Interrogatório: Comma

Interrogatório: Comma

Formada por Mini Lamers (voz e violão) e Didi Cunha (bateria e backing vocals), a Comma é um duo feminino de pop/rock formado em 2006 na cidade de São Paulo.

Em entrevista exclusiva, a banda revela os detalhes de seu segundo álbum, que sairá em 2013, e contam um pouco de sua história.

De onde surgiu o nome “Comma”?
Comma é vírgula em inglês. Nós nos interessamos a princípio pelo gráfico, pela figura da vírgula. Eu poderia encher linguiça aqui falando sobre o significado da vírgula na gramática, mas na real foi um bom logo e um nome que soou bem pra nós na hora que surgiu.

Como surgiu a ideia de montar a banda?
Nós tocávamos em uma banda chamada Elevador, uma banda que a Didi tinha com amigos da faculdade, quando decidimos deixar o barco pra tocar e cantar nossas próprias composições. Foi na sala de casa, com violão e meia lua que nasceu o Comma.

Qual foi a sensação de lançar o primeiro disco de vocês?
Uma sensação incrível, de muito orgulho e dever cumprido. Monkey foi nossa primeira experiência, num estúdio grande, com produtor, gravando com clique e tudo. Deu trabalho, mas foi uma delícia. Gravar um disco é algo que exige muita dedicação, além de um gordo investimento. Nós que somos independentes arcamos com todas as despesas de produção, nada fácil.

Quais são suas maiores inspirações?
Quando começamos ouvíamos muito uma dupla de irmãs canadenses, Tegan and Sara, e isso nos encorajou a encarar também esse formato, sem ser sertanejas. Separadamente temos diferentes inspirações musicais, acho que em comum a maravilhosa Cat Power, Smiths, e outros dos 80. Mas gostamos de muita tranqueira também, nos divertimos horrores com a música pop que toca no rádio.

Qual é a expectativa da dupla em relação ao novo álbum?
Ficamos quase três anos criando, amadurecendo e produzindo o novo trabalho, e agora ele está na fase final, de masterização. É um disco bem diferente do primeiro, ele vem mais pesado, mais denso. Tentamos avançar a ideia de ser uma banda de pop-folk-fofo e encaramos um lado mais rock. Espero que as pessoas se surpreendam, curtam muito e nem pensem em sair para pegar bebida no meio do show.

Vocês preveem uma turnê logo apos o lançamento do Outside?
Essa parte de pegar a estrada é sempre uma surpresa, mas queremos sim, tocar em algumas cidades do interior que passamos e adoramos, cidades que ainda não tocamos e queremos muito tocar fora do Brasil. Casas de shows, produtores, empresários do show business, façam suas ofertas!

A banda já tem algum plano de novo álbum ou um DVD?
Nosso novo álbum é o Outside, que sairá para o público no começo de 2013. Ainda não pensamos em DVD, e os próximos projetos ainda estão por começar. É sempre assim, quando lançamos um disco já estamos pensando no próximo, mas… Vamos com calma.

Agora, para fechar com chave-de-ouro, um recado para os leitores do Audiograma e para todo o pessoal que acredita no trabalho de vocês.
Pessoal, obrigada a todos que curtem o Comma, logo teremos novidades! E enquanto vocês esperam o Outside, fiquem com o vídeo da música Earthquake, feito no estúdio durante as gravações:

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Interrogatório: Mike Squires(Loaded)

Interrogatório: Mike Squires(Loaded)

Guitarrista de uma das bandas mais completas do rock atual, Mike Squires (Loaded) falou sobre novos projetos, sobre a nova turnê e muito mais. Confira abaixo a versão em inglês e, em seguida, a versão traduzida.

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Entrevista em inglês:

Are Loaded planning a new record?
Mike: Eventually, yes! We were loosely planning on recording an EP this Summer but time got away from us and we weren’t able to make it happen. Hopefully 2013 will see a new release for Loaded, though.

Are you guys excited to this new tour, where you’ll play with Alice Cooper and Ugly Kid Joe?
Mike: Of course! We’re always excited to play live but playing with these bands in particular will be super fun. Alice Cooper is obviously a legend and has a storied history. It will be an honor. And, UKJ are back together and super energetic so it will be inspiring to try and soak up some of that energy, as well.

Who are the musicians/bands who have influenced you? and what about these new bands?
Mike:I don’t know much about new bands. Sometimes I like new bands, but very rarely do I enjoy new hard rock or metal bands. Punk bands more often than anything else. My favorite artists are Prince, Drive Like Jehu, ACDC, Appetite-era Guns, and Peter Green’s Fleetwood Mac. An odd collection, I know.

Loaded have plans to come back to Brazil?
Mike: Certainly hope that we’ll be back sooner than later! We “may” have some plans to be back in 2013. Keep your ears open!

What’s the record who means “rock n roll” to you?
Mike:ACDC, Highway to Hell

What band would you like to show for the “kids” who are only startin to listen rock n roll?
Mike: ACDC

In your opinion, what song cant be out of Loaded’s setlist gig?
Mike: Executioner’s Song or Seattlehead.

How was the feeling about playing in Brazil for a couple of times?
Mike: Our shows in Brazil have always been super exciting, hot and sweaty rockfests! The fans there are 2nd to none and make you feel so at home and welcome. Its amazing. The festival dates are off the hook and club dates are packed!

About your internet projects: how did you get the idea of doing your own blog?
Mike: Oh, I don’t know. I think I was bored. I don’t do a very good job of keeping up on my blog at all! I should, but I don’t. Maybe some day it will be a little more active. hahaha!

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Entrevista em português:

O Loaded têm planos para um novo álbum?
Mike: Eventualmente, sim! Nós estamos pensando vagamente em gravar um EP neste verão. Mas o tempo ficou curto pra gente e com isso não somos capazes de realizar isso. No entanto, esperamos que em 2013 tenhamos um novo álbum(EP) em mãos.

Estão ansiosos para iniciar a turnê, na qual irão abrir pro Alice Cooper e pro Kid Joe?
Mike: É claro! Estamos sempre animados para tocar ao vivo, mas agora com estas bandas será ainda mais divertido, pelo menos pra mim. Alice Cooper é, obviamente, uma lenda e tem história na música. Será uma honra. E o UKJ estão juntos novamente com muita energia e que isso possa passar pra gente também.

Quais são os músicos/bandas que te influenciaram? Tem algum dos dias de hoje que te influencia?
Mike: Eu não sei muito sobre os novos grupos. Às vezes ouço uma banda nova, mas é algo bem raro. Eu gosto de algumas bandas que estão começando agora que focam mais no Hard Rock e também no metal. Já os grupos de Punk eu ouço mais do que qualquer outra coisa. Os meus artistas preferidos são: Prince, Drive Like Jehu, ACDC, Guns n’ Roses(era-Appetite), e Peter Green Fleetwood Mac. Sei que é uma estranha coleção(diversidade).

Vocês do Loaded têm planos para voltar ao Brasil?
Mike: Certamente espero que a gente volte logo. Podemos ter alguns planos para voltar em 2013. Fique ligado!

Qual é o disco que define o que é rock n’ roll pra você?
Mike: ACDC, Highway To Hell

Indicaria algum som bacana pra garotada que está começando a ouvir rock n’ roll agora?
Mike: ACDC

Pra você: qual é a música que não pode faltar no set-list de um show do Loaded?
Mike: Executioner’s Song ou Seattlehead.

Como foi a experiência de tocar no Brasil algumas vezes?
Mike: Nossos shows no Brasil sempre foram excitantes e quentes. Os fãs de lá fazem com que você se sinta em casa, bem confortável. Incrível.

Indo para seus projetos na internet: como surgiu a ideia de montar o próprio site/blog?
Mike: Ah, eu não sei. Acho que estava entediado. Eu não faço um bom trabalho em manter o blog da maneira correta. Eu deveria fazer isso, mas não. Talvez um dia ele vai ser algo mais ativo. Hahaha.

Interrogatório: Roberta Sá

Interrogatório: Roberta Sá

Roberta Sá está em turnê para divulgar o seu mais recente cd, intitulado Segunda Pele, e pra os fãs entenderem um pouco mais sobre o álbum, a cantora conversou com o Audiograma e compartilhou algumas curiosidades sobre o trabalho.

Segunda Pele é o quarto álbum de estúdio e apresenta um repertório de canções de compositores mais contemporâneos, além de apresentar uma Roberta Sá mais madura e cada vez mais talentosa.

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Como surgiu o título “Segunda Pele”?

A partir de uma canção do Carlos Rennó e do Gustavo Ruiz. É um título que pode ser interpretado de várias maneiras. É sensual, leve, e dúbio como o disco. Acho que ele inaugura uma nova etapa na minha história.

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Como foi feita a escolha do repertório?

Eu realmente não queria fazer um disco autoral, no sentido de compor as canções. Queria fazer um disco de intérprete, com compositores contemporâneos que me mostraram músicas inéditas. Esse movimento está cada vez mais difícil, porque eu tenho que ter uma relação pessoal com os compositores que gravo. Mesmo que seja breve, porque uso a música como matéria prima da aproximação. Preciso saber se o eu quero dizer o que ele está dizendo. O Lula me apresentou o Dudu Falcão, o Moreno Veloso me chamou a atenção pro Rubinho Jacobina e no fim eu estava com um repertório que eu queria. Deu tudo certo. Expus esse momento porque gosto de dar crédito a todo tipo de ajuda que recebo na hora de fazer um disco. Isso é uma coisa minha. Encontrei com cada um deles para trocar ideias. Cada uma tem uma historinha. Coisas que vivi, aprendi e queria compartilhar com o público.

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Qual a diferença da Roberta Sá do primeiro disco pra a Roberta de Segunda Pele?

Alguns anos.

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Você acha que é obrigatório pra uma cantora seguir um padrão na sonoridade do disco pra não decepcionar a quem ouve ? Inovação é correr risco?

Não. Ficar parado é que é.

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A opinião dos fãs influencia na hora de pensar em um novo trabalho?

Sim, porque durante as turnês a reação do público me inspira. E não porque criar é solitário, mesmo que seja um solitário coletivo. Como é o meu  caso, já que todos os músicos, técnicos, compositores e afins que passam pelo disco deixam sua contribuição de talento e criação.

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Você assina a música No Bolso junto com o Pedro Luís. Como foi essa parceria?

Quase toda conversa vira música aqui em casa. O Pedro é compositor por vocação, este é o seu ofício. Para o novo disco, fizemos juntos “No Bolso”. É uma música que fala da solidão urbana e das ferramentas que a gente encontra pra disfarçá-las. Ipods, telefones, estão sempre no bolso pra nos distrair. Trocamos uma ideia sobre isso e ele veio com essa letra duas horas depois. Sentamos no sofá, e terminamos a música juntos. Juntos, musicamos. É uma música feita pra pular, pra tirar a loucura do mundo do nosso sistema.

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Em “Esquirlas” você experimenta cantar em outra língua. Como foi a experiência de gravar o dueto com o Jorge Drexler?

Eu achei que havia chegado a hora de me lançar nesse desafio como intérprete: o de gravar em outra língua. E como o Drexler faz parte dos compositores contemporâneos que eu admiro tanto, pensei em pedir uma canção. Ele me veio com essa inédita. “Ahi vá mi voz buscándote muerta de fiebre” poderia ser o nome do disco. Além disso, “esquirlas” são estilhaços de bombas, o que forma uma imagem, infelizmente, muito corriqueira nos dias de hoje. Foi tudo muito delicado, simples e bonito. O Drexler é um lord. Corrigiu as palavras que eu estava pronunciando errado. E só!

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Quais são os compositores que ainda não trabalhou e tem vontade de gravar?

Tantos. Principalmente os que estão por vir.

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O que o público de BH pode esperar do seu novo show?

Harmonia, sintonia, música, paixão, vontade… Como diria Lula Queiroga: olho iluminado, braço arrepiado…

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Agradecimento especial  à Patrícia Klingl (Assessoria Palavra) pela atenciosa ajuda para realização dessa entrevista.

Foto: Maurício Santana / Turnê Segunda Pele

Interrogatório: Runner Runner

Interrogatório: Runner Runner

A Runner Runner é uma banda que está crecendo no cenário internacional e tem vendido muito. Eles começaram uma turnê com as bandas The White Tie Affair e Secohand Serenate em junho de 2010 e, mais tarde, outra com as bandas Forever The Sickets Kids, Yellowcard e Good Charlotte.

Para 2012 eles já estão com shows marcados na Califórnia, em fevereiro, mas vem muito mais por aí. O debut da banda, Runner Runner, foi lançado pelo selo do apresentador de TV norte americana David Letterman, em parceria com a EMI e o selo MRV. A música “So Obvious” já ficou entre os mais 40 mais expostos singles da revista Billboard no ano de 2010.

Batemos um papo rápido com Peter Munters, guitarrista da banda, onde falamos sobre o que é tocar, como se sente e com direito a recadinho para os fãs brasileiros.

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Qual é a maior influencia da banda?

As maiores influências para a nossa banda são a vida, o amor e as histórias que nos inspiram a contar histórias. Quando éramos jovens, desajeitados e com os olhos arregalados, a música nos deu um lugar para pertencer. Esperamos que alguém ouça as nossas músicas e fiquem com um pouco desse sentimento.

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Quem são os membros mais ativos no processo de composição?

Todos nós escrevemos músicas e canções, tanto individualmente e em conjunto. Eu acho que nossas melhores músicas vêm do esforço coletivo. Nick e Ryan possuem uma equipe super produtora chamada de Blueprint, que provavelmente vocês irão ouvir falar em breve! Eu adoro escrever músicas com Jon, porque ele pega a minha idéia mais estranha e acha uma forma legal de misturar e torna-la incrível.

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Quais são seus planos sobre o Brasil, algum plano para tocar aqui este ano?

Meus planos para o Brasil são de voltar aí assim que possível. O que é essa terra bonita e essas pessoas que vocês têm? Eu amo isso! Nós veremos logo que possível.

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Você já conhece os fãs aqui? O que você pensa disso?

Eu acho que isso é basicamente mágico. O poder da mídia e da internet tem realmente dado as pessoas ao redor do mundo a oportunidade de ouvir a música que eu faço parte. Às vezes você tem que parar e beliscar para acreditar!

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Que instrumento você toca e o que ele representa para você?

Eu toco guitarra em primeiro lugar. Isso me lembra que eu posso ser tão alto quanto qualquer um. Cantar é o meu primeiro chamado como músico, porém, eu não posso parar de cantar para salvar minha vida. Desculpas a qualquer pessoa que tenha achado isso desagradável no passado. Eu amo vocês!

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Como você se sente ao tocar?

Quando você está no palco, especialmente quando o público está envolvido na música, o sentimento é diferente. É como congelar o tempo e voar ao mesmo tempo. Como você ter a melhor idéia que você já teve e o melhor sentimento… tão intenso que, se você parar para pensar realmente sobre ele, você pode perder alguma coisa, o que seria trágico. Isto me faz muito grato por ter esta jornada em minha vida.

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Deixe uma mensagem para os fãs brasileiros.

Obrigado! Beijos! Estou sonhando com a próxima vez que eu vou entrar em contato com o meu lado brasileiro. Bebam guaraná para mim!

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Interrogatório: Los Hermanos

Interrogatório: Los Hermanos

Com apenas seis shows realizados desde o anúncio do hiato, em abril de 2007, o Los Hermanos anunciou recentemente uma série de shows que serão realizados entre os meses de abril e maio de 2012 e, desde então, vem aguçando o desejo dos fãs por mais shows, material inédito e uma volta definitiva da banda.

Formada em 1997 no Rio de Janeiro e com quatro álbuns de estúdio lançados, a banda formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba coleciona hits, fãs e prêmios ao longo dos anos. E, para falar um pouco sobre essa volta aos palcos, fizemos um breve interrogatório com o baterista Rodrigo Barba.

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O Los Hermanos tem feito shows de forma esporádica. Agora, como foi a ideia de voltar aos palcos para uma sequência maior de shows?

Desde 2007, que foi quando resolvemos pela parada por tempo indeterminado, voltar aos palcos depende de vários fatores. Acho que o principal deles é existir a vontade de tocarmos juntos, paralelo a possibilidade disso acontecer sem atrapalhar a agenda dos nossos projetos.

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Essa sequência de shows pode gerar algum registo especial em CD/DVD? Existe a chance de algum material inédito da banda a ser lançado?

Por enquanto nada disso está em nossos planos. Nem o DVD e nem registro de músicas inéditas.

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Você esteve envolvido em um projeto onde se reunia com outros músicos para tocar o Bloco do Eu Sozinho (disco que completou 10 anos em 2011) na íntegra. Poderia falar um pouco mais sobre isso?

Criamos esse projeto para comemorar os dez anos do disco. Eu sempre gostei de shows desse tipo, onde a banda toca um disco na sua íntegra. Fizemos o primeiro show da banda na festa que o Melvin (baixista do projeto) promove na Casa da Matriz durante as férias. Foi divertido e acabamos levando o show durante o ano todo. Terminamos com dois shows muito divertidos em dezembro, um na Fundição Progresso e um “acústico” no Solar de Botafogo.

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Você participa de projetos que podem ser considerados estilos bem diferentes. Como é lidar com essa diferença musical existente entre o Canastra, o Ramirez e o Los Hermanos, por exemplo?

Como no Los Hermanos, entrei para esses projetos porque conhecia alguém, ou todos da banda. Isso ajuda muito a lidar com as diferenças. Assim a gente vai com calma se entrosando.

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O conceito de moda e tendência na música sempre existiu e vários movimentos nasceram assim. Você acredita que o Los Hermanos chegou a um patamar onde se transformou em uma das maiores influências indie/alternativo nacional? Como é lidar com essa responsabilidade?

Concordo que muita gente gosta do Los Hermanos. E como me identifico com essas pessoas porque também sou fã de várias bandas, a única coisa que espero é que, como aconteceu comigo, quem goste da gente também comece a produzir o que achar interessante. Esses termos: indie, alternativo nacional, responsabilidade nunca fizeram muito a minha cabeça e espero que não faça a de quem está escutando Los Hermanos ou tocando em seus projetos pessoais.

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Interrogatório: CW7

Interrogatório: CW7

A banda CW7 teve um começo bem familiar em 2002 e hoje chegou as paradas nacionais e concorre ao tão esperado VMB. O primeiro CD Nada Mais Me Importa Agora, foi lançado em 2008 e em 2011 a banda veio com um álbum produzido por Guto Campos, mesmo produtor da banda Restart, cujo nome é o mesmo da banda: CW7.

Perguntamos ao CW7 – mais especificamente a vocalista Mia – o que mudou em toda essa transição de 2002 até agora e como é fazer parte de um time que concorre ao VMB 2011.

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Ter uma banda em família é mais fácil para lidar com as diferenças ou isso acaba realmente afetando as relações familiares fora dos assuntos da banda?

Acho que por sermos em família, tudo fica mais fácil! Nossa convivência é boa e sempre nos demos muito bem, mas sabemos separar os assuntos pessoais dos profissionais.

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Já pararam pra pensar e refletir: começamos em 2002 e agora estamos concorrendo ao VMB?

Incrível! Estamos na correria há tanto tempo e esse ano conseguimos 2 categorias no VMB! Estivemos na maior torcida e fazendo várias maratonas de votação, mas só pelo fato de termos sido indicados, já é uma grande vitória pra nós!

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“Me Acorde pra Vida” levou vocês ao VMB. Como é fazer parte do time de bandas que concorre à mesma categoria de Hit do Ano? Vocês curtem alguma dessas bandas?

Nós ficamos muito honrados de concorrer nesta categoria ao lado de grandes bandas, como o Nx Zero, Fresno… Conhecemos quase todas pessoalmente e somos bem amigos, além de fãs também!! :)

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Bandas independentes crescendo cada vez mais, bandas mais pesadas ganhando destaque e a moda colorida tomando conta do que se diz sucesso hoje em dia. O que a CW7 acha do cenário musical atual?

Acho que, acima de qualquer moda ou tendência, o brasileiro tem percepção boa para a música! As bandas que estão fortes, como Nx Zero, Restart têm muita qualidade musical acima de qualquer coisa. Eu acho que todos que estão aí fazendo sucesso é por puro mérito! Merecem. Só gostaríamos que o Rock tivesse um espaço maior no cenário musical… seria ótimo isso. hehehe

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Podemos dizer que 2011 tem sido de sucesso e realizações para vocês. O que a CW7 pode adiantar dos planos para 2012?

Em 2012 queremos estar cheios de compromissos, muitos shows e muita musica nova pra vocês!!! E podem esperar que vem muita novidade por aí :)

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Por: Mari Duarte

Interrogatório: Strike

Interrogatório: Strike

Formado em meados de 2003, o Strike é uma banda de Rock de Minas e tem como estilo uma mistura de gêneros como punk e hardcore, aliado a letras melódicas.

A banda se destacou por sua formação solida somado a um som original e um espírito jovem de total diversão, o que levou o grupo formado por Marcelo, Rodrigo, Cadu, Andre e Fábio a alcançar o reconhecimento nacional em 2007, com o lançamento de Desvio de Conduta, seu álbum de estreia que vendeu 100 mil exemplares.

Aproveitando uma brecha na agenda, o vocalista Marcelo Mancini topou responder o interrogatório do Audiograma e o resultado disso você pode conferir agora.

De todas as conquistas do Strike até aqui, na opinião de vocês qual é a que mais se destacou? E algo que vocês ainda querem conquistar?

Ganhar todos os prêmios de revelação em 2008 foi importante pra banda, mas a maior conquista de todas até aqui é se manter no mercado fonográfico após 5 anos do lançamento do primeiro cd, levar a bandeira do rock nacional para todos os cantos do Brasil e ter uma base fiel de fãs. Essas são as nossas maiores conquistas e nossa meta é continuar na estrada durante muito tempo evoluindo nossa proposta.

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Vocês polemizaram, mas de uma forma engraçada, no clipe da música “A Tendência”, basicamente a onda pop que domina não só a música nacional como internacional. O que vocês pensam dessa forma de vender mais uma questão visual do que musical?

Acho que cada um tem a sua maneira de se encontrar no show business, existem bandas que o marketing visual é maior que a proposta musical, cada um cada um e nós respeitamos todo tipo de manifestação artística… Mas, no caso do Strike, priorizamos sempre a música. Vivemos a música, que é o mais importante disso tudo. A parte visual já vem impressa no nosso “lifestyte”, estará naturalmente inserida no contexto do nosso trabalho, sendo parte decorrente da nossa personalidade, mas acaba naturalmente sendo secundária uma vez que a música é o que fica pra eternidade.

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Quem vocês destacariam hoje na música nacional? E internacional?

A nova cena do rap nacional num todo está muito forte, apareceram vários talentos. Gosto muito do cd novo do Rancore. Internacional nós curtimos muito o último disco do Foo Fighters.

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Vocês estão sempre conectados e em contato com a galera que curte ou não o trabalho da banda. Esse feedback mais direto da galera (positivo ou não) influencia nas atitudes e nas composições do Strike?

Na verdade a gente absorve tudo que falam da banda visando a melhoria do nosso trabalho, mas nas principais decisões/composíções somos sempre convictos nas conclusões que chegamos juntos em laboratório. Acho que o artista não deve se deixar levar pela cobrança do público, nem da mídia. Não deve deixar que nada disso interfira na sua arte, por que o melhor caminho e mais verdadeiro é sempre aquele que vem de dentro.

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De uns tempos pra cá a internet tem sido uma ferramenta indispensável na divulgação da música, mas também colabora muito para a pirataria. Pra vocês uma coisa compensa a outra? Vale a pena vender um pouco menos de disco, porém um alcance maior do trabalho de vocês?

Com toda certeza vale sim, apesar da venda do cd ainda viabilizar várias ações em pról do trabalho, a internet é sem dúvida a ferramenta mais eficaz pra música hoje em dia.

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O Strike começou em Minas Gerais. Quais as maiores dificuldades que vocês encontravam naquela época? Vocês acham que realmente as maiores chances musicais estão concentradas em São Paulo?

Enfrentamos todas as dificuldades de uma banda iniciante. Tinhamos uma bagagem boa adquirida no circuito local, mas chegar onde chegamos era inimaginável. Pode se dizer que uma determinada hora da sua carreira é inevitável a mudança pra São Paulo. Aqui é o centro de tudo e nossa estadia na terra da garoa tem proporcionado várias ações importantes pra nossa caminhada.

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Qual é a música do Strike que sem dúvida alguma não pode faltar em um show? E uma que geralmente vocês não tocam, mas gostariam de tocar?

“O Jogo Virou” é nossa música mais emblemática e não pode faltar. “Desvio de Conduta” é uma que sinto falta nos shows.

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Com dois CDs lançados, podemos esperar um terceiro CD do Strike para 2012?

Tudo indica que nosso novo single entra nas rádios em dezembro, estamos na corrida pra finalizar o terceiro cd o mais rápido possível e o resultado tem sido sensacional até aqui.

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Colaborou: Mari Duarte.

Interrogatório: Lipstick

Interrogatório: Lipstick

Com origem em Santo André, em São Paulo, a banda Lipstick tem se destacado cada vez mais no cenário musical nacional. Com o diferencial por ser uma banda só de meninas, o trabalho vem ganhando mais espaço e mais respeito por onde elas passam.

Dos últimos trabalhos da banda, além do lançamento do segundo CD “Roquenroll”, o clipe da música “Simples Assim” foi destaque no Top10 MTV, seguido do de “Muito em Mim”, esse gravado em parceria com o Boticário.

Falamos com Dedê Soares, guitarrista da Lipstick, para saber mais sobre o trabalho da banda, as mudanças e os planos da banda para o futuro.

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A banda passou por uma alteração com a saída da baterista e então seguiu somente com 4 integrantes. O que é mais difícil na hora de escolher uma nova integrante, no caso de vocês a baterista, e que acaba talvez demorando dentro de todo processo?

A Lipstick existe há 8 anos. São muitos anos tocando com as mesmas pessoas, então qualquer mudança é uma “grande” mudança. Então preferimos continuar nós 4 que estamos a muitos anos lutando muito por esse sonho e enquanto isso, tocamos com bateristas convidados, que tem sido uma experiência incrivel.

Ja tocou com a gente o Andre Mattera, Iza Molinari, Allan Colosso, Fellipe Pellegrini Scripilitti, e atualmente estamos tocando com o Adriel Rosinelli.

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Os dois últimos clipes lançados, foram um sucesso. Já pensam em um terceiro clipe do CD “Roquenroll”? Ainda nesse assunto de vídeo, pensam em investir mais em web clipes?

Gravamos um web clipe recentemente de uma faixa ainda desse disco “Roquenroll”, com a Julia Lacerda, e assim que estiver pronto lançaremos na Internet. Mas temos um projeto de fazer mais um clipe até o fim do ano, e assim que começar o ano ja pretendemos gravar umas musicas novas e talvez já lançar um “EP”.

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Vocês já tocaram no Faustão, um dos programas nacionais com maior audiência na TV aberta. Quais outros programas da TV aberta vocês não se apresentaram ainda, mas gostariam de se apresentar?

Todo programa é uma divulgação enorme pra banda, e sonhamos em fazer todos os programas possíveis. Mas se tiver que escolher um, a Lipstick tem um grande sonho de ir no programa do Jô.

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Com certeza o preconceito musical atualmente é menor em vários sentidos, tem muita banda, cada uma fazendo seu trabalho, no seu espaço, ao contrário do público que passa a julgar e rotular cada vez mais um tipo de som. Como vocês enfrentam esse público que rotula e critica a música de vocês?

Por sermos uma banda feminina, o publico sempre olhou e sempre vai olhar diferente. Sendo assim, vamos sempre ser mais alvo de criticas e comentários. Mas sempre lidamos com isso muito bem. Sempre aceitamos criticas e aprendemos com elas. É impossível agradar a todos, mas, fazemos oque mais gostamos e amamos, que é poder tocar e levar nossa musica pra todo mundo, e isso tem dado resultados ótimos.

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Qual é a música que atualmente não pode faltar no show de vocês, aquela que se não tiver o público com certeza vai sentir falta?

A música “Simples Assim”. No clipe dançamos e os fans ja decoraram a coreografia, e esperam bastante esse momento do show. Normalmente chamamos alguns pra dançar e cantar no palco com a gente.

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A banda comemorou esse ano, 8 anos de trabalho. Como definir esses 8 anos de Lipstick em uma palavra?

Luta. Por tudo que passamos nesses 8 anos, um único objetivo que todas nós temos em comum, que NUNCA nos deixa parar, é o SONHO! E nossa satisfação em ver o carinho de cada fã em especial.

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Quais são as referências musicais nacionais atuais da banda? E internacionais? No geral o que vocês têm escutado atualmente que de certa forma vai influenciar nas próximas composições da banda?

Nossas influências variam bastante. Eu (Dedê) admiro desde o mpb da Maria Gadu, ao pop/rock do  Jota Quest, Capital Inicial, que considero bandas nacionais incriveis.E Internacional sempre gostei da banda The Used, Mcfly que é uma banda pop com vozes incriveis, e uma banda que comecei a gostar muito, Parachute. Ultimamente tenho escutado sons mais calmos, e bem trabalhados como Eliza Doolittle e Adele. As musicas novas com certeza terão influência delas.

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Já estamos terminando 2011, o que a Lipstick pode adiantar dos próximos planos/projetos pra 2012?

Sonhamos em poder viver de música. Queremos começar o ano gravando musicas novas, um EP, fazer clipes, viajar o país tocando e levando nossa musica pro máximo de pessoas possível.

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Post: Mari Duarte
Foto: Julia Lacerda

Interrogatório: Jay Vaquer

Interrogatório: Jay Vaquer

Em sua passagem por Belo Horizonte, no último dia 08 de maio, em show realizado no Teatro Alterosa, Jay Vaquer recebeu a equipe do Audiograma para o nosso primeiro Interrogatório.

Com a equipe a postos no camarim e o tempo corrido, cinco perguntas estavam engatilhadas para que você conheça ou saiba um pouco mais dos novos projetos deste formidável e atencioso cantor e compositor. Confira!

Todo mundo que está aqui sabe e conhece o Jay Vaquer, mas para que não conhece, quem é Jay Vaquer?

É um compositor que canta o que compõe e tenta interpretar eventualmente composições de outros autores. Nasci no Rio de Janeiro e esse nome é meu nome mesmo, Jay Vaquer, não é nome artístico, e eu acho que se eu tivesse que criar um nome eu teria feito algo um pouco melhor (risos), mais fácil também pro mercado.

É isso, um cantor honesto, fazendo o melhor que pode sempre levando o trabalho pelo Brasil a fora, graças a Deus.

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Você já gravou quatro cd’s de estúdio, um ao vivo e um novo álbum está por vir. Tem alguma novidade que você pode contar, como está o processo?

Ele ainda está muito no começo, mas eu já tenho algumas idéias em mente. Até escondidas no meu blog, que é a Fuzarca, onde periodicamente respondo a “Budegosa” (perguntas feitas pelo publico), eu comentei que algumas participações seriam imensamente preciosas, pessoas, cantores e cantoras pelos quais eu tenho uma admiração grande.

Pessoas mais jovens, mas já consolidadas como a  Maria Gadú ou a Céu por exemplo… são vozes primorosas, timbres lindos. Eu tenho a sorte de ser próximo a Gadu, então, de repente é uma coisa que soma. Eu quero beleza, eu quero que some!

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O fato de você ser pai futuramente influi processo de criação?

Com certeza! É inevitável que agente perceba o mundo e as prioridades também de outra forma. É muito surpreendente como eu sempre fui muito desencanado. Nunca passou pela minha cabeça, por exemplo, a necessidade de estar com saúde, de estar inteiro, e agora eu percebe isso.

Eu entro em um avião e eu não tenho nenhuma paranóia, nenhum medo mas, poxa a vida, eu não posso morrer agora porque eu preciso dar amor, educação, carinho, ir à luta e proporcionar uma vida bacana pra essa criança.

Claro que muda, muda bastante. O resultado disso que eu não sei se o pessoal vai gostar (Risos).

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Você teve aqui em 2000 com o Cazas de Cazuza. Como é voltar a BH para fazer de fato o seu show?

Eu já estive aqui antes para fazer as fotos do Formidável Mundo Cão com o Marcio que é um grande profissional de BH e, antes de 2000, já estive aqui algumas vezes com a minha mãe que está sempre por aqui e eu me lembro de poder acompanhá-la algumas vezes.

É um barato. Era uma grande frustração pra mim não poder levar o show pra uma cidade tão importante e tão próxima do Rio. Como é que eu já fui pra Recife, Porto Alegre, Salvador e não para BH?. Era uma coisa que me incomodava e, agora, a minha luta é para que eu possa voltar sempre.

Eu não conhecia a platéia daqui e eu fiquei bem feliz com a receptividade, o carinho, as pessoas cantando. Uma energia incrível e eu já estou com saudade dessa energia. É uma coisa que vicia! Eu quero mais!

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Nós citamos o Cazas de Cazuza e existem notícias de que o musical vai voltar aos palcos. Isso vai rolar de fato?

A chance de rolar é muito grande, porém existe uma coisa inacreditável, eu diria. Estamos em maio de 2010, o projeto foi aprovado na Lei de incentivo, mas estamos com muita dificuldade na captação de recursos em função do elenco não ser global, famoso, e ai os patrocinadores sistematicamente dizem que o tema é meio complicado para veicular a marcar.

O tema é o Cazuza, um dos maiores poetas do Brasil. Aí eles dizem que aborda drogas, homosexualismo… Pelo amor de Deus, é muita demagogia, muita babaquice.

Estamos com essas dificuldades, mas já temos as datas marcadas e estréia dia 05/08 no vivo Rio. Já tem até todas as datas, porém, sem patrocínio é complicado. Não dá pra parar tudo e ficar ensaiando. Se não tiver uma grana…

Não da pra ficar sem dinheiro, até com relação à segunda pergunta, eu não posso, como fico sem dinheiro? Até adoraria, mas não dá.

É uma vergonha, ainda não está certo, mas a tendência é que role.

Você confere a cobertura do show do JayVaquer no Teatro Alterosa em nossa seção De Olho nos Palcos.