Dicionários dos Artistas: Eminem
Marshall Mather, ou melhor, Eminem, é hoje um dos mais populares artistas da cena rap americana. Uma historia clássica: Jovem da área violenta da cidade, família problemática, uma historia que ainda parece longe de realmente ter um final feliz. Bibliografia fácil de ser consumida, mas que não faz do astro rapper um herói de nossos dias… Ao contrário disso, Eminem é mais uma consequência, o produto de uma época conturbada, que ganha cores vivas em suas letras cheias de humor, que ás vezes é cruel e surreal.
Afirmado em um segmento dominado por negros, os milhões de discos vendidos apenas ampliaram o verdadeiro impacto de Emimem. Ele deixa claro por suas ações que vive em harmonia com o que prega em suas letras. Independente dos valores que defende, ele tem se mantido autêntico e fiel a uma fórmula que ainda deve funcionar por um tempo considerável, levando em conta que a vida está cada vez mais difícil e cheia de surpresa para todos.
Nesta edição do Dicionários dos Artistas, vamos conhecer um pouco mais sobre Eminem, e como ele veio a ser o que é hoje: O retrato de toda uma geração do século XXI.
→ Carreira
No começo 1996, em seu álbum de estreia, Infinite, gravado no estúdio Bassmint, foi lançado através do selo independente Web Entertainment. Já com o nome artístico de Eminem, ele relembra: “Obviamente, eu era jovem e influenciado por outros artistas, e eu me lembro de vários comentários dizendo que eu parecia com Nas e AZ. Infinite serviu para eu tentar descobrir qual era o meu estilo de rap, como iria soar minha voz no microfone e ao vivo. Foi uma fase de crescimento. Eu senti Infinite como um álbum demo que acabou sendo pressionado para tornar-se de estúdio.” Este disco incluía as dificuldades para sustentar sua filha recém-nascida Hailie Jade Scott, a dificuldade de ganhar dinheiro e o sonho de ficar rico.
Segundo a revista Billboard, quando Eminem lançou o The Slim Shady LP, ele “havia realizado as suas ambições musicais, que eram a única forma de escapar de sua vida infeliz“. Após assinar contrato com a Aftermath Entertainment/Interscope Records em 1998, Eminem lançou seu primeiro grande álbum de estúdio um ano depois. The Slim Shady LP foi fortemente baseado na produção de Dr. Dre. A Billboard elogiou o disco como “anos-luz melhor comparado ao material lançado anteriormente“
The Marshall Mathers LP foi lançado no final de maio de 2000. Ele chegou a vender 1.760.000 cópias na primeira semana, quebrando os recordes de Doggystyle de Snoop Dogg como o álbum mais vendido de hip hop, e Oops!… I Did It Again de Britney Spears como o disco mais vendido em sua primeira semana na história dos Estados Unidos. O primeiro single lançado deste material, chamado “The Real Slim Shady“, foi um sucesso e adquiriu enorme controvérsia por insultar celebridades e fazer afirmações dúbias sobre elas.
O seu terceiro grande álbum de estúdio, The Eminem Show, que foi lançado no verão de 2002 e, como o trabalho anterior, provou ser um sucesso. Na primeira semana, alcançou o número um das paradas e vendeu mais de um milhão de cópias. O principal single é Without Me, no qual Eminem faz comentários depreciativos sobre boy bands, Limp Bizkit, Moby, Lynne Cheney e outras personalidades. The Eminem Show foi certificado oito vezes como Platina pela RIAA.
Encore foi lançado em 2004 e tornou-se outro líder de paradas, impulsionado pelo single “Just Lose It“, que desrespeita o cantor pop Michael Jackson. Em 12 de outubro do mesmo ano, uma semana após o lançamento de “Just Lose It“, Jackson foi convidado para um programa de rádio em Los Angeles onde ele exprimiu seu descontentamento com o videoclipe, que parodia o julgamento pelo abuso de crianças, as cirurgias plásticas, e o incidente no qual o cabelo de Michael pegou fogo durante as filmagens de um comercial da Pepsi em 1984.

Em 2005 – muitos especialistas do ramo musical especulavam que Eminem estava pensando em encerrar a carreira depois de seis anos e álbuns com diversas certificações – tal especulação teve início em 2005, quando um álbum duplo estava prestes a ser lançado sob o nome de The Funeral. Posteriormente, foi revelado que o disco era uma compilação de greatest hits, e foi vendido sob o nome de Curtain Call: The Hits. O álbum foi lançado pela Aftermath Entertainment em dezembro, vendeu quase 441.000 cópias na primeira semana nos EUA e foi o quarto álbum consecutivo de Eminem a estar no número 1° da Billboard Hot 100. Ele foi certificado como platina duas vezes pela RIAA.
Em um comunicado em 5 de março de 2009, Eminem afirmou que iria lançar dois álbuns naquele ano. O primeiro single, “We Made You“, foi lançado em abril e se destacou pelo tema cômico. Relapse, o primeiro dos discos anunciados, foi lançado oficialmente em 19 de maio, mas não alcançou o sucesso de vendagem como nos quatro álbuns anteriores. Mesmo assim, recebia críticas positivas pelo restabelecimento de Eminem na cena do hip hop mundial. Durante o Video Music Awards de 2009, o humorista Sacha Baron Cohen, que estava vestido com uma roupa de anjo, caiu de cima do teto e acertou com suas nádegas a face de Eminem, que se revoltou e foi embora da premiação.
Seu sétimo álbum de estúdio, Recovery, foi lançado em 21 de junho. Nos EUA, Recovery vendeu 741.000 cópias na primeira semana e alcançou o topo da Billboard 200. Até novembro de 2010, ele havia vendido 2,9 milhões de cópias nos EUA. Apesar de algumas críticas em relação a sua consistência, Recovery foi bem recebido pela maioria dos profissionais de música, como uma recuperação em relação ao álbum anterior.
→ Discografia
1996 – Infinite
1999 – The Slim Shady LP
2000 – The Marshall Mathers LP
2002 – The Eminem Show
2004 – Encore
2009 – Relapse
2010 – Recovery
→ Prêmios:
Eminem tem mais de 178 prêmios ganhos ao longo de sua carreira. Confira alguns:
Favorite Pop/Rock Male Artist
Favorite Rap/Hip-Hop Male Artist
Fan Choice
Favorite Hip-Hop/R&B Male Artistn
Favorite Pop/Rock Male Artist
The Eminem Show Favorite Hip-Hop/R&B Album
Favorite Pop/Rock Album
→ Curiosidades:
Na quarta série, Eminem levou uma surra de um garoto mais velho, e sofreu uma hemorragia no cérebro que quase o matou. Ele contou esta historia em uma de suas canções, dando o nome do agressor; e isso lhe rendeu um processo de difamação.
Em junho de 2000, ele apontou uma arma para um homem que supostamente teria beijado sua mulher, Kim. Ele se declarou culpado pela posse da arma. Na mesma semana, ele ameaçou com a mesma arma um componente do grupo Insane Clowe Posse.
→ Fontes Consultadas:
◘ Wikipédia
Dicionário dos Artistas: Vanguart
O Vanguart é rotulado como uma das grandes revelações do rock nacional dos últimos tempos e a banda faz jus ao rotulo desde que lançou o seu primeiro álbum de estúdio, Vanguart, em agosto de 2007.
Fazendo um rock autoral e de refinado gosto musical, o Vanguart conseguiu em curto espaço de tempo chamar a atenção de diversos setores da mídia especializada em música com seus shows contagiantes, onde a performance da banda ao vivo seria o ponto-crucial para se entender a proposta do grupo e perceber a força contida em canções que concorreram aos VMB’s 2006/07 nas categorias Clip Independente e APOSTA MTV como “Para Abrir os Olhos“, “Hey Yo Silver” e “Last Express Blues“, entre outras.
Vanguart soa muito parecido com Móveis Coloniais de Acaju, Mallu Magalhães, Faichecleres, Mombojó, Cachorro Grande, Forgotten Boys, Superguidis e, grande parte das canções compostas, foram feitas pelo lider e vocalista da banda Helio Flanders. A canção “Semáforo” foi incluída em uma coletânea de bandas independentes brasileiras lançada em 2008 pela revista francesa Brazuca.
Depois de passar por alguns desafios com o lançamento de seu primeiro disco de estúdio, o Vanguart cai em na estrada e lança seu primeiro trabalho ao vivo com versões em DVD e CD. O 1º CD ao vivo da banda de maior destaque da cena rock independente nacional foi feito em uma parceria da Universal com o canal Multishow. O resultado disso acabou sendo sucesso de crítica e rendendo várias indicações a prêmios de revelação em 2008.

Em 16 de agosto 2011, a banda lançou o seu segundo disco de estúdio, Boa Parte de Mim Vai Embora. Composto por 13 faixas, o álbum conta com a participação da violinista Fernanda Kostchak (ex-integrante do grupo sertanejo Barra da Saia, de São Paulo). Boa Parte de Mim Vai Embora é um marco na história da banda que, até então, enfrentava tiroteios entre as inspirações em Beatles e Bob Dylan e os versos em português e inglês. Três anos depois do bem-sucedido álbum de estreia oxigenado pela mudança para São Paulo, por novas influências, cantores como Dorival Caymmi, Roberto Carlos e Elizeth Cardoso e poetas como Walt Whitman, o grupo nunca soou tão coeso e tão western.
→ Integrantes
Hélio Flanders (vocal, violão, gaita)
Reginaldo Lincoln (baixo)
David Dafré (guitarra)
Douglas Godoy (bateria)
Luiz Lazzaroto (teclado)
Fernanda Kostchak (violino).
→ Discografia
Estúdio:
2007 – Vanguart
2011 – Boa Parte de Mim Vai Embora
Ao vivo:
2009 – Multishow Registro Vanguart
→ Prêmios:
MTV Video Music Brasil
→ Curiosidades:
Em 31 de agosto de 2007, a banda foi ao ar na Rede Globo de Televisão, como convidados do programa Som Brasil (que realiza tributos à artistas consagrados da música brasileira) que, naquela data, homenageou o cantor Raul Seixas. O Vanguart tocou, dentre outras músicas, “Cowboy Fora da Lei” e “Rock das Aranha”. Outros convidados deste programa foram o artista Lobão (dono da revista Outracoisa, responsável pelo lançamento do primeiro álbum do grupo).
O Vanguart é bastante influenciado por artistas de samba, folk rock, blues e rock clássico, tais como Johnny Cash, Dorival Caymmi, Bob Dylan,Júpiter Maçã, Lobão, The Beach Boys, The Velvet Underground, The Beatles e Neil Young como também de estilos musicais típicos do Mato Grosso.
→ Fontes Consultadas:
◘ Wikipédia
◘ Livraria Saraiva
Dicionário de Artistas: Odair José

Consagrado no estilo brega, Odair José teve um começo de carreira muito diferente. Nascido em Morrinhos, Goiás, aos 17 trabalhava como crooner de banda na adolescência, até conhecer Roberto Carlos, em 1967 aos 18 anos, nos bastidores de um baile em que ambos cantaram.
Estimulado pelo ídolo, que é uma de suas principais referências assumidas (ao lado de Altemar Dutra, Anísio Silva e Peter Frampton), mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como cantor de boates suburbanas, circos e como guitarrista de inferninhos na Lapa.
Nos Anos 70 sua música teve influências da música caipira americana. Excursionou pelo country de raiz de Hank Williams e Johnny Cash em seus primeiros discos. Em 1972, sua música “Cristo quem é você”, foi gravada pelo próprio Odair José, com arranjos de Zé Rodrix, tendo a participação do grupo Som Imaginário. Logo passada a fase da influencia de Roberto Carlos, fez uma ópera-rock na música “O Filho de José e Maria” (com a qual foi vaiado com Caetano Veloso em um show, o Phono 73). Foi neste período que recebeu o rotulo de “Bob Dylan Brasileiro”.
Apesar de não ter seu devido reconhecimento na musica nacional, Odair José não era apenas um Ph.D. em comportamento e sentimento populares, ele era freqüentador assíduo nas pastas da censura militar, segundo o historiador Paulo César de Araújo, autor do livro “Eu não Sou Cachorro, não”, sobre os vetos dos militares aos compositores rotulados de bregas e que trata Odair como transgressor.
Em um momento de repressão, ele não teve papas na língua. Suas letras foram vetadas por tratar de sexo (“Em Qualquer Lugar” – A gente ama até demais/e quando tem um grande amor/a gente faz em qualquer lugar), de drogas (“Viagem” – Venha comigo em minha viagem/não se preocupe/eu tenho as passagens), homossexualidade (“Forma de Sentir” – Sei que és entendido e vais entender/que eu entendo e aceito tua forma de amor) e religião (“Cristo, Quem É Você?” – Lhe procurei/fui à sua casa/mas lá não lhe encontrei). Porem, nenhuma canção de seu repertório repercutiu tanto quanto “Uma Vida Só” ou “Pare de Tomar a Pílula” (Pare de tomar a pílula/porque ela não deixa nosso filho nascer). A letra caiu na boca do povo, mas chegou a ser proibida por algum tempo, por contrariar o governo. “O regime militar patrocinava a entidade Bemfam, que desenvolvia campanha de controle de natalidade nas famílias de baixa renda, e se empenhava na farta distribuição de anticoncepcionais”, escreve Araújo
Odair liderou a lenta transfomação do pudor brasileiro nos anos 70 (acompanhado pelas pornochanchadas, pelo jornal Pasquim, e por Leila Diniz), ao mesmo tempo que dominava as ondas do rádio e lhe imputavam o título de “cantor das empregadas domésticas”, como ele mesmo explica. “O que eu canto, eu vi acontecer muito naqueles bares. Eu percebi na época que já existiam vários segmentos musicais estabelecidos. O Roberto Carlos já tinha seu estilo. Ele cantava o amor do portão, do namoradinho, o beijo roubado, ‘eu te darei o céu’. Quando, na verdade, os namorados já estavam indo para a cama, não estavam mais ficando no portão. O amor já tinha ficado adulto, e eu entrei para cantar esse amor adulto.”, revela o músico.
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Fontes: Clique Music e Revista Época (“Do brega às cabeças”, Cléber Eduardo, Junho de 2005)
Dicionário dos Artistas: Backstreet Boys
Considerada pelo Guiness Book como a maior boyband de todos os tempos e de maior número de vendas, o Backstreet Boys surgiu como um projeto de Lou Pearlman, um empreendedor da Flórida, que inspirado pelo sucesso dos New Kids On The Block, resolveu montar um grupo de garotos para ser agenciado por ele. Os testes aconteceram entre 1992 e 1993 e no dia 20 de abril de 1993 surgia oficialmente o Backstreet Boys.
O primeiro show oficial da banda, que na época contava ainda com Kevin Scott Richardson aconteceu menos de um mês depois, quando se apresentaram para 3 mil adolescentes no Sea World em Orlando.
Em Junho de 1994 gravaram o seu primeiro single, “We’ve Got It Goin’ On.” O single não foi tão bem sucedido nos EUA, mas vendeu bem na Europa, dando à banda, o seu primeiro disco de ouro, na Alemanha. Em 1995, o primeiro álbum, “Backstreet Boys“, foi lançado apenas na Europa e Canadá, alcançando o top 10 em diversas cidades e a 4ª posição na Billboard.
Em 1997, quando grupos como Spice Girls e Hanson faziam sucesso com música dance/pop nos Estados Unidos, a gravadora Jive e Pearlman decidiram levar o grupo de volta aos Estados Unidos. Seu primeiro álbum já havia vendido 8,5 milhões de discos pela Europa e Ásia. Eles estrearam no mercado norte-americano com “Quit Playin’ Games (With My Heart)“. O single rapidamente ganhou certificado de platina e chegou à 2ª posição no Billboard Hot 100.
Para aproveitar o sucesso nos Estados Unidos foi lançado a versão ‘americana’ de Backstreet Boys a fim de lançar o grupo no país, enquanto que na Europa e em outros continentes foi lançado o Backstreet’s Back, segundo da carreira da banda. O disco Backstreet Boys (US) foi o álbum mais vendido nos Estados Unidos em 1997, ganhando o disco de platina por 14 vezes no ano. Em Agosto, o grupo estava em todos os tops americanos.
Em fevereiro de 1999, receberam o primeiro prêmio de Diamante do RIAA pela venda de 10 milhões de álbuns do seu CD de estréia. Em maio, Millennium foi lançado, vendendo mais de 1,13 milhões de cópias só na primeira semana. O CD esteve em todos os rankings mundiais, ficando em 1° em 25 países. O álbum ganhou a platina 11 vezes em Dezembro de 1999, tornando-se o álbum vendido mais rapidamente no mundo, com mais de 34 milhões de cópias. O primeiro single do álbum, “I Want It That Way“, quebrou o recorde de solicitações em estações de rádio na primeira semana, com 165 pedidos e ficou no topo do ranking dos singles do Reino Unido por 2 semanas. Neste ano, receberam 5 indicações para o Grammy, sendo uma das indicações para “Álbum do Ano”.
Em agosto, esgotaram os ingressos em 39 cidades, vendendo 765,000 bilhetes em algumas horas. Ao todo, eles esgotaram os shows em 53 cidades com a “Into the Millennium Tour“. A tour foi vista por mais de 2 milhões de fãs, quebrando o recorde de maior público em local coberto.
Em Outubro de 2001, a gravadora lançou o álbum The Hits: Chapter One, uma compilação que reúne os grandes sucessos do grupo além da música “Drowning“, o último single inédito até o retorno da banda em 2005.
Após uma pausa de 5 anos sem lançar álbuns inéditos, (em que se empenharam em carreiras solos, cuidados com saúde e família) lançaram o single “Incomplete“, no dia 28 de Março de 2005, que rapidamente ficou em 1° lugar tanto nos EUA quanto no resto do mundo. No dia 14 de junho o álbum “Never Gone” foi lançado. Estreou em 3° lugar nos EUA e em primeiro no Japão, Alemanha, Índia, Chile, Brasil, Austrália e Coréia.
Em Abril de 2005, foram homenageados com o Recording Academy Award, por seu sucesso na indústria da música. Eles cantaram a música “Weird World” e foram lembrados como a banda que lançou os maiores hits do mercado musical pop dos anos 1990.
Em 26 de junho de 2006, Kevin anunciou com uma pequena nota que estava deixando os Backstreet Boys para se dedicar mais à família e a projetos solo. Na nota ele disse dar seu apoio para que a banda continuasse e que sua saída foi amigável. Os outros 4 boys também escreveram uma nota dizendo que respeitavam a decisão de Kevin e que se ele quisesse voltar as portas estariam sempre abertas para ele.
“Unbreakable” foi lançado mundialmente no dia 30 de outubro de 2007, com versão Deluxe nos Estados Unidos e Japão, e alcançou o 4º lugar na votação online da Billboard de melhor álbum de 2007, além de ter recebido ótimas críticas no meio musical.
This Is Us é o sétimo álbum de estúdio do Backstreet Boys. O primeiro single foi “Straight Through My Heart” lançado nas rádios em 17 de agosto de 2009. O disco atingiu o número 24 na parada Billboard Songs Dance. Em 30 de outubro de 2009, iniciaram a turnê This Is Us Tour, que continua rodando o mundo atualmente.
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~> Integrantes
# Alexander James McLean
# Howard Dwaine Dorough
# Brian Thomas Littrell
# Nickolas Gene Carter
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~> Discografia
1996 – Backstreet Boys
1997 – Backstreet Back
1999 – Millennium
2000 – Black & Blue
2001 – The Hits – Chapter One
2005 – Never Gone
2007 – Unbreakable
2009 – This Is Us
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~> Fonte consultada
◘ http://www.backstreetboys.com.br
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Abaixo, confira duas canções marcantes da carreira da banda:
Dicionário de Artistas: CocoRosie

¨Dream Pop¨? ¨Indie Folk¨? Hmm… e que tal ¨Freak Folk¨? Isso mesmo, Freak Folk. Tão exótica quanto o ¨rótulo¨ que ganha, a dupla de irmãs, Bianca (Coco) e Sierra (Rosie) Casady, trouxe consigo um universo musical totalmente atípico, fora de qualquer padrão musical. Tal qual a própria trajetória das duas, que são filhas de pais hippies e foram criadas por muito tempo separadas, enquanto estudavam e andavam por diferentes caminhos.
No mundo desde 2003, o duo faz dos sons esquisitos e divertidos uma brincadeira que dá certo. Os fãs de CocoRosie certamente, não se admiraram quando a banda Pato Fu lançou o último cd fazendo, também, o uso de instrumentos de brinquedo. Isso porque a dupla já vem brincando com esse tipo de som desde o seu primeiro álbum, chamado La Maison de Mon Rêve , de 2004, e sem medo de ser feliz. Tanto que, depois desse ábum, mais três já nasceram: Noah’s Ark , em 2005, The Adventures of Ghosthorse and Stillborn, de 2007, e o último, Grey Oceans, lançado em 2010.

As duas irmãs brincam até com os vocais, que mais parecem efeitos. Vozes incrivelmente estridentes e agudas, às vezes, também, doces e até fortes, oscilando entre quase sussurros e tons que se assemelham aos de ópera – não custa mencionar que Sierra Casady estudou Canto Lírico enquanto morou em Paris. Harpas, brinquedos que emitem sons de animais ou que se assemelham aos instrumentos musicais, pianos minimalistas, efeitos de percussão e um bom violão folk juntam-se aos exóticos vocais e dão forma à músicas que criam uma atmosfera totalmente surreal, como ¨Raphael¨, fruto do terceiro cd da dupla, The Adventures of Ghosthorse and Stilborn.
Músicas que são verdadeiras viagens, principalmente as instrumentais, tal qual ¨Brazilian Sun¨, uma composição encantadora do álbum Noah’s Ark que conta com a participação do não menos exótico, Devendra Banhart. Aos mais curiosos, a dupla já esteve presente no Brasil no ano de 2006, fazendo shows em SP, Recife e, até mesmo, participação no programa Altas Horas.
Durante os quatro álbuns, o duo, paradoxalmente, manteve o mesmo estilo de sempre: inovador e ousado. Com um baú de composições que, por vezes, dão calafrios de tão sinistras e gélidas que são, mas que, em outras, são, também, capazes de uma extrema doçura.
CocoRosie é sinônimo de singularidade musical, mais que original. Enfim, como já dito zilhões de vezes, o exótico define.
Enjoy it.
*Clipe da música Lemonade, presente no último cd lançado, Grey Oceans, contando com a fotografia impecável de Emma Freeman.
Dicionário de Artistas: Audioslave
→ História
Antes de se falar sobre o Audioslave propriamente dito, precisamos voltar no tempo e lembrar um pouco sobre o Rage Against The Machine e Soundgarden, duas bandas que contribuiram diretamente para a formação do grupo.
Zack de la Rocha, o vocalista do Rage Against the Machine, deixou a banda em outubro de 2000 para seguir carreira solo, ao passo que os três integrantes remanescentes partiram em busca de um novo vocalista. O futuro do Rage Against the Machine era incerto quando Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk receberam o vocalista Chris Cornell para um ensaio.
Cornell vinha de uma bem sucedida carreira no Soundgarden nos anos 90 e já havia lançado um álbum solo, Euphoria Morning, em 1999. O entrosamento entre os ex-Rage Against the Machine e o ex-Soundgarden superou as expectativas de todos e, em pouquíssimo tempo, uma banda nova estava surgindo.
Os músicos tinham contratos em vigor com duas grandes gravadoras, e rivais. De um lado a Epic/Sony Music do Rage Against the Machine e de outro a A&M/Interscope do grupo Universal, gravadora de Chris Cornell. Através de um acordo raro na indústria fonográfica, que não foi conseguido sem que houvesse muita negociação, foi permitido aos músicos seguir em frente.
Por pouco, o Audioslave não acabou antes mesmo de começar. Além de contar com duas gravadoras, a banda inicialmente contava com dois times de empresários. De um lado, a empresa que cuida da carreira de Chris Cornell e de outro a empresa que defendia os interesses do Rage Against the Machine. Com tanta gente dando palpites, não foi muito difícil acontecerem os primeiros conflitos. Em março de 2002, o Audioslave (que ainda sequer tinha definido o nome da banda) anunciou a participação na turnê Ozzfest, o maior festival itinerante de rock dos EUA, promovido pelo veterano Ozzy Osbourne.
Com tudo definido, datas e horários dos shows (o Audioslave seria um dos headliners), Chris Cornell anuncia que está fora da turnê Ozzfest e da banda em si. Foi um novo choque para a base de fãs do Soundgarden/Rage Against the Machine. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta para ficar. A partir de então, o grupo passou a contar com apenas um manager, da empresa The Firm, de Los Angeles.
No início o projeto foi batizado de Civilian, no entanto já existia uma banda com esse nome e foi preciso procurar uma outra alternativa. Chris Cornell sugeriu Audioslave e todos concordaram, mas também já existia um Audioslave na estrada. Depois de um acordo financeiro com a banda já existente, eles conseguiram os direitos do nome e passaram a se denominar definitivamente como Audioslave.
Os boatos sobre a nova banda não demoraram a surgir na internet, o que dividiu tanto os fãs de RATM quanto os fãs do Soundgarden. Do lado do RATM, os fãs lamentavam a perda de identidade do grupo, já que Cornell representa um caminho bem diferente da firmeza política e da influência hip-hop de Zack de la Rocha. Já muitos fãs do Soundgarden repudiavam Cornell justamente por entrar num grupo muito vulgarmente taxado de rap-metal. Se for para tocar rock de peso novamente, então porque o fim do Soundgarden?
Mesmo entre aqueles que admiram Chris Cornell e que acompanhavam sua carreira solo, havia o questionamento com relação a coerência do músico, já que a união com o Rage Against the Machine significava um caminho radicalmente oposto ao que era conferido em Euphoria Morning. Mas, sem dar ouvido a esse tipo de manifestação, o Audioslave permaneceu unido e disposto a provar a todos os quanto ainda é possível ousar e atingir novos horizontes com o novo trabalho.
Durante o processo de transmissão digital de demos gravadas em Los Angeles para Chris Cornell em Seattle (sim, conforme dizia o site da banda, o Audioslave era uma banda de ponte-aérea, Los Angeles e Seattle), as músicas caíram em mãos erradas. E dali para a internet foi um pulo. Foi então que, por volta de maio, 13 músicas do Audioslave circulavam livremente pela internet. O que foi um tanto frustrante, conforme disse Tom Morello:
“Foi uma pena porque a gente gravou 21 músicas, e vazaram cerca de 13, exatamente o número para um álbum. E então foi muito frustrante, porque a gente sabia que aquelas demos tinham tanto em comum com o disco quanto um carvão e um diamante. Três ou quatro vezes por dia, alguém vinha me dizer ‘eu ouvi o seu disco’, e eu respondia ‘não, você não ouviu! Eu juro que você não ouviu!’ e eles tentavam me convencer ‘Ah não cara, eu ouvi seu disco!’.”
O primeiro disco, entitulado Audioslave e que tinha muito pouco das demos que vazaram, chegou finalmente as lojas em novembro de 2002. A estreia do Audioslave nos palcos foi no programa Late Show with David Letterman no dia 25 de novembro daquele ano. Depois de mais alguns shows isolados no currículo em dezembro, a banda passa boa parte de 2003 excursionando para divulgar o álbum, que contava com músicas como “Cochise”, “Gasoline”, “Show Me How To Live”, “Like A Stone” e “Set It Off”.
O futuro de um projeto como esse é sempre imprevisível, mas depois de todos os percalços já enfrentados pelo grupo, não era insensato prever uma longa e estável carreira daquele ponto em diante. Ao menos, é o que transparecia no entusiasmo das entrevistas. Segundo Tom Morello, o Audioslave compôs mais nos últimos 8 meses do que o Rage Against the Machine em 8 anos, e a possibilidade de trabalhar com Cornell abriu a possibilidade de trabalhar as melodias nos vocais, um território não explorado durante a carreira do Rage. E acrescenta: “Não é só melodia nos vocais, é o freakin’ Chris Cornell!”.
Depois do lançamento do disco debut, a banda mostrou que continuava firme e forte no cenário musical e colocou nas lojas o segundo álbum, de nome Out of Exile. O material mais uma vez contou com a produção de Rick Rubin, que trabalhou ao lado do grupo no disco de estreia, e mostra um Audioslave mais entrosado, conciso, dosando o peso e o potencial pop das músicas, e tem como principais destaques faixas como “The Curse”, “Doesn’t Remind Me”, “Be Yourself” e “Your Time Has Come”.
Out of Exile obteve grande repercussão nas paradas, conquistando o topo na Billboard e em diversos outros países. Para o lançamento, a banda viajou a Cuba para fazer uma inédita apresentação na ilha de Fidel Castro. O show foi gravado para lançamento em DVD, batizado de Live in Cuba. O material é fruto de um registro de uma apresentação da banda na praça do anti-imperialismo, indo contra a política americana de embargo imposta a Cuba. O DVD traz, além de faixas ao vivo, um documentário sobre a passagem do grupo pelo país.
Na seqüência, a banda partiu para uma turnê européia, onde a novidade foi a inclusão de clássicos do Soundgarden e Rage Against The Machine no setlist. Antes de excursionar nos EUA, a banda voltou ao estúdio para trabalhar em novas músicas sem perder o embalo.
Em 2006 chega o terceiro álbum da banda, Revelations, álbum ancorado pelo seu primeiro single, “Original Fire”. Apesar de mais um álbum coeso e de qualidade, o relacionamento entre os integrantes já não era mais o mesmo. O primeiro ponto que causou discussão entre os fãs da banda é o fato de que eles lançaram o álbum, mas não entraram em turnê. Um dos motivos alegados teria sido o fato de que o vocalista Chris Cornell estaria gravando um novo álbum solo.
No ano seguinte, com o anúncio de uma reunião do Rage Against the Machine durante o Festival Coachella de 2007, Chris Cornell acaba tomando a decisão de deixar a banda por causa das tradicionais diferenças artísticas, e um pouco de divergência pessoal.
“Devido a conflitos de personalidade que não podem ser resolvidos, assim como diferenças musicais, estou deixando permanentemente a banda Audioslave. Desejo aos outros três membros nada além do melhor em seus futuros empreendimentos”, dizia o comunicado de Cornell.
Daquele ponto em diante, cada um dos integrantes seguiram carreiras distintas até 2010. Enquanto Wilk e Commerford voltaram ao Rage Against The Machine, Tom Morello se dividiu entre carreira-solo, o RATM e um projeto chamado Street Sweeper Social Club.
Por sua vez, Chris Cornell lançou dois álbuns solos, Carry On e Scream, e no início de 2010 anunciou o retorno do Soundgarden.
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→ Integrantes
# Tom Morello – Guitarra
# Tim Commerford – Baixo e backing vocal
# Brad Wilk – Bateria
# Chris Cornell – Vocal
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→ Discografia
Álbuns de estúdio
2002 – Audioslave
2005 – Out of Exile
2006 – Revelations
DVD’s
2003 – Audioslave
2005 – Live in Cuba
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→ Fontes consultadas
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Audioslave
◘ http://www.audioslave.com.br
Dicionário de Artistas: Michael Jackson
→ História
Michael Joseph Jackson, nascido em Gary, Indiana, no dia 29 de agosto de 1958 é o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos e o pai sustentava a casa como podia, trabalhando em uma usina siderúrgica.Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.
Com um pai rígido, as crianças ficavam trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite, mas elas escapavam com freqüência para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava no trabalho. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso. Acabaram se mudando de Gary para a Califórnia e pouco tempo depois foram contratados pela Motown.
Na Motown, Michael gravou vários álbuns junto a seus irmãos, o que rendeu a eles fama mundial. Com apenas 13 anos de idade, Michael já havia colocado quatro músicas no topo das paradas, através dos Jackson 5, “I Want You Back”, “ABC”, “I’ll Be There” e “The Love You Save”.
Michael deu início a sua carreira solo quando ainda estava na Motown. Lançou os álbuns, Got To Be There, Ben, Music & Me e Forever, Michael, todos com pelo menos um hit mundial. A partir de 1973 a popularidade do Jackson 5 começou a cair, embora eles tivessem hits razoáveis como, “I Am Love” e “Dancing Machine”. Nessa última, durante as apresentações, Jackson simulava um robô dançando. A dança tornou-se bastante popular no mundo todo.
Neste período, Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai, que batia freqüentemente nas crianças e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios chegavam a ser supervisionados pelo pai com um cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no quarto de um hotel e deixaram à janela aberta. Joseph escalou a janela com uma máscara no rosto só para assustar os filhos e ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir. Anos depois, Jackson sofreu com pesadelos onde ele era seqüestrado do seu quarto.

Durante uma entrevista a apresentadora Oprah Winfrey, em 1993, Michael disse que durante sua infância chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de ver seu pai. No documentário “Living with Michael Jackson”, lançado em 2003, o cantor chorou ao relembrar de sua infância.
Em 1975, o Jackson 5 saiu da Motown e assinou contrato com a Epic em busca de mais liberdade para produzir as suas músicas. Como resultado do processo judicial movido pela Motown, tiveram que mudar o nome para The Jacksons. Michael acabou se tornando o principal compositor do grupo, escrevendo hits como “Shake Your Body (Down To The Ground)”, “This Place Hotel” e “Can You Feel It?”. Durante este período, Michael sofria de depressão por não aceitar que estava crescendo.
Em 1978, Michael co-estrelou The Wiz no papel do espantalho com sua companheira de gravadora, Diana Ross, como Dorothy. As canções do filme foram arranjadas e produzidas por Quincy Jones, que tinha simpatia por Michael e se tornaria um dos mentores na carreira solo do cantor, que em 1978 assinou um novo contrato com a Epic, desta vez para lançar os seus álbuns solo.
Michael começou a gravar Off the Wall durante a primavera americana de 1979. Com a produção de Quincy Jones, Jackson selecionou dez canções que formaram o primeiro álbum solo lançado por ele em uma nova fase, já em idade adulta. Off The Wall causou furor entre o público e a mídia especializada e a mistura de black e disco music promovida pelo álbum se tornou referência nos anos que se seguiram. Michael ganhou seu primeiro Grammy com o single “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, uma canção escrita e produzida por ele. Foram dois anos de constante exposição no rádio e na televisão e a primeira vez que um artista colocou quatro músicas de um mesmo álbum entre as dez mais tocadas tanto no Reino Unido quando nos Estados Unidos. Em 1980, Off The Wall já era o álbum de black music mais vendido da história. Os números chegam, atualmente, a pelo menos 25 milhões de cópias vendidas.
Apesar de ter vendido com um único álbum solo mais do que os Jacksons haviam conseguido na carreira de 11 anos, Michael resolveu continuar com os irmãos, atendendo a pedidos da mãe.
Em 1979, durante um ensaio, Jackson caiu e quebrou o nariz e foi obrigado a fazer uma cirurgia. Sua primeira rinoplastia acabou não sendo um completo sucesso e Jackson reclamou de dificuldades respiratórias que afetavam sua carreira. Um tempo depois, o Dr. Steven Hoefflin realizou a segunda rinoplastia de Jackson e outras subseqüentes operações.
Depois de lançar mais um disco com os Jacksons em setembro de 1980 e cumprir uma apertada agenda de divulgação que incluía especiais no rádio e uma seqüência de 39 shows pelos Estados Unidos, Michael tinha pouco tempo para gravar o álbum que sucederia Off The Wall. Mesmo com o tempo apertado, aceitou um convite de Steven Spielberg para narrar a história do filme E.T., O Extraterrestre, lançado em 1982, em um disco que ainda incluiria a canção inédita “Someone In The Dark”.
Jackson resolveu trabalhar nos dois projetos simultaneamente, o que gerou certo desconforto em sua gravadora. O disco narrado por Michael seria distribuído pela MCA Records no mesmo mês em que a Sony/Epic tinha agendado o lançamento do seu segundo disco. A Sony acabou entrando na Justiça e conseguiu cancelar o projeto. Durante o conflito, Jackson concluiu as gravações de do segundo álbum, que foi finalizado em seis meses e lançado em novembro de 1982, depois de vários adiamentos.
Thriller é atualmente o álbum mais vendido da história da música, com mais de 104 milhões de cópias em todo o mundo. Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu lá por 37 semanas, um novo recorde. Sete singles foram lançados e dois deles conquistaram o primeiro lugar, “Billie Jean” e “Beat It”.
Thriller foi também um marco na luta contra a discriminação racial na indústria fonográfica. Jackson tornou-se o primeiro artista negro cuja música estava no ar na MTV, com o videoclipe de “Billie Jean”, dirigido por Steve Baron. A canção “Beat It”, que tinha participação do guitarrista Eddie Van Halen, fez rádios de rock, na época orientadas a um público essencialmente branco, tocarem a canção de um negro; e fez rádios de black music tocarem rock. Um feito inédito até então.
Durante a divulgação de Thriller, na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 Milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros, até que os Jacksons entram em cena e dão um show à parte que encantou a todos, mas eles vão embora e Michael Jackson ficou sozinho no palco e começou a cantar “Billie Jean”. De repente, Michael parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou “deslizando” de costas, numa cena que ficou gravada para a posteridade e se tornou um grande cartão de visitas do cantor. Nascia naquele momento o eternamente famoso “Moonwalk” (algo como “andando na lua”). Michael acordou como um cantor de grande sucesso e, depois daquela apresentação, foi dormir como o Rei do Pop.
“Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson”, disse a revista americana Rolling Stone. “Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à sequência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais”, completou a revista.
Depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo. Foi quando o astro estreou o chapéu e jaqueta pretos e a famosa luva de lantejoulas. Em dezembro daquele ano, Michael e o diretor John Landis estabeleceram também novos horizontes para a produção de videoclipes, quando um curta-metragem de 14 minutos foi lançado para promover a canção “Thriller”. A produção custou 600 mil dólares, valor elevado para os padrões da época, e até hoje é um dos clipes mais consagrados da música.
Pouco antes do Natal de 1983, um segundo dueto entre Jackson e Paul McCartney chegou às lojas. Depois de “The Girl Is Mine”, que está presente em Thriller, “Say Say Say” foi lançada e tornou-se a sexta música a se tornar número um de Jackson na América e a nona do ex-Beatle.
Em 27 de Janeiro de 1984, Michael Jackson sofreu um acidente enquanto gravava o seu segundo comercial para a televisão como garoto-propaganda da Pepsi, o que lhe rendeu 5 milhões de dólares. O cabelo do astro acabou pegando fogo por causa dos fogos de artifício usados na produção. Ele teve queimaduras de segundo grau no couro cabeludo, mas foi liberado do hospital um dia depois da internação.
Em março de 1984, Jackson lançou em VHS o videoclipe de “Thriller” acompanhado por um documentário sobre os bastidores da produção. A fita, intitulada Making Michael Jackson’s Thriller, vendeu 14 milhões de unidade e foi por muito tempo o VHS mais vendido da história, até ser superada pelo filme Titanic, lançado por James Cameron, em 1997. Em maio, Thriller entrou para o livro dos recordes e Michael ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. No fim daquele ano, Jackson já havia conquistado nada menos que 94 prêmios por Thriller. Na cerimônia do Grammy Awards daquele ano, o astro estabeleceu um novo recorde conquistando sozinho oito prêmios. A marca só foi igualada pelo guitarrista mexicano Carlos Santana com o álbum Supernatural, em 2000.
Com o sucesso de Thriller, o interesse do público e da imprensa por Jackson se tornava cada vez maior e tornaram-se notórios não somente os hábitos pouco usuais do astro, mas também os trabalhos humanitários desenvolvidos por ele, especialmente em prol de crianças e adolescentes.
Em maio de 1984, Jackson participou do lançamento de uma campanha contra as drogas na Casa Branca como convidado do presidente americano Ronald Reagan. Em julho, Michael gerou manchetes quando anunciou que iria reverter todos os lucros da turnê do álbum Thriller para caridade. A Victory Tour, que teve 55 concertos em cidades dos Estados Unidos e Canadá, arrecadou 75 milhões de dólares e quebrou o recorde de maior público, que antes era de Elvis Presley. Durante a turnê, Michael levava para todo lugar seus animais de estimação, um chimpanzé chamado Bubbles e uma cobra chamada Muscles.
Em 1985, Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de arrecadar fundos para a campanha USA for Africa. A idéia era gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. Lionel compôs, no piano, a melodia. Michael escreveu a letra em um único dia e o resultado desta união recebeu o nome de “We Are The World”. Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. Muitos se espantaram com a capacidade de Quincy Jones em reunir tantas pessoas e fazer com que todos trabalhassem unidos. Jones explicou que ele apenas deixou uma placa na porta dizendo: “Deixe seu ego na porta”.
O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia e Michael ganhou mais dois Grammys com “We Are The World”: “Canção do Ano” (com Lionel Richie) e “Gravação do Ano” (com Quincy Jones). A canção recebeu também outros dois prêmios na cerimônia.
Naquele ano, Jackson deu início em uma carreira empresarial, comprando os direitos autorais do ATV, que continha todo o catálogo dos Beatles, Elvis Presley entre vários outros artistas. McCartney ficou chateado com Jackson e desde então a amizade dos dois não foi a mesma.
Depois de Thriller, Jackson adiou o lançamento de um novo disco por várias vezes, sendo que somente em 1986 o público pode conhecer uma das músicas que faria parte do que seria o seu novo álbum. A canção “Another Part Of Me” fazia parte da trilha-sonora do filme Captain EO, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola. Michael estrelava o curta-metragem filmado todo em 3D para a Disney ao custo de um milhão de dólares por minuto. Até 1998, o filme ainda era exibido em parques temáticos da companhia.
Jackson lançou Bad em agosto de 1987, dois anos depois do previsto. Para a mídia especializada, o álbum era pouco ousado e uma decepção na comparação com Thriller ou Off The Wall. Em contrapartida, o público respondeu bem e fez de Bad um grande sucesso. Não tão grandioso quanto Thriller, mas um grande sucesso. O álbum vendeu até hoje 32 milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu durante algum tempo como o segundo mais vendido da história.
Bad ainda atingiu um número recorde de nove canções lançadas como singles, sendo que cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: “I Just Can’t Stop Loving You”, “Bad”, “The Way You Make Me Feel”, “Man in the Mirror” e “Dirty Diana”. Foi a primeira vez que um artista colocou cinco canções de um mesmo álbum em primeiro lugar.
Durante a divulgação de Bad, a publicação de excentricidades sobre a vida de Michael se tornou freqüente em vários veículos de imprensa ao redor do mundo. Sejam verdades ou mentiras, as histórias acabaram se tornando parte da imagem que se criou em torno de Jackson. Dentre o enxame de notícias, se dizia que o astro tentou comprar os ossos e roupas de John Merrick, conhecido como o Homem Elefante, que ele teria uma parte do próprio nariz, retirada em cirurgia plástica, conservada em uma jarra dentro de casa ou que dormia em uma câmara hiperbárica para que pudesse retardar o envelhecimento.
Na época, as alterações na aparência de Michael se tornavam visíveis e geravam muita polêmica. Os jornais especulavam sobre dezenas cirurgias plásticas – o astro confirmava apenas duas – e possíveis razões para a mudança na cor da pele dele, que ficava cada vez mais clara. Especialistas diziam que Michael teria se submetido a um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância capaz de clarear a pele.
Em 1993, durante entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Jackson afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação.Graças as suas supostas excentricidades, Michael ganhou o apelido ‘Wacko Jacko’, do tablóide inglês The Sun.
Em setembro de 1987, Michael deu início à Bad World Tour, a primeira turnê mundial dele como artista solo, que passou em 15 países e atraiu 4.4 milhões de pessoas aos estádios – um recorde de público que seria superado pelo próprio Michael duas vezes, em 1992 e 1997. Bad foi indicado ao Grammy em 1988, mas não levou nenhum prêmio. Isso chegou a revoltar o cantor, que declarou que eles julgaram a sua aparência e não a sua música. Michael inclusive fez uma performance lendária na apresentação, onde cantou “The Way You Make Me Feel” & “Man In The Mirror”.
Ainda em 1988, o astro lançou a autobiografia Moonwalk e o filme Moonwalker, dirigido por Jerry Kramer, que continha os videoclipes de “Smooth Criminal” e “Leave Me Alone”. O longa-metragem ainda deu origem a um jogo de videogame de mesmo nome para fliperamas, Sega Mega Drive e Sega Master System. Após não levar nenhum prêmio em 1988, Jackson voltou a ganhar um Grammy pelo videoclipe de “Leave Me Alone” em 1989.
Em maio de 1988, Michael Jackson se mudou da residência da família, Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, também na Califórnia. A propriedade, de 2.7 mil acres, foi batizada de Neverland, uma clara referência ao livro Peter Pan (1906), de J. M. Barrie. O astro morou sozinho no rancho por 17 anos em busca de privacidade, mas isso não funcionou. O isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e, conseqüentemente, da imprensa sobre a vida dele.
Em março de 1990, Michael Jackson assinou um contrato recorde de 1.089 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes, com a Sony Music. Esse contrato assegurava a sua permanência na gravadora por mais 15 anos e, nesse período, Michael deveria lançar seis álbuns, recebendo 180 milhões de antecipação por cada um deles. No livro dos recordes, Jackson passou a ser citado como o artista mais bem pago da indústria da música.
Em 1990, durante o American Music Awards, Elizabeth Taylor discursava sobre a vida musical de Jackson quando finalizou: “Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de Rei do Pop, Rock e Soul”. A platéia manifestou-se a favor com Liz e, naquele momento, se consolidava a honraria de “Rei do Pop” a Michael, se tornando o único cantor com aquele reconhecimento.
Depois de um ano longe das paradas de sucesso, Michael voltou as rádios em novembro de 1991 com a canção “Black Or White”, o primeiro single que seria lançado do álbum Dangerous. Jackson convidou novamente o diretor John Landis, com quem havia trabalhado em “Thriller”, para gravar o videoclipe da canção. O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27 países perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas, um novo recorde e a reação a ele foi imediata.
O curta-metragem, que tinha 10 minutos de duração, gerou controvérsia por mostrar o astro quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra. Este trecho, considerado violento, acabou sendo retirado do curta nas suas exibições em TV e Michael se retratou em um comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma pantera, animal em que se transforma durante a história. O vídeo também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras metamorfoses geradas em computador.
Duas semanas depois do clipe, Dangerous foi lançado. O álbum reunia 14 canções inéditas – 12 delas escritas e compostas por Jackson. O álbum representava uma grande mudança para Michael, já que a sua parceria com Quincy Jones não existia mais, apesar dos dois ainda serem próximos. Michael queria ter mais autonomia em suas criações e a produção de Dangerous ficou, essencialmente, nas mãos de Teddy Riley, que ajudou Michael na criação de um novo tipo de som, que recebeu o nome de ‘new jack swing’.
Dangerous gerou outros nove singles, incluindo três que chegaram ao primeiro lugar: “Black Or White”, “Remember The Time” e “In The Closet”. O álbum ficou mais de dois anos entre os mais vendidos do mundo, atingindo a marca de 34 milhões de cópias até hoje, superando Bad como o segundo melhor desempenho da carreira do astro.
Em junho de 1992, Michael saiu em turnê para divulgar o álbum e quebrou recordes de público firmados anteriormente por ele mesmo durante a Bad World Tour, em 1987 e 1988. A turnê foi interrompida em 1993 depois que o astro foi acusado de abusar sexualmente de um menor. Apesar disso, a turnê levou para os estádios 3.5 milhões de pessoas em 69 concertos – uma média maior do que qualquer outra turnê até então. Todos os lucros da Dangerous World Tour foram revertidos para caridade.
Para retomar a divulgação do álbum Dangerous nos Estados Unidos, interrompida desde que saiu em turnê, Michael programou dois grandes eventos televisivos em 1993. No dia 31 de janeiro, ele se apresentou no intervalo do Super Bowl XXVII diante de uma audiência de 133.4 milhões de pessoas, se tornando o evento de maior audiência na história da América. Dez dias depois, concedeu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey que foi assistida por 100 milhões de telespectadores. Foi a primeira vez em dez anos que Jackson aceitou falar com a imprensa. A entrevista também se tornou um dos eventos mais assistidos de todos os tempos.
Jackson fundou a “Heal the World Fundation” em 1992. A fundação ajudava milhões de crianças ao redor do mundo. Também enviou milhões de dólares para todo o mundo para ajudar as crianças ameaçadas pela guerra e por doenças. Depois da morte de Ryan White, vítima de HIV, Michael lançou o single “Gone Too Soon”, e chamou atenção do mundo para pesquisas sobre a cura da AIDS, que na época havia um grande preconceito por parte das pessoas.
Durante a era Dangerous, Jackson visitou vários lugares do mundo, incluindo Iraque e Egito. Na África quando desembarcou em Gabão, foi recebido por mais de 100.000 pessoas, com um enorme cartaz dizendo “Bem-vindo em casa Michael!”. Em sua viagem á Costa do Marfim, Jackson foi coroado “Rei Sani” pelo chefe da tribo.
Em 1993 recebeu o “Grammy Legend Award”, por ser uma lenda viva e por sua contribuição ao mundo da música.
Em agosto de 1993, o jovem Jordan Chandler, de 13 anos de idade, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por conseqüência, o astro não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson.
As acusações geraram frenesi em todo o mundo e Michael cancelou o último trecho da turnê do álbum Dangerous em outubro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.
Michael Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de “causar mal a uma criança”. Depois de seis meses de negociações, o astro fechou um acordo confidencial com o dentista Evan Chandler, pai do adolescente que o acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar.
No mesmo ano, em maio, Jackson se casou com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie Presley. A união foi amplamente divulgada e criticada pela imprensa, que especulava sobre a conveniência do casamento, realizado meses depois do término das investigações criminais contra o astro. A primeira aparição pública do casal foi em setembro durante o MTV Video Music Awards do ano. Eles entraram no palco, seguiram por uma passarela e se beijaram. O matrimonio durou dois anos.
Em junho de 1995 chegou às lojas o álbum duplo HIStory: Past, Present and Future – Book I. No primeiro disco, uma seleção de quinze sucessos remasterizados. No segundo, a primeira coleção de canções inéditas lançada pelo cantor desde que foi acusado de abuso sexual. Foram gastos 30 milhões de dólares em publicidade e propaganda para o lançamento do álbum e a divulgação de cinco singles, chegando a ser considerada como a maior campanha de marketing já montada para promover um disco. Tudo isso fez com que HIStory vendesse quase 30 milhões de cópias, até hoje.
O videoclipe do primeiro compacto do álbum, “Scream”, onde Michael dividia os vocais com a irmã Janet, estreou durante uma entrevista concedida por ele e Lisa Marie à apresentadora Diane Sawyer no programa Primetime, da ABC, um dia antes do lançamento de HIStory. Também durante a divulgação do álbum, Jackson esteve no Brasil para gravar cenas do videoclipe da canção “They Don’t Care About Us” em uma favela do Rio de Janeiro e também na Bahia, com o Olodum.
Em setembro de 1996, Michael Jackson deu início à HIStory World Tour com um show de lotação esgotada na cidade de Praga, na República Checa. Ao término dos concertos, mais de um ano depois, Jackson tinha levado 4.5 milhões de pessoas aos estádios de 56 cidades, em 35 países diferentes. Com isso, a turnê estabelecia um novo recorde mundial de público.
Em novembro de 1996, o astro já estava separado da Lisa Marie e se casou novamente, desta vez com a enfermeira e dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos. O primeiro, Michael Joseph Jackson Jr., nasceu naquele mesmo ano. No ano seguinte, Rowe deu à luz a Paris Katherine Jackson. A enfermeira abriu a mão de todos os direitos maternos e entregou a guarda das crianças a Jackson, gerando uma grande polêmica. Em 2002, Rowe afirmou, em entrevista à rede americana de televisão FOX, que os filhos foram “presentes” dados por ela ao astro.
Em 1997, oito canções inéditas de HIStory foram remixadas e lançadas na semi-coletânea Blood on the Dance Floor que vendeu mais de 10 milhões de cópias até hoje, se tornando o álbum remix mais vendido da época. Entre os produtores responsáveis pelas versões estão Wyclef Jean (“2 Bad”), David Morales (“This Time Around”) e Tony Moran (“HIStory”). Um curta-metragem de 35 minutos intitulado Ghosts e estrelado por Jackson estreou nos cinemas europeus na mesma época.
O filme, escrito por Stephen King (“Carrie, A Estranha”) e dirigido por Stan Winston (“O Predador”), foi concebido como uma releitura do clássico videoclipe produzido para a canção “Thiller” em 1984.
Em maio de 1997, o grupo Jackson 5 foi incluído ao Hall da Fama do Rock and Roll. Quatro anos mais tarde, em 2001, Jackson receberia a condecoração como artista solo.
Em 2000, Jackson recebeu o título de “Cantor do Milênio” durante o XI World Music Awards, realizado em Mônaco. A cerimônia foi transmitida para mais de 160 países perante uma audiência de quase um bilhão de pessoas. Mariah Carey recebeu prêmio similar, na categoria feminina. Na ocasião foram exaltadas vendas de mais de 200 milhões de álbuns durante a carreira de 29 anos.
Em setembro de 2001, Michael Jackson promoveu dois concertos com lotação esgotada no Madison Square Garden, em Nova York, para celebrar 30 anos de carreira solo. Foi a primeira vez, em 20 anos, que o grupo The Jacksons voltou a se reunir no palco. Cantaram grandes sucessos, como “I’ll Be There”, “Can You Feel It” e “I Want You Back” e celebridades como Whitney Houston, Britney Spears, Liza Minelli, o grupo N’SYNC, Nick Carter, Aaron Carter, Usher e Gloria Stefan prestaram homenagens a Jackson cantando alguns dos maiores sucessos da carreira dele. Na platéia, mais personalidades assistiram às apresentações, entre elas Elizabeth Taylor, Macaulay Culkin, Marlon Brando, Ray Charles, Chris Tucker, Nelly Furtado, Will Smith e Quincy Jones.
Para comemorar a data, foram prensadas edições especiais dos álbuns Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous – todos remasterizados, com novos encartes, incluindo canções raras e inéditas, e também entrevistas com o produtor Quincy Jones e o compositor Rod Temperton.
No mês seguinte, Jackson lançou Invincible, o primeiro álbum só com novas canções lançadas pelo astro em dez anos, desde Dangerous. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins e Teddy Riley, o álbum conta com as participações do o guitarrista Carlos Santana e conta ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.
Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então-chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da gravadora para lançamento independente. Assim Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no contrato dele com a gravadora que impediam a transação e, para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a gravadora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de coletâneas que reuniriam os maiores sucessos dele. A crise se acentuou quando a canção “You Rock My World” vazou para as rádios ilegalmente e teve que ser lançada como primeiro single do álbum. Michael queria que “Unbreakable” fosse o primeiro single e simplesmente se negou a colaborar com a divulgação do álbum.
A imprensa chegou a especular que as vendas de Invincible, consideradas fracas por muitos especialistas, cerca de 16 milhões de cópias, teriam acentuado as divergências entre o astro e a gravadora.
Uma semana após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, Michael Jackson anunciou a gravação de uma canção beneficente para arrecadar fundos a familiares das vítimas. Mais de 35 cantores contribuíram, como Shakira, Celine Dion, Ricky Martin, Luther Vandross, Justin Timberlake, Carlos Santana, Beyoncé e Mariah Carey, mas o compacto nunca foi lançado devido aos desentendimentos do astro com a Sony Music.
Além disso, especula-se que o envolvimento de um dos produtores do projeto com a indústria do cinema pornográfico estadunidense teria causado o afastamento de patrocinadores.
Uma série de coletâneas reunido os maiores sucessos do astro foram lançadas nos anos que se seguiram. Junto a Invincible chegou às lojas Greatest Hits: History – Vol I. Em 2003, Number Ones. Um ano depois, a Epic lançou The Ultimate Collection, uma caixa com quatro CDs e um DVD. Em março de 2006, a Sony Music lançou nova coletânea, o álbum duplo The Essential Michael Jackson. Em 2008, para comemorar o aniversário de 50 anos de Michael Jackson, A Sony&BMG lança uma coletânea intitulada King of Pop, nome que é a marca registrada de Michael Jackson. As faixas selecionadas para o disco foram escolhidas pelos próprios fãs ao redor do mundo o que fez com que em cada local onde fosse lançada, a coletânea tivesse a sua lista de músicas diferenciada.
Em 2006, Jackson saiu de um período de reclusão no Bahrain, onde estava desde que fora inocentado de uma nova acusação de abuso sexual em 2005 e compareceu a diversas premiações e homenagens. A primeira delas foi a homenagem realizada em maio de 2006 na MTV japonesa, durante a premiação da Video Music Awards Japan ’06. Nessa premiação, Jackson recebeu o Legend Award por ser o artista que mais vendeu no Japão, uma lenda viva da música.
A imprensa em geral deu um enorme destaque para esse evento, devido ao fato de que foi a primeira aparição pública que Jackson fez desde sua absolvição.
Também no ano de 2006, em Novembro, Michael compareceu ao World Music Awards ’06. Recebeu o Diamond Award, dado a artistas que venderam mais de 100 milhões de discos. Durante a premiação, Jackson também recebeu o 9º certificado do Guinness da semana, dado em razão das 114 milhões de cópias vendidas de Thriller. Para comemorar os 25 anos desde o lançamento do álbum, Chris Brown homenageou dançando e cantando ao vivo “Thriller”. No final da premiação, com o tempo já esgotado, houve uma pequena performance de “We Are The World”. O microfone de Jackson chegou a ser cortado por causa do limite de tempo que, se fosse ultrapassado, o evento seria multado.
A imprensa em geral criticou o evento e Michael Jackson, alegando que ele havia decepcionado os fãs por não ter realizado a performance de “Thriller”, ironizando o microfone cortado, e até inventando “fatos”, como as falsas vaias do público.
Michael Jackson reaparece em outubro em uma capa de revista. Mas desta vez a foto que estampa a publicação não tem nada a ver com um escândalo. Jackson é capa da revista “L’Uomo Vogue”, que traz um ensaio do cantor de forma descontraída e vestindo roupas de Roberto Cavalli. As fotos foram feitas pelo renomado fotógrafo Bruce Weber e, segundo comentários na imprensa internacional, a sessão de fotos para a revista fazia parte de um acordo entre o cantor e o estilista, que estaria criando todas as roupas que vestirão o cantor em sua nova fase.
O look repaginado de Michael Jackson poderia ser visto dali em diante, principalmente quando Michael lançasse o seu próximo álbum, programado para 2007.
Mas essas não eram as únicas novidades na vida do popstar. De acordo com o tablóide sensacionalista “National Enquirer”, Michael se casou em segredo com a babá de seus filhos. O casamento teria se realizado em 2006, na cidade americana de Las Vegas.
“Grace é uma de suas amigas mais próximas. Ela é uma das poucas pessoas que ficou ao lado dele enquanto ele passava por todos os problemas, incluindo a acusação de molestar crianças em 2005″, disse a fonte do jornal, desmentida publicamente pelo porta-voz do cantor.
Em Maio de 2006, Michael se mudou do Bahrain para a cidade de Dublin, na Irlanda, onde continuou a gravar o que seria o décimo álbum solo da carreira – o primeiro desde Invincible, lançado há cinco anos. A previsão era que o álbum chegasse às lojas até o verão de 2007 e seria distribuído pela gravadora independente 2 Seas Records, propriedade do sheik do Bahrain Abdulla bin Hamad Al Khalifa. Mas a distribuição por conta da 2 Seas Records acabou sendo descartada, o que causou um novo processo por parte da 2 Seas Records. O selo de gravação responsável pelo lançamento seria o Michael Jackson Company Inc., que foi criado há pouco tempo.
Em Outubro de 2007, o programa de televisão Access Hollywood teve acesso ao estúdio enquanto Michael trabalhava com o produtor e rapper Will.i.am, membro-líder do grupo Black Eyed Peas. O estúdio que Michael trabalhava em Dublin era a Grouse Lodge Residential Studios.
Numa tentativa de resgatar a visibilidade musical de Jackson, em 11 de fevereiro de 2008, a SonyBMG lançou Thriller 25th, uma edição comemorativa dos 25 anos do lançamento de Thriller, o seu mais conhecido álbum. Foram confeccionados remixes com a participação de artistas da época para compor a lista das faixas. Dentre os convidados estão Will.I.Am, Akon, Fergie e Kanye West. A Edição Especial é composta pelo CD – contendo as faixas convencionais e os remixes, adicionado o verso solo de Vincent Price e a música inédita For All Time, além de um DVD, contendo os clipes do álbum e a performance de Billie Jean no 25º Aniversário da Motown, em 1983.
Thriller 25th pode ser considerado sucesso comercial, já que chegou à posição #2 nos Estados Unidos, #3 no Reino Unido, e no TOP#10 em mais de trinta países. Atingiu três semanas em primeiro lugar na França, e duas semanas, em primeiro da Argentina, Bélgica, e no Reino Unido. Foi certificado “Disco de Ouro” em 11 países.
Nos Estados Unidos, Thriller 25th foi o segundo álbum mais vendido na sua semana de estréia, passando dos 166.000 exemplares. Não fez parte do chart da Billboard, já que era um relançamento, mas entrou no Pop Catalog no número um, onde permaneceu durante nove semanas consecutivas. Este foi o melhor lançamento Jackson desde Invincible em 2001, com um valor estimado de 500.000 exemplares e 2 milhões de cópias vendidas em 12 semanas.
Tempos depois, Jackson vendeu seu rancho Neverland, depois de três anos sem morar no lugar. Apesar disso, a venda foi feita para com companhia da qual o próprio Michael Jackson é um dos donos.
No início de 2009 veio a grande notícia para os fãs de Jackson. Em uma concorrida coletiva, o cantor anunciou a realização de uma série de shows em Londres. Batizada de This Is It, a série de 50 shows teria início em julho de 2009 na O2 Arena e teve os seus 750 mil ingressos esgotados em apenas 5 horas após o início das vendas.
Apesar disso, no dia 25 de junho de 2009, chegou a imprensa que Michael Jackson tinha sofrido uma parada cardíaca em sua residência, em Holmby Hills, Los Angeles. Os serviços de emergência foram chamados em sua casa, mas Jackson já estava em estado de coma profundo e foi levado às pressas para o Ronald Reagan UCLA Medical Center, o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Desde que deu entrada no hospital, a informação que circulava era a de que ele já estaria morto, o que gerou preocupação nos fãs em todo mundo. O site TMZ foi o primeiro a confirmar, de forma oficial, a morte de Jackson.
O adeus ao cantor foi dado no dia 7 de julho de 2009. Após uma cerimônia destinada aos familiares e amigos íntimos, o corpo foi levado para o Staples Center, onde 17.500 pessoas acompanharam o tributo. Estima-se que até dois bilhões de pessoas tenha assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo.
O cantor estava na fase final dos ensaios para a turnê This Is It e todo o material gravado durante os ensaios, mais de 100 horas de vídeos, deram origem ao filme/documentário This Is It. Com produção da Columbia Pictures e direção de Kenny Ortega, o filme foi lançado mundialmente em outubro daquele ano.
Juntamente com o filme, a Sony lançou uma coletânea com todas as músicas que Jackson estava ensaiando para a turnê na mesma sequencia que apareceram no filme. Além disso, a coletânea conta com uma música inédita, versões nunca lançadas de algumas músicas e um poema que Jackson gravou para o álbum Dangerous, lançado em 1991.
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→ Discografia
Álbuns de estúdio
1971 – Got To Be There
1972 – Ben
1973 – Music and Me
1975 – Forever, Michael
1979 – Off The Wall
1982 – Thriller
1987 – Bad
1991 – Dangerous
2001 – Invincible
Coletâneas
1975 – The Best Of
1995 – Anthology
1995 – HIStory: Past, Present and Future – Book I
1997 – Blood On The Dance Floor
2000 – The Millennium Collection
2001 – Greatest Hits: History – Vol I
2003 – Number Ones
2004 – The Ultimate Collection
2005 – The Essential (2005)
2006 – Visionary: The Video Singles
2008 – Thriller: 25th Aniversary Edition
2008 – King Of Pop
VHS/DVD
1985 – We Are the World: The Story Behind the Song
1988 – Moonwalker
1995 – Video Greatest Hits – HIStory
1998 – History on Film, Vol. 2
2001 – Dangerous: The Short Films
2003 – Number Ones
2003 – Michael Jackson: A Remarkable Life
2004 – Man In The Mirror: The Michael Jackson Story
2005 – Live In Bucharest – The Dangerous Tour
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→ Curiosidades
- Michael ficou com a estatueta do Óscar, do filme E o Vento Levou.
- Jackson tinha um registro vocal incrível, a extensão de sua voz era de 3,5 oitavas, alcançando notas mais agudas de até 4,0 oitavas.
- HIStory: Past, Present and Future – Book I é o álbum duplo mais vendido da história.
- O videoclipe de “Scream” ainda é o vídeo musical mais caro da história. Custou cerca de sete milhões de dólares.
- Blood on the Dance Floor é o álbum de remixes mais vendido da história.
- Michael Jackson foi um dos pouquíssimos a conseguir emplacar 5 álbuns de inéditas seguidos em 1º lugar no Hot 200 da Billboard, o outro foi DMX.
- Michael Jackson foi o segundo cantor solo internacional (masculino) que mais emplacou hits no Hot 100 da Billboard: foram treze canções em primeiro lugar, só perdendo para James Brown que colocou 17 hits.
- Michael Jackson colecionou ao longo de sua carreira 23 Grammys.
- O álbum Thriller ficou 82 semanas no topo dos mais vendidos nos Estados Unidos.
- Segundo os seus artigos financeiros, especialistas em contabilidade de artistas musicais e a revista Rolling Stone, Michael faturou a longo de sua história, mais US$ 7 bilhões só com a sua música.
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→ Fontes consultadas
◘ http://www.reidopop.com
◘ http://www.michaeljackson.com
◘ http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Jackson
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Jackson
Dicionário dos Artistas: Kings of Leon
~> História
Kings of Leon é uma banda de rock alternativo, formada no Tenessee, pelos irmãos Caleb, Nathan, Jared e o primo Matthew Followill.
Vindos de uma família muito religiosa, os três irmãos cresceram viajando pelo sul dos Estados Unidos, junto com seu pai Leon, um pastor pentecostal, que pregava nas mais diversas igrejas e sempre levava seus filhos consigo. Educados de forma bastante rígida, os meninos estudavam em casa e não podiam assistir televisão ou ouvir música que não fosse religiosa.
Na adolescência, os irmãos descobriram o prazer de tocar, mas não eram influenciados por nenhum gênero musical, já que não eram expostos a nenhum estilo musical de fora. O contato com o universo musical veio com a banda da Igreja onde Caleb descobriu suas habilidades vocais.
Em 2002 lançaram o primeiro EP, intitulado Holy Roller Novocaine, já atraindo então a atenção dos críticos ingleses. No ano seguinte veio então o primeiro álbum Youth and Young Manhood, destacado na mídia inglesa como um dos 10 melhores discos de estréia nos últimos 10 anos. O público também não demorou a se identificar com as letras com temáticas como sexo e violência.
O segundo disco, Aha Shake Heartbreak, foi lançado primeiro na Inglaterra, em novembro de 2004, chegando ao mercado americano apenas em fevereiro e somente em abril no restante do mundo. O Kings of Leon ganhava cada vez mais fãs e não apenas anônimos. Em 2005 os garotos Followill acompanharam nada mais nada menos que U2, Pearl Jam, Strokes e Bob Dylan em suas turnês, fazendo alguns dos shows de abertura pelo mundo.
Em 2007 lançaram Because of The Times, disco que tornou o Kings of Leon conhecidos também em seu próprio país, apesar de ainda terem mais fama fora dos Estados Unidos, principalmente na Inglaterra. O álbum liderou por várias semanas as paradas britânicas e atingiu o 25º lugar nas americanas. Because of the times foi considerado por muitos críticos o melhor álbum da banda até então e uma prova do amadurecimento musical do quarteto.
No final de 2008 chegou ao mercado Only by the Night, e seus sucessos Sex On Fire, Use Somebody e Closer. Sex On Fire, primeiro single do disco atingiu o primeiro lugar das paradas no Reino Unido, Irlanda, Finlândia e Austrália. E o álbum levou o prêmio de melhor disco internacional no BRIT Awards, edição 2009. Além deste prêmio, a banda da família Followill levou para casa também o de melhor grupo internacional.
O grupo vem trabalhando agora no seu quinto álbum de estúdio, o Come Around Sundown que está previsto para chegar às lojas em outubro.
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~> Integrantes
~> Caleb Followill (Guitarra, Vocal)
~> Matthew Followill (Guitarra)
~> Jared Followill (Baixo)
~> Nathan Followill (Bateria)
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~> Discografia
Álbuns de Estúdio
2003 – Youth and Young Manhood
2004/2005 – Aha Shake Heartbreak
2007 – Because of The Times
2008 – Only by the Night
2010 – Come Around Sundown
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~> Fontes consultadas
◘ http://www.kingsofleon.com/
◘ http://www.kingsofleon.kit.net/home.htm
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Kings_of_Leon
Dicionário dos Artistas: Van Morrison
→ História
George Ivan Morrison, mais conhecido como Van Morrison, nasceu em Belfast, Irlanda e combina em suas músicas elementos do jazz, R&B e música celta, tudo isso, sem falar no rock. É uma figura um pouco avessa a imprensa e por isso mesmo, talvez as gerações mais novas pouco saibam sobre este senhor de 64 anos, autor de obras primas como Brown eyed girl, Madame Joy, Crazy Love entre tantas outras.
Desde muito novo Van teve contato com a música já que seu pai colecionava discos de jazz e sua mãe havia sido cantora amadora na juventude. Em uma entrevista à revista Rolling Stones, em 2005, contou que cresceu ouvindo artistas como Jelly Roll Morton, Ray Charles, Lead Belly e Solomon Burke e que estes foram a sua grande inspiração sempre. Aos 12 anos ganhou de seus pais sua primeira guitarra. Não demorou a formar a banda Sputniks com amigos da escola e eles chegaram a fazer algumas apresentações. A banda acabou e Van pediu aos pais um saxofone de presente. Depois de mais ou menos um mês de aulas para aprender a tocar o novo instrumento, ingressou na Thunderbolts, tocando nos arredores da cidade. Mas, já naquela época apresentava sua característica mais marcante: o jeito introspectivo de ser, o que atrapalhava um pouco no relacionamento com os outros integrantes.
Ficou conhecido mesmo, à frente da banda Them, formada em 1964, com quem criou canções como Gloria e Baby Please Don’t Go, mas em 1966 resolveu abandoná-la e chegou a pensar em abandonar a própria música ao ver que esta estava se tornando comercial demais. Foi o produtor Bert Berns quem foi atrás dele em Belfast e o convenceu a voltar para Nova York para iniciar uma carreira solo. Blowin’ Your Mind, seu primeiro álbum solo trazia a gravação de um dos seus grandes sucessos, reconhecido até hoje, Brown eyed girl. Astral Weeks, seu segundo álbum é considerado por muitos e até mesmo pela crítica especializada, como seu melhor trabalho, mas na época de seu lançamento, em 1968, não teve uma grande aceitação junto ao público.
Em novembro de 2008, a fim de comemorar os 40 anos de sua obra prima, Van fez dois shows no Hollywood Bowl, onde pela primeira vez na carreira, tocou o repertório completo de Astral Weeks. Agora, pouco menos de um ano depois, o show virou disco e chegou ao mercado internacional (sem previsão por aqui ainda!) com o nome Astral Weeks Live At The Hollywood Bowl. Mas não esperem que as músicas tenham os mesmo arranjos ou tenham sido tocadas na mesma ordem do disco original, não, isso não seria Van Morrison. As versões são mais extensas, e algumas faixas foram agrupadas em pot-pourris. Além disso, duas canções que ficaram de fora do setlist original surpreenderam a todos, no bis: Listen To The Lion e Common One.
Van Morrison é, sem dúvida, alguém que merece ser conhecido pelos apaixonados pela música. Afinal, ter mais de 30 discos e mais de 40 anos de carreira, fazendo sucesso, não é pra qualquer um, mas não apenas isso. Suas músicas mostram alguém que sabe e não tem medo de se reiventar, alguém capaz de escrever letras belíssimas e interpretá-las com o coração. Alguém em quem vemos realmente a entrega e o prazer no que faz.
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→ Discografia
1967 – Blowin’ Your Mind
1968 – Astral Weeks
1970 – Moondance
1970 – His Band and the Street Choir
1971 – Tupelo Honey
1972 – Saint Dominic’s Preview
1973 – Hard Nose the Highway
1974 – It’s Too Late to Stop Now
1974 – Veedon Fleece
1977 – A Period of Transition
1978 – Wavelength
1979 – Into the Music
1980 – Common One
1982 – Beautiful Viion
1983 – Inarticulate Speech of the Heart
1984 – Live at the Grand Opera House Belfast
1985 – A Sense of Wonder
1986 – No Guru, No Method, no Teacher
1987 – Poetic Champions Compose
1988 – Irish Heartbeat
1989 – Avalon Sunset
1990 – Enlightenment
1991 – Hymns to the Silence
1993 – Too Long in Exile
1994 – A Night in San Francisco
1995 – Days Like This
1996 – How Long Has This Been Going On
1996 – Tell Me Something: The Songs of Mose Allison
1997 – The Healing Game
1999 – Back on Top
2000 – The Skiffle Sessions – Live in Belfast 1998 (com Lonnie Donegan)
2000 – You Win Again
2002 – Down the Road
2003 – What’s Wrong with This Picture?
2005 – Magic Time
2006 – Pay the Devil
2008 – Keep it Simple
2009 – Astral Weeks Live at the Hollywood Bowl
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→ Fontes consultadas
◘ http://www.vanmorrison.com
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Van_Morrison
◘ http://www.lastfm.com.br/music/Van+Morrison
Dicionário dos Artistas: Muse
O Muse é uma banda de rock alternativo britânica, mais precisamente do condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra. Já lançou cinco álbuns de estúdio. O último disco, The Resistance, foi lançado em setembro de 2009.
Os integrantes, Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholme e Dominic Howard se conheceram na escola em 1989. Na época, segundo Christopher, Matthew e Dominic eram integrantes de uma banda que estava se desmanchando, assim como a dele. Em 1994, se reuniram e formaram o Muse com o nome de Rocket Baby Dolls.
Em 1999 lançaram seu primeiro álbum, Showbiz que foi bem recebido pela crítica. Logo surgiram comparações com a conterrânea Radiohead. Os singles Muscle Museum e Unintended fizeram algum sucesso dentro e fora do Reino Unido.
Em 2001 chegou às lojas Origin of Symmetry, álbum que projetou o Muse mundialmente. Plug In Baby alcançou o 11º lugar nos tops britânicos, e New Born, o 12º. No ano seguinte, foi a vez do DVD “Hullabaloo – Live at Le Zenith”, registro de um show, da Turnê de Origin f Symmetry, em Paris. Lançaram também um CD duplo com o nome Hullabaloo Soundtrack, com parte do show e uma seleção de b-sides gravados pela banda entre Março de 1999 e Outubro de 2001.
Em setembro de 2003 saiu o terceiro álbum de estúdio, Absolution, que alcançou a primeira posição nos tops do Reino Unido; os singles Time Is Running Out e Hysteria foram sucessos imediatos e todo esse reconhecimento levou o Muse a uma nova turnê mundial. Em 2005 lançaram o DVD “Absolution Tour”, contendo o show que encerrou o Festival de Glastonbury, no ano anterior, e alguns vídeos gravados durante a turnê americana.
Assim como seu antecessor, Black Holes and Revelations, estreou em 2006, na primeira colocação nos tops britânicos. O primeiro single, Supermassive Black Hole, entrou, de cara, no top 5 do Reino Unido. Como parte da turnê, a banda fez dois shows no estádio de Wembley, em comemoração à sua reinauguração, o que gerou o álbum ao vivo “Haarp”, lançado em CD e DVD, contendo grande parte do show. Em 2008, uma turnê do Muse veio, pela primeira vez, a America Latina, passando por México, Colômbia, Argentina, Chile e Brasil.
Em setembro The Resistence chegou às lojas e ficou no topo das paradas e das vendas em pelo menos 16 países. As influências clássicas como na canção “Exogenesis: Symphony” são claras e o que chamam a maior atenção no disco. Uprising foi o primeiro single e foi tocada ao vivo, pela primeira vez no MTV Movie Awards.
No dia 7 de maio deste ano, o Muse anunciou que assim como acontecera nos filmes anteriores, também faria parte da trilha sonora de Eclipse, o terceiro da saga Twilight. 10 dias depois, era lançado o vídeo de “Neutron Star Collision (Love Is Forever)”.
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→ Integrantes
# Matthew Bellamy – voz, guitarra e piano
# Christopher Wolstenholme – baixo, voz secundária e teclado
# Dominic Howard – bateria e percussão
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→ Discografia
1999 – Showbiz
2001 – Origin of Symmetry
2002 – Hullabaloo Soundtrack (Compilação)
2003 – Absolution
2006 – Black Holes and Revelations
2007 – HAARP (Ao Vivo)
2009 – The Resistence
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→ Prêmios
# MTV Europe Music Awards (5)
# Q Awards (5)
# NME Awards (4)
# Brit awards (2)
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→ Curiosidades
# Nas gravações da canção Megalomania, do álbum “Origin of Symmetry”, Matthew usou o órgão de uma igreja e o padre pediu a letra da música para ler e ter certeza de que eles não eram satanistas.
# Durante a turnê de promoção do álbum “Origin of Symmetry”, a banda quebrou tantos instrumentos e amplificadores que deram o apelido à turnê de “Origin of Chaos” (Origem do Caos).
# No show de Wembley (HAARP) eles teriam planos de chegar ao palco através de Jetpacks (aquelas mochilas com turbina que permitem voar), mas não foi possível porque estariam infringindo o Regulamento de Saúde e Segurança do show.
# Antes de serem internacionalmente conhecidos, o Muse só tocava em bares punk para públicos eufóricos e bêbados.
# As cordas vocais de Matthew são menores do que o normal.
# Christopher perdeu sua aliança durante uma turnê no Japão, mas uma fã a devolveu e como recompensa ela poderá ir aos shows da banda de graça pelo resto da vida.
# Matthew e Christopher consideram Dominic o mais organizado da banda.
# A bateria de Assassin foi inspirada na banda “Lightning Bolt”. Dominic queria recriar o “controle caótico natural”.
# Segundo Matthew as influências da banda são, entre muitos outros, Jeff Buckley, Queen e Rage Against the Machine.
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→ Fontes consultadas
◘ http://www.muse.mu
◘ http://www.musebr.com
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Muse
Dicionário de Artistas: U2
→ História
Em 1976 Larry Mullen colocou um anúncio no mural de sua escola, a Mount Temple High School, em Dublin, procurando pessoas interessadas em formarem uma banda de rock. Não demorou muito para Bono, Adam, The Edge e seu irmão Dick responderem ao anúncio e formarem, assim, o Feedback. Um ano depois eles tornaram-se o The Hype para, apenas em 1978 escolherem o nome com o qual ficariam mundialmente conhecidos: U2.
Em Setembro de 1979, a banda lançou seu primeiro single, o “U2 3″, que chegou ao topo das paradas na Irlânda. No ano seguinte, tendo assinado contrato com a Island Records , lançam o seu primeiro álbum, Boy e partem para a primeira turnê da banda fora do Reino Unido.
Em 1981 chega ao mercado October, visto por muitos como um disco Gospel. Em 1983, é a vez de War, álbum que deixa claro o caráter diferenciado da banda ao incluir músicas como “Sunday, Bloody, Sunday”, que falava da situação entre católicos e protestantes na Irlânda do Norte. O primeiro single do álbum, “New Year’s Day”, foi o primeiro êxito internacional do quarteto e seu videoclipe obteve grande destaque na MTV americana. Pela primeira vez realizam shows com lotação esgotada tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos dos quais resultaram a gravação ao vivo do EP Under a Blood Red Sky, com apenas oito faixas.
Nessa época o U2 abriu os shows do The Police.
Em 1984 com produção de Brian Eno e Daniel Lanois a banda lança o The Unforgettable Fire. A música “Pride (In the Name of Love)” dedicada ao ativista político americano Martin Luther King, chegou à quinta posição de vendas no Reino Unido e ao top 50 nos Estados Unidos. A revista Rolling Stone chamou o U2 de “Banda dos anos 80″, dizendo que, para um número crescente de fãs, o U2 era a banda mais importante, senão mesmo, a única importante. O Live Aid Concert, em 1985 veio mostrar a força da banda e o carisma de Bono. A versão de 13 minutos de “Bad” tomou conta do espectáculo, principalmente quando Bono abandonou o palco para ir dançar com uma espectadora.
Em 1987, o lançamento de The Joshua Tree confirma: o U2 era a maior banda do planeta! O álbum já chegou no topo na lista de mais vendidos no Reino Unido e rapidamente chegou ao mesmo lugar nos Estados Unidos. Foram mais de 26 milhões de cópias vendidas levando Bono, Adam, Larry e The Edge a serem a quarta banda a ter direito a uma capa da revista Time, (as outras três tinham sido os Beatles, The Band e The Who). Além disso, receberam vários Grammys, entre eles o de melhor álbum do ano. Em várias pesquisas e enquetes, feitas até hoje, 22 anos depois, o álbum aparece entre os dez melhores de todos os tempos.
Com a virada da década, o U2 dá uma nova guinada em seu som. O Achtung Baby, de 1991 surge com uma sonoridade diferente de tudo o que a banda já havia feito até então e é considerado por muitos fãs, o melhor álbum da banda. Saem para a turnê ZooTV, um verdadeiro espetáculo multimídia, com vídeos, carros voadores e Bono interpretando diversos personagens. Em meio a turnê lançam o Zooropa.
Após uma pequena parada, lançam o Pop, em 1996, um álbum com uma certa influência da eletrônica, para o qual, muitos fãs torcem o nariz até hoje.
Em 2000 o U2 mostra seu poder camaleônico mais uma vez ao lançar All That You Can’t Leave Behind, muito bem recebido pela crítica que o considera a terceira obra prima da banda junto com Achtung Baby e The Joshua Tree. O single “Beautiful Day” foi muito bem recebido em todo o mundo, tendo inclusive ganho três Grammys.
Em 2004 o U2 surpreende novamente com o álbum How to Dismantle an Atomic Bomb. Seu lançamento nos Estados Unidos foi marcado por um inusitado show pelas ruas de Nova Iorque, onde a banda tocou as novas músicas em cima de um caminhão. “Vertigo”, o primeiro single do álbum, foi bastante tocada nas rádios de todo o mundo e, logo na primeira semana, estreou no 18º lugar na “Modern Rock Tracks Chart” da Billboard e em 46º lugar na “Billboard Hot 100.”
Em março de 2009, depois de muita expectativa por parte dos fãs, chegou No Line on The Horizon, tendo “Get On Your Boots” como primeiro e “Magnificent” como o segundo single do álbum. A banda segue com a turnê mundial U2 360° por este ano de 2010.
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→ Integrantes
# Bono – Vocais
# The Edge – Guitarra
# Adam Clayton – Baixo
# Larry Mullen – Bateria
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→ Discografia
Álbuns de Estúdio
1980 – Boy
1981 – October
1983 – War
1984 – The Unforgettable Fire
1987 – The Joshua Tree
1988 – Rattle and Hum
1991 – Achtung Baby
1993 – Zooropa
1997 – Pop
2000 – All That You Can’t Leave Behind
2004 – How to Dismantle an Atomic Bomb
2009 – No Line on the Horizon
Coletâneas e Álbuns Ao Vivo
1983 – Under a Blood Red Sky
1984 – Wide Awake In America
1998 – The Best of 1980-1990
2002 – The Best of 1990-2000
2006 – U218 Singles
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→ Fontes consultadas
◘ http://www.u2.com
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/U2
◘ http://www.u2br.com
Dicionário de Artistas: Foo Fighters
É claro que seria muito facil em minha posição, definir bem rapido o que significa e como se iniciou, este termo usado por aviadores na Segunda Guerra Mundial para descrever fenômenos aéreos misteriosos, o resultado disso tudo foi varios singles e shows em grandes estadios, que pelas palavras de Dave Grohl, ja deixava bem claro que não iria ser apenas um projeto de estudio de apenas um integrante.
Pra quem diretamente escutava e se preocupava em buscar tendencias pós-punk aos anos de 90 a 94 via o fundador do Foo Fighters, Dave Grohl, usando sua criatividade e agressividade na cozinha ritmica do Nirvana. Aparentemente, nessa epoca ja trabalhava em suas musicas, intencionalmente visualisando um novo projeto. Com a morte de Kurt Cobain, Grohl entra no Robert Lang’s Studio em Seattle com o amigo e produtor musical Barrett Jones. Com exceção da parte de guitarra de “X-Static”, feita por Greg Dulli, do grupo americano Afghan Whigs, Grohl tocou todos os instrumentos das faixas. Atrelado à gravadora Capitol Records pelo descobridor de talentos Gary Gersh (que havia trabalhado com o Nirvana), Grohl teve suas faixas mixadas, sendo que o resultado tornou-se posteriormente o primeiro álbum do Foo Fighters, também intitulado Foo Fighters.
Inicialmente o antigo colega Krist Novoselic era o principal candidato a ser o baixista da banda, mas ambos preocuparam-se que poderia-se estar formando somente uma reencarnação do Nirvana. Após tomar conhecimento sobre o fim da banda conterrânea de emocore Sunny Day Real Estate, Grohl convidou o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith. Pat Smear, que era um membro não oficial do Nirvana após o lançamento de In Utero, foi adicionado como segundo guitarrista, completando assim a banda. A banda realizou sua primeira turnê ainda em 1995 abrindo concertos para Mike Watt.
Seu primeiro single, “This Is a Call“, foi lançado em junho de 1995 e o álbum de estréia no mês seguinte. “I’ll Stick Around” e “Big Me” foram os singles lançados nos meses seguintes. Se elevarmos a atenção, é notavel a diferença dos arranjos se comparado a sua antiga banda, é polido e bem caracteristico. Dave Grohl é multi-instrumentista e otimo vocalista se detem como lider e compositor e o homem de frente do Foo Fighters.
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Formação atual:
Dave Grohl – vocal e guitarra (1995-atualmente)
Taylor Hawkins – bateria e vocal de apoio (1997-atualmente)
Nate Mendel – baixo(1995-atualmente)
Chris Shiflett – guitarra e vocal de apoio (1999-atualmente)
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Discografia:
Foo Fighters – 1995
01. This Is A Call
02. I´Ll Stick Around
03. Big Me
04. Alone + Easy Target
05. Good Grief
06. Floaty
07. Weenie Beenie
08. Oh, George
09. For All The Cows
10. X-Static
11. Wattershed
12. Exhausted
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The Colour and the Shape – 1997
01. Doll
02. Monkey Wrench
03. Hey, Johnny Park!
04. My Poor Brain
05. Wind Up
06. Up In Arms
07. My Hero
08. See You
09. Enough Space
10. February Stars
11. Everlong
12. Walking After You
13. New Way Home
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There’s Nothing Left to Lose – 1998
01. Stacked Actors
02. Breakout
03. Learn To Fly
04. Gimme Stitches
05. Generator
06. Aurora
07. Live-in Skin
08. Next Year
09. Headwires
10. Ain´t it the Life
11. M.I.A
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One By One – 2002
01. All My Life
02. Low
03. Have It All
04. Times Like These
05. Disenchanted Lullaby
06. Tired Of You
07. Halo
08. Lonely As You
09. Overdrive
10. Burn Away
11. Come Back
12. Walking A Line
13. Sister Europe
14. Danny Says
15. Life Of Illusion
16. For All The Cows (Live In Amsterdam)
17. Monkey Wrench (Live In Melbourne)
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In Your Honor – 2005
CD1:
01. In Your Honor
02. No Way Back
03. Best Of You
04. DOA
05. Hell
06. The Last Song
07. Free Me
08. Resolve
09. The Deepest Blues Are Black
10. End Over End
CD2:
01. Still
02. What If I Do?
03. Miracle
04. Another Round
05. Friend Of A Friend
06. Over And Out
07. On The Mend
08. Virginia Moon
09. Cold Day In The Sun
10. Razor
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Skin and Bones – 2006
01. Razor
02. Over And Out
03. Walking After You
04. Marigold
05. My Hero
06. Next Year
07. Another Round
08. Big Me
09. Cold Day In The Sun
10. Skin And Bones
11. February Stars
12. Times Like These
13. Friend Of A Friend
14. Best Of You
15. Everlong
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Echoes, Silence, Patience & Grace – 2007
01. The Pretender
02. Let It Die
03. Erase/Replace
04. Long Road to Ruin
05. Come Alive
06. Stranger Things Have Happened
07. Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)
08. Summer’s End
09. Ballad of the Beaconsfield Miners
10. Statues
11. But, Honestly
12. Home
Dicionário de Artistas: Yann Tiersen

Guillaume Yann Tiersen, eis o nome desse multi-instrumentista e compositor francês nascido em 23 de junho de 1970. Entre piano, violino e arcodeão, Yann Tiersen expressa toda a sua delicadeza e sensibilidade musical. Mesmo com a veia clássica mais trabalhada desde a infância, o rock não passou longe da sua formação, tendo, na fase adulta, envolvimento com bandas do gênero. Sem dúvidas, o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” não seria mesmo fabuloso sem a mágica trilha sonora que envolve quem o assiste. O mesmo ocorre com “Good Bye, Lenin!”, outro filme que também ganhou a trilha sonora de Yann Tiersen. Reconhecer o seu som nos filmes não é difícil e o encantamento é fato certo.
Mas não só em filmes e teatros vive a música de Yann Tiersen. A sua vasta discografia, iniciada em 1995, conta também com trabalhos independentes e muitas colaborações de vocais femininos, como Claire Pichet, Shannon Wright e Jane Birkin.
Aos que apreciam os mínimos detalhes de uma boa música instrumental, Yann Tiersen é tiro certo.
Melancólico ou não, um som lindo de se ouvir.
http://www.myspace.com/yanntierseninprogress
#Discografia:
1995 – La Valse des Monstres
1996 – Rue des Cascades
1997 – Bästard
1997 – Le Phare
1999 – Black Session (Live)
1999 – Tout est calme
2001 – L’absent
2001 – Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain
2002 – Music Planet 2 Nite Gotan e Tiersen
2003 – Adeus Lenin
2004 – Yann & Shannon
2005 – Les Retrouvilles
2006 – On Tour
2007 – On Tour (show do Brasil)
Dicionário de Artistas: The Mars Volta
The Mars Volta é uma banda estadunidense fundada por Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez, em 2001. São considerados como uma banda de rock progressivo com vasto experimentalismo, e com influências de jazz fusion, rock psicodélico, hard rock, punk rock e música latina. Eles são conhecidos pelos seus shows enérgicos e vigorosos, com grande improvisação ao vivo, e também pelos seus álbuns conceituais.
Membros da banda At the Drive-In, Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez, faziam parte do DeFacto com o técnico de áudio Jeremy Michael Ward desde meados dos anos 90. DeFacto tinha Cedric na bateria, Omar no baixo e Jeremy no vocal, e efeitos de distorção. Apesar de ter-se iniciado como uma banda local com estilo rock, eles foram influenciados pelos pioneiros do reggae como Lee Perry e Dr. Alimantado. O grupo também utilizava música electronica, música latina, salsa e jazz fusion, o que resultava em um som distinto e universal. A banda se apresentou em locais próximos a sua cidade natal, El Paso, Texas, e lançaram seu primeiro álbum How do you dub? You Fight for Dub. You plug Dub in. Ao se transferir para Long Beach, California em 2000 a banda adicionou o tecladista Isaiah “Ikey” Owens. Ikey trouxe um novo tom para o DeFacto que gerou uma popularidade que antes não existia. Em 2001, DeFacto lançou seu segundo álbum, Megaton Shotblast, conseguindo sucesso instantâneo. O DeFacto continuou experimentando novos sons por Omar. Cedric decidiu terminar o At the Drive-In (o resto da banda formou Sparta). Eva Gardner se juntou a banda, o que criou The Mars Volta – um novo projeto que visava preencher seus desejos criativos. Seu nome para o primeiro show público em Anaheim, California foi DeFacto + Eva Gardner + Jon Theodore. Durante 2001, a banda gravou duas músicas com Alex Newport, resultando na sua primeira demo. Gravaram mais três músicas com Alex Newport, o que se tornou o álbum, Tremulant, lançado no ínicio de 2002. Tremulant era composto pelas músicas “Cut that City”, “Concertina”, e “Eunuch Provocateur”. O EP era uma fusão de rock progressivo, salsa e música experimental.
Seguindo o Tremulant, o The Mars Volta continuou com apresentações e troca de membros enquanto preparavam o álbum De-Loused in the Comatorium, produzido por Rick Rubin. Enquanto Tremulant não possuía um tema específico (exceto pela menção a seu álbum seguinte), De-Loused foi o trabalho unificado de fantasia que contava uma história de um viciado de drogas em coma, na primeira pessoa. Apesar das letras implícitas, The Mars Volta alegava em entrevistas que o protagonista do álbum era baseado em um antigo amigo Julio Venegas, ou “Cerpin Taxt”, como mencionado na história, que esteve em coma por vários anos antes de acordar. Ele morreu após ter pulado de um viaduto sobre uma rodovia em El Paso durante o período de pico de trânsito na hora do almoço. A morte de Venegas foi também referenciada na música do At the Drive-In intitulada “Embroglio”, do seu álbum Acrobatic Tenement.
Nessa época a banda não possuia um baixista. Flea, renomado baixista dos Red Hot Chili Peppers, tocou baixo em nove das dez música do LP. De-Loused se tornou seu maior hit tanto para a crítica quanto comercialmente, vendendo 500.000 cópias.
Enquanto estavam como banda de abertura para os Red Hot Chili Peppers na turnê de divulgação do álbum deles, o engenheiro de som e letrista da banda, Jeremy Ward, foi encontrado morto por overdose de drogas. A banda cancelou a segunda parte da turnê e o primeiro single de De-Loused foi posteriormente dedicado à Ward.
Com a volta da turnê De-Loused, Juan Alderete se tornou baixista e Marcel Rodriguez-Lopez (irmão de Omar), percussionista. Iniciava-se então o trabalho para o segundo álbum em 2004.
Em 2005, a banda lançou seu segundo álbum, Frances the Mute, inspirado no engenheiro de som Jeremy Ward. Cada trilha do álbum é inspirada nos personagens descritos em um álbum encontrado no carro de Ward.
Frances se tornou um hit comercial ainda maior que De-Loused, vendendo 123.000 cópias em sua primeira semana e estreando como o número quatro na lista de álbuns da Billboard, principalmente porque “The Widow” recebeu considerável divulgação no rádio. Críticas ao álbum variaram bastante. “L’Via L’Viaquez” foi posteriormente lançada como um single, reduzida de seus doze minutos originais para cinco minutos.
Talvez o fato mais incrível do álbum, seja o grande envolvimento de Omar em sua criação. Ele escreveu todas as partes instrumentais (guitarra, teclado, melodias vocais e rotinas de bateria, com ajuda de Theodore), assim como realizou os arranjos e a produção. Ele utilizou um método que diretores de filme como Woody Allen constumavam usar para produzir grandes performances de seus colegas de banda: proibir os membros de ouvirem outras partes, ou o contexto de sua própria parte, forçando-os a tocarem cada parte como se fosse uma música auto-suficiente.
Durante sua turnê pelos Estados Unidos, o antigo membro do At the Drive-In, Paul Hinojos, se uniu à banda e deixou o Sparta, dizendo: “meu tempo com o Sparta tomou seu rumo, e simplesmente não era mais divertido.” Ele é agora o engenheiro de som, cargo antigo de Ward. Em 2005, a banda entrou em turnê com o System of a Down, divulgando seu mais novo álbum.
Lançado em setembro de 2006, Amputechture é o terceiro álbum de estúdio da banda, e foi gravado em Los Angeles, E.U.A., e em Melbourne, na Austrália e foi produzido por Omar e mixado por Rich Costey. O álbum conta com a participação de vários artistas, como John Frusciante ex-guitarrista da banda Red Hot Chili Peppers, que aparece como convidado na faixa “Asilos Magdalena”.
Em Amputechture, pela primeira vez Omar e Cedric conseguiram criar um trabalho singular em sua composição. Entretanto, o processo criativo continuou o mesmo: Omar compondo a parte musical para Cedric poder escrever as letras — mas desta vez, com mais liberdade para contar histórias obscuras e inusitadas, e inserir vinhetas estranhas, piadas subliminares, toda a sorte de pessoas, eventos, e memórias.
Musicalmente, o grupo deu continuidade em Amputechture à tendência que revelara nos álbuns anteriores expandindo os seus horizontes artísticos. Omar Rodriguez assumiu uma nova abordagem na construção do som do grupo, utilizando vários instrumentos de sopros para preencher acompanhamentos ritmicos e harmônicos, dando uma nova textura à sonoridade da banda, afastando-se da densidade de sons distorcidos que marcaram os discos anteriores. No que diz respeito às interpretações dos músicos é inegável o talento do grupo, assim como dos dois líderes de The Mars Volta. Cedric Bixler Zavala encontra novos timbres e registos com os quais lançar as suas letras de poesia surrealista, cantando frequentemente em registos agudos e melodicamente elaborados. No que diz respeito ao génio musical do grupo, Omar Rodriguez Lopez, o guitarrista com Amputechture consagra o seu lugar enquanto o protagonista de vanguarda do rock moderno. Sentindo-se influências de Robert Fripp ou mesmo das melodias “Free” de John Coltrane, Rodriguez retira da guitarra eléctrica uma interpretação expressiva em catarse e com uma abordagem melódica inédita no rock.
No início de julho, “Asilos Magdalena” foi lançada oficialmente na página da banda no site MySpace. No dia 13 de julho, a banda disponibilizou um link para o site oficial, onde se podia ouvir a música na íntegra. Logo, a versão de “Asilos Magdalena” do site MySpace foi substituída por uma versão editada para o rádio. “Vermicide” foi confirmada como sendo o primeiro single deste álbum. O álbum estreou no Billboard Top 200 em nono lugar, atingindo a marca de 59,000 cópias vendidas na primeira semana do lançamento.
The Bedlam in Goliath é o quarto álbum de estúdio da banda. Foi lançado oficialmente dia 29 de janeiro de 2008. Produzido pelo guitarrista Omar Rodriguez-Lopez junto do engenheiro Robert Carranza. “Wax Simulacra” foi lançado dia 19 de novembro de 2007 como o primeiro single do álbum, junto de uma canção cover de “Pulled to Bits” da banda Siouxsie & the Banshees. Jeff Jordan, que já tinha feito a arte de capa de Amputechture, foi chamado mais uma vez para fazer as ilustrações do The Bedlam in Goliath.
Octahedron é o quinto álbum da banda, anunciado publicamente em 14 de Abril de 2009, sendo finalmente lançado a 22 de Junho, exceto nos Estados Unidos da América onde apenas foi lançado no dia 23 do mesmo mês. O album não conta com a presença do saxofonista Adrián Terrazas-González, nem do guitarrista Paul Hinojos após um pedido de Rodriguez-Lopez para manter o album num registo mais calmo e específico. O primeiro single lançado na Europa foi “Cotopaxi”.
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→ Integrantes
# Omar Rodriguez-Lopez – guitarra
# Cedric Bixler-Zavala – vocal
# Isaiah Ikey Owens – teclado
# Juan Alderete de la Peña (John Alderete / Racer X) – baixo
# Marcel Rodriguez-Lopez – percussão
# Adrian Terrazas-Gonzales – flauta, saxofone tenor, clarinete baixo e percussão adicional
# Pablo Hinojos-Gonzalez – engenheiro de som
# Thomas Pridgen – bateria
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→ Discografia
Álbuns
2003 – De-Loused in the Comatorium
2005 – Frances the Mute
2006 – Amputechture
2008 – The Bedlam in Goliath
2009 – Octahedron
EPs
2002 – Tremulant
Ao vivo
2003 – Live EP (edição limitada)
2005 – Scabdates
Compilações
2005 – A Missing Chromosome
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→ Curiosidades
De acordo com a página oficial da banda, existem outras quatorze pessoas que compõem o grupo “The Mars Volta Group”. É desconhecido o papel de tais pessoas, mas todas elas coordenam de alguma maneira os shows da banda. Essas pessoas são gerentes de tour, gerentes de produção, técnicos em guitarras e baterias, diretores de iluminação, seguranças, engenheiros de enquadramento e de gravação:
# Henry Trejo
# Amery ‘Awol’ Smith
# Jesse Isaacs
# Jerry Riccardi
# Joe Paul Slaby
# Dan Hadley
# Shaun Sebastian
# Keith Mitchell
# Jonathan Debaun
# Greg Nelson
# Steve Taylor
# Lalo Medina
# Paul Drake
# Edward Parker
# Laerte Uncle
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→ Fontes consultadas
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Mars_Volta
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Texto: Wesley Silva
Dicionário de Artistas: Aerosmith
→ História
O Aerosmith é uma banda de hard rock americano e foi formada na cidade de Boston, Massachusetts, no ano de 1969 graças à junção de duas outras bandas: os Chain Reaction, banda de Steven Tyler (cujo nome artístico na época era Steve Tallarico) e The Jam Band de Joe Perry e Tom Hamilton. Chain Reaction possuía uma grande influência de Beatles e chegaram a gravar um demo que continha canções como “The Sun” e “When I Need You”.
Joe Perry trabalhava em uma lanchonete e fritava batatas e hambúrgueres para comprar discos, dirigia o furgão de sua mãe ouvindo Led Zeppelin e sonhava em ter uma banda. Steven Tyler, às vezes, comia na lanchonete onde Joe trabalhava e, um dia, aquele rapaz de cabelo curto e liso com um óculos escuro colado com fita adesiva, que limpava a sujeira que Steven Tyler fazia na lanchonete, foi visto pelo mesmo tocando “Rattlesnake Shake” com sua banda The Jam Band.
A formação original incluía Steven Tyler (vocal), Joe Perry (guitarra) e Tom Hamilton (baixo), tendo mais tarde entrado para a banda Ray Tabano como segundo guitarrista, e posteriormente Brad Whitford (dos Earth Inc.), para desempenhar esta função. Tyler, que originariamente era baterista e solista, tornou-se somente vocalista quando o baterista Joey Kramer se juntou ao grupo.
Após algumas apresentações nos bares de Boston, que lhes proporcionaram fama imediata, o Aerosmith assinou um contrato com a gravadora Columbia Records em 1972, gravaram o seu álbum de estréia em duas semanas e o colocaram no mercado; dele se extraiu o single “Dream On” e clássicos como “Mama Kin”, “Somebody”, “Movin’ Out” e “One Way Street”, o álbum alcançou platina dupla, vendendo mais de dois milhões de cópias.
Após a primeira turnê a banda lançou Get Your Wings (1974), que também gozou de grande sucesso nas listas de vendas, atingindo quatro milhões de cópias vendidas, explodindo com os clássicos “Same Old Song And Dance”, “Train Kept A Rollin’”, “Lord Of The Thigs” e a super balada “Seasons Of Wither”.
Em 1975, o lançamento de Toys in the Attic fez deles definitivamente estrelas do rock n’ roll internacional, nessa época o Aerosmith começava a lotar os seus shows e com um álbum que fazia uma mistura bem sucedida de heavy metal, hard rock e toques de punk, atingiu um êxito imediato, tendo canções que marcaram época e jamais serão esquecidas como “Adam’s Apple” e “Walk This Way” que representam bem o hard rock, além de clássicas como “Toys in The Attic”, “No More No More”, “Big Ten Inch Record” e o mega sucesso “Sweet Emotion”. Tudo isso fez o álbum bater na casa das nove milhões de cópias vendidas.
O seu álbum seguinte, Rocks, se tornou uma influência para toda uma geração do hard rock americano. Joe Perry apresenta uma guitarra “diferencial” em “Back In The Saddle” e em “Last Child”, além disso canções rápidas como “Rats In The Cellar”, pesadas como “Nobody’s Fault”, experimentais como “Sick As A Dog” – onde os membros chegam a trocar de instrumentos um com os outros – e a balada “Home Tonight” marcam o disco e o transformam em um dos clássicos absolutos do Rock.
Após o estardalhaço do Toys In The Attic e do Rocks é lançado Draw The Line em 1977 que atingiu disco de platina mais rápido que os primeiros e alcançou dupla platina (2 milhões de cópias). Não foi tão bem recebido quanto seus anteriores, mas não deixou a desejar. “Draw The Line” é a faixa título e tem um riff inesquecível, pode considerado um dos maiores clássicos do Aero e “Kings And Queens” um tipo de rock-ballad que fala do governo, da igreja e da anarquia. E vale a pena lembrar de “I Wanna Know Why” e a blues-rock “Milk Cow Blues”.
Em 1978 o Aero canta pra mais de 400 mil pessoas em Boston e Lança seu primeiro álbum ao vivo, Live!Bootleg, com as músicas tocadas no show. No final dos anos 70 prosseguiram-se as turnês e editaram-se mais alguns álbuns, tendo o grupo participado no filme Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
Em 1979, Joe Perry deixou a banda por problemas com drogas, brigando com Steven por causa de um copo de leite e formou o The Joe Perry Project, que lançou três discos. Após um acidente de moto sofrido por Steven Tyler, Brad Whitford deixou a banda em 1980 e se uniu a Derek St. Holmes, vocalista da banda de Ted Nugent, para dar origem ao projeto Whitford/St. Holmes, que em 1981 lançou um disco auto-intitulado.
Antes da saída de Joe Perry gravaram Night in the Ruts em 1979, pouco conhecido e que apresenta três covers: “Remember (Walking in the Sand)”, “Think about it” e “Reefer Head Woman”. O albúm não foi bom nas vendas, alcançando apenas 1 disco de platina após vários anos que tinha sido lançado.
Com a parceria Perry-Tyler desfeita em 1979, o Aerosmith substituiu os elementos que abandonaram a banda por Jimmy Crespo e Rick Dufay e lançaram o seu álbum de Greatest Hits em 1980, um verdadeiro sucesso de vendas 10 vezes platina, no que foi seguido por um relativo fracasso, Rock in a Hard Place, que teve como destaque o single e o vídeo de “Lightning Strikes”.
Após esta fase conturbada, Perry e Whitford regressaram à banda, em 1984, e a banda saiu em turnê para comemorar a reunião dos membros do grupo; contudo, durante essa mesma turnê, Tyler chegaria a desmaiar em palco devido à dependência de drogas, afetando negativamente a imagem do grupo.
No ano seguinte, Tyler e Perry deram por concluída a sua desintoxicação das drogas, e a banda lançou Done With Mirrors, um dos melhores álbuns dos Aerosmith desde o final dos anos 70, porém um fracasso de vendas, idem ao anterior. Desde então firmaram a cada lançamento sua posição de representantes definitivos do rock n’ roll.
Em 1986 sai o 2° álbum ao vivo Classics Live, ao mesmo tempo, apareceram no bem sucedido cover do Run D. M. C. de “Walk This Way”, combinando rock n’ roll e rap e se tornando um clássico, marcando o início do regresso dos Aerosmith aos grandes feitos.
Em 1987 sai o 3° ao vivo, Classics Live II, seguido do Permanent Vacation, que incluiu hits como “Dude (Looks Like a Lady)”, “Rag Doll” e “Angel”, reestabelecendo a Aerosmith nas paradas americanas novamente e vendendo 5 milhões de cópias.
Contudo, o álbum responsável pelo regresso ao topo de vendas foi Pump, lançado em 1989 e que fez a banda entrar na década de 90 com força total. Este álbum é o responsável por três singles que chegaram ao Top 10 nos Estados Unidos: “Janie’s Got a Gun” (que e a responsável pelo 1° Grammy do Aerosmith), “What It Takes” e “Love in an Elevator”. Pump foi ao topo das paradas americanas, chegando a marca dos 7 milhões de cópias.
Get a Grip (1993) foi igualmente um sucesso de vendas, chegando a casa dos 7 milhões de cópias, recolocando o Aerosmith no topo. Com singles como “Livin’ On The Edge” (responsável pelo 2º Grammy do Aerosmith), “Eat The Rich” e “Cryin’” o Aero explode na década de 90.
Nine Lives, de 1997, foi álbum marcado por inúmeros problemas, mesmo alcançando o topo das paradas e vendendo 3 milhões de cópias, acabou não sendo bem acolhido pelo público e pela crítica. Contudo, o maior êxito dos Aerosmith nos anos 90 foi, sem dúvida, a trilha sonora do filme Armageddon, “I Don’t Wanna Miss A Thing” (escrito por Joe Perry e Diane Warren, ainda que Perry não seja creditado como tal). Mesmo assim , o Nine Lives conta com músicas de sucesso como “Falling In Love (Is Hard On The Knees)” e “Pink” (que dá o 3° Grammy ao Aerosmith).
Em 2000 o Aerosmith passa a integrar o “Rock N’ Roll Hall Of Fame”. Em 2001 é lançado Just Push Play, que vai aos topos das paradas dos EUA, mas nem assim escapa das críticas da mídia e dos fãs. Após uma extensa turnê e de merecidas férias, a banda lança em 2004 o seu – há muito prometido – álbum de blues, Honkin’ on Bobo. O álbum é tido como um regresso às raízes da banda e nasceu no final de 2003 durante a turnê em conjunto com os KISS e a jam especial de blues que acontecia nas apresentações. No mesmo ano sai o DVD You Gotta Move.
Em 2005, a gravadora lançou Rockin’ The Joint, um álbum com uma apresentação ao vivo realizada em 2002, durante a turnê Just Push Play. Já em 2006, com o fim do contrato com a Sony BMG iminente, a mesma lançou outra coletânea, Devil’s Got a New Disguise, com grandes sucessos da banda em toda sua história, além de duas canções inéditas, uma delas um outtake do álbum Pump.
Em 2007, a banda voltou ao Brasil para uma única apresentação, abrindo a “Aerosmith World Tour 2007″. Para o delírio ainda maior dos mais de 60 mil fãs que lotaram o estádio do Morumbi, o show contou com a abertura do Velvet Revolver.
Em 2008, o Aerosmith tira umas férias e Joe Perry aproveita para fazer alguns shows com a banda de seus filhos, TAB The Band. Enquanto Steven e Joe se recuperam de cirurgias (o primeiro realizou uma no pé; o segundo, uma no joelho), é lançado o jogo Guitar Hero: Aerosmith, o primeiro da franquia com apenas uma banda em destaque. Em novembro de 2009, de acordo com o jornal americano Las Vegas Sun, Steven Tyler teria rompido seu vínculo com o Aerosmith. As relações entre Tyler e o resto do grupo começaram a ter problemas após um acidente em agosto daquele ano, quando o vocalista caiu de um palco durante um show nos EUA. Tyler quebrou o ombro e teve que dar pontos na cabeça, cancelando parte dos shows do Aerosmith. A última apresentação do grupo foi no dia 1º de novembro, antes do Grande Prêmio de Fórmula 1 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Muito se especulou sobre esta notícia, até que Steven Tyler fez uma aparição-supresa em um show de Joe Perry e declarou que não estava deixando a banda. Apesar disso, ainda há rumores de uma saída de ‘férias’ para Steven Tyler de aproximadamente dois anos para escrever um livro e gravar um disco solo.
Em 23 de dezembro de 2009 Steven Tyler se internou em uma clínica de reabilitação para se tratar no seu vício por analgésicos, desenvolvido após dez anos tomando remédios para lidar com a dor causada por sua performance e acidentes sobre o palco. O cantor declarou que estaria ansioso para voltar a trabalhar com seus colegas de banda.
Desde o início dos trabalhos, o Aerosmith já contabiliza mais de 150 milhões de discos vendidos e uma coleção de prémios (Grammys, American Music Awards, Billboard Awards, MTV Awards).
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→ Integrantes
# Steven Tyler – Vocais
# Joe Perry – Guitarra solo
# Brad Whitford – Guitarra base
# Tom Hamilton – Baixo
# Joey Kramer – Bateria
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→ Discografia
Álbuns
1973 – Aerosmith
1974 – Get Your Wings
1975 – Toys in the Attic
1976 – Rocks
1977 – Draw the Line
1978 – Live Bootleg
1979 – Night in the Ruts
1982 – Rock in a Hard Place
1985 – Done With Mirrors
1987 – Permanent Vacation
1988 – Gems
1989 – Pump
1993 – Get a Grip
1997 – Nine Lives
1998 – A Little South Of Sanity (Ao Vivo)
2001 – Just Push Play
2004 – Honkin’ on Bobo
2005 – Rockin’ the Joint
Compilações
1980 – Greatest Hits
1986 – Classics Vol. 1 (Purple cover)
1987 – Classics Vol. 2 (Red cover)
1991 – Pandora’s Box
1994 – Box of Fire
1994 – Big Ones
1995 – Pandora’s Toys
1997 – Greatest Hits 1973 – 1988
2001 – Young Lust: The Aerosmith Anthology
2002 – O, Yeah! The Ultimate Aerosmith Hits
2006 – Devil’s Got a New Disguise: The Very Best Of Aerosmith
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→ Curiosidade
- Sinclair Lewis (1885-1951) escreveu o livro Arrowsmith. Os Aerosmith afirmam que o seu nome nada tem que ver com o título do livro. De acordo com a sua biografia “Walk this Way”, o baterista Joey Kramer teria sugerido o nome na escola, quando andavam à procura de um nome para a banda – ele gostava de palavras que começavam por Aero, e decidiram que Aerosmith era a melhor combinação.
- Qualquer semelhança de “Rats In The Cellar” com “You’re Crazy” do Guns N’ Roses não é mera coincidência. Slash já declarou diversas vezes que Rocks foi um dos discos que mudou a sua vida.
- Na turnê do álbum Nine Lives, o microfone caiu em cima do joelho de Steven Tyler, rompendo um ligamento. Desde então ele passou a ingerir grandes quantidades de analgésicos.
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→ Fontes consultadas
◘ http://pt.wikipedia.org/wiki/Aerosmith
◘ http://www.aeroworld.com.br

















