Lançamentos: Justin Timberlake – The 20/20 Experience
Depois de uma longa espera e um excelente single de lançamento, o aguardado The 20/20 Experience já está entre nós.
Após o grande sucesso com FutureSex/LoveSounds e do foco em sua carreira como ator, Justin Timberlake resolveu voltar para o meio que o tornou conhecido mundialmente, a música. Foram praticamente seis anos de espera por material inédito e a espera não foi em vão.
Antes de mais nada, é preciso dizer que se você é um daqueles que esperam que o The 20/20 Experience seja uma “continuação” do álbum lançado em 2006 e que deu ao mundo músicas como “SexyBack”, “What Goes Around/Comes Around” ou “Summer Love”, é bem capaz que você se decepcione com o terceiro álbum de estúdio de Timberlake.
Os seus 32 anos de idade refletem no novo disco. Timberlake não é mais aquele cara de 2006 e, hoje, parece muito mais seguro de si, se permitindo flertar de forma mais intensa com o R&B, assumindo as responsabilidades pelas suas escolhas e, a cada música, percebe-se o quanto se tornou um músico diferente, talvez menos dançante mas muito mais intenso.
Ainda relacionando com o álbum anterior, “Suit & Tie” é a música que mais se aproxima do que já foi lançado anteriormente. Nas demais músicas de The 20/20 Experience, é possível ver um Timberlake com a mesma força vocal de antes, mas se permitindo ousar mais, seja introduzindo cantos tribais em “Don’t Hold The Wall” ou entregando muitas das músicas com mais de sete minutos, apostando em uma estética que foge do que era esperado por muitos.
Não sei para vocês, mas The 20/20 Experience era um dos álbuns pop mais esperados do ano pra mim e, a grande questão é que podemos dizer que Timberlake não entregou um álbum pop propriamente dito. É um belo disco, com músicas incríveis como “Pusher Love Girl”, “Strawberry Bubblegum” e “Tunnel Vision”, mas que necessita de uma audição mais calma, repetida e sem os trabalhos anteriores na cabeça. Na primeira vez, pode parecer um disco complicado ou estranho, mas é um daqueles discos que é capaz de te conquistar com o tempo.
Passaram-se seis anos e o Justin não é mais aquele cantor com o apelo sexual exalando a cada nota. O tempo passou e, se o FutureSex/LoveSounds era visto, pelo menos por mim, como um álbum de afirmação, hoje o The 20/20 Experience é capaz de consolidar Timberlake na lista dos melhores. Digo que a espera fez bem. Muito bem!

Justin Timberlake – The 20/20 Experience
Lançamento: 15 de Março de 2013
Gravadora: RCA
Gênero: Pop/R&B
Produção: Justin Timberlake, Timbaland e Jerome “J-Roc” Harmon
Faixas:
01. Pusher Love Girl
02. Suit & Tie
03. Don’t Hold the Wall
04. Strawberry Bubblegum
05. Tunnel Vision
06. Spaceship Coupe
07. That Girl
08. Let the Groove Get In
09. Mirrors
10. Blue Ocean Floor
Lançamentos: Newsted – Metal
Jason Newsted, que ainda é mais conhecido por ser o ex-baixista do Metallica, vem desde 2001 buscando o tão sonhado “lugar ao sol” no cenário musical.
Depois de perambular por projetos como o Echobrain, passar por bandas como o Voivod ou ser baixista do Ozzy Osbourne, parece que Newsted encontrou o seu caminho da forma mais simples possível: Reuniu alguns amigos – o guitarrista Jessie Farnsworth e o baterista Jesus Mendez Jr e criou a sua propria banda que, da forma mais natural, leva o seu sobrenome e tem muito de sua personalidade.
Jason respira anos 80 em sua sonoridade. Não é atoa que o músico é considerado como um baixista old-school e a essência por trás da Newsted captura muito disso, o que fica claro em seu EP de estreia, Metal, lançado no último dia 08 de janeiro.
Logo na primeira música do EP, “Soldierhead”, já se percebe uma das principais influências de Newsted. A forma com que Jason conduz os vocais lembra muito o vocal de Lemmy Kilmister, do Motorhead. E o EP segue por esse caminho. Você consegue notar guitarras que lembram o Metallica, levadas que mostram a influência do Black Sabbath e deixam claro que a fonte inspiradora de Jason Newsted é de boa qualidade, ainda que não se veja nada de novo no que é apresentado no EP, e isso não é nenhum problema.
Com letras e riffs bem trabalhados, Jason deixa transparecer a sua personalidade em cada faixa. Personalidade essa que o fez sair do Metallica quando julgou necessário e correr atrás daquilo que julga ser verdadeiro para ele. Ainda que possa ser visto como “mais do mesmo’, o casamento entre os três músicos não poderia ter sido melhor e, mesmo entregando “apenas” quatro músicas, o trio de J’s deixa um excelente cartão de visitas para quem aguardava por algum nome interessante.
É para quem é old-school mas, acima de tudo, é para todo mundo que curte o estilo. E que a Newsted tenha vida longa.

Newsted – Metal
Lançamento: 08 de janeiro de 2013
Gravadora: Chophouse Records
Gênero: Heavy Metal
Produção: Jason Newsted
Faixas:
01. Soldierhead
02. Godsnake
03. King Of The Underdogs
04. Skyscraper
Lançamentos: Rush – Clockwork Angels
Eu sou muito suspeito em falar sobre algo que gosto ou conheço porque, conhecendo a grandeza de tal banda, eu vou fazer na verdade uma baita “encheção de linguiça”, mas nesse review eu tentei ser mais neutro possível. Espero que vocês gostem e seu apaixonem por esse lindo disco, assim com eu me apaixonei.
Depois de ficarem mais de 5 anos sem lançar um álbum de estúdio, o Rush ressurge das cinzas com o melhor álbum de 2012, segundo o Top iTunes Store.
Clockwork Angels é o 19º álbum de estúdio da banda canadense de rock progressivo/hard rock. O álbum foi gravado no Blackbird Studio, em Nashville, Tennessee e no Revolution Recording, em Toronto, Ontário. Além disso, foi gravado durante a turnê de comemoração 30 anos do álbum Moving Pictures.
Clockwork Angels teve seu lançamento mundial em 12 de junho de 2012 e Alex Lifeson falou, na época, sobre como foi a sensação de produzir um disco quando se esta na estrada. “Foi um longo projeto. Sem dúvidas, nesse momento, depois de estarmos juntos há quase 38 anos, alcançamos nossos ‘anos maduros’. Chegamos quentes e suados de trabalho. Nós lançamos algumas canções antes da última turnê e essa é a primeira vez que fizemos algo assim, gravando algumas músicas de um disco que ainda não foi lançado. Foi divertido lançar essas músicas, trabalhar nelas e tocá-las e dar uma espiada em como o projeto seria“, revelou Alex.
Com a produção de Nick Raskulinecz, que produziu outros álbuns da banda como Snakes & Arrows e Feedback, Clockwork Angels conseguiu a façanha de ficar em 1° lugar no Top Billboard 200 do Canada, e em 2° no dos Estados Unidos. Uma curiosidade é que, por trás da capa do Clockwork Angels, há um relógio que marca 21 horas e 12 minutos (21h12), uma suposta menção ao quarto álbum da banda que, sem duvidas, é o melhor de toda a historia do Rush, 2112.
Clockwork Angels também ganhou uma versão como livro de ficção científica. A obra conta a historia de um homem jovem, viajando por um mundo de sonhos, alquimia e ficção. A história fala de cidades perdidas, piratas, anarquistas, um carnaval exótico e um observador que impõe precisão em cada aspecto da vida. O livro foi escrito por Kevin J. Anderson e foi baseado nas historias de Neil Peart. O lançamento do livro foi realizado em 31 de agosto, ainda não chegou na America do Sul e também não tem tradução para o Português.

Rush – Clockwork Angels
Lançamento: 8 de junho de 2012
Gravadora: Anthem Records
Gênero: Rock Progressivo/Hard Rock
Produção: Rush e Nick Raskulinecz
Faixas:
1. Caravan
2. BU2B
3. Clockwork Angels
4. The Anarchis
5. Carnies
6. Halo Effect
7. Seven Cities of Gold
8. The Wreckers
9. Headlong Flight
10. BU2B2
11. Wish Them Well
12. The Garden
Lançamentos: Ivete Sangalo – Real Fantasia
Amada por muitos e odiada por outros tantos, a cantora baiana Ivete Sangalo sempre gera polêmica quando falamos de boa música. Para chegar a uma conclusão, escutei o novo trabalho da cantora a semana inteira e o que eu pretendo explanar aqui é uma análise neutra de seu novo álbum, Real Fantasia. Para avalia-lo, precisamos entender que esse álbum é dividido entre o projeto gráfico e as canções. O primeiro é fantástico. Limpo, sofisticado e muito bonito. O segundo, você confere abaixo.
O álbum começa com “Vejo o Sol e a Lua”, canção escrita por Ramón Cruz, que é uma das minhas canções favoritas. Ela possui uma temática romântica e melodia latina – algo meio México, meio Colômbia -, que se perde na faixa seguinte e só vai surgir na quarta faixa do álbum. O primeiro single do projeto, “No Brilho Desse Olhar”, é uma canção fraca que parece ser extraído do último ao vivo da cantora. “Balançando Diferente”, chega na mesma pegada “Balakback”, “Eu Tô Vendo” ou “Oba Oba” (ambas do Multishow Registro: Pode Entrar). É uma das candidatas a canção do carnaval.
A famosa faixa que levaria a participação de Shakira, “Dançando”, decepciona. A letra é fraca e sem sentido album (Mamãe vai fazer, papei vai fazer/Dançando, dançando, dançando/Dan, dan, dan, dan, dan, dançando), e em dado momento fico pensando se não estou ouvindo o É o Tchan! com aquela música “põe a mão na cabeça, dá uma agachadinha”. A melodia da canção não é ruim, e deve ser louvada pelo simples fato de não termos os (malditos) timbau e afins, porém, “Dançando” mostra bem uma das caracteristicas mais marcantes de Real Fantasia: canções chicletes. A colombiana Shakira não esteve presente na versão padrão do álbum devido a problema referente a direitos. A Universal Music disponibilizou a canção no iTunes em uma versão de luxo de. Todavia, Shakira não salva a canção.
“Na, na, na, na, na…”, começou “Só Nós Dois”, canção escrita por Ramón e Ivete Sangalo, que parece boa, mas, quando chega no refrão vemos que a faixa decepciona. A melodia acelerada não se encaixa a letra, que segue sozinha. “Só Num Sonho” traz calma a bagunça feita por Sangalo até o momento, com toques de violiono e piano no começo, mostrando que não é fácil dizer adeus (“Vá, siga o seu caminho (…)/Dizer adeus é tão difícil, e eu ainda te amo”). Radamés Venâncio acerta no arranjo, na faixa foi composta por ele, e Gigi – que nos brinda com uma ótima canção adiante. Em seguida, caimos novamente em uma música bem latina – como a “Vejo o Sol e a Lua” -, muito boa por sinal. Samir e Fábio Alcântara dá à Ivete uma canção bem cubana (Guajira é um ritmo originário da ilha, influenciado pelo flamengo). A faixa-tema deveria ser chamada “Água na boa”, pois, o refrão consiste nisso. Assim como “Balançando”, deve ser uma das favoritas para o carnaval, bem como a faixa seguinte: “Meu coração, faz chica chica boom chic”… Ahh espera! Não é isso? Não! É “Puxa Puxa”. Canção de O’Brian, Rubem Tavares e Duller, lembra demais a canção “Chica Chica Boom Chic”, que Sangalo já gravou. A melodia é muito semelhante, chega a confundir em dado moment
o, se você tentar cantar junto.
“No Meio Do Povão / Citação: Depois Que O Ilê Passar” é uma das minhas canções favoritas. Nela, Ivete está bem com uma canção boa (no estilo Daniela Mercury), com temática baiana, influência por ritmos latinos (como o reggae) e com a presença gostosa das guitarras elétricas. Avisa se Ivetinha cantar essa música, que eu quero ver, pois Tavares e Jorginho (compositores), Cara de Cobra e Ferreirinha (arranjadores) acertaram nessa. Gigi assina a décima canção, “Essa Distância”, canção que fresh que recebe adição de sintetizadores e guitarra ao fundo. Porém, sua temática romântica e melodia dançante, terminam abruptamente.
Ivete disse uma vez, que não gosta de cantar baladas, pois, são muito tristes. No entanto, ela deveria repensar sobre o caso. As três últimas canções do álbum (versão padrão), sobretudo “Isso Não Se Faz” e “Eu Nunca Amei Alguém Como Te Amei”, ressaltam a qualidade vocal de Sangalo. “Isso Não Se Faz” é a minha canção favorita desse álbum. Radamés Venâncio acerta mais uma vez na melodia, abafa e domina os sons dos timbaus e afins (característicos da música de Ivete), e pondo o piano e os sintetizadores para dar sofisticação à canção.
Infelizmente, nem Shakira, nem o belo projeto gráfico de Real Fantasia, ou suas (poucas) boas canções, conseguem salvar esse, que é um dos piores álbuns de Ivete Sangalo.

Ivete Sangalo – Real Fantasia
Lançamento: 9 de outubro de 2012
Gravadora: Universal Music
Gênero: Música latina
Produção: Alexandre Lins
Faixas
01. Veja o Sol e a Lua
02. No Brilho Desse Olhar
03. Balançando Diferente
04. Dançando
05. Só Nós Dois
06. Só Num Sonho
07. Delira Na Guajira
08. Real Fantasia
09. Puxa Puxa
10. No Meio do Povão / Citação: Depois Que o Ilê Passar
11. Essa Distância
12. Isso Não Se Faz
13. Me Leve Embora
14. Eu Nunca Amei Alguém Como Te Amei
Lançamentos: The Killers – Battle Born
Pensei muito antes de tornar pública a minha opinião sobre este novo trabalho do The Killers mas, após ler diversas resenhas por aí e ver que alguns compartilham da mesma sensação que tenho, resolvi tecer algumas linhas sobre Battle Born, o quarto álbum de estúdio da banda formada por Brandon Flowers (vocal e sintetizadores), Dave Keuning (guitarra), Mark Stoermer (baixo) e Ronnie Vannucci (bateria).
Logo na primeira audição já se percebe que aquele clima de evolução e amadurecimento presente nos discos anteriores, até mesmo em seu antecessor, Day & Age, se perdeu. Se nos primeiros trinta segundos de “Flash And Bone”, a faixa de abertura, veio aquela sensação de que viria um álbum bom de se ouvir, ela acabou morrendo por alí mesmo.
Ainda que “Runaways”, o primeiro single extraído do álbum, seja de extrema competência e capaz de evidenciar todo o amor que Flowers possui pelas músicas capazes de colocar um estádio no chão, as maioria das músicas estão sempre um degrau abaixo do esperado. “The Way It Was” e seu refrão representam bem isso. Ela vem numa crescente legal nos primeiros 50 segundos e, quando chega no refrão e você pensa que ela vai explodir, vem aquele “track” típico de bombinhas de colégio e você se decepciona. “A Matter Of Time” é outra que tem um começo interessante mas, conforme passa dos dois minutos e meio, deixa a impressão de uma tentativa forçada de parecer uma mistura do Queen com o U2.
Fazendo uma analogia, Battle Born nasceu sendo aquele menino rico e mimado, capaz de ter tudo sem precisar fazer esforço. E esse talvez seja o grande ponto. O The Killers, na figura de seu vocalista, quer mostrar que é grande, que pode ter tudo e não ficar devendo nada para outras bandas. E isso talvez convença muitos, afinal foram várias as resenhas positivas que encontrei por aí. Enquanto muitos acreditam que Battle Born é o melhor ou um dos melhores discos do The Killers, eu vou na contramão. Como o menino citado na minha analogia, me parece um disco preguiçoso, entediante em alguns momentos, sonolento em outros e com raros momentos interessantes.
Quando olho para a história que o The Killers vem construindo desde 2002, vejo uma banda que vem descendo degrau após degrau. Hot Fuss (2004) surgiu como (mais uma) salvação do rock, Sam’s Town (2006) consolidou a banda e mostrou que o quarteto era capaz de fazer um som diferente sem perdera qualidade. Enquanto isso, Day & Age (2008) pode ser considerado como um bom disco, mas é irregular em alguns momentos. Se eu sou apaixonado por “I Can’t Stay” e “Joy Ride”, não consigo ouvir “A Dustland Fairytale”, por exemplo.
Voltando ao Battle Born, o disco tem sim momentos interessantes. Se “Runaways” é bem competente, “From Here On Out” é uma das boas surpresas escondidas no álbum. É a música que destoa do álbum, com seu clima country e sem o excesso de sintetizadores. E ainda tem um violão bem legal e a guitarra de Dave Keuning se destacando. Pena que ela é a décima música do disco e, até chegar nela, o caminho é longo.
Você pode achar que estou sendo rigoroso demais com o The Killers, mas a própria banda já nos deu amostras de que é capaz de fazer algo melhor. No apagar das luzes, “Battle Born” pode provocar bocejos em algum desavisado, mas apenas ressalta a ideia de que, mesmo o disco não sendo de tudo ruim, ele poderia ser bem melhor do que é. Como bem disse Neto Rodrigues, do Move That Jukebox, “que venha a próxima batalha, porque essa já está perdida”. E que, nela, o The Killers saiba de fato usar tudo o que tem a seu favor.

The Killers – Battle Born
Lançamento: 18 de setembro de 2012
Gravadora: Island / Vertigo / Universal Music
Gênero: Alternative Rock
Produção: The Killers, Stuart Price, Steve Lillywhite, Damian Taylor, Brendan O’Brien e Daniel Lanois.
Faixas:
01. Flesh and Bone
02. Runaways
03. The Way It Was
04. Here with Me
05. A Matter of Time
06. Deadlines and Commitments
07. Miss Atomic Bomb
08. The Rising Tide
09. Heart of a Girl
10. From Here On Out
11. Be Still
12. Battle Born
Lançamentos: Alanis Morissette – Havoc and Bright Lights
Uma das cantoras e compositoras mais conhecidas e respeitadas em todo mundo volta com “Destruição e Luzes Brilhantes”. “Guardian”, primeiro single do álbum, abre a lista de faixas do trabalho que, em sua versão padrão contém doze faixas. A canção foi descrita pela própria cantora como uma possível “continuação de ‘Uninvited’” e, se isso é verdade, temos uma canção com um “quê” de “Trank U” em “Empathy” e pode ser uma resposta a “Guardian” – “Obrigado por me guiar”, diz a letra. “Til You” é uma bela e sensível balada, um tanto quanto depressiva – e perdida na lista de faixas do álbum – suas antecessoras (“Guardian” e “Woman Down”) e sucessora (“Celebrity”) possui melodias e letras fortes. Aliás, quão interessante é “Celebrity” – uma das melhores faixas do álbum -, sua letra crítica e a batida forte chamam atenção.
A separação é tratada como uma guerra, travada através das “Lens” de Alanis, na sexta faixa de Havoc and Bright Lights. “Spiral” parece uma canção do último álbum de Avril Lavigne ou de qualquer outra artista de pop rock teen. Esse é a faixa que você vai por para tocar enquanto estiver se dirigindo para algum evento com amigos no parque, por exemplo – uma boa canção para trilha de filme. “Numb”, em contrapartida, é a canção mais forte (e mais rock) do álbum. Há, nesta faixa, um ambiente sombrio e pesado, onde Alanis luta para se livrar das frustrações e males citadas no decorrer da canção. Apenas depois de 4:10 de luta, Morissette encontra a destruição e os caos causados anteriormente. “Havoc” traz paz em meio ao barulho de “Numb”. Trata-se de uma canção calma, com destaque para instrumentos de corda – piano e violoncelo – e a voz da cantora. “Win and Win” é uma declaração de amor, enquanto “Receive” pede um pouco de ar em uma relação sufocante. A versão padrão do álbum encerra-se com “Edge of Evolution”, uma das minhas faixas preferidas com uma batida gostosa e forte.
Havoc and Bright Lights, é um dos melhores álbuns de Alanis. Nele temos ótimo, dor, amor, alegria, luz e trevas. É possível encontrar elementos que nos remetam aos seus trabalhos anteriores – mencionadas acima -, bem como características inéditas, mostrando a clara evolução e amadurecimento da compositora e cantora, que interpreta canções pessoais e íntimas. Sem dúvidas, as luzes se sobressaem sobre a destruição.

Alanis Morissette – Havoc and Bright Lights
Lançamento: 28 de agosto de 2012
Gravadora:LAB 344
Gênero: Rock alternativo
Produção: Guy Sigsworth e Joe Chiccarelli
Faixas
01. Guardian
02. Woman Down
03. Til You
04. Celebrity
05. Empathy
06. Lens
07. Spiral
08. Numb
09. Havoc
10. Win and Win
11. Receive
12. Edge of Evolution
Lançamentos: Apocalyptic Love – Slash
Considerado – até agora – pela crítica musical, como o álbum ”The Best of” de toda a carreira solo do guitarrista Slash, o disco Apocalyptic Love chegou às prateleiras mundiais no dia 22 de maio após longos meses de ansiosidade por boa parte dos fãs.
Apocalyptic Love é o segundo – e mais maduro - álbum de estúdio de Saul Hudson (com participação de Myles Kennedy, Brent Fitz e Todd Kerns) em que mostra um lado mais ”pauleira” do guitarrista. Com 15 canções, o disco tem uma grande mistura de influências: blues, punk e classic rock (respectivamente – Led Zeppelin, Ramones e Aeromisth/Rolling Stones).
No geral, é um ótimo álbum, porém, se preocuparam muito em seguirem as influências sem ligar para o som próprio em que tinham que reproduzir. É um disco que caí muito bem como um ”prato de entrada” para outros clássicos do rock n’ roll.
Apocalyptic Love – Slash
Lançamento: 22 de maio de 2012
Gravadora: Dik Hayt
Gênero: Blues, Classic Rock e Punk
Produção: Eric Valentine
Faixas:
01. Apocalyptic Love
02. One Last Thrill
03. Standing In The Sun
04. You’re a Lie
05. No More Heroes
06. Halo
07. We Will Roam
08. Anastasia
09. Not For Me
10. Bad Rain
11. Hard & Fast
12. Far and Away
13. Shots Fired
14. Carolina (Bonus Track)
15. Crazy Life (Bonus Track)
Lançamentos: El Cuarteto de Nos – Porfiado
São mais de 30 anos de uma carreira consolidada no Uruguai e de fãs espalhados mundo afora. Apesar disso, o El Cuarteto de Nos – que agora é um quinteto – não goza de tanto reconhecimento assim fora de seus domínios, principalmente se falarmos de músicas anteriores ao álbum Raro, lançado em 2006, que foi o disco responsável por levar a banda para outros lugares, fazendo com que o público pudesse descobrir essa “nova” banda de atitudes e rimas estranhas.
Com o seu jeito divertido de costume, a banda lança o seu décimo terceiro álbum de estúdio, Porfiado, que é o primeiro álbum com a participação dos novos membros, o tecladista Santiago Marrero e o guitarrista Gustavo “Topo” Antunes, que se juntaram aos membros originais Alvaro Pintos, Roberto Musso e Santiago Tavella. Vale destacar que a nova formação influenciou diretamente na sonoridade da banda.
A grande sacada do Cuarteto, pelo menos pra mim, é carregar consigo esse clima de “adolescência eterna” de seus integrantes, algo que não é tão normal em bandas com quase ou mais de 30 anos de carreira e que, normalmente, tendem a “envelhecer” conforme o tempo. O Red Hot que o diga. Por isso, é legal ver que o Cuarteto ainda carrega consigo uma forma jovem de questionar a realidade, através de um humor e acidez características.
Se a banda ainda carrega o seu estilo comportamental dos anos 80, o som e as composições de Roberto Musso vem crescendo cada vez mais. Porfiado apresenta um estilo que lembra os dois últimos álbuns da banda, Raro e Bipolar, o que faz muitos o considerarem “o fechamento de uma trilogia”, o que não é errado. Como disse antes, a sonoridade evoluiu. Não que isso já não tivesse acontecendo naturalmente, mas a banda ganhou muito com elementos incorporados pelos dois novos integrantes. O que nem me fez sentir falta de Riki Musso, que deixou a banda depois da gravação de Bipolar.
Como de costume, as letras são um caso a parte. Abordando mais uma vez histórias de personagens que são, na sua maioria, indivíduos bem definidos em busca de algo, Roberto Musso continua se mostrando afiado nas composições. Faixas como “Buen Dia Benito”, “Insaciable” e “Algo mejor que hacer” são apenas alguns exemplos disso.
Quem acompanha o Quarteto sabe que a banda já passou por diversas fases sonoras. Já foi dark, pop, punk e hoje parece ter se acertado nesse rock com pitadas oitentistas, cheio de requinte e reflexão, mas sem deixar de lado a sua essência, o que faz de sua obra algo único e sempre pessoal.

El Cuarteto de Nos – Porfiado
Lançamento: 26 de abril de 2012
Gravadora: Warner
Gênero: Rock
Produção: El Cuarteto de Nos e Juan Campodónico
Faixas:
01. Algo Mejor Que Hacer
02. Cuando Sea Grande
03. El Balcón De Paul
04. Buen DÍa Benito
05. El Lado Soleado De La Calle
06. Lo Malo De Ser Bueno
07. Enamorado Tuyo
08. Sólo Estoy Sobreviviendo
09. Vida Ingrata
10. Insaciable
11. No Te Invité a Mi Cumpleaños
12. Todos Pasan Por Mi Rancho
Lançamentos: Lana Del Rey – Born To Die


Elizabeth Grant, ou Lana Del Rey, é a mais nova cantora a conquistar novos horizontes. Com apenas 25 anos, está prestes a lançar o seu primeiro álbum “Born to die” que já está circulando na internet.
Em outubro de 2010, o primeiro single “Video Games” lançado pela gravadora “Stranger Records” conquistou a 5ª posição no Itunes Album Charts e foi incluída na série de TV “Ringers”.
“Born To Die” é o segundo single escolhido do álbum e o videoclipe lançado no You Tube deve completar 14 milhões de visualizações em breve.
Recentemente se apresentou no programa Saturday Night Live e recebeu duras críticas por parecer desconfortável no palco. A questão é que independente desta performance, o novo álbum traz um ritmo relaxante e diferente da moda dance que figura os charts mundiais. Atualmente, Lana está por conta da Insterscope Records e diz que entre suas influências musicais podemos citar Bob Dylan, Kurt Cobain e até mesmo Britney Spears.
No álbum podemos destacar as músicas “Diet Mtn Dew”, “Blue Jeans”, “National Anthem” e “Off To Races”. Apesar de não estar disponível no álbum, a faixa “Kinda Outta Luck” foi divulgada na internet e completa a lista de boas canções que poderiam se encaixar perfeitamente em seu disco de estréia. O álbum não é comercial e não possui nenhuma música chiclete, mas peca por ter deixado outras canções de fora da tracklist final.
A partir do dia 31 de janeiro “Born To Die” estará disponível nas lojas digitais e físicas e, sem dúvidas, é uma das grandes promessas de 2012.
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Lana Del Rey – Born To Die
Lançamento: 31 de janeiro de 2012
Gravadora: Interscope
Gênero: Pop Rock / Indie Pop
Produção: Justin Parker, RoboPop
Faixas:
01. Born to Die
02. Off to the Races
03. Blue Jeans
04. Video Games
05. Diet Mountain Dew
06. National Anthem
07. Dark Paradise
08. Radio
09. Carmen
10. Million Dollar Man
11. Summertime Sadness
12. This Is What Makes Us Girls
Lançamentos: Fresno – Cemitério das boas intenções


Assistindo um programa chamado “Rock Estrada” apresentado pelo canal Multishow, pude conhecer um pouco da carreira solo do vocalista da banda Fresno e do Beeshop. Esse programa apresenta a vida, como sugere em seu título, na estrada de músicos de rock. Nesse episódio, Lucas é um músico e como qualquer outro artista, quer mostrar seu som, de cara limpa, plugar seu instrumento e cantar as músicas que compôs.
E foi com esse espírito “do it yourself” que em dezembro de 2011, a banda de Lucas, a Fresno, disponibilizou em seu site e no facebook um EP com 4 faixas, o primeiro de uma série de 3 EP’s temáticos, intitulado “Cemitério das boas intenções”. Esse trabalho inicia uma nova fase da banda, independente, sem a Universal e sem Rick Bonadio. Aparentemente sem pensar em estratégias comerciais, a Fresno começa a fazer aquilo que uma banda de rock normalmente faz: confusão. Tanto no som quanto nas letras do ep, muitas posições são tomadas, pontos de vista quanto a religião, mídia, ego, solidão, hipocrisia, letras que criticam a sociedade contemporânea, a falta de valores, a superficialidade no mundo. Um tom amadurecido, mas que ainda é voltado para seu público, de maioria adolescente.
No cenário de caos sugerido pelas letras, a sonoridade da banda acompanha a idéia. O som está mais pesado, agressivo. A primeira faixa, “Crocodilia”, tem trechos que lembram muito “Slither” da banda Velvet Revolver, principalmente pelas guitarras e um grito no final do riff principal. A faixa seguinte “A Gente Morre Sozinho”, a mais sombria, remete a bruxaria e é o ponto alto do EP, principalmente por sua harmonia e melodia. “Não vou mais” é uma música que dosa partes suaves com partes pesadas. A última música do EP, “Relato de um homem de bom coração” é uma regravação do último cd, Revanche, música que destoa das outras três, um bom tema para a novela Malhação.
Tecnicamente, o EP apresenta falhas graves tanto na produção quanto pós produção. O som ficou embolado, o que de certa maneira, até contribuiu para um clima sombrio no ep. No final não sei dizer se é uma evolução da banda pois de fato não conheço sua história. Mas o que posso dizer é que existe uma estratégia de trabalho nesse EP. Para baixar o ep gratuitamente pelo facebook é necessário “curtir” a banda. A Fresno aprendeu a trabalhar com a gravadora, lançou poucas músicas, possibilitando três momentos de novidade para a mídia e para o público. Nos lançamentos de cada EP os fãs digerem aos poucos o som em seus smatphones e mp3 players. Para atender a gostos diferentes, foram produzidas quatro músicas diferentes, mesclando o rock pesado com suaves harmonias. Dessa forma, a banda consegue atender demandas diferentes. Ela soa como uma banda de rock que faz música autoral, e principalmente sem rótulos, isso, caso não estivesse escrito Fresno na capa, que por sinal, tem quatro bois no meio do mato. Serão filhos de Atom Heart Mother?
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Fresno – Cemitério das boas intenções
Lançamento: 12 de dezembro de 2011
Gravadora: Independente
Gênero: Rock
Produção: Lucas Silveira & Rodrigo Tavares
Faixas:
01. Crocodilia
02. A Gente Morre Sozinho
03. Não Vou Mais
04. Relato de Um Homem de Bom Coração (acústico)
Lançamentos: Nickelback – Here And Now


O Nickelback é daquelas bandas e, que as pessoas são claramente obrigadas a se posicionar entre o amo ou odeio. Eu já amei, já odiei e hoje sou bem neutro com relação ao trabalho do grupo liderado por Chad Kroeger. Se me tornei fã na época de “Leader Of Man”, “Cowboy Hat” e achei que “How You Remind Me” era o máximo de pop que a banda faria, fui surpreendido com os álbuns que se seguiram.
Peguei o sétimo álbum de estúdio, Here And Now, com certa desconfiança para ouvir. Apesar de estar numa fase neutra, sempre olho com um olho meio torto pro Nickelback pelos seus últimos dois álbuns, All The Right Reasons e Dark Horses. Músicas como “This Means War”, “Bottoms Up” e “Midnight Queen” tentam buscar as guitarras de All The Right Reasons, o que talvez é o único ponto positivo do álbum lançado em 2005. “Midnight Queen”, aliás, pode ser vista como uma das melhores músicas do disco.
No mais, a banda bebe exaustivamente no pop chiclete que a consagrou. Não que eu considere um defeito, até porque Here And Now é, pra mim, o melhor disco do Nickelback desde o sucesso com “How You Remind Me”. Apesar disso, músicas como “Lullaby”, “Trying Not To Love You” e “When We Stand Together” podem parecer legais numa primeira audição, mas possuem potencial mais do que suficiente para atrair novos “haters” para o clube anti-nickelback, devido ao seu potencial para tocar em rádio e TV de forma exaustiva. “When We Stand Together”, aliás, é o primeiro single do álbum…
Após o final com “Don’t Ever Let It End”, continuo neutro com relação à banda. Apesar de lançar um álbum melhor que os dois últimos, o mais do mesmo continua se fazendo presente em cada uma das 11 faixas. A grande aposta do Nickelback é a de que o ‘mais do mesmo’ pode ser bom em alguns momentos e, não vou negar, serão muitos os que me verão ouvindo “Midnight Queen” por aí.
Não sou daqueles que dizem que a banda mudou demais ao longo dos anos, mas ainda sinto falta daquele Hard Rock dos primeiros álbuns. Sinto falta de ouvir algo como “Old Enough” ou “One Last Run”. Mas os tempos são outros… e a pegada do Nickelback é outra.
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Nickelback – Here And Now
Lançamento: 21 de novembro de 2011
Gravadora: Universal/Roadrunner
Gênero: Hard Rock / Pop
Produção: Nickelback, Joey Moi & Brian Howes
Faixas:
01. This Means War
02. Bottoms Up
03. When We Stand Together
04. Midnight Queen
05. Gotta Get Me Some
06. Lullaby
07. Kiss It Goodbye
08. Trying Not To Love You
09. Holding On To Heaven
10. Everything I Wanna Do
11. Don’t Ever Let It End
Lançamentos: Melanie C – The Sea

Uma das ex-Spice Girls mais bem sucedidas em carreira solo está de volta com o novo álbum chamado The Sea. Trabalhando em sua gravadora independente (Red Girl Records), Melanie C apresenta neste trabalho a música “Rock Me” (tema da Copa do Mundo Feminina de 2011), a dançante “Think about it” e o novo single “Weak“.
Para muitos, Mel C seguiria a linha dance das duas primeiras músicas de trabalho, porém o álbum traz o pop rock dos álbuns anteriores (This Time e Beautiful Intentions) com letras profundas e melodias bem trabalhadas.
O disco conta a com a produção de Andy Chatterley, o mesmo que trabalhou em Aphrodite de Kylie Minogue, e conquistou o primeiro lugar entre os álbuns mais vendidos no Reino Unido. Mel C escreveu quase todas as faixas do álbum com diversas parcerias.
Apesar de dizer em seu Twitter que gostaria de vir fazer shows no Brasil, The Sea não foi lançado por aqui. No Reino Unido o disco atingiu a 6ª posição no Indie Charts.
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Melanie C – The Sea
Lançamento: 02 de setembro de 2011
Gravadora: Red Girl / Warner
Gênero: Pop / Dance / Rock
Produção: Andy Chatterley e Melanie C
Faixas:
01. The Sea
02. Weak
03. Think About It
04. Beautiful Mind
05. One by One
06. Stupid Game
07. All About You
08. Burn
09. Drown
10. Get Out of Here
11. Enemy
Lançamentos: Joe Jonas – Fastlife
Apesar do do sucesso mundial com os irmãos, não vou falar sobre Jonas Brothers. Todo esse “blá blá blá” de astro-teen fica de lado no recém lançado Fastlife, novo (e primeiro) disco solo de Joe Jonas.
Se eu não soubesse da origem e de como começou a carreira de Joe, eu não apostaria que ele teria vindo da Disney. Não que as coisas vinda de la sejam ruins, porque não são, muito pelo contrário é tudo muito bem produzido e bem feito, mas é que o amadurecimento no trabalho solo do Joe é tão grande, que nem parece que ele já foi uma “criança da Disney”.
Joe Jonas cresceu fisicamente e cresceu musicalmente. Deu um “pulo” enorme dos trabalhos com os irmãos para o trabalho atual. Ele agora aposta em um pop mais maduro, bem mais trabalhado nos vocais e com uma mistura de eletro, que dificilmente vai te deixar parado enquanto escuta.
A primeira música de trabalho é “See No More”. Com um clipe bem posicionado, principalmente na parte fotográfica, Joe aposta no som, na sensualidade e, diga-se de passagem, ele acertou no que fez. “Just in Love” é a música de trabalho seguinte, com uma letra mais sussurrada e com back vocais muito bem trabalhados.
Com uma pegada mais pop e mais dançante em “All this Time” e “Fastlife”, além de uma balada (sem perder todo o contexto do disco) com “Sorry”, Joe faz um novo som que podemos comparar ao de Justin Timberlake.
O disco em si é um trabalho interessante, é algo bem mais criativo e mais liberal para Joe, do que o trabalho com os irmãos. Se ele é o “novo” Timberlake, ainda é cedo pra dizer. Mas, se continuar nesse caminho, Joe mostra que tem ainda muito mais para oferecer.
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Joe Jonas – Fastlife
Lançamento: 11 de outubro de 2011
Gravadora: Hollywood Records
Gênero: Pop
Produção: Danja, Rob Knox, Brian Kennedy, Adonis Shropshire, Hit-Boy
Faixas:
01. All This Time
02. Just in Love
03. See No More
04. Love Slayer
05. Fastlife
06. Make You Mine
07. Sorry
08. Kleptomaniac
09. Not Right Now
10. Take It and Run
11. Lighthouse
12. Just in Love (Feat. Lil Wayne)
Lançamentos: We Are The In Crowd – Best Intentions

A primeira vez que ouvi o som do WATIC foi em 2010 e eles estão na estrada desde 2008, desde New York e em 2012 tocarão em solo brasileiro. A banda americana que começou a se destacar na internet e mais tarde na Warped Tour, divide os vocais entre Tayor Jardine e Jordan Eckes, trazendo o seu melhor no primeiro álbum em estúdio: Best Intentions.
Confesso que pelo que ouvi do primeiro EP (Guaranteed To Disagree), o Best Intentions passou a ser um dos álbuns que eu mais esperava para esse final de 2011. O primeiro single, “Rummor Mil”, que foi lançado um pouco antes do álbum, veio com os vocais bem mais revezados e com uma Taylor Jardine dando bem mais da sua voz.
Algumas baladas no álbum (“Kiss Me Again”, “All or Nothing”), trazem um pouco de nostalgia, te levam a pensar que seriam trilhas ideais para uma comédia romântica. O WATIC leva bem esse lado das composições com letras sentimentais e não perderam isso no Best Intentions, muito pelo contrário, aprimoraram mais ainda com os arranjos mais delicados e bem mais trabalhados nos acompanhamentos.
Algo que considerei como um dos maiores crescimentos da banda do EP para o álbum em estúdio é a bateria do Best Intentions. Rob Chianelli acertou como nunca nos arranjos e na “pegada” que com certeza ficou bem mais significativa no trabalho atual.
O resumo da voz mais relevante, dos revezamentos bem feito, do peso da bateria, fica por conta da faixa “Better Luck Next Time”, que pra mim é a melhor do álbum e uma das melhores da banda até agora.
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We Are The In Crowd – Best Intentions
Lançamento: 04 de outubro de 2011
Gravadora: Hopeless Records
Gênero: Pop Punk
Produção: Zack Odom e Kenneth Mount
Faixas:
01. Rummor Mil
02. It’s Not Goodbye, It’s BRB
03. The Worst Thing About Me
04. Kiss Me Again
05. On Your Own
06. All or Nothing
07. Exits and Entrances
08. See You Around
09. You’ve Got It Made
10. Better Luck Next Time
Lançamentos: Maria Rita – Elo

Maria Rita lançou Elo, seu quarto cd de estúdio, que tem um repertório que gera polêmica entre os fãs e que marca a volta da cantora, mesmo que aos poucos, ao estilo que a consagrou no primeiro trabalho. Produzido pela própria Maria Rita, o álbum é uma forma de agradecimento aos fãs por terem aceitado tão bem o seu famoso ”show sem nome”, onde ela interpreta seus maiores sucessos e músicas até então nunca gravadas. Este show começou a rodar o país logo após o encerramento da turnê de seu último cd, Samba Meu.
Há quatro anos sem lançar nada, a expectativa em torno desse álbum era muito grande e para muitos fãs se tornou uma decepção. A maioria das canções de Elo já vinha sendo apresentadas nesse atual show e devido ao grande tempo que o mesmo percorre o país – há mais de um ano – algumas das músicas acabaram ficando exaustivas. Além do mais, até poucos meses atrás era possível ouvir da boca da própria cantora que aquele projeto não tinha pretensão de virar cd e nem DVD e, no entanto, veio essa surpresa, digamos, já esperada.
Para os fãs exigentes, o cd pode soar como algo preguiçoso e sem criatividade, principalmente pelo fato de algumas canções como Conceição dos coqueiros (Lula Queiroga), Santana (Junio Barreto), Perfeitamente (Fred Martins e Francisco Bosco), Nem um dia (Djavan) e A história de Lilly Braun (Chico Buarque e Edu Lobo) terem a mesma sonoridade do show sem nome e parecerem o resultado de um “copia e cola’’ do palco para um disco comercializável.
O lado bom dessa história é que a cantora apresenta outras boas músicas, estas realmente inéditas para os fãs, como Coração a batucar (Davi Moraes e Alvinho Lancelotti) um samba que é a maior surpresa do cd e mostra que o mesmo poderia ter sido tão sofisticado quanto o seu arranjo, além de trazer novamente uma Maria Rita jazzística. Pra matar meu coração (Daniel Jobim e Pedro Baby), outro samba inédito, é uma canção que também tem grande destaque no repertório, além de ser o primeiro single do álbum.
Em Menino do rio, clássico de Caetano Veloso, Maria Rita deixa clara a sua maior característica que é a capacidade de se envolver com a letra de uma música, de fazer parte da história que está sendo contada, além dar um bom tom de dramaticidade a interpretação.
Outra característica positiva do álbum é que a cantora traz de volta ao seu time, compositores como Rita Lee na música Só de você e Marcelo Camelo em A outra. As duas músicas que também figuraram no show receberam uma roupagem nova e ficaram ainda mais interessantes.
Fechando o track list do cd, Coração em desalinho (Monarco e Ratinho) é infelizmente algo que incomoda nessa seleção. A música foi gravada, a princípio, para a trilha sonora de uma novela e aparece como faixa bônus e também como peça que não se encaixa dentro do repertório. Uma faixa dispensável e que poderia dar lugar a outra música inédita.
Elo é um cd ousado e que fica num patamar um tanto distante dos trabalhos já lançados pela cantora, mas prova que Maria Rita amadurece a cada projeto e ainda é uma das melhores cantoras da MPB. O disco também pode ser encontrado em vinil.
Lançamento: 22 de Setembro de 2011
Gravadora: Warner Music
Gênero: MPB
Produção: Maria Rita
Faixas:
Conceição dos coqueiros
Santana
Perfeitamente
Coração a batucar
Menino do rio
Pra matar meu coração
A história de Lilly Braun
Nem um dia
A outra
Só de você
Coração em desalinho
Lançamentos: Red Hot Chili Peppers – I’m With You
Por muitas vezes pensei em não escrever sobre o I’m With You, tamanha a expectativa que carregava em torno do aguardado novo álbum do Red Hot Chili Peppers. E, certamente, o maior motivo dessa expectativa toda se deve a saída de John Frusciante e a entrada de Josh Klinghoffer.
Os dois, já amigos de longa data, possuem muitos pontos em comum e, além disso, Klinghoffer já trabalhava com a banda durante a (curta) turnê do Stadium Arcadium. Talvez por esses motivos apresentados que não me juntei ao grupo de temerários pelo fim do Chili Peppers quando a troca foi anunciada. Apesar disso, a curiosidade era tão óbvia que meu mês de agosto – quando falamos de música, claro – pode ser resumido no fato d’eu ficar monitorando blogs e redes sociais para ter saber quando o álbum estivesse disponível.
Pela proximidade de estilo dos guitarristas, não aguardava grandes mudanças no som do Chili Peppers. Fato que ficou comprovado com o lançamento do primeiro single, “The Adventures of Rain Dance Maggie”. A música, que acaba destoando do resto do álbum quando comparamos faixa a faixa, deixou claro que I’m With You dava as caras como mais um álbum dentro da fórmula atual e já conhecida da banda, desenvolvida com Californication e aprimorada nos álbuns seguintes.
Com produção de Rick Rubin, o disco abre com “Monarchy of Roses” e, não sei se intencionalmente ou não, conta com um início parecido com o de “Warped”, música que abre o One Hot Minute (1995) e que também não conta com John Frusciante como guitarrista.
A medida que se segue, I’m With You vai alternando entre músicas com arranjos acima do normal, influências latinas e dois quesitos que Anthony Kiedis, Flea e Chad Smith já estavam acostumados desde o Californication: Canções mais “tranquilas” e um funk-rock mais levado pro “pop”.
Os pontos altos ficam por conta de “Brendan’s Death Song”, “Annie Wants A Baby”, “Look Around”, “Did I Let You Know”, “Goodbye Hooray” e “Police Station”, faixas que seguram um álbum que, apesar de não ter nada que faça com que a banda possa fugir do seu formato atual, entrega aos fãs e apreciadores de boa música um trabalho que merece menções positivas, principalmente quando o objetivo de se superar as suas expectativas é cumprido, como no meu caso.
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Red Hot Chili Peppers – I’m With You
Lançamento: 26 de agosto de 2011
Gravadora: Warner
Gênero: Alternative Rock / Funk Rock
Produção: Rick Rubin
Faixas:
01. Monarchy of Roses
02. Factory of Faith
03. Brendan’s Death Song
04. Ethiopia
05. Annie Wants a Baby
06. Look Around
07. The Adventures of Rain Dance Maggie
08. Did I Let You Know
09. Goodbye Hooray
10. Happiness Loves Company
11. Police Station
12. Even You Brutus?
13. Meet Me at the Corner
14. Dance, Dance, Dance





