É tempo de Axé. De Axé Brasil.

É tempo de Axé. De Axé Brasil.

Tá, eu sei que eu já vou começar a coluna com o maior clichê e previsível assunto. Se bem que eu nem ligo muito de ser óbvio. É importante saber ser óbvio, e saber a hora de surpreender. Pois bem, não teve como fugir desse assunto. Axé Brasil 2012. O festival que já é consagrado pelo publico (seja esse mineiro, baiano, carioca, paulista, capixaba…) chega em sua 14ª edição, e colando no papel podemos afirmar que o seu público já esteja beirando, ou passando, a meta de 1 milhão de micareteiros. Mas, pera ai: micareteiros? Ou seria melhor axezeiros? Ou baianeiros? mistura de mineiro com baiano ãã  ou até mesmo, simplesmente, pessoas que querem curtir uma música que as julgam boa, em um evento que já é tradição, o qual não deve pra nenhum outro festival ao redor do Brasil e arrisco mais dizer do mundo em relação a organização, estrutura, equipamentos, equipes e por ai vai.

No começo da coluna eu comecei falando do óbvio, e é óbvio que isso tem um propósito. O Axé Brasil é um festival óbvio. Tem todo ano. É sempre realizado pós-carnaval, no máximo em abril. São sempre de 11 a 12 atrações principais. É sempre sexta e sábado. É só tocar a música tema que já sabemos do que se trata. Não, mas isso é assunto pra uma coluna de pós evento. Um dia tem Ivete e no outro tem Claudinha. NÃO! Há! Poisé! Em 2006 na sexta feira, teve Ivete e Babado Novo(tudo bem que a Claudinha ainda não era Claudinha, mas convenhamos, mudou só o nome né?). Tá vendo. O Axé sempre teve esse lado óbvio, mas chegou em 2006 e resolveram surpreender. Assim costuma acontecer todo ano. Por mais óbvio que possa parecer ser, sempre vai ter algo para surpreender o público.

A partir da 7º edição, o festival ganhava a sua casa, a qual esteve sempre lotada até a sua penúltima edição: o grandioso Mineirão. Estavam todos em casa. O festival até ganhou música com os dizeres “… sai do chão mineirão…”. Devido as obras da copa dimierda , o evento precisou migrar para o Longe Mega Space. Muitos duvidavam do potencial da nova casa, denominado Cidade da Folia. Esse foi o nome criado para contextualizar o evento e  tentar desmistificar um pouco a ideia do local ser um pouco distante para a grande maioria (pra quem não sabe, o mega space fica na cidade de Santa Luzia que é região metropolitana de Belo Horizonte. Par ser mais específico, fica a uns 40/60 min do centro de beagá). A nova casa, agora é um pouco mais longe, mas com isso o evento começou a poder ser montado de acordo com as necessidades e não adequar as suas necessidades em um espaço “limitado”, por mais que sempre atendesse ao que o folião esperava.

Pode ser surpresa para muitos o que vou afirmar aqui, mas em questão de estrutura e organização, o Axé Brasil vem se superando a cada dia, se tornando referencia por todo o Brasil e não tem nenhum outro evento por aqui que consegue superar isso. Não sei se é por causa dos grandes investimentos, ou cuidado e atenção com o público, ou até mesmo um meio a meio desses termos. Muitas pessoas por terem já um pré-conceito estabelecido em relação ao Axé, não consegue enxergar isso. E fica mais complicado ainda quando você não presencia ou não faz questão nenhuma de ir atrás. Mas como depoimento, eu posso dizer, quem tem a chance de conhecer toda a estrutura que é montada e organização que é feita, fica impressionado. Enquanto eu estou escrevendo isso aqui, com certeza já tem gente lá no Longe Mega Space cuidando disso.

Entramos hoje em contagem regressiva para o evento. A cidade já respira o evento, e o mais legal é ver que não é só a cidade e o público que respiram o evento e principalmente os artistas. Para muitos, o Axé é a forma de se apresentar para um público maior (já que não é qualquer artista que consegue ter por exemplo, 50 mil pessoas em um evento próprio) e testar algumas músicas, apresentar novos singles. Aproveitar e fazer uma gracinha para estar nos jornais, revistas, sites no dia seguinte (ou até mesmo em tempo real através de coberturas em tempo real, a qual eu mesmo fiz parte da primeira em 2010, e que depois disso virou característica forte do Folia) devido a algum figurino exótico, ou uma participação inesperada, o anuncio de uma carreira solo, um corpo de balé incrível, a quebra de um recorde mundial, ou até mesmo nada alguns não conseguem sair do óbvio..

Esse ano a escalação continua bem óbvia, o que também não decepciona os foliões. No primeiro dia temos Timbalada, Banda Eva, Chiclete, Ivete, Cheiro e Parangolé. Na segunda noite, é dia de Claudinha, bebê! Além de Tomate, Peixe, Asa Tuca (Ex-Jammil) e Psirico. Os abadas eu não sei as cores e nem sei quando vão ser entregues, mas se você perguntar isso 10 vezes pro @FoliaOficial, vai surgir uma janelinha multicolorida na sua tela com todas as artes e o seu abada vai brotar na sua cama.

Pretendo estar presente esse ano, mas dessa vez para curtir! Com tudo que tenho direito né? Se rolar o convite na verdade já eu já pedi na cara de pau mesmo, só to aguardando Caso role, além de postar via twitter durante a festa só não me responsabilizo do que vai SAR depois que eu beber  e prometo contar aqui na coluna a experiência de um não amante do axé que evoluiu para um social media que trabalha com axé que evoluiu para um admirador de eventos bem organizados e divertidos que AMO/SOU OPEN BAR e que agora também é colunista.

Eu sei que vocês esperavam mais polêmicas nesse post, mas não teve como fugir desse assunto. A dica que fica é, que bom que o Axé Brasil é óbvio e acontece todo ano! É melhor aproveitar e se divertir ao máximo!

Contatos, convites, cantadas e afins via @osomdesalvador ou osomdesalvador@gmail.com. ,

Até a próxima!

=;)

ps: depois de ter lido a coluna, não custa gastar mais dois minutos curtindo e dando rt né? é só clicar aqui em baixo! isso mesmo, em baixo dessa frase suplica.

Coluna Nova! Estilo “Novo”. O Som de Salvador!

Coluna Nova! Estilo “Novo”. O Som de Salvador!

Para quem não lembra, ou ainda não sabe, antes de se chamar Audiograma, esse era o famoso Portal Music Life. Naquela época (na verdade não faz tanto tempo, mas já são quase 5 anos!!!) a ideia era termos uma alternativa a mais para nos informar, e principalmente produzir conteúdo sobre esse assunto que a grande maioria das pessoas não vivem sem: A Música (e principalmente poder escrever e dar os pitacos sobre artistas que eram admirados).

Com o tempo, o Music Life foi ficando orgânico ganhado forma, personalidade, conteúdo e notoriedade. O esforço de 4 amigos já não era  suficiente. Assim, a evolução foi necessária e natural: Nasceu o Audiograma. Além disso, fomos à caça de colaboradores, que tinham o mesmo interesse que o nosso: se informar e produzir conteúdo sobre Música. Hoje, contando com os criadores, equipe e colaboradores, somos mais de 20!

Naturalmente, o portal que antes era a síntese de gosto e personalidade de 4 seres, passou a ser uma síntese maior, digamos assim. Aos poucos, esse conteúdo foi se expandindo, mas sempre com muito receio e com os limites bem definidos: quase 90% do portal tratava do pop e do rock.

E paralelo a esse crescimento, alguns integrantes ficaram mais ausentes (eu!), alguns saíram, outros continuaram firme e forte e merecem todo o reconhecimento por não ter deixado esse projeto morrer. Mas por que eu tô contando essa história? Ela está sendo contada porque eu preciso explicar direitinho pra você leitor os por quês dessa nova coluna e o que me fez idealizá-la dessa forma. Nesse tempo ausente do portal, eu não fiquei à toa. Foram quase 3 anos gerenciando, cotidianamente, quase que 24 horas por dia, as redes sociais do Portal Folia. Fui eu mesmo quem criou o twitter, o facebook, o orkut, flickr e até mesmo o instagram o qual não ta sendo usado.(Além de já estar terminando a minha faculdade, lógico)

Tive a oportunidade de acompanhar a rotina de grandes produções de eventos desse estilo, desde as pequenas idéias, até as grandes coberturas. Antes de trabalhar para o Folia, meu horizonte era um pouco limitado, coloquemos assim. Nunca fui fã desse ritmo que contagia, mas como grande profissional que aprendi ser, soube aproveitar e crescer muito com toda a experiência que tive.

Minha maior pretensão com essa coluna está longe de fazer de você, leitor do audiograma, fã do Axé Music. A minha proposta é apenas democratizar ainda mais o portal, mesmo que de forma bem sutil, e poder levar para um público não alvo, um pouco mais de informação concreta e poder desmistificar alguns mitos que muitos acreditam e, que é na verdade, pura ignorância de quem não conhece ou não quer conhecer ou se informar.

Bem vindos ao Som de Salvador!

Essa nova coluna no Audiograma promete trazer muita informação de forma crítica e bem humorada de um estilo diferente do que vem sendo tratado nesse portal, mas que é amado por milhões de pessoas. Já pensou nisso? Porque será que um festival de Axé ou uma micareta, por exemplo, atraem um número gigantesco de público, além de investimento de grandes marcas e atenção de grande parte dos chamados grandes grupos de mídia?

Além desse espaço, estarei também no twitter (@osomdesalvador) para poder dar continuidade à essa coluna que, inicialmente, será mensal.SE BEM QUE, ESSA DE APRESENTAÇÃO NÃO CONTA. JÁ PODE ESCREVER OUTRA, PRODUÇÃO?

Espero que vocês possam curtir essa ideia. Caso queiram entrar em contato, o twitter está à disposição, todos os comentários serão lidos, e sinta-se à vontade caso queira enviar um e-mail: osomdesalvador@gmail.com

Hoje eu vou ficando por aqui, mas eu volto até a próxima semana com as novidades que estou preparando pra vocês. Podem ter certeza que vocês não vão se arrepender.

Até,

Gilmar Souza