenha ajudado um pouco nessa questão) que esqueci de comprar meu ingresso para o show do Criolo.
Minha amiga Julia disse que não haveria problema algum e que a gente compraria tranquilamente no dia seguinte, mas bem, não foi bem assim. Depois de uma longa viagem da Lapa para Niterói, com direito a “Confortably Numb”, do Pink Floyd, e um grupo de amigos bêbados e totalmente desorientados (um deles deitou no meu colo, ligou a luz do celular e olhou encantado para a minha tatuagem do braço, começou a cantar músicas do grupo Revelação e conseguiu arrancar gargalhadas estridentes de todo mundo do ônibus. Coisas que só acontecem no Rio) fazendo piada com tudo, chegamos em casa e descobrimos que os ingressos estavam esgotados. Sim. Um show no Circo Voador com ingressos esgotados. Haviam mais de 3000 pessoas dentro do Circo naquela noite e eu só não vou dizer que as invejo completamente, pois não sei se gostaria de ter compartilhado o suor do local.
O Cícero continuou fazendo a alegria das minhas manhãs cansativas entre a minha casa até o meu serviço, mas também passei a dividir a atenção do iPod com alguns livros, dentre eles uma segunda leitura do “clássico” Alta Fidelidade, de Nick Hornby. Além de ser uma obra que encaixaria perfeitamente como uma biografia da minha própria vida, o livro é recheado com belas dicas de canções espetaculares. Vale a pena assistir e ler.
Por conta da releitura, acabei ouvindo discos de Aretha Franklin, Al Green e Otis Redding, três grandes ícones da black music que eu nunca tinha dado o devido valor. Todo mundo conhece a Aretha Franklin, mas eu admito que nunca havia ouvido mais que cinco canções dela. Lamento isso quase o mesmo tanto que lamento meus últimos anos de vida.
Al Green foi uma feliz descoberta, “Tired of Being Alone” é o tipo de canção que teria mudado a minha vida se eu tivesse ouvido no momento certo. (Miles Davis certamente ganhou um concorrente na hora de usar a artilharia pesada.) Existem outras músicas safadas, como “Look What You Done For Me”, é o tipo de música tranquila e que faz o caminho do ônibus passar rapidamente e sem nos deixar perder o bom humor.
Já Otis Redding era um velho conhecido por conta de “(Sittin ‘On) The Dock of the Bay”, um velho clássico e que pode ter sido uma das primeiras músicas a usarem um solo de assobio, mas no ano passado ganhou destaque por sua música “Try a Little Tenderness” ter sido remixada por Kanye West e Jay-Z. Gosto do resultado das duas e estou mega curioso para ouvir uma terceira versão: Florence and the Machine irá incluir a música na gravação de seu disco acústico. Imperdível desde já.
Depois de comprar os ingressos para o show do Bob Dylan (sério, BH?), foi inevitável deixar de ouvir “Like a Rolling Stone” ou “Things Have Changed” em um loop infinito. Teria feito isso mais vezes se não fosse o excelente trabalho de Leonard Cohen e o disco Old Ideas. O efeito da voz de Cohen é uma coisa difícil de descrever. Ele soa como um pastor da putaria, que se insinua e provoca os ouvintes para cair no mar de perdição e simplesmente se desligar na atmosfera envolvente do disco.
Pode ser um reflexo da minha idade, mas em tempos onde é cada vez mais difícil um artista novo conquistar a minha atenção por muito tempo, Cohen fez uma oração sonora que precisa ser ouvida todos os dias e sem a menor moderação, pois nunca é demais encontrar a paz com o velho senhor e poeta, que também lançou um livro. “Going Home”, faixa de abertura, é recheada por um belo coral feminino e um arranjo simples, mas que nos deixa babando. “I love to speak with Leonard / He`s a sportman and a shepherd / He`s a lazy bastard living in a suit”. E eu te pergunto, caro (a) leitor (a): como resistir ao charme safado do coroa? Fácil na minha lista de favoritos do ano. (Já).
Meu cartão de crédito (quase) respirou aliviado em fevereiro. Se não fosse pela companhia da Julia no feriado do carnaval, eu teria passado livre das compras compulsivas, mas (não sei como) conseguimos tempo para visitar o BH Shopping e aquele paraíso da perdição no quarto piso: a livraria Fnac. Juro que não tinha intenção de comprar mais que um livro sobre o cineasta Martin Scorsese e o DVD do filme (500) Dias Com Ela, mas aí a Julia me mostrou o disco El Camino, do Black Keys.
Promessa é dívida e eu tenho uma coisa de comprar alguns discos e tive um lapso. Não tem como se arrepender, para ser sincero. Dias depois fui participar da gravação do Podcast do Microfonia (vocês podem ouvir aqui, foi um programa sobre cantores que se aventuraram no cinema. O resultado ficou hilário) e conversei com a galera da banda mineira The Hells Kitchen Project. Fui seduzido com uma cópia do disco recém lançado e conversei com o baterista Leo Braca sobre o Black Keys. Ele me indicou o disco Brothers e bem, eu tenho uma nova banda preferida desde então.
Fevereiro, mais do que o mês do fim das férias, ou do mês em que o ano começa de verdade, é mais conhecido como o mês da maior premiação do cinema. O Oscar 2012, como nos anos anteriores, foi um saco e completamente entediante. Claro que gostei de ver um filme mudo vencendo a categoria principal, mas como um cinéfilo que ainda não conseguiu ignorar os gostos e ideias do coração, fui frustrado por meus filmes favoritos terem sido completamente ignorados da cerimônia. A vida não é justa, mas pelo menos o George Clooney não levou o prêmio de Melhor Ator por Os Descendentes, que é um filme bem fraco.
Creio que o público das páginas laranjas vá se interessar bastante por uma produção chamada Drive, estrelada pelo galã da vez Ryan Gosling. A trilha sonora (que nem chegou a ser indicada) é incrível e tem a assinatura de ninguém menos que Cliff Martinez, ex-baterista da banda Red Hot Chili Peppers. Além do material que o musico criou, existem faixas marcantes que se transformaram parte do longa-metragem, criando uma relação em que um não viveria sem o outro. Por maior que seja meu amor por Trent Reznor (igualmente rejeitado pela Academia, mas que fez um esplendoroso trabalho para seu amigo David Fincher em Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres), se o Oscar não tivesse parado nas mãos do gênio responsável por O Artista, ele deveria ter sido entregue para Martinez.
Mas prefiro não misturar música com cinema por algum tempo, pois desde que comentei publicamente no Podcast do Cinema em Cena sobre eu preferir Molejo aos Beatles, passei a receber ameaças demais e precisarei sumir até a ira dos beatlemaníacos cessar (ou alguém ensina-los o que é ironia).
Espero que tenham tido um mês musical inspirado, pois ainda acho que estou engatinhando na hora de selecionar o material que irei escutar e comentar aqui. Claro que tenho a desculpa e posso afirmar que 2012 só começa agora, mas ainda assim é muito pouco.
A expectativa para o show do Foo Fighters começou a ficar insuportável, com direito a arrepios só de imaginar a apresentação, insônia, tremedeiras e crises de mau humor. Espero que consiga lidar melhor com isso até o dia 7 de abril, mas até lá, quero que meus fieis leitores cuidem dos seus ouvidos e que me visitem novamente no mês que vem.
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Discos Comprados:
Showbiz @Muse (presente)
Origin of Symmetry @Muse (presente)
El Camino @Black Keys
A Hell of a Day @The Hells Kitchen Project (presente)
Discos Ouvidos:
Showbiz @Muse
Origin of Symmetry @Muse
El Camino @Black Keys
Brothers @Black Keys
A Hell of a Day @The Hells Kitchen Project
Old Ideas @Leonard Cohen
Whatever`s On Your Mind @Gomez
The Colour and The Shape @Foo Fighters
Wasting Light @Foo Fighters
The Very Best of Al Green @Al Green
The Very Best of Aretha Franklin @Aretha Franklin
Suck it and see @Arctic Monkeys
Sea Change @Beck
Lira @Lira
How do You Do @Mayer Hawthorne
The Very Best of Otis Redding @Otis Redding
The Very Best of Rolling Stones @Rolling Stones
Shapeshifting @Young Galaxy
O Pensamento é Um Imã @Vivendo do Ócio
Promoção: Criolo em Belo Horizonte
Dono de um dos álbuns mais comentados de 2011, Criolo vem apresentando o repertório de Nó na Orelha por diversas partes do Brasil.
Com 10 faixas autorais, o álbum logo caiu nas graças da mídia especializada e deu a Criolo alguns prêmios importantes como o de melhor álbum e melhor música (“Não Existe Amor em SP”) em ranking da Rolling Stone Brasil ou os prêmios de artista revelação, melhor música (“Não Existe Amor em SP”) e disco do ano no VMB 2011.
E os prêmios não se resumem apenas ao álbum. No palco, Criolo vem conquistando o público pelas cidades que passa e a apresentação foi eleita pelo Prêmio Bravo! como o melhor show de 2011. Esse prêmio se deve, claro ao músico, mas também ao time de peso que o acompanha na turnê formado pelos produtores Daniel Ganjaman (teclados) e Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico), Curumim (bateria), Guilherme Held (guitarra), Maurício Alves (percussão), Thiago França (sax tenor e flauta), Hugo Hori (sax barítono), Gustavo Souza (trompete) e DJ Dan Dan (voz).
Motivos não faltam para ver um show do Criolo e, se você é de Belo Horizonte (ou proximidades), sua chance está bem próxima de se tornar real por dois motivos. A primeira é que no próximo dia 23 de março, Criolo estará na cidade para uma apresentação no Music Hall. A segunda é que, se você ainda não garantiu seu ingresso, o Audiograma vai te dar uma força e colocar um par de ingressos à disposição dos amados leitores deste site.
Para concorrer, o esquema é aquele já conhecido por todos. Você vai até a nossa página no Facebook e clicar em curtir. Fez isso ou então já curte a página? Então é só ir até a opção promoções, abrir a promoção e clicar em concorrer.
É tão fácil que você não pode ficar de fora dessa. Até porque, motivos não faltam para você conferir de perto esse show, certo? O sorteio acontece na quarta-feira, dia 21 de março.

Serviço – Criolo
Data: Sexta, 23 de março 2012
Local: Music Hall (Av. do Contorno, 3239 – Santa Efigênia)
Abertura: 22 horas (Dj Roger Dee e Julgamento)
Criolo: 24 horas
Classificação: 18 anos
Ingressos: R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 60,00 (inteira)
Pontos de Venda
Sweet Dream: Minas Shopping, 1º piso. Loja 629
Saravá: Rua Fernandes Tourinho, 35. Loja 107 – Savassi
Detono Graffiti: Av. Amazonas, 471. Galeria Praça 7 – Centro
Chilli Beans: Shopping Cidade (loja), Pátio Savassi e Diamond Mall.
Informações: 8690.4977 e 9344.4572
Realização: Duma Entretenimento
Regras e informações gerais da promoção:
1) Para levar o prêmio, você deve curtir e se cadastrar na aba promoções em nossa página no Facebook. Caso o sorteado não cumpra o requisito, ele estará automaticamente eliminado e um novo sorteio será realizado.
2) O vencedor da promoção será informado através do seu perfil no Facebook e será mencionado em nossa página e em demais canais do Audiogama. Aguardaremos o contato do ganhador com a equipe do Audiograma via mensagem em nossa página no Facebook para informar como será o procedimento para o evento.
3) O sorteio ocorrerá através do sorteie.me, por isso é importante seguir o procedimento corretamente já que ele é a garantia de que você está concorrendo.
4) O sorteado leva um par de ingressos para conferir o show do Criolo no dia 23 de março, no Music Hall. O Audiograma não se responsabiliza por gastos com locomoção entre a residência do ganhador até o local do show ou por gastos dentro do Music Hall.
5) O ganhador e o acompanhante deverão ter, no mínimo, 18 anos.
6) Promoção válida somente para residentes em Belo Horizonte e região metropolitana.
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Promoção finalizada!
Ganhador: Rafael Vital
Link do sorteio: http://sorteie.me/fb/bgI
Parabéns ao ganhador!
(Re) Descobrindo Sons: Janeiro
Quais foram as músicas que vocês ouviram logo na entrada de 2012? Passei minha virada muito bem acompanhado e dividindo minha atenção entre as doses de absinto, as garrafas de Heineken, a televisão passando Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o Queens of the Stone Age quebrando o pau no som. Faziam anos desde a última vez que escutei um disco em um aparelho de som decente. A experiência foi sensacional. Geralmente sou meio apegado a certos detalhes e certamente, ter ouvido as minhas bandas favoritas durante a transição de um ano para o outro foi bem interessante. Gostei do momento de conciliar as melhores coisas da vida em uma única noite.
E quando você descobre que está no meio de colecionadores de todos os tipos? Se em 2010, quando eu iniciei a minha participação nas páginas laranjas do Audiograma, eu pensava que era um louco de gastar todo o meu salário com discos das bandas que eu mais gostava, hoje, dois anos depois, descubro que aquela compulsão era menos da metade do que posso observar no comportamento de outras pessoas tão próximas. Embora o papo aqui seja música, devo dizer que o Heitor Valadão, meu companheiro de redação no Cinema em Cena, possui uma coleção de Blu-rays com mais de 3000 títulos, incluindo aquelas edições raras e limitadas que os estúdios lançaram para agradar os fãs. O Renato Silveira, editor-chefe da página, é outro que tem uma coleção enorme. Pensava que não conhecia ninguém que tivesse uma paixão semelhante, mas que fosse voltada para a música. Ledo engano. Minha querida amiga Julia Goulart conseguiu encontrar a maioria dos lançamentos da banda Muse. Ela tem LPs, singles, caixas, livros, edições especiais dos discos de estúdio, enfim, ela tem (quase) tudo. Fiquei muito surpreso quando descobri – não que eu já não soubesse o quanto ela era doente com a banda, afinal ela foi em nada mais que nove shows da banda. Confesso que senti um alívio quando vi que o vício dela não se limitava à banda liderada por Matthew Bellamy. Haviam outros discos e edições especiais de outras bandas, como o The Suburbs, do Arcade Fire, em versão com as duas músicas extras e mais o curta-metragem dirigido por Spike Jonze. (vídeo MUITO interessante, por sinal)
Falei isso tudo sobre as coleções alheias para dizer que eu não sou compulsivo e que, embora tenha edições especiais de alguns filmes, os discos mais raros da minha coleção são as edições importadas de So Real, de Jeff Buckley (uma coletânea e os leitores mais antigos sabem como me sinto à respeito dessas edições); Mer de Noms, de A Perfect Circle; e a tríade sagrada de Bob Dylan: Highway 61 Revisited, Bringing It All Back Home e The Freewheelin` Bob Dylan. E partindo para outros campos, a coisa mais rara e “espetacular” que está no meu armário é a edição de capa dura e numerada com os três volumes de O Senhor dos Anéis. Ou seja, sou um fraco. Acho que preciso endoidar um pouco nas minhas ideias e sair comprando coisas obscuras e montar uma coleção bizarra.
Em janeiro economizei um pouco nas compras de discos. Ok. Eu ando fazendo isso há tempos, mas prometo não ficar com menos de 12 novos títulos na coleção. Em compensação, finalmente, adquiri a minha cópia de Quando os Gigantes Caminhavam, de Mick Wall. Por enquanto estou finalizando a leitura de Não Me Abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro, mas sei que não irá demorar muito para começar a devorar a biografia do Led Zeppelin. Esperei tempo demais para finalmente ter coragem de comprar o livro e na primeira oportunidade, não consegui deixar passar. Também resolvi retomar os velhos hábitos de frequentar shows de rock. Durante um final de semana inteiro, viajei de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro e fui conhecer o famoso Teatro Odisseia, na Lapa, também conhecido como o paraíso das pessoas bizarras e lindas da cidade maravilhosa.
Seria um crime ignorar que foi graças à discotecagem de Tomás Tróia, da banda R.Sigma, que conheci uma das músicas mais surreais da MPB brasileira. Conheci o trabalho do Kassin através do Los Hermanos e da Orquestra Imperial, em meados de 2005. Sabia que ele havia lançado um disco muito elogiado em 2011, mas não fazia a menor ideia do teor das letras e das canções, logo quando ouvi as primeiras notas de “Calça de Ginástica” pensei que se tratava de uma nova canção do Cansei de Ser Sexy ou alguma banda de funk inteligente. Tentei me esforçar para lembrar outra música que tivesse versos tão bizarros, mas foi tudo em vão. Dificilmente alguém irá superar “quero transar com você no banheiro de paraplégicos usando calça de ginástica” e a situação fica ainda mais engraçada para quem sabe uma das versões da “origem” da música: parece que o Kassin era vizinho de um político e sempre o via saindo de casa usando uma calça de ginástica. Até que passou a ter sonhos eróticos com o tal político.
A minha amiga Julia (aquela mesmo que coleciona qualquer coisa do Muse, incluindo o balão usado durante “Plug in Baby” na turnê passada) insistia para que eu ouvisse o disco de um tal de Cícero (foto). Minha primeira impressão com o nome era horrível. Um babaca com o mesmo nome havia dado em cima de uma ex-namorada (aquela que me atormentava em 2010) e já que sou meio “mimado”, acabei tomando raiva do nome. De qualquer maneira, disse que ouviria quando chegasse a hora. Muito me surpreendia saber que a Julia, completamente off do cenário alternativo nacional, insistia para eu conhecer um cara com pegada MPB, Bossa-nova e Los Hermanos. Aquilo tudo deveria ser o suficiente para que eu baixasse o excelente Canções de Apartamento e descobrisse o que é que o Cícero tinha, mas ao invés de partir para o download, esperei por uma apresentação ao vivo.
Da mesma maneira que aconteceu em 2007, quando conheci o Móveis Coloniais de Acaju em uma apresentação incendiária no Circo Voador, observar aquele rapaz tímido, de olhos fechados, calmamente acomodado num banquinho e tocando seu violão foi algo muito impactante. O Cícero é um daqueles artistas raros e que por mais que existam pessoas para criticar negativamente e apontar semelhanças com os Los Hermanos, nada é o bastante para diminuir o talento do cantor. Poucas vezes ouvi algo que fosse tão sincero e triste na música brasileira. As letras do disco capturam exatamente a sensação de frieza que a solidão transmite. Cícero fala do amor como se fosse gente grande e toca na alma daqueles que apreciam a melancolia como se fosse algo doce. Prestem atenção no trabalho desse cara.
O Black Keys lançou um trabalho lindo no ano passado e virou o meu atual disco de cabeceira (ou disco para transportes coletivos e também para frequentar a academia). Além de “Lonely Boy”, existem várias outras canções animadas e que tem o estranho poder de modificar os rumos do seu dia. A tal magia da música, saca? Impossível não criar expectativa para conferir a banda ao vivo. Fãs de Led, como eu, com certeza compartilharão orgasmos com “Little Black Submarines”.
“Tighten Up” não está em El Camino, mas o clipe dela merece sua atenção.
No mês que vem terei a oportunidade de conferir os shows de Mayer Hawthorne e Criolo, ambos no Circo Voador. Deixarei para comentar sobre o Criolo após o show, mas preciso adiantar um dos temas da próxima edição da coluna e dizer que desde que descobri o clipe de “The Walk”, o norte-americano Hawthorne virou um dos meus ídolos do começo do ano. Sei lá quanto a vocês, mas eu adoro uma música safada, daquelas que você coloca para tocar quando está acompanhado de uma bela garota em sua casa para um jantar e sabe que a situação irá ficar muito quente. Ele é exatamente assim, além de ter um humor sensacional para lidar com relacionamentos, que costuma ser o tema central da maioria de suas canções. Escutem acompanhados.
Acho que já falei demais para o começo do ano, né? Bom 2012 para todo mundo e que todo mundo tenha muita música boa (e nova) para (re)descobrir. E vamos começar nossa contagem regressiva para o show do Foo Fighters?
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Discos Ouvidos:
- El Camino @Black Keys
- Canções de Apartamento @Cícero
- Efêmera @Tulipa Ruiz
- How Do You Do @Mayer Hawthorne
- I`m With You @Red Hot Chili Peppers
- Lira @Lirinha
- Live From Faraway Stables @Silverchair
- Lonely Avenue @Ben Folds e Nick Hornby
- Los Hermanos @Los Hermanos
- O Pensamento é um Imã @Vivendo do Ócio
- Nó na Orelha @Criolo
- Sea Change @Beck
- Tonight @Franz Ferdinand
- Thank You Happy Bityhday @Cage The Elephant
(Re)Descobrindo Sons: Janeiro é dezembro ainda. Né?
Indico que o leitor do Audiograma dê o play no disco King of Limbs, do Radiohead, antes de começar a leitura.
Vocês deveriam ler a parte 2 do tal retorno da (Re) Descobrindo Sons, mas o resultado final não ficou do jeito esperado e resolvi usar apenas trechos de alguns dos vários (e longos) textos feitos especialmente para o decorrer do mês passado. Tentei manter esse padrão até a parte do SWU, que acabei mantendo quase que o texto completo. Felizmente ele é curtinho. E no final de todo o papo sobre alguns dos melhores momentos musicais de 2011, inclui também uma lista com os destaques da temporada. Espero que gostem e até a próxima.
O ano de 2011 foi especial para a música, algumas ideias deveriam sim ser comentadas, mas para isso é preciso escolher uma abordagem que seja boa o suficiente para que não seja apenas mais uma grande e eterna reclamação. A gente não precisa reclamar de tudo o tempo inteiro, não é verdade? Foi isso que 2011 me ensinou, pelo menos. Ainda que eu tenha gastado muito pouco com discos, posso dizer que ouvi algumas coisas interessantes. E também posso admitir que estou mentindo. Esses últimos meses foram muito voltados para o cinema e shows. Sério. Quantos shows. Muitos momentos inesquecíveis e que dificilmente serão superados em 2012, mas felizmente acredito que teremos lançamentos bons para compensar isso.
Embora tenha pedido para o leitor das páginas laranjas começar a leitura ao som do Radiohead, confesso que não fui um dos mais entusiasmados com o lançamento de King of Limbs. Por melhor que o disco seja, não conseguiu superar o trabalho anterior. Tudo bem que “Separator” e “Lotus Flower” são algumas das melhores canções do ano, mas é pouco para uma banda tão importante quanto o Radiohead.
Outro lançamento importante do ano, mas que surpreendeu positivamente foi o novo trabalho do Red Hot Chili Peppers. A banda não lançava nada tão funk desde o começo dos anos 90 e ouvir os grooves de Flea com o baterista Chad Smith é sempre algo bom. A estreia do guitarrista Josh Klinghoffer, aprendiz de John Frusciante, não decepcionou em nada. Ao vivo o cara ainda exagera um pouco nas improvisações (no RiR ficou difícil entender o que estava acontecendo durante algumas músicas), mas o solo de guitarra de “Ethiopia” é uma simplicidade absurda. Impossível não agradar. O garoto tem futuro no meio de todos os tiozões da banda.
Ouvi muita gente falando de uma tal de Adele como destaque de 2011. Fica difícil lidar pelas boas opiniões ou pela avalanche de comentários das pessoas que apreciam depreciar o trabalho alheio. Como bem me disse uma amiga (muito) querida: “Não a conheço, mas julgar apenas por ‘Rolling in the Deep’ é a mesma coisa que falar de James Blunt apenas por ‘You’re Beautiful’”.
A verdade é que a cantora chamou a atenção até mesmo de mocinhas acostumadas a ouvir o “Ai ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló. Tanto destaque, tanta atenção, nada disso pode ser por mero acaso, mas tenho que ser sincero e dizer que ainda não foi dessa vez que o trabalho de Adele me chamou a atenção o suficiente. Quem sabe quando um novo trabalho surgir?
Esse foi o ano em que o rapper Criolo ganhou o Brasil com a sua poesia apaixonada (só que ao contrário) de “Não Existe Amor em SP”. O artista, que está há tanto tempo na estrada, ganhou reconhecimento de nomes de pesado como Chico Buarque (que inclusive chegou a homenagear-lo durante algumas de suas apresentações recentes) e até mesmo dividiu o palco do VMB, de onde saiu consagrado, com o mestre Caetano Veloso. É pouco?
O Criolo é o messias do rap. Dono de um arsenal de mensagens positivas e otimistas, o paulista montou uma banda de responsa para levar o samba/rock/bolero/rap do disco para os palcos. O renomado Curumim é um dos artistas que abraçou a causa e assumiu as baquetas nas apresentações do rapper. Aliás, esses shows costumam dar brechas para Criolo iniciar todo o discurso político sobre a nobreza perdida do homem. O legal é que ao contrário dos berros do Chorão, ele não é hipócrita e realmente acredita na bondade dos homens. “Nós apenas nos desviamos um pouco do caminho”, ele dizia para uma plateia completamente entregue em um show na Praça do Papa, em Belo Horizonte, durante o segundo semestre.
Desde que conheci o trabalho dele em meados de maio, junho, foi um dos artistas mais tocados no meu iPod. Aliás, a atração foi tanta que ele virou meu principal motivo para me deslocar para o Festival Terra. Só que imprevistos me fizeram perder o show. Uma pena que além de perder o show, muito mais foi perdido naquela ocasião…
A música nacional esteve bem presente nos meus ouvidos. Conheci (e me apaixonei) pela Tulipa Ruiz, o que me fez comprar e ouvir o seu disco por horas e horas sem fim. O efeito palco ganha um novo significado depois que você descobre o talento daquela mulher. E o seu disco de estreia, um dos destaques de 2010, foi uma grata surpresa. Tulipa é doce, um amor de cantora, daquelas que você não consegue resistir.
Outra banda que tive a oportunidade de conferir ao vivo foi o Black Drawing Chalks. Tocaram dias antes do meu aniversário e num momento pouco convidativo da minha vida, o que justifica a maioria das coisas que fiz naquela noite apocalíptica. Basta dizer que o vexame foi tão grande que dias depois fui reconhecido como “o cara que caiu de cabeça do palco” por um casal de desconhecidos.
Donos de um dos shows mais elogiados do rock brasileiro, os goianos do Black Drawing Chalks nunca me cativaram. Parte disso é da certeza absoluta que a pessoa que estava comigo pegaria qualquer um deles que desse mole. Se ela flertou descaradamente com o baterista de uma banda gringa, – mulher é foda: só um gringo aparecer para cagar na nossa cabeça (Roger Moreira feelings) que elas ficam todas empolgadinhas – imagine se não daria (mole) para um “rockstar” do underground? Fico com o pé atrás porque eu a teria levado para o backstage. Já fiz isso com gente pior, entāo daria pro gasto até a hora de ir para a festa de verdade. Enfim. Além da raiva de imaginar a megera com qualquer um dos caras da banda (acho que nem o baixista escaparia dela), nunca havia parado para ouvir o disco em casa. O show sempre foi uma coisa visceral, insana e com aquele clima de que se alguma menina tirar a roupa e resolver transar, todos os casais imitariam e pessoas teriam que ser encontradas no achados e perdidos. Ou seja, é bom pra caralho. E fica melho ainda se você chutar o balde e beber muito.
Espero reencontrar a banda brevemente e sem exagerar nas bebidas. Pelo menos até eu lembrar de comprar o disco e guardar em algum lugar seguro. Depois eu não garanto nada. Seria uma coisa idiota querer se conter no meio de um show da BDC. Eles são fodas, exceto pela parte em que deixavam a minha ex-namorada mais excitada do que eu jamais conseguiria.
Para não dizer que não falei dos Festivais, devo dizer que o Terra foi um lixo. O Rock in Rio foi uma merda. O que salvou foram as companhias, mas eu comentei melhor disso no meu videocast natalino, o qual atesto completamente a minha loucura e desapego moral com qualquer situação. E sobre o SWU:
Porra, caralho.
Assistir as apresentações pela TV foi uma tortura. Meu avô deve ter se sentido da mesma forma, pois eu só parei com o barulho de madrugada, quando o show do FNM acabou. Para curar a frustração de ver pela televisão e sozinho, exagerei um pouco na companhia etílica e acabei com as seis garrafas de Budweiser que repousavam no congelador. De fato isso deve ter contribuído muito para que a apresentação do Primus me empolgasse tanto. Só muito louco para se apaixonar pela loucura do baixista/vocalista Les Claypool.
Alice in Chains destruiu tudo. Nunca fui um grande conhecedor da banda, mas isso raramente me impediria de curtir tanto uma banda. A performance dos caras pode ter sido meio morna, e aquela roupa do vocalista muito apertada, mas foi incrível.
O Stone Temple Pilots é uma daquelas bandas que conseguem fazer tanto apresentações épicas quanto verdadeiros lixos de shows. Para aumentar minha tristeza, Scott Weiland e cia estavam infernais. Show de rock perfeito, direto como um soco na cara. Manteram a qualidade crescente dos shows e deixaram nascer a dúvida sobre a capacidade de Mike Patton superar todas as bandas da noite, exceto Sonic Youth, que é barulhento pra cacete e eu preferi buscar mais cerveja na hora do show. Eu ouvi alguém me chamando de herege?
Bem, o lance é que o Faith no More é liderado por uma das mentes mais criativas e loucas da música atual. Patton é um frontman como poucos e é eficiente na hora de ganhar o público. Se o arrependimento já não era grande o suficiente, logo nos primeiros acordes da introdução, eu virava as cervejas sem piedade, como se elas fossem aliviar minha tristeza. Ha.
Certamente eu seria banido da minha residência se morasse com gente que não era da família, pois como se o som alto e a bateção de pé ocasional não bastassem, ainda me deixei levar pela vontade de grunhir as letras das músicas. O ápice foi o épico momento com berros de “porra, caralho”. Na situação em que me encontrava, foi um tanto difícil deixar essas palavras escaparem. Isso se eu não tiver trocado as letras e falado algo como “lolla, salário”, num momento inconsciente onde culpava alguém/alguma coisa pela minha ausência no show do ano.
Ano que vem estarei de volta. Na televisão ou pessoalmente, não importa.”
Sei bem que estamos na metade de janeiro, mas não custa indicar algumas das coisas boas que ouvi no decorrer de 2011. Um bom 2012 para nós todos!
Samstag, im Lido @ Customs
Gosta de Interpol? Ficou frustrado com os caminhos da banda? Não se preocupe. O Customs saiu direto da Bélgica para compensar a tristeza e o som é muito melhor que todas as faixas do último disco do Interpol.
Shake Me Down @ Cage The Elephant
O Cage foi uma das grandes surpresas do ano. Fui ouvir a banda por acaso e a mistura insana de Pixies com Nirvana foi o suficiente para prestar atenção nos caminhos dessas malucos.
Tempo de Pipa @ Cícero
Os leitores do Audiograma que conhecem o Rock In Press devem saber que o Marcos Xi, editor-chefe da bagaça, admira demais o trabalho dessa banda. Já ouvi comentários positivos de várias outras pessoas, mas será que o Cícero é mesmo capaz de repetir o efeito Los Hermanos nessa nova geração? Vamos descobrir em breve.
Ottis @ Kanye West e Jay Z
A onda agora é ouvir rap, turbinar o carro, arrumar umas amigas loucas e curtir a vida. Torci o nariz para o Watch the Throne até ouvir o disco e quebrar a cara. E é sempre bom quando isso acontece.
Promisses, Promisses @ Incubus
O último disco do Incubus deixou os fãs quase carecas. Em um disco irreconhecível, a banda mostra uma faceta quase que completamente diferente de tudo que já foi apresentado antes e testou a paciência até do fã mais xiita. Com o passar do tempo, e da frustração, o que se percebe é uma banda madura e que cresceu muito no decorrer da carreira. Não importa se viraram “banda de menininha”, ainda são os mesmos caras que lançaram o disco Morning View em 2003.
We Have Evertything @ Young Galaxy
Vale a dica para aquelas pessoas que apreciam músicas tranquilas para qualquer momento. Sempre que eu me cansava do Criolo, Pearl Jam ou do Foo Fighters, tirava um momento para relaxar ao som dessa banda canadense, que já lançøu três discos.
Lonely Boy @ Black Keys
A redatora Samilla Santos admitiu recentemente que aprendeu a fazer os passos da canção carro-chefe do álbum El Camino, do Black Keys. Que tal iniciarmos um movimento para ela filmar toda a performance? No mais, o Black Keys será falado na primeira edição oficial da (Re)Descobrindo Sons de 2012. Melhor disco do ano? Possivelmente.
Brick by Brick @ Arctic Monkeys
Querem saber o que é declaração de amor de verdade? Os macaquinhos congelados repetem os versos “I want to rock n`roll” e contam sobre suas intenções de construir (e desconstruir) a pessoa peça por peça, ou de tijolo em tijolo. Aposto que nem o Pedreiro Online faria melhor.
UBerlin @ REM
Uma das bandas mais importantes do rock encerrou suas atividades no decorrer do ano. Antes eles lançaram um excelente disco, coisa rara de se ouvir quando se trata de uma banda que já tinha a intenção de encerrar suas atividades. O REM provou para a crítica e seus fãs, que é capaz de se superar e se despedir dos palcos com uma dignidade de causar inveja em muita banda que ainda engana por aí.
Lotus Flower @ Radiohead
Perdoem se eu sou repetitivo, mas como questionar uma pessoa que resolve ficar parada dançando desse jeito? Melhor clipe do ano, música mais chapada de 2011, uma das melhores bandas do mundo, tudo que estamos acostumados quando se trata do Radiohead.
Já que estamos falando de destaques, vou vender o peixe da minha coluna no Cinema em Cena com uma edição especial com os melhores clipes de 2011. Confira aqui.
E encerro a coluna, e comentários sobre 2011, com uma homenagem para Amy Winehouse. Dona de uma das melhores vozes da música pop atual, Winehouse conquistou fãs no mundo inteiro com o sucesso estrondoso de Back to Black. O problema é que além de chamar a atenção pelo seu talento, a cantora passou a se ver envolvida com diversos escândalos com drogas e problemas no seu relacionamento amoroso. Era a queda de uma artista para todo o público acompanhar em tempo real.
Amy visitou o Brasil para uma pequena (e desastrosa) turnê no começo do ano e parecia que estava preparada para dar a volta por cima. Infeliz engano. Aos 27 anos de idade, a mesma que Kurt Cobain, Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix tinham quando morreram, a cantora foi encontrada morta em julho. Tristeza no coração de seus fãs em todos os cantos do mundo e a certeza que a música perdeu uma de suas maiores artistas.
Que ela seja a responsável pelo sucesso da “Rehab” interna de cada um de nós no decorrer de 2012. Tenha paz, sua louca varrida!
Discos Comprados em 2011:
So Real: Songs From Jeff Buckley @ Jeff Buckley (presente)
Wasting Light @ Foo Fighters
Coltrane Plays The Blues @ John Coltrane
Nevermind @ Nirvana (presente)
In Rainbows @ Radiohead (presente)
Mer de Noms @ A Perfect Circle (presente)
If Not Now, When? @ Incubus
Efêmera @ Tulipa Ruiz
Morning View @ Incubus (presente)
Playlist: Criolo – Nó Na Orelha
Num momento em que o rap/hip hop brasileiro já se encontrava um tanto esquecido e repetitivo, eis que surge Criolo com sua boa voz para cantar e inovar um estilo que é voltado para músicas com batidas revolucionárias e que na maioria das vezes insiste em bater apenas na tecla da desigualdade social. Essa novidade no mundo do rap pode ser ouvida em Nó na orelha, o segundo cd do cantor.
O álbum não deixa de lado a questão social, mas o interessante dele é a mistura de vários ritmos em seu repertório, dentre eles o soul e o reggae, como nas músicas “Bogotá”, “Samba sambei”, “Mariô” e “Freguês da meia-noite”, essa última tem um ritmo bem parecido com o do tango e a voz de Criolo faz lembrar bastante a voz do cantor Otto.
Na balada “Não existe amor em SP”, o maior destaque do cd, o cantor fala do lado sombrio e desconhecido da cidade de São Paulo. Criolo se arrisca também no samba e mostra toda a ginga em “Linha de frente” que fecha o cd e deixa um gostinho de quero mais.
Nó na orelha mostra que o rap pode se mostrar interessante, sem ser chato a ponto de entendiar o ouvinte com tanto drama social em um mix com um diário da vida das classes menos favorecidas. Ponto positivo para a música brasileira.
Vale lembrar que o álbum venceu o VMB 2011 nas categorias Melhor Disco, Melhor música por “Não existe amor em SP” e o cantor foi premiado também na categoria artista revelação.

Criolo – Nó na Orelha
Lançamento: 25 de abril de 2011
Gênero: Rap/Hip Hop
Produção: Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral
Faixas:
01. Bogotá
02. Subirusdoistiozin
03. Não Existe Amor em SP
04. Mariô
05. Freguês da Meia Noite
06. Grajauex
07. Samba Sambei
08. Sucrilhos
09. Lion Man
10. Linha de Frente
Planeta Terra anuncia detalhes finais da edição 2011
No próximo dia 05 de novembro o Playcenter recebe a quinta edição do festival Planeta Terra e a organização revelou os detalhes finais do evento, entre eles os horários de apresentação de suas atrações.
Divididas entre Sonora Main Stage e o Claro Indie Stage, o evento contará com 15 atrações, entre elas Beady Eye, The Strokes, Interpol, Broken Social Scene, White Lies, Bombay Bicycle Club, Toro Y Moi, Goldfrapp e Groove Armada. A baixa no lineup foi a apresentação do trio sueco Peter Bjorn & John, que cancelou a apresentação em seu site oficial. A organização, que também teve a baixa do Vaccines, anunciará outra atração para a vaga dos suecos.
Além dos horários das apresentações, o festival revelou também demais informações sobre o espaço, que conta com uma área de mais de 80.000 m2, praça de alimentação, áreas de lazer, bares e as chamadas áreas de interação.
Assim como em edições anteriores, o evento será transmitido através do Terra TV através de quatro canais simultâneos, o que garante a exibição de todos os shows na íntegra.
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Atrações e horário das apresentações:
# Palco Sonora Main Stage
16:00/17:00 – Criolo
17:30/18:30 – Naçao Zumbi
19:00/20:00 – White Lies
20:30/21:30 – Broken Social Scene
22:00/23:15 – Interpol
23:45/01:00 – Beady Eye
01:30/03:00 – The Strokes
# Palco Claro Indie Stage
16:00/16:30 – Banda Concurso Hit BB
17:00/18:00 – The Name
18:30/19:30 – Garotas Suecas
20:00/21:00 – Toro y Moi
21:30/22:30 – Bombay Bicycle Club
23:00/00:00 – à confirmar
00:30/01:40 – Goldfrapp
02:15/03:45 – Groove Armada
Horários previstos e sujeitos à alteração.
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Serviço – Planeta Terra 2011
Data: 05 de novembro
Local: Playcenter (São Paulo)
Endereço: Rua José Gomes Falcão, 20 – Barra Funda – São Paulo – SP
Abertura dos portões: às 13h00
Censura do evento: 18 anos
Site oficial: www.planetaterra.com.br
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Informações Importantes
- Em cumprimento às normas e legislação em vigor, não será permitida a entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados de pais ou responsáveis.
- Máquinas fotográficas são bem-vindas, mas é proibida a entrada de gravadores, filmadoras ou máquina fotográfica profissional (lente intercambiável).
- É proibida a entrada ao local do evento portando armas, caixas, foguetes, objetos de vidro, plástico e/ou metal pontiagudos e/ou contundentes, bem como bebidas ou alimentos de qualquer natureza. Não será permitido também entrar com guarda chuva, objetos pontiagudos, balões em geral, malabares, remédios, camisa de time de futebol, bandeira com mastro e papel em rolo de qualquer espécie.
- A organização do evento não se responsabiliza por ingressos adquiridos fora dos postos oficiais de venda.
- É obrigatória a apresentação do documento de identificação original com foto para o acesso ao evento. O estudante também deverá apresentar a sua carteira de estudante válida ou o comprovante de matricula do ano de 2011 na porta de acesso ao evento.
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Brinquedos
Todos os brinquedos abaixo estarão abertos no dia do evento, conforme o horário estipulado.
13h/22h: Cataclisma, Barca Viking, Waimea, Sky Coaster (cobrado a parte, por se tratar de um brinquedo terceirizado), Monga e Windstorm.
14h/4h: Boomerang, Evolution, Auto Pista, Turbo Drop e Polvo.
Havendo necessidade, especialmente para garantir a segurança dos participantes, as partes poderão decidir pelo encerramento antecipado ou pela prorrogação de qualquer equipamento.
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Mapa do evento
Transbordando pela cidade
Em sua segunda edição, o Transborda – Festival de Artes Tranversais – será realizado na cidade de Belo Horizonte, entre os dias 10 e 18 de setembro.
O evento é produzido de forma colaborativa pelo Coletivo Pegada, ponto de articulação do Circuito Fora do Eixo na capital mineira (alias produção está que é a febre do momento no quesito cultural).
Tendo como proposta este ano de ser uma plataforma para agregar diferentes iniciativas, estimulando grupos, instituições e pessoas em torno da conceituação e construção da programação do festival, a programação completa pode ser conferida no site www.festivaltransborda.com.br
Partindo do tema da ocupação dos espaços públicos, o conceito carrega não só a ideia da apropriação da cidade por seus habitantes, como da democratização do acesso a bens culturais, abertura e possibilidade de circulação pela cidade e o deslocamento dos lugares privilegiados de fruição artístico-cultural. Com este pensamento, nada mais interessante do que aproveitar espaços públicos da cidade. Foram eleitos como locais de ocupação os Centros Culturais Municipais, a Universidade Federal de Minas Gerais, casas de shows, espaços culturais, teatro, praças e ruas da cidade. A programação ocorre simultâneamente em vários desses espaços. Debates, oficinas, exposições, shows e intervenções urbanas compõem as atividades realizadas durante os dias do evento.
Entre os destaques dos shows, temos Cérebro Eletrônico, Graveola e o Lixo Polifônico, 4Instrumental, Vanguart, Violins e um dos artistas mais aclamados na atualidade Criolo.
Mais informações no site do festival.
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Abaixo, a lista de shows:
Sábado, 10/9
NOITE DE PEGADA
Matriz Casa Cultural
Quase Coadjuvante
[Paz-me]
Bertola
Cães do Cerrado
allreverso
Aliceblue
Discotecagens por:
Local-Z DJ Set
CtrlZ
SOS Malibu
Aldan DJ Set
Derly
|| A partir das 20h ||
|| R$10 Antecipado / R$12 na hora ||
ABERTURA OFICIAL
Teatro da Biblioteca Pública Estadual José Aparecido de Oliveira
|| 19h ||
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Quinta-feira, 15/9
NOITE FORA DO EIXO
Studio Bar
Quarto Negro
Pêlos de Cachorro
Aldan
DJ Mi Simpatia (Casa Fora do Eixo SP)
|| A partir das 22h ||
|| R$20 ||
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Sexta-feira, 16/9
ENCERRAMENTO DA SEMANA DE COMUNICAÇÃO
UFMG / FAFICH – Arena
|| 12h ||
ESTRÉIA DO “EVOÉ MÚSICA PARA SER VISTA”
Spetáculo Casa de Artes
|| 21h ||
MANIFESTA
Granfino´s
Vanguart
Lançamento do aguardado segundo álbum “Boa Parte de Mim Vai Embora”
DJ a definir.
|| A partir das 22h ||
|| Censura: 18anos ||
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Sábado, 17/9
ESCOLA DE SAMBA CIDADE JARDIM
>> Shows <<
Clube de Patifes (Feira de Santana/BA)
Valsa Binária
Monograma
Grafômanos
|| 10h ||
|| Entrada Franca ||
CENTRO CULTURAL LINDÉIA REGINA
>> Shows <<
Mukeka di Rato (Vitória/ES)
Seu Silva (Ibirité/MG)
Festenkois
Absurda
Kingsizebox
|| 14h ||
|| Entrada Franca ||
CENTRO CULTURAL LAGOA DO NADO
>> Shows <<
Acidogroove (Uberaba/MG)
K2 (Poços de Caldas/MG)
A Fase Rosa
Abrantes
Djâmbe
|| 09h ||
|| Entrada Franca ||
CENTRO CULTURAL VILA MARÇOLA
>> Shows <<
Lafusa (Brasília/DF)
4Instrumental (Sabará/MG)
A Nuvem (Lagoa Santa/MG)
!Slama
Kayajhama
|| 14h ||
|| Entrada Franca ||
CENTRO CULTURAL SÃO BERNARDO
>> Shows <<
Lurdes da Luz (São Paulo/SP)
Fleeting Circus (Rio de Janeiro/RJ)
Kontrast
Local-Z
Groove da Esquina
|| 14h ||
|| Entrada Franca ||
“EVOÉ MÚSICA PARA SER VISTA”
Spetáculo Casa de Artes
|| 21h ||
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Domingo, 18/9
PRAÇA DO PAPA
>> Shows <<
Dokttor Bhu e Shabê
Silva Soul (Juiz de Fora/MG)
Capim Seco
Quarteto VagaMundo (Uberlândia/MG)
Zimun
Violins (GO)
Chakal
Dibigode
Cérebro Eletrônico (SP)
Fritonahora
Criolo (SP)
|| 14h ||
|| Entrada Franca ||
Planeta Terra confirma sete atrações para sua edição 2011
A quinta edição do festival Planeta Terra, que acontece em São Paulo no próximo dia 05 de novembro, divulgou sete atrações que engordam o lineup, que já contava com The Strokes, Beady Eye, Peter Björn and John e Toro y Moi.
Dentre os nomes divulgados, o destaque fica por conta do Interpol (foto) e do Broken Social Scene. Goldfrapp, White Lies, Criolo, Garotas Suecas e The Name são os demais nomes da lista que se apresenta no Playcenter.
Com seus ingressos esgotados, o festival receberá cerca de 20 mil pessoas no local. O festival será transmitido na íntegra, via internet, em HD ou standard definition. Essa transmissão será feita para todo o Brasil e para os demais países da América Latina, além dos Estados Unidos.
Também com transmissão disponível para smartphones e tablets, a organização espera uma audiência que chegue na casa das 4,5 milhões de pessoas.



























