Pelo Mundo: Especial Nirvana #4

Pelo Mundo: Especial Nirvana #4

Chegamos a última parte do nosso especial sobre o Nirvana, comandado por Thomaz Victor.

Confira mais algumas curiosidades sobre a banda que é uma das mais cultuadas até hoje.

Dave Grohl entra na banda:
Em setembro de 1990, o baterista Chad Channing foi demitido do Nirvana, depois de Kurt ficar frustrado com sua inconstância durante a turnê. Na época, Channing mostrou-se aliviado, depois de três longos anos de dificuldade. A banda passou a procurar um substituto.

Vários músicos foram testados, incluindo Dan Peters, ex-baterista do Mudhoney, que chegou a gravar um single com a banda, mas a vaga ficou mesmo com Dave Grohl que, antes, havia tocado na banda de hardcore de Washigton, Scream. Alguém havia lhe contado que o Nirvana estava procurando por um baterista e graças a um amigo que conhecia Krist e Kurt, Dave viajou para Seattle, para fazer um teste.

Quando Dave entrou para banda, ele deu uma entrevista para a MTV contando como foi o seu primeiro contato com os caras da banda. “Achei que Kurt parecia um garotinho ingênuo, aquele tipo de menino que salta de um telhado para o outro para ver se consegue voar. Kurt e Krist eram pessoas diferentes de todas que eu havia encontrado ou conhecido. Quando me falaram pra me juntar á banda me senti como um estranho, no começo. Não conhecia ninguém em Seattle quando me mudei pra lá. E ainda havia aquela misteriosa estética, as pessoas usavam camisas xadrez, como se fossem lenhadores de final de semana, o sol desaparecia ás três da tarde, costumava chover semanas sem parar. Tudo melhorava quando fazíamos músicas juntos… Havia algo excitante naquele punk de garagem que faziam, com tanta melodia. Podíamos nos comunicar sem dizer uma única palavra. Era sensacional!”

A primeira aparição na TV Inglesa:
Em 8 de novembro de 1991, o Nirvana apareceu pela primeira vez na TV inglesa, em um programa noturno de variedades chamado The Word. A banda seria a ultima atração daquela edição do programa e deveria interpretar a clássica “Smell Like Teen Spirit“.

Faltando apenas alguns minutos para terminar o programa, a banda surgiu na tela, porém, ao invés de começar a tocar a música, Kurt aproveitou a chance para dizer: “Courtney Love, do grupo pop Hole, é a melhor coisa do mundo e etc.”

Por coincidência, o Nirvana ainda estava tocando quando os créditos do programa começaram a aparecer e a apresentação foi cortada. Mesmo assim, a performace foi tão forte que o Nirvana imediatamente virou assunto nos meios musicais.

Kurt e Courtney Love se casam:
A união entre Kurt e Courtney aconteceu em fevereiro de 1992 e fez mudar a relação entre os músicos. Courtney já estava esperando um bebê e encontrou uma mulher para celebrar o casamento; Kurt chamou de Seattle seu amigo Dylan Carlson para ser seu padrinho e trazer uma dose de heroína para o casal.

Grohl foi convidado para a festa, mas quando o casal decidiu barrar a mulher de Novoselic, por ela ter publicamente criticado os hábitos do casal em relação ao uso de entorpecentes, as relações entre os dois amigos ficaram definitivamente abaladas.

Para a cerimônia, Kurt compareceu de pijamas e Courtney usou um vestido que havia pertencido á atriz Frances Farmer – atriz de cinema dos anos 30/40, de Seattle, que teve uma vida trágica – tão admirada pelo casal que deram seu nome para a filha que Courtney estava esperando.

A gravação de “Smell Like Teen Spirit”:
Inspirado por uma frase pichada em uma parede de sua casa, “Kurt cheira a Teen Spirit” – Teen Spirit é uma marca de desodorante – feita por Kathleen Hannan, da banda Bikini Kill, Kurt escreveu a canção que transformou o Nirvana no primeiro grupo grunge superstar. A canção foi gravada em Van Nuys, Califórnia.

Krist lembra como foram as sessões de gravação que rendeu a canção. “Dormíamos o dia inteiro, depois deitávamos na cama e jogávamos pinball“. Buth Vig tem outra lembrança dessa época. “Eu os fazia tocar repetidas vezes simplesmente por ser bom demais… Eu ficava no estúdio andando de um lado para o outro e dizendo para mim mesmo: Isto é surpreendente!”

Novaselic tem outra lembrança: “Depois de gravada, lembro que falei para a banda que a canção soava muito há ver com The Pixies. As pessoas não notaram a semelhança, ou não deram importância.” A canção foi editada em 10 de setembro de 1991 e virou disco de ouro em pouco mais de um mês.

Álbum chega ao primeiro lugar:
Assim que Nevermind chegou ao primeiro lugar entre os álbuns mais vendidos, no Natal de 1991, desbancando Dangerous, de Michael Jackson, o presidente da Geffen Records declarou: “Não fizemos quase nada, foi um daqueles raros discos que andam sozinho até o primeiro posto.”

Feliz por destronar o “Rei do Pop“, o Nirvana fez uma imitação de Jackson na cerimônia de entrega dos prêmios da MTV, em 1992, e Kurt se apresentou na ocasião como o “Rei do Grunge“.

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→ Fontes Consultadas:
◘ The Internet Nirvana Fan Club
◘ Site oficial do Nirvana
◘ Wikipedia

Pelo Mundo: Especial Nirvana #3

Pelo Mundo: Especial Nirvana #3

O Audiograma dá sequência em seu especial sobre o Nirvana.

Saiba um pouco mais sobre um dos ícones dos anos 90 através das nossas páginas laranjas.

Sliver“, a catarse:
Editada em compacto, em 1990, com o baterista do Mudhoney, “Sliver” foi a música que marcou a transição do som do Nirvana, partindo do punk barulhento e raivoso das primeiras gravações para o caos controlado, mostrando em Nevermind, e que foi amplamente aceito.

A produção foi de Butch Vig que, logo em seguida, produziu uma demo de seis faixas que formaram a base de Nevermind.

A música fala de uma traumática visita que Kurt fez um dia aos seus avós. “Sliver” está em Incesticide, álbum editado e lançado em 1992.

Dividindo um compacto com Jesus Lizard:
Em abril de 1990, a banda Jesus Lizard, de Chicago, dividiu um show com o Nirvana e, naquela ocasião – que foi a primeira que as bandas se encontraram – combinaram de dividir um compacto.

Logo em seguida, o Nirvana veio a se tornar superstar, porem o projeto não foi esquecido por Kurt que insistiu em mantê-lo vivo, dando uma medida de sua generosidade. Quando finalmente saiu o compacto, em fevereiro de 1993, ele reuniu as faixas “Puss“, tirada de um álbum do Jesus Lizard, e “Oh, The Guilt“, uma música inédita do Nirvana.

O disco saiu pelo selo Touch & Go, restrito a 100 mil cópias – 50 mil nos EUA, e as demais espalhadas pelo mundo – por imposição legal da Geffen.

No Reading Festival, em 1992:
Havia rumores que seria a última apresentação do Nirvana – e também rumores que Kurt havia morrido – mas o Nirvana tocou como atração principal no Reading Festival.

Além disso, Kurt pessoalmente escolheu as bandas que precederam o Nirvana naquele dia e elas foram L7, Pavement, The Melvins e… Björn Again, um quarteto sueco que recria as apresentações do grupo de pop ABBA, pelo qual Kurt demonstrou autêntica devoção.

O Nirvana disse aos produtores do evento que não tocaria se nós não estivéssemos na programação. Foi incrível tocar e ver o Kurt dançando do lado do palco!”, revelou Rob Leissie, do Björn Again.

O efeito do sucesso de Nevermind:
Depois de 10 anos em que a cena indie americana foi sustentada por pequenos selos e desprezadas pelas gravadoras, estas passaram a contratar todas as bandas que existiam, em um empenho desesperado para encontrar “um novo Nirvana“.

Uma das bandas mais beneficiadas foi o Mudhoney, que assinou um bom contrato com a Geffen e gravou três álbuns antes que a gravadora tivesse a certeza que não ganharia mais dinheiro com eles.

O extraordinário sucesso do Nirvana mudou todo o mercado editorial de discos da época.

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→ Fontes Consultadas:
◘ The Internet Nirvana Fan Club
◘ Site oficial do Nirvana
◘ Wikipedia

Pelo Mundo: Especial Nirvana #2

Pelo Mundo: Especial Nirvana #2

Como todos já sabem, o Audiograma está fazendo um especial sobre o Nirvana, contando a sua história tendo como ótica principal alguns fatos interessantes ocorridos com Kurt, Krist e Grohl.

A música “About a Girl“:
Escondida entre os abrasivos obscuros de Bleach está “About a Girl“, a primeira balada de Kurt, completa, com vocais ásperos e harmonias suspirantes, que indicava o punk bubblegum que estava por vir.

Cinco anos depois, o Nirvana registraria uma versão acústica de “About a Girl” no MTV Unplugged, revelando o profundo desprezo expressado na canção.

O Nirvana se torna um quarteto:
Quando o guitarrista Jason Everman entrou para o Nirvana, depois de uma gravação de Bleach, foi para dividir o palco com Kurt, e não para prestar qualquer assistência nas gravações. Entretanto, Everman que era amigo do então baterista da banda, Chad Channing, foi creditado na capa de Bleach, sem tocar uma única nota se quer naquele disco.

Seu crédito foi um agradecimento por ajudar a pagar as contas do estúdio. Como Everman jamais gravou com o Nirvana, esta ficou sendo sua maior contribuição para a banda, já que ele era fã de speed metal e nada tinha a ver com o punk.

Sem se relacionar socialmente ou musicalmente com o resto da banda, Everman ficou isolado, saindo em agosto de 1989, quatro meses depois de ter entrado. “Fiquei sempre na periferia“, disse o guitarrista. “Não me lembro sequer de uma vez de ter sido consultado sobre as músicas, e esta foi há razão de eu ter saído. Qualquer um, além de Kurt ou Kris, seria descartável. Cada banda é uma família meio distorcida, bizarra. Acho que ali eu era o filho retardado, adotado e duas vezes descartado.

A turnê europeia da Sub Pop em 1989:
Em outubro/novembro de 1989, a gravadora Sub Pop mandou as bandas que produzia, em turnê pela Europa.

Encabeçado o elenco, estava o Mudhoney, porque era esta a banda na qual a Sub Pop mais acreditava ter potencial para se tornar um sucesso além de Seattle.

Foi uma turnê com mais de 36 datas marcadas, unindo Mudhoney, Nirvana e Tad. No meio da excursão, na Inglaterra, um jornalista notou que os fãs mais leais passavam do Mudhoney para o Nirvana.

“Heart-Shaped Box”:
O título se refere á caixa de bombons em formato de coração, um símbolo romântico e que é um presente que se dá ás namoradas no Dia de São Valentino.

Kurt deu esse titulo á música que foi o ponto alto de In Utero, álbum de 1993. Essa é uma canção de amor brutal, com versos de sentido obscuro, falando de amor, sexo e doenças. Como quase tudo em In Utero, a música foi remixada pelo produtor Scott Littdo R.E.M – depois que a Geffen rejeitou a produção original de Steve Albini.

Em 2001, estava para ser editada uma caixa de CD’S – previdamente chamada de Heart- Shaped Box - com material do Nirvana, em comemoração aos dez anos da edição de Nevermind. A inédita “You Know You’re Right” deveria sair nesse box de CD’S, porém, por decisão judicial, o lançamento foi suspenso. A música acabou sendo lançada pouco tempo depois.

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→ Fontes Consultadas:
◘ The Internet Nirvana Fan Club
◘ Site oficial do Nirvana
◘ Wikipedia

Pelo Mundo: Especial Nirvana #1

Pelo Mundo: Especial Nirvana #1

Nos próximos quatro domingos vocês vão ver, aqui no Audiograma, os momentos mais importantes na história da banda que fez a revolução nos pilares do rock nos anos 80/90.

A meteórica trajetória do Nirvana foi pontuada por acontecimentos importantes que ajudaram a criar um culto em torno da banda e dos próprios músicos que fizeram parte dela. Vamos viajar no tempo para contar a vocês todo o caminho que o Nirvana teve que percorrer para chegar a gloria.

A gravação de “Love Buzz“:
Love Buzz” foi gravada originalmente – em 1968 – por Shocking Blue, uma banda holandesa com um vocal feminino muito semelhante á Grace Slick – vocalista do Jefferson Airplane – que chegou ao sucesso mundial com o hit “Venus“. Não se sabe como ou porque o Nirvana escolheu essa obscura canção para seu compacto de estreia.

A versão do Nirvana tem algumas das características que transformaram a banda no extraordinário sucesso que foi: Riffs pesados de guitarra, uma levada mais puxada para um metal punk.

Também mostrou a capacidade de Kurt em reconhecer uma boa canção e ser capaz de transformá-la num número de peso, sem deixar perder suas linhas melódicas. “Love Buzz” foi incluída em Bleach, álbum editado pela Sub Pop em 1989.

A aparição no Headbanger’s Ball da MTV:
A banda foi convidada para ser entrevistada no show de heavy metal da MTV, o Headbanger’s Ball, em outubro de 1989. Rick Rachtman, o apresentador do programa, conta que a banda se recusou a aparecer com o habitual traje dos convidados, feito de couro e metal, e que Kurt se apresentou chapado de heroína, não parecia em condições sequer de falar, quanto mais cantar.

Ele diz que Kurt chegou atrasado e que foi direto para o camarim. Na hora do show, ele apareceu travestido, com um vestido de gala amarelo. Kurt se justificou dizendo: “Bem, é Headbanger’s Ball, e eu tinha que me vestir adequadamente.”

A canção “Lithium“:
Kurt deu a essa música o nome de um remédio, um antidepressivo popular. É a música que, junto a “Smells Like Teen Spirit“, fez com que a música do Nirvana apelasse mais ao público masculino – que era maior parte comprovada dos fãs da banda – do que o feminino, definindo assim o seu estilo.

Lithium” tem um verso que exemplifica o tipo de humor de Kurt: “Sou tão feio, mas tudo bem, porque você também é.” “Lithium” é uma das faixas do álbum Nevermind.

Nirvana detona o “glam metal“:
Nos anos 80, gerações de fãs de rock cresceram ouvindo rock tocado por bandas de cabelos longos e roupas multicoloridas, maquiagem, glitter e atitude de macho. Foi o reinado das bandas como, Skid Row, Cinderella, Poison e Mötley Crüe.

Com a revolução alternativa iniciada pelo Nirvana, as bandas de glam metal ficaram ultrapassadasmesmo o Guns N’ Roses sentiu-se ameaçado pelo Nirvana, tanto que poucas vezes em que estiveram em contato, as relações foram tensas. Numa ocasião, Krist Novoselic chegou a ser agredido fisicamente pelos seguranças do Guns N’ Roses. – Houve bandas que tentaram se reciclar, como Warrant, que já tinham dois discos de platina quando o Nirvana surgiu, porém, como declarou o próprio baixista da banda do Warrant, Jerry Dixon, “não funcionou“.

Bandas de sucesso, como Brinty Fix, simplesmente perderam seus contratos, em face da mudança na música. Bret Michals, do Poison, argumentou: “As bandas dos anos 80 promoviam uma festa de rock ‘n roll quando davam seus grandes shows, mas nestes anos 90 não há razão para assistir a bandas como Nirvana e Mudhoney. Porque pagariam para fica deprimido?

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→ Fontes Consultadas:
◘ The Internet Nirvana Fan Club
◘ Site oficial do Nirvana
◘ Wikipedia

Pelo Mundo: Spock’s Beard

Pelo Mundo: Spock’s Beard

A barba de Spockou Spock’s Beard – é uma banda de neo-rock progressivo que é pauta da coluna Pelo Mundo de hoje.

Formada em Los Angeles, a banda surgiu na primavera de 1992 graças a união dos músicos Neal Morse, seu irmão Alan Morse e o baterista Nick D’Virgilio. Pouco depois, o baixista Dave Meros se juntou à banda para lançar o primeiro álbum, The Light, no fim de 1994.

Em meados de 1995, a banda ainda teve a entrada do tecladista japonês Ryo Okumoto, que trabalhou com diversos outros artistas, entre eles Eric Clapton. Nessa época, um bootleg oficial foi lançado, com todas as músicas do primeiro álbum e uma previsão do álbum seguinte. Os álbuns seguintes foram sucesso no gênero e, até o ano 2000, 5 álbuns de estúdio já haviam sido lançados e tours pelo mundo inteiro foram feitos, inclusive gerando diversos CDs e DVDs. Nessa época, a banda já havia se consagrado como uma das mais promissoras e concretas bandas do gênero.

A banda superou as expectativas do público e da crítica lançando uma obra-prima do rock progressivo, Snow. O álbum-conceito de dois CDs conta a história de um garoto albino com o dom especial de curar feridas emocionais. No estilo de The Lamb Lies Down On BroadwayGenesis – o álbum recebeu excelentes críticas, porém marcou o fim da participação de Neal Morse na banda, o que decepcionou vários fãs.

Muitos reconhecem apenas como coincidências, mas Spock’s Beard tem um certa relação com Genesis – além, é claro, da semelhança musical – entre elas:

  1. O álbum-conceito duplo (The Lamb Lies Down on Broadway/Snow), que contava uma história, sendo altamente aclamado pelo público.
  2. A saída do vocalista (Peter Gabriel/Neal Morse), substituído pelo baterista da própria banda (Phil Collins/Nick D’Virgilio);

O baterista Nick D’Virgilio então tomou o lugar do vocalista, e nos álbuns seguintes pôde-se perceber uma tendência mais pesada na música, porém ainda com bastante qualidade, o que prova que a banda consegue ficar de pé, mesmo sem a música de Morse.

O Spock’s Beard permaneceu assim até 18 de novembro de 2011 quando Nick D’Virgilio anunciou sua saída da banda por razões pessoais e outros compromissos. Logo em seguida, em 21 de novembro de 2011, foi anunciado no site oficial que o músicos em turnês, Ted Leonard e Jimmy Keegan serão o novo vocalista e o baterista da banda, respectivamente.

Para quem não sabe, o nome da banda surgiu de um episódio de Star Trek: A Série Original, onde o capitão Kirk e outros oficiais entram num universo paralelo, onde Spock tem uma barba. A brincadeira foi feita para o primeiro álbum, cujas músicas, segundo os artistas, “parecem ter vindo de um universo paralelo“.

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→ Fontes Consultadas:
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Pelo Mundo: Eliza Doolittle

Pelo Mundo: Eliza Doolittle

Eliza Doolittle é uma jovem cantora britânica, relativamente nova no cenário musical, que promete ainda chamar muita atenção pela personalidade, boa voz e letras que tentam fugir da ambição comercial.

A cantora nasceu como Eliza Sophie Caird, mas adotou o sobrenome Doolitte por ser um apelido dado por sua mãe quando ainda era pequena.

Com uma voz marcante que pode ser facilmente confundida com a de Lily Allen, a cantora vai além das letras bonitinhas e raivinha de namorado presentes em algumas músicas de Lily.

Doolittle é nitidamente pop, mas engloba o soul, o que deixa o seu trabalho com um tom mais sério e maduro e que em alguns momentos segue a linha escolhida pela saudosa Amy Winehouse, artista da qual Eliza já declarou ter tido certo contato e influência.

Seu primeiro e único disco, lançado em 2010, chegou ao terceiro lugar das paradas britânicas e conta com ótimas canções que podem ser trilhas de momentos para relaxar até a hora que dá aquela intensa vontade de dançar seja sozinho ou acompanhado.

Exemplos de destaque no álbum são canções como a tranquila “Mr. Medicine”, a cheia de segundas intenções “Skinny Genes” e a dançante “Pack Up”, que teve projeção no Brasil fazendo parte da trilha sonora de uma novela.

Há também ótimos registros de covers feitos pela cantora com músicas como “Fuck You” de Cee-Lo Green, “Yelow” do Coldplay e “Party” da Beyoncé. Vale à pena conferir.

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Confira o clipe de “Pack Up”:

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Pelo mundo: Uncle Ben’s Soul

Pelo mundo: Uncle Ben’s Soul

Vai ano, vem ano, além do vai e vem de bandas e cantores e você não larga o velho soul. O ritmo que começou lá na década de 60 marcado pela emoção, melodias bem ornamentadas com diversas improvisações, coreografias   inusitadas, além de uma banda carregada de metais. Teve como principais interpretes: RayCharles,Marvin Gaye , Solomon Burke e James Brown, alem de tantos outros.

Mas a música está ai para ser objeto e meio de transformação. E foi o que fez Ben l’Oncle Soul , que uniu o útil ao agradável: a música francesa às raízes do soul.No chamado Neo- soul, onde ele é um dos principais nomes da atualidade.

Uncle Ben’s Soul, cujo nome verdadeiro Benjamin Duterde, é um cantor francês, que aos 26 anos já conquistou os produtores da Motown francesa, qual lançou seu primeiro Ep “ Soul Wash “em 2009,e recentemente o álbum,Uncle Ben’s Soul , onde há quatorze canções em Inglês e uma em Francês,na maior vibe soul dos anos 1960.Uma delas é Soulman, que  soa como o hit My Girl do Temptations .Entretanto, ele ficou conhecido apos repaginar músicas famosas em um estilo todo soul de ser, tais como I Kissed a Girl (Katy Perry) Seven Nation Army  (White Stripes) e Crazy ( Gnarls Barkley).

Agora suas composições fazem o mesmo trajeto de seus covers, atravessam os limites europeus e ganham o mundo, levando a nostalgia e o carisma do soul .

Cover Seven Nation Army – White Stripes

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Soulman

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Pelo Mundo: Doctor Flake e French Teen Idol

Pelo Mundo: Doctor Flake e French Teen Idol

Post-rock, Trip-hop, Experimental Music, Downtempo ou tudo isso junto. Tantos caminhos, porém, o mesmo intuito: take mind off, desligar-se do mundo. Os projetos musicais ¨Doctor Flake¨ e ¨French Teen Idol¨ assemelham-se bastante nesse aspecto.

Acreditei ser uma boa ideia dar a dica desses dois sons juntos porque sinto que se complementam, além de ser uma viagem bastante diferente. Os fãs de Sigur Ros, certamente, irão se sentir em casa.

¨Doctor Flake¨ é o projeto de um produtor e compositor francês que, tal qual um ¨especialista¨ na área, mescla todos esses estilos musicais já citados, através de cortes e de modificações que terminam por gerar um resultado musical totalmente exclusivo. Não muito diferente, ¨French Teen Idol¨ também é um projeto solo criado pelo romano Andrea Di Carlo. Na área desde 2001, ¨Doctor Flake¨ produziu três albuns: ¨Paradis Dirtyficiels¨; ¨Intervention chirursicale¨ e ¨Minder Surprises¨.

Os sons variam do mais profundo êxtase e sensualidade ao sentimento mais sinistro que pode aparecer, como em ¨Requiem For a Drum¨, presente no segundo álbum, que faz associação direta ao filme ¨Requiem For a Dream¨, remontando toda a tensão e densidade. Várias vezes me perguntei o por quê de curtir tanto esse tipo de música, já que ele é carregado dessa mesma tensão, mas é a própria música que é capaz de envolver e de hipnotizar, mesmo os mais alheios. A sequência das faixas nos albuns é feita tal qual uma teia, não deixa escapatória. Porém, além desse som mais tenso, ¨Doctor Flake¨ também apresenta um pulso muito mais carregado de sensualidade, como é facilmente notado no primeiro álbum, ¨Paradis Dirtyficiels¨. Entre os saxofones e os meios-sussurros em francês, cria-se os sons que refletem uma atmosfera totalmente envolta pela loucura da mente humana, por vezes, a própria volúpia traduzida em notas musicais.

Porém, o mesmo não posso dizer de ¨French Teen Idol¨, que é um som totalmente preenchido de melancolia, um projeto instrumental incrivelmente ¨silencioso¨, por mais paradoxo que isso possa parecer. Entre batidas eletrônicas e o toque do piano, parecemos, rapidamente, mergulharmos em um sonho. Incrivelmente, somos distanciados de todo o ambiente externo. Embora muito melancólico, os sons criados por Andrea Di Carlo são absurdamente lindas e apaziguantes, sem querer usar de hipérboles. Como exemplo de tal experiência, temos uma faixa presente no último álbum lançado, ¨El Siete Es La Luz¨ (2009), que, a começar pelo curioso título, ¨War is Kind¨, é totalmente diferente de qualquer outra experiência musical que meus ouvidos já presenciaram. São aproximadamente cinco minutos de música que mais parecem durar horas. O mesmo acontece com as faixas ¨The Longest Night¨ e ¨The Fleeting Beauty Of A Butterfly¨, presentes no segundo álbum, “Enlightened False Consciousness” (2007). O primeiro álbum foi lançado em 2005 e carrega o próprio nome do projeto como título, ¨French Teen Idol¨.

Ambos os projetos possuem um estilo no qual as músicas são inteiramente noturnas, como se fossem feitas para a madrugada. Por isso, são necessariamente carregadas de um silêncio que sabe respeitar todas as peculiaridades desse momento profundamente íntimo, no qual é só você e seus pensamentos. A atmosfera criada por esses sons é perfeitamente surreal. Usando da metalinguagem e definindo música com música, Doctor Flake e French Teen Idol representam aquilo que se pode chamar de ¨the sound of silence¨.

So, ¨enjoy the silence¨.

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Pelo Mundo: OMNI

Pelo Mundo: OMNI

Semanas complicadas, milhões de coisas pra fazer, trabalhos acumuladissimos, provas da faculdade e, fora isso, a falta de tempo para as criações genericas e subjetivas.

Bom, em referência as desculpas, isso é um ato/expressão totalmente sem importancia, já que do lado da moeda, nós estamos aqui para nos comunicar ou, até sendo um pouco pretencioso, influenciar de certo modo, o leitor.

Sem mais delongas, através de projetos novos, fui apresentado a uma irremediável e viciante sonoridade e, por incrivel que pareça, não, não são Brasileiros. Mas, em respeito ao trabalho geral, se funde a arte visual e facilmente a uma abstrata expressão: A de retornar as raízes de arranjos classicos e até, penetrando na historia musical, a influencia barroca.

Claro, não poderia faltar os bits, a parte eletronica, sintetizadores e teclados, que são referências fortes e estão palpáveis em nossa face. Eles são fundidos e se moldam em alto nivel e, claro, de extremo bom gosto. As guitarras? Sem dúvida alguma, cheias de camadas complexas de duetos.

Bom, cito alguns pontos altos desse novo trabalho porque, generalizando, o álbum OMNI é uma evolução da globalização musical atual e, sem pretexto algum, isso você já percebe quando pega o CD físico.

A pretensão que é absorvida é a de que, provavelmente, não vai haver hits radiofônicos, não irão ter uma presença comercial ampla e singela e não irão fazer turnes mundiais. Mas, com certeza, os curiosos ouvintes irão perceber que algumas bandas fogem dos holofotes e percorrem caminhos alternativos justamente por isso, para ter a devida coragem da experimentação, ter a obstinação de um foco, a liberdade musical.

Conclusão: As cores jogadas sem pretenção e uniformidade  em um tela em branco e o pré limite das margens são apenas um pequeno detalhe.

O álbum é uma otima opção aos ouvidos cansados e deteriorados pelo obvio. Minus The Bear se equivale à valvula de escape em uma metropole abastada por apenas uma configuração. Todos nós temos uma alternativa.

Pelo Mundo: Something to Write Home About

Pelo Mundo: Something to Write Home About

A  mediocridade atual é vasta em varios seguimentos. Posso ate definir alguns agora bem faceis, e ate melodramaticos, mas a oportunidade seria involuntaria. Tenho um certo problema com algumas “maximas” que decorrem no nosso dia a dia, como a de que a primeira impressão é a que fica. Existe uma contra posição nisso tudo, principalmente na musica.

A castidade da influencia toma alguns aspectos cativantes e, ao meio fio de ouvintes obcecados por uma so vertente, é fascinante o trabalho que  proporciona duvidas e uma atenção plena a cada faixa voltada, as nuances que provocam as mais belas lembranças. Me lembro da primeira vez que escutei “Holiday”, a alguns anos atrás, sentado em casa vendo – em video cassete – uma fita da 411 vm ( Skateboarding).

Na epoca fiquei surpreendido pela preocupação, de varios fatores e todos os sentidos, com o som e ainda pelas belas manobras.

Something to Write Home About – CD lançado em 1999 pela Vagrant Records – é determinante e especifico para ouvintes alternativos e extremamente criticos, só nao deixe algumas variantes ofuscarem o trabalho em si.

Este álbum foi um sucesso financeiro para todos que participaram – de uma certa forma – no disco mas, depois de algum tempo, os trabalhos foram encerrados por motivos ate então desconhecidos. Lembremos que o The Get Up Kids foi uma das grandes bandas da década passada e um dos principais representantes do gênero que hoje está praticamente extinto.

É preciso ainda enfatizar as melodias e as letras, que são de uma beleza e energia totalmente crescente e linear. Traz um ambiente e vários sentidos dos anos 90, daquilo que era realmente feito com maestria, explosão sonora quando é preciso e uma complexa dinâmica. Dentre isso, não poderia esquecer os timbres, que são absolutamente incriveis de um modo, e discretos em outros.

The Get Up Kids é uma massa sonora delineada a cada faixa, de postura invejada nos anos 90 mas, convenhamos, sei que essa abordagem de hoje pode ser ate um incógnita para alguns, mas são os detalhes que definem uma atmosfera pura e incrivel.

Não julgue os aspectos externos. Escute e argumente se pequei nesta análise, pois mesmo que nao esteja preparado pra tal sonoridade, este é um album para ser enquadrado na parede de casa.

Pelo Mundo: Muito mais que a música do seriado…

Pelo Mundo: Muito mais que a música do seriado…

Se você tem nas veias o costume de acompanhar seriados e prestar atenção em suas trilhas sonoras, certamente já deve ter achado algumas bandas interessantes – dentro do seu gosto musical – e que, muitas vezes, ainda são pouco conhecidas aqui em nosso país. Esse é o caso do Remy Zero, banda formada no Alabama em 1989 por Cinjun Tate (vocal e guitarra), Shelby Tate (guitarra, teclados, vocal), Gregory Slay (bateria e percussão), Cedric Lemoyne (baixo) e Jeffrey Cain (guitarra).

O número de pessoas que conhece uma música da banda eu acredito que seja grande, mas acredito que poucos foram os que pararam para ouvir o “resto” do trabalho do grupo, que começou a ser observado pelas gravadoras nos Estados Unidos quando foram convidados pelo Radiohead para abrir a turnê americana do The Bends. Na época, ainda moravam no Alabama e não tinham cd gravado. Tudo aconteceu por causa de uma fita K7 demo.

Em 1996 lançam o primeiro álbum pela Geffen, auto-intitulado, mas o trabalho não foi bem recebido pelo público em geral. Dois anos depois vinha Villa Elaine e foi com ele que as portas começaram a se abrir. Músicas como “Prophecy” ou “Problem” caíram rapidamente no gosto do público. O nome Villa Elaine vem do nome do prédio em que a banda morava em Hollywood na época da gravação do álbum. A capa do disco, a propósito, é a fachada do tal prédio. Algumas das músicas começaram a aparecer em filmes e campanhas publicitárias. “Gramarye” (clipe no último vídeo do post) foi usada na trilha de Stigmata e “Prophecy” na trilha de She’s All That (que no Brasil ganhou o nome de Ela é Demais), só para citar alguns exemplos.

Se as coisas já começavam a dar certo, The Golden Hum chegou em 2001 para consolidar a banda no cenário. Com o terceiro álbum, veio uma lista de boas músicas como “Glorious”, “Perfect Memory”, “Over the Rails & Hollywood High” e a música que carrega a banda até hoje, que está logo aqui abaixo.

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Dois anos após o lançamento de The Golden Hum e já mais conhecidos fora dos EUA devido a música-tema de Smallville (vídeo acima), a banda resolveu se separar, com os seus integrantes se juntando a outros projetos. Cinjun e Shelby Tate criaram o duo Spartan Fidelity (que lançou dois EP’s até hoje, sendo o último deles em 2007), Jeffrey Cain fundou o Dead Snares, Cedric Lemoyne se tornou baixista de turnê de Alanis Morissette antes de se juntar a O+S e o baterista Gregory Slay fundou o Sleepwell.

Em 2006 a banda chegou a ensaiar um retorno das atividades da banda, mas nada saiu do papel. A banda chegou a informar os fãs através de seu MySpace que “teriam reencontrado o espírito para fazer músicas juntos” mas, em 2008, todas as informações sobre o possível retorno foram retiradas da página, voltando a figurar a velha informação de que a banda se separou em 2003. No dia 1º de janeiro deste ano, o baterista Gregory Slay morreu após complicações de uma fibrose cística, aos 40 anos. No site da banda tem uma homenagem ao baterista.

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“Save Me” se tornou um clássico pra mim por inúmeros motivos, mas acabei levando muitos anos para parar e ouvir atentamente ao Remy Zero, só dando a devida atenção quando eles já tinham encerrado suas atividades.

Com seu som diferenciado e fácil de se ouvir, é uma banda que vale a pena perder um tempinho conhecendo.

Pelo Mundo: Sublime With Rome

Pelo Mundo: Sublime With Rome

Bom hoje é dia de aclamar, compartilhar e mostrar para os mais novos o que realmente se transmite por um trio de caras que curtiam Surf, escutavam de DESCENDENTS à BOB MARLEY e  foram ao limite de suas proprias expressões. O que eles representaram? Eu digo:

Sublime é uma daquelas bandas que não seguiu aquele caminho obvio, não se manteve dentro das redeas de produtores que definem que o que não é comercial não é rentavel. Originaria dos  Estados Unidos e formada em Long Beach, Califórnia, faziam algo cujo som combinava uma mistura de Reggae, Surf music, Ska e Punk Rock. Seus integrantes eram Brad Nowell (vocal e guitarra), Bud Gaugh (bateria) e Eric Wilson (baixo), além do Dálmata adestrado de Brad, Lou Dog, que aparecia nas entrevistas e nos shows como se fosse da banda.

Seu álbum de maior sucesso foi o terceiro, homônimo SUBLIME. Em 26 de maio de 1996 Brad foi encontrado morto em um  quarto de hotel  por overdose de heroína. Naquele dia ele acordou cedo e foi levar Louie para dar uma volta na praia. Foi a última vez que todo mundo o viu.

Os integrantes da banda decidiram que não dava para continuar a tocar no Sublime sem Brad e colocaram um fim nas atividades. Em 1999 Bud e Eric formaram o grupo Long Beach Dub AllStars e continuaram a carreira na música.

Mas no ano de 2009, surge a noticia: Os caras voltaram. Eles encontraram um sujeito para assumir os vocais da banda e, para evitar problemas legais, voltaram a fazer shows com o nome de Sublime with Rome. Rome, no caso, é do vocalista Rome Rodriguez que, no começo, você não dá nada para ele, até que ele abre a boca e a voz soa idêntica à de Nowell.

Cover de si mesmo? Paciência.

O retorno trouxe varios problemas e processos judiciais, pois a familia de Nowell alega que é a unica detentora do nome SUBLIME, sendo que isso se tornara uma guerra sem fim. Rome mostra capacidade total para o posto, so vamos esperar pra degustar o novo trabalho do trio, anunciado para 2010.

Pelo Mundo: Conhecendo a Infectious Grooves

Pelo Mundo: Conhecendo a Infectious Grooves

Estava eu durante a madrugada assistindo a MTV quando me deparei com um LAB dedicado a uma tal Infectious Grooves. Como não conhecia a banda e dada a minha mania de sempre parar e acompanhar algo “desconhecido” na TV, comecei a observar aquele funk metal as 3 da manhã.

Logo no primeiro clipe, da música “Punk It Up”, já começam as descobertas particulares sobre a banda que, em sua formação clássica, conta com nada mais que Mike Muir (Suicidal Tendencies) no vocal, Adam Siegel (ex-Excel e atual produtor) e Dean Pleasants (Suicidal Tendencies) na guitarra, Robert Trujillo (atual Metallica) no baixo e o grande Stephen Perkins (Jane’s Addiction) na bateria. Com uma formação dessas, fica fácil querer descobrir mais coisas do grupo.

Criada em 1990, a Infectious Grooves surgiu como uma saída de emergência para as necessidades de Muir e Trujillo (na época no Suicidal Tendencies) criarem algo fora do que estavam acostumados em sua banda principal. A partir daí, começaram a compor e a mostrar esse lado mais  ácido/escrachado da dupla. Não demorou e despertaram o interesse em outros músicos e em outros selos. Acabaram se juntando a Siegel e Perkins e gravaram o seu álbum de estréia, que recebeu o nome de The Plague That Makes Your Booty Move…It’s the Infectious Grooves e foi lançado pela Epic em 1991, mesma gravadora do Suicidal Tendencies.

De lá para cá foram mais três álbuns de estúdio lançados e algumas mudanças na formação, principalmente na bateria. Perkins só gravou o primeiro álbum e saiu, dando lugar a Josh Freese (que já tocou com Deus e o mundo) em 1992. Freese participou da gravação de Sarsippius’ Ark, o segundo álbum do grupo, mas também não durou muito tempo no posto, dando lugar a Brooks Wackerman (Bad Religion), que ficou de 93 a 2000 na banda e participou dos outros dois álbuns da banda, Groove Family Cyco (94) e Mas Borracho (2000).

Em 2000 a banda entrou em hiato que durou até o fim de 2007, quando Muir anunciou o retorno da banda. Apesar disso, da formação de 2000, o único nome que acompanhou o vocalista no retorno foi Dean Pleasants. Enquanto isso, Brooks Wackerman se divide entre o Bad Religion e o Fear and the Nervous System, Adam Siegel leva sua vida de produtor, Robert Trujillo é o baixista do Metallica e Stephen Perkins está novamente no Jane’s Addiction.

A solução encontrada por Muir é recrutar novos nomes. Daí surgem o baixista Steve Brunner (parceiro de Muir e Pleasants no Suicidal Tendencies), o guitarrista Tim Stewart e o baterista Eric Moore. A banda fez uma turnê pela Europa durante o mês de abril e, desde então, trabalha em um quinto álbum de estúdio, ainda sem data de lançamento.

Como a SonyBMG não deixa incorporar vídeos da banda aqui, visite o Youtube e veja o clipe da música “Therapy”, que conta com a participação de Ozzy Osbourne. Divirta-se!

Pelo Mundo: REFUSED anuncia retorno

Pelo Mundo: REFUSED anuncia retorno

Nesta noite de sabado me deparo no twitter com uma noticia incrivel, mas que neste caso merece jogar confetes.

Informo a vocês a noticia, fundamentada pelo blog “Tenho mais discos que amigos”, da volta do quarteto sueco REFUSED.

Sntetizado por um evoluido Hardcore/pós Hardcore, a banda é uma revolução na caracteristica de fundir o seu som de natureza com goticulas eletrônicas.

É imprescindivel a visita ao MySpace da banda, pelo menos pra perceber que a Suécia não é palco só de provas olimpicas no gelo, mas que tem muita bagagem e experiencia pra ser ninho de bandas de qualidade.

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MySpace dos caras >>>>> REFUSED

Pelo Mundo: Porcupine Tree

Pelo Mundo: Porcupine Tree

Depois de um dia na academia, senti que precisava de uma coluna dedicada às bandas internacionais.

Estava lá sofrendo na aula de abdominal, mas não pude deixar de prestar atenção na música que tava tocando. Bem diferente do que se costuma ouvir em uma academia, talvez seja por isso que tenha chamado tanta atenção. Acabou a aula e eu corri pra saber de quem era… Uma banda que nunca ouvi falar, Porcupine Tree.

Roubei o mp3 do meu professor e passei todas as músicas pro pc. Resolvi escrever enquanto ouço tudo. A propósito, já vou começar indicando uma música, que foi a primeira que ouvi “Drown With Me” é realmente muito boa!

Bom, vou falar um pouco sobre eles e depois indicar algumas das músicas que mais gostei.

A banda surgiu em 1987, em uma cidade na Inglaterra, de uma forma bem… improvável. Steven Wilson inventou uma história sobre uma banda que foi muito famosa nos anos 70. A história era tão convincente, que ele até gravou algumas músicas fingindo ser desta tal banda. Em 1989, ele decidiu compilar uma fita, intitulada “Tarquin’s Seaweed Farm” e enviar à algumas pessoas influentes no meio musical.

Essa história acabou dando certo e Steven foi um dos primeiros a assinar um contrato com a gravadora Delerium Records onde lançaria suas fitas em formato de disco duplo. Após este lançamento, a banda esteve entre as 20 melhores bandas independentes do Reino Unido.

Assim, em 93, fizeram seu primeiro show. A banda era formada por Steven Wilson (guitarra, vocal), Colin Edwin (baixo), Richard Barbieri (teclado) e Chris Maitland (bateria), que em 2002 foi substituído por Gavin Harrison.

Bom é basicamente isso. O Porcupine Tree está na estrada até hoje, com uma discografia extensa e continua compondo músicas de boa qualidade. Pra conhecer, além de “Drown With Me”, indico: “Even Less”, “Lightbulb Sun”, “Mellotron Scratch” e “Don’t Hate Me”.

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Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porcupine_Tree
http://porcupinetree.com.br