Brasilidade: Rhaissa Bittar

Brasilidade: Rhaissa Bittar

Há algum tempo venho buscando uma voz feminina que me chamasse a atenção e que fugisse, de alguma forma, desse “mercado comum” – vozes belas, mas sem um “tchan”, sabe?

Com a história de um chilique completamente feminino em um salão de beleza, Rhaissa Bittar se apresentou à mim e colocou no mundo um ritmo e uma voz que não se vê com frequência.

Com um tom doce, que acompanha e representa os diversos personagens de suas letras, a moça também é destaque do estouro paulistano (que lançou Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Tiê, dentre outros). Junto ao seu grande parceiro de música e de vida, Daniel Galli, canta, encanta, interpreta e surpreende.

Eis aqui. Eis aí. Eis acolá. “Voilà”, primeiro álbum da jovem cantora, lançado em 2010 e disponível para os amantes de uma boa voz feminina, é composto por crônicas com pitadas de humor, figuras diversas e ritmo, muito ritmo. Samba, gafieira, tango, forró. Um mix de tudo, inclusive de musica chinesa.

O que justifica a presença desta outra língua é que Rhaissa, com seus 18 anos, fez um intercambio para Taiwan e, em busca de uma cultura completamente diferente da nossa, ficou por lá um ano. Apesar da volta, não quis deixar de lado esse período e o aplicou no seu disco. Ela já avisou que não deve nada à ninguém. Que fica cantando pra quem quiser ouvir o dig dig dom dela. Então, vamos ouvir o tal.

E quem procurar o trabalho de Bittar encontrará, como um extra, uma ótima arte da, também de São Paulo, Paulica Santos – formada em Design na Unesp e moradora da capital carioca, onde desenvolve trabalhos de direção de arte, ilustração, produção cultural e arte educação.

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Brasilidade: Transmissor

Brasilidade: Transmissor

Dois amigos se mudam para os Estados Unidos. Depois de um tempo na terra do Tio Sam, sentem saudades do Brasil e decidem voltar. (Re)encontraram amigos de infância e montaram uma banda.

Esta poderia ser a história de uma banda qualquer, mas foi assim que a Transmissor nasceu. Os dois amigos são ninguém menos que Leonardo Marques e Thiago Corrêa (ambos ex-Udora). Os amigos de infância são Jennifer Souza, Henrique Mateus e Pedro Hamdan.

O Transmissor é uma banda nascida do que podemos chamar de Nova/Velha Cena Musical de BH. Com influências explícitas de Beatles, Clube da Esquina, Radiohead e, porque não, Vander Lee, a banda tem dois álbuns lançados e disponibilizados para download. Sociedade do Crivo Mútuo, o primeiro, tem baladas leves, embaladas pelas vozes de Thiago, Jennifer e Leonardo. Destaque para as faixas “Poema da Batalha”, “Ares e Pulmão” e “Jenninha” (bela homenagem à representante feminina da banda).

Em 2012 a banda lançou o segundo álbum, Nacional, mais conciso, maduro, sutil, mais Minas Gerais. Ao ouvir Nacional podemos perceber todos os tons dos integrantes da banda, suas influências e impressões. Não ouso destacar uma ou outra faixa, mas digo que “Traz o sol pro meu lado da rua” é minha preferida. Esta faixa, inclusive, é uma parceria da banda com Vander Lee, além de ter o solo belíssimo de James Valentine, guitarrista do Maroon 5. Vale lembrar que há, ainda, uma releitura mega homenagem ao Clube de Esquina com “Nada será como antes” ao estilo Transmissor.

Se a intenção é ficar tranquilo ouvindo música boa, vale a pena ouvir Transmissor. Se a vontade é de ser romântico, ouça Transmissor. Se o intuito é conhecer um pouco da Nova/Velha Cena Musical de BH, comece com Transmissor.

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Integrantes

Thiago Corrêa – voz/violão/rhodes/baixo
Leonardo Marques – voz/violão/guitarra/baixo
Jennifer Souza – voz/violão/ukelele/guitarra/baixo
Henrique Matheus – guitarra/baixo
Pedro Hamdan – bateria

http://transmissor.tv/

Brasilidade: Phill Veras

Brasilidade: Phill Veras

O som de hoje vem junto com a calmaria, um violão e uma voz suave. Não tem como caracterizá-lo de outra forma.

Anos vividos nesse planeta: vinte e um. Nome que já se encontra em listas de revelações de 2012: Phill Veras. Cinco músicas, juntas e encantadas, no EP “Valsa e Vapor”, lançado no final desse último ano.

Esse talento começou a vida musical por volta dos 14 anos e, de lá pra cá, já deve constar em seu baú de canções umas poucas 70 – ou mais – melodias. Natural de São Luís do Maranhão mudou-se recentemente para São Paulo em busca de desenvolver e divulgar seu trabalho.

O EP lançado na rede já alcançou seus 9.700 downloads. É Veras conquistando ouvidos de fino trato e corações que estão envolvidos com relacionamentos confusos, desânimos da vida ou apenas vivendo um dia chuvoso e preguiçoso.

Trabalhando em seu primeiro álbum, o rapaz deve disponibilizá-lo logo logo, com cerca de 14 faixas. Uma delas já foi apresentada aos fãs: “Já Vou Tarde”. Parece que “era pra ser combinado, mas deu tudo errado, o certo é que não funcionou”! Bem, se na letra da música não deu certo, que na vida real seja o contrário.

As inspirações variam de Chico Buarque, a The Strokes e claro, Marcelo Camelo. Já é fácil achar comparações do novato com o veterano e (ex) integrante de uma das bandas brasileiras de grande sucesso. Com ou sem comparações, aparecendo através de seu esforço e musicalidade, Phill Veras é um dos nomes que 2013 vai falar.

E repetir, e refalar.

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Ouça:

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Veja:

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Foto: Diego Ciarlariello

Brasilidade: Filipe Catto

Brasilidade: Filipe Catto

Poderia apresentar Filipe Catto como cantor, compositor, violinista e pianista. Mas muito se resume na frase “aquele que passa emoção através de sua voz”. Natural de Lajeado (RS) foi logo se envolvendo com a capital e, lá, criando e se mostrando ao mundo.

Lança-se no mundo virtual em 2009 com o EP “Saga”. Primeira de seis músicas, a que leva o mesmo nome do EP já nos mostra o talento do rapaz (ou nos dá uma dica de que o que vem pela frente nos envolverá facilmente). Talento, tão grande este, que foi logo reconhecido: mal começou a divulgação do seu trabalho e já escutou seu gingado em uma novela global.

Passados dois anos, retorna com destaque ao mundo da sonoridade brasileira, lançando seu primeiro álbum, Fôlego. Com 15 faixas e um mix de cultura nacional, Filipe exalta seu canto em letras próprias (como “Crime Passional”, “Adoração” e “Roupa do Corpo”) e em releituras de Arnaldo Antunes (“2 perdidos”), Reginaldo Rossi (“Garçom”), da banda Apanhador Só (“Nescafé”), dentre outros.

Com uma voz que pode te enganar (fazendo você acreditar ser uma mulher por trás das melodias e do ritmo), Catto apareceu para mostrar que o bom do cenário brasileiro não está somente nas décadas passadas. O jovem músico, com gritos e sussurros, com samba, tango, dança e calmaria, está se firmando.

Sua poesia é fácil de ser encontrar por estes sites a fora. Para quem é de Sampa, fica a dica: o moço vai gravar seu DVD no inicio de fevereiro, no Auditório do Ibirapuera. Para quem quer conhecer um pouco, fica um vídeo bem bacana.

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Brasilidade: Papete

Brasilidade: Papete

Papete é cantor, percussionista (especialista em berimbau) e estudioso da música e da cultura maranhense. Não é um artista da nova safra musical brasileira e sim, um clássico. Nascido na cidade de Bacabal, no Maranhão, o artista sempre se interessou pelas manifestações culturais de sua terra, como o Bumba Meu Boi e o Tambor de Crioula, referências explícitas em suas músicas.

Em 1969 mudou-se para São Paulo, onde teve a oportunidade de realizar o primeiro show de percussão apresentado em uma casa noturna da cidade.  A partir de 1972, trabalhou com o jornalista, escritor e publicitário Marcus Pereira, dono de uma produtora de discos responsável pelo mapeamento da música brasileira.  Nesta produtora, Papete trabalhou como pesquisador e diretor e teve a oportunidade de gravar três álbuns.  Também trabalhou com Toquinho em várias turnês internacionais.

Participou do aclamado Festival de Montreux. Em 1982 foi considerado, por uma revista estadunidense, como um dos cinco melhores percussionistas do mundo. No ano seguinte, ganhou um prêmio de melhor percussionista brasileiro. Em 1984, recebeu o prêmio de melhor percussionista do mundo, pela crítica italiana.

Ao longo de sua carreira também trabalhou com Hermeto Pascoal, Benito de Paula, Renato Teixeira, Rita Lee, Clara Nunes, Paulinho da Viola, Almir Sater, Inezita Barroso e Ornella Vanone. Atualmente, trabalha com pesquisa, registro e divulgação de artistas maranhenses.

Gravou 22 álbuns, mas o principal é Bandeira de Aço, de 1978. O próprio Papete diz que esse disco é um divisor de águas da música maranhense e que, por causa dele, o Brasil descobriu que se fazia música no Maranhão. O álbum traz músicas que contam a história do boi bumbá e batidas fortes de tambor, mescladas com percussão. Vale a pena procurar para saber mais da obra do cara.

 

Brasilidade: Anna Ratto

Brasilidade: Anna Ratto

Anna Ratto é uma das boas cantoras que compõem a chamada nova safra da MPB. A voz doce e afinada da intérprete encanta um público ainda pequeno, mas fiel e espalhado por todos os cantos do país.

Natural do Rio de Janeiro, Anna começou a se destacar sobre a identidade de “Anna Luisa”, mas um problema de registro de nome artístico impossibilitou a cantora de continuar com o segundo nome.

Uma outra cantora acabou se registrando primeiro, o que automaticamente proibiu Anna de usar esse nome e foi aí que ela renasceu com o sobrenome Ratto, o que deu uma força a mais e diferenciação à sua “marca”.

Apesar de ser carioca, Anna usa muito dos ritmos nordestinos, como a ciranda, para compor suas músicas. Guitarras também têm presença forte nos arranjos dando um ar diferente e rock n’ roll em alguns momentos.

A cantora já gravou dois álbuns bem elogiados pela crítica. O primeiro, intitulado”Do Zero”, tem produção de Rodrigo Vidal e conta com participação de Pedro Luís, que canta a música tema do álbum e assina a composição em parceria com Seu Jorge. Canções de compositores prestigiados como Rodrigo Maranhão e Rodrigo Amarante também somam na formação do repertório do álbum.

Vale a pena dar uma boa atenção para as músicas “O osso”, “Do Zero”, “Serena” e “Um par”, essa última é um maravilhoso cover, em versão samba, da canção do Los Hermanos.

O segundo disco, “Girando” traz Anna mais madura e com mais compositores de peso em seu repertório.  Dessa vez nomes como Roberto e Erasmo Carlos, Gilberto Gil e Edu Lobo figuram no álbum e assinam, respectivamente, as canções Cachaça Mecânica, Parabolicamará e Cordão da Saideira. Outras canções como “Tonta” e “Seu Moço” também dão frescor ao álbum.

O terceiro trabalho foi lançado em abril de 2012 e leva seu nome no título. Comparado aos outros dois álbuns, o CD literalmente fica na posição de terceiro lugar, mas não decepciona.

Provavelmente foi um álbum que foi composto sem pretensões de ser um dos CDs do ano e sim com o foco em retratar a artista Anna Ratto em mais detalhes – composições, personalidade e estilo próprio – mesmo que em tempo curto.

O álbum é gostoso de se ouvir e não foge do estilo apresentado nos trabalhos anteriores. Amor e um pouco de dor compõem algumas músicas, mas alegria, festa e diversão também são elementos que dividem espaço no álbum. Destaque para “Seja lá como for”, “Não era mais” e “Frevo (Pecadinho)”.

Foto: Tomaz Cavalieri

Brasilidade: Marcozero

Brasilidade: Marcozero

A Marcozero é uma banda de rock independente que começou em 2007, em Porto Alegre. Antes disso, em 1998, os amigos e futuros integrantes da banda se reuniam apenas com o objetivo de tocar em festivais musicais do colégio. Anos se passaram e cada integrante tomou um caminho diferente. Mas em 2007, com uma bagagem de experiências, alguns novos integrantes e com influências do rock nacional anos 80, rock britânico e dos EUA, a banda Marcozero foi fundada.

Dois anos mais tarde, com um vocal marcante, letras carregadas de questionamentos e críticas sobre cenas do cotidiano, o álbum “Acho melhor você partir” foi lançado. A partir daí estamparam algumas matérias em revistas especializadas em bandas independentes e participaram de programas de rádio e TV.

Com uma proposta musical diferenciada, o DVD “Nunca Diga Adeus” foi produzido em 2011. Aqui a forma acústica ganha espaço e todo aquele rock’n’roll agora é mesclado com os acordes de violão, viola havaiana, teclados e novos arranjos.

Integrantes:

Prates – voz , guitarra e violão

Fialho – guitarra e teclado

Duarte – bateria

Severo – Baixo

 

@MZ_oficial

facebook.com/MZoficial

Veja abaixo o clipe de “Inverno”

 

Brasilidade: Hurtmold

Brasilidade: Hurtmold

Faz praticamente uma eternidade que não posto nada aqui, justamente por motivos de trabalho e faculdade.  Antes de publicar ate me preocupei em avisar o chefe supremo, o genial John Pereira, em que a conversa se baseava entre desculpas da minha parte e pedidos de permissão, ufaaa, mas enfim, me parece que é hora de trabalhar.

Hoje em matéria totalmente brasileira, e claro com muito jazz e bom gosto na produção e na clara sensação de que são ilustres arranjadores, O Hurtmold esbanja no post-rock / math rock de configuração inusitada, que se senti ao escutar “Sabo” e “Amansa Louco”, musicas fenomenais da pequena orquestra.

Conhecida na cena instrumental independente – e nas horas vagas como banda de apoio de nada mais nada menos de Marcelo Camelo – a banda demonstra a sua qualidade e entonação da competência e articulação. Fenomenal é a sua complexidade sonora e a cintilante harmonia das musicas, trazendo a percepção de que atuam vários musicos de diferentes estilos, com um numero inestimável de influencias, de sobressalente requinte brasileiro.

HURTMOLD foi formado em 1998 na cidade de são paulo, com base no rock, mas empilhando várias outras referências sonoras, o grupo se utiliza de inúmeros instrumentos, resultando numa musicalidade de forte caráter orgânico, recheada de texturas, ora tensas ora delicadas, e sempre aberta a improvisações.

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Discografia:

2008 – Hurtmold
2004 – Mestro
2003 – Hurtmold/The Eternals – split
2002 – Cozido
2000 – Et Cetera
1998 – Everyday Recording
1999 – 3am: A Fonte Secou…

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Vale a pena escutar! Vale a pena meditar escutando os caras. Banda de alta relevância do cenário brasileiro, que não possui o devido reconhecimento, mas tenho fé de que, o prazer nisso tudo é sensacional.

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Se deliciem com “Sabo”:

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Brasilidade: Emicida

Brasilidade: Emicida

Um dos ou talvez o mais – não sendo pretensão minha – o Rap é o ritmo mais politizado no país, surgiu no final do século XX nos guetos negros dos Estados Unidos, e logo quando chegou a terras canárias aderiu – se completamente ao cotidiano brasileiro, trata de questões sociais, expondo a realidade dos subúrbios, o cotidiano e sendo uma ferramenta de democracia. E em questão de Rap o Brasil tem um histórico mais que excelente encabeçado por Racionais Mc’s, Facção Central, 509-E, MV Bill,Thaíde assim como tantos outros.

Hoje o Brasil deu a luz a uma nova safr a de rappers e mc’s um deles é Leandro Roque de Oliveira, ou melhor, Emicida, uma fusão das palavras “MC” e “homicida”. Por causa de suas constantes vitórias nas batalhas de improvisações, seus amigos começaram a falar que Leandro era um “assassino”, e que “matava” os adversários através das rimas. O rapper criou também uma conotação de sigla para o nome: E.M.I.C.I.D.A (Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte).

A carreira começou na década de 90, quando compunha e vendia suas rimas. Mas iniciou suas primeiras gravações em 2005, período quando entrou nos desafios de batalha. Em 2008 lançou seu primeiro single o ‘ Triunfo’, e logo em seguida em 2009 ocorreu o lançamento da sua mixtape de estréia, com o título “Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe …”,que juntou 25 faixas gravadas desde o início da sua carreira.Sua segunda mixtape veio em   2010  intitulada  Emicidio .A consolidação do som do Emicida chegou em seu segundo trabalho, o EP” Sua mina ouve meu rap também” também em 2010.

Em 2011 foi umas das atrações no Coachella, festival que reuni grandes nomes e revelações da musica do mundo inteiro, sendo assim Emicida marca terras gringas com suas rimas acompanhadas sempre do DJ Nyack nos instrumentais.

Participações em projetos e festivais que não são do gênero do RAP, indicação a prêmios de “Melhor Grupo/Artista de Rap”, “Aposta MTV”, “Videoclipe do Ano”, milhares de visualizações de suas batalhas e clipes no Youtube, mostra que Emicida é a renovação do Rap no Brasil, vem ganhando espaço no mercado fonográfico, rompendo barreiras do preconceito e chegando cheio de ambição e sem medo de fazer aquilo que sabe fazer de melhor, MPB. – sim – o Rap em verde e amarelo.

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Brasilidade: Frater5

Brasilidade: Frater5

Criada em 2010, a banda FRATER5 tem na cultura pop rock a mais forte influência nesta fase inicial, mas com seus integrantes sendo todos de São Paulo e a mistura cosmopolita que a cidade significa, produz um resultado surpreendente.

Com vocal feminino, a clássica estrutura de duas guitarras, baixo, bateria e integrada por Letícia (voz), Enrico (guitarra), Luup (guitarra e voz), Rafaa (contrabaixo e backing-vocal) e Cyro (bateria), a FRATER5 conseguiu de forma natural que todas as primeiras composições tenham potencial de hits, conquistando imediatamente quem ouve.

Com presença marcante no palco e bom resultado na tela, a banda apareceu com sucesso no programa da apresentadora Danny Pink e em apresentações na Rede Família e no canal da NET além das principais atrações teens da web.

A FRATER5 compôs e gravou a toque de caixa em julho de 2011, melodia para uma letra do poeta Cazuza, participando assim da 5ª edição do Prêmio Musique do jornal O ESTADO de SÃO PAULO.

Com 10 composições para o primeiro álbum a FRATER5 lançou seu primeiro vídeo-clip com a bem humorada “Eu não desisto de Você” (Que você confere na TV Audiograma).

Boas canções, visual caprichado, empatia com os fãs, este é o estilo FRATER5.

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Ouça: http://myspace.com/FRATER5 ou http://soundcloud.com/FRATER5
Veja: http://fotolog.com.br/fratercinco
Siga: http://twitter.com/FRATER5

Brasilidade: Veríssimo

Brasilidade: Veríssimo

Veríssimo é uma nova aposta dos irmãos paulista Marcos e Matheus Veríssimo.

A dupla começou tocando na banda Radioquest que acabou a um tempo e, com o fim, eles não desistiram e resolveram começar um novo projeto em agosto de 2010. Tocando um misto de pop, country e rock, eles contam com o apoio de Vinicius Bianchi no baixo e Pedro Perondi na bateria.

O primeiro trabalho foi “Pense Bem” e, recentemente, eles lançaram o clipe de sua nova música “Deixa Rolar”.

Não existe data para lançamento de um cd, mas posso garantir que será uma boa aposta no cenário musical brasileiro. E, como diz uma de suas músicas: “se for pra ser, eu sei que vou gostar…”

Brasilidade: Pedro Morais

Brasilidade: Pedro Morais

Natural de Belo Horizonte, Pedro Morais é um dos cantores de maior destaque na cena musical mineira e vem se firmando como uma das promessas da MPB. Com uma voz  marcante e bem potente, Pedro ainda toca violão e bandolim e sua música que vai da calmaria da Mpb a uma levada mais rock n’roll tem como base o violão, seu fiel escudeiro, que dá um toque especial a cada canção e mostra toda a sua personalidade.

Com dois cds lançados, ainda no selo independente, Pedro Morais também se mostra um excelente compositor e várias dessas composições fazem parte dos seus álbuns. O primeiro cd, que tem o seu nome no título, foi lançado em 2005 com produção de Luiz Brasil e Flávio Henrique e conta com 12 faixas, 11 compostas por Pedro. Já em 2010, lançou Sob o sol, segundo disco que confirma que a qualidade musical do cantor pode ser superada e apresenta um cd com 11 faixas e canções de letras fortes e cheias de poesia.

Pedro já dividiu o palco com grandes nomes da música como Milton Nascimento, Paulinho Moska e Vander Lee e além da turnê de divulgação do cd Sob o sol, o cantor também se apresenta no quarteto Cobra Coral, que já foi mostrado aqui no audiograma, e é composto pelos também mineiros Kadu Vianna, Flavio Henrique e Mariana Nunes.

Twitter: twitter.com/opedromorais

Myspace: www.myspace.com/opedromorais

Pedro Morais cantando “Nós” de Cássia Eller

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Brasilidade: 3 na Massa

Brasilidade: 3 na Massa

Prontos para sentir os arrepios cobrirem a pele? rs. Pois essa é a proposta desse ousadíssimo projeto.

Rica Amabis (banda Instituto), Pupillo (Nação Zumbi) e Sucinto Silva (Nação Zumbi), eis os nomes que compõem a turma que resolveu pôr a mão na massa. Quem conhece o histórico dessa turma, já sabe da potência criativa que cada uma dessas figuras representa sozinha, imagine então juntas. Porém, a verdadeira ¨massa¨ do projeto ganha corpo é com as vozes femininas de um time belissimamente escolhido.

Com melodias que apresentam um estilo bastante híbrido e apostando em uma mistura de tempero audacioso, o ¨3 na Massa¨ nos dá o gosto com um CD que, apenas com o nome, já mostra para quê veio: ¨Confraria das Sedutoras¨, lançado em 2008. A massa é recheada de elementos diversos, mas o gosto que resulta dessa mistura é apenas um: sensualidade. A volúpia, o desejo, o provocante, o pecado, o ¨perder-se¨ e o ¨encontrar-se¨, todos esses ingredientes são encontrados entre os pedaços dessa massa, densa e quente.

A hibridez do projeto não se resume apenas ao estilo musical, ela se dá também na composição das vozes femininas que interpretam o CD. Como por exemplo, a presença de muitas atrizes como Leandra Leal, com a faixa ¨Certeza¨; Simone Spoladore, interpretando a curta, porém não menos quente, faixa ¨Pecadora¨; Karine Carvalho, que recentemente participou da minissérie ¨As Cariocas¨, apresentando a faixa ¨Tatuí¨ e Alice Braga, interpretando ¨Tarde Demais¨.

Talvez o fato de que as músicas peçam mais interpretação do que o próprio ritmo contribua bastante com essa mistura. Mas não podemos esquecer de alguns nomes essenciais e conhecidos do nosso cenário musical que também fazem parte desse caloroso projeto, tais como Nina Becker, CéU, Thalma de Freitas, Pitty… sem contar as participações especiais, como a da cantora Marina de la Riva, dando mais um tempero latino ao time. Enfim, mulheres, perfeitas para expressar o ¨seduzir¨ em forma de música. E o foco desse projeto é justamente esse: seduzir.

Porém, sentir-se seduzido desde a primeira faixa é fácil, difícil é conter-se.

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enjoy it!

Brasilidade: Roberta Sá

Brasilidade: Roberta Sá

Roberta Sá é o nome de uma das melhores cantoras da nova geração da MPB. Dona de uma voz que se encaixa perfeitamente em ritmos que vão do samba a bossa nova, Roberta vem a cada ano conquistando cada vez mais espaço, grande público, além de ser aclamada pela crítica.

Nascida em Natal (RN), Roberta veio morar no Rio de Janeiro com nove anos de idade, onde vive até hoje, e foi lá que a cantora teve seus primeiros contatos com a música. A cantora cursava a faculdade de jornalismo quando surgiu a oportunidade de participar do programa de calouros Fama da Rede Globo em 2002, mas a permanência no reality show durou pouco e Roberta foi eliminada na quarta semana do programa.

Com isso, a cantora deu continuidade aos seus estudos até que em 2003 apareceu a oportunidade de gravar uma demo para a musica A vizinha do lado que foi aprovada por Gilberto Braga para fazer parte da trilha da sua novela Celebridade e acabou virando tema de uma personagem de destaque na trama.

Em 2005, Roberta lançou Braseiro, seu primeiro CD, que incluía a demo gravada para a novela mais canções de compositores como Chico Buarque, Marcelo Camelo e Paulinho da Viola. Além das participações de Ney Matogrosso e MPB-4, respectivamente nas músicas Lavoura e Cicatrizes.

Dois anos depois, Roberta Sá lançou Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria, segundo disco que deu mais reconhecimento à cantora e mostrou um repertório ainda melhor que o do disco de estréia, além de ter sido sucesso de criticas e vendas, assim conquistando o disco de ouro pelas 50 mil cópias vendidas. O CD de 13 músicas conta com canções como Mais Alguém, Samba De Amor e Ódio, Cansei De Esperar você, Belo Estranho Dia De Amanhã.

Em 2009, Roberta lançou Pra Se Ter Alegria, seu primeiro DVD, que também foi editado em CD e que apresentava o repertório dos seus dois discos. Pra Se Ter Alegria tem as participações de Marcelo D2, Pedro Luís, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Hamilton de Holanda, Yamandú Costa, Trio Madeira Brasil e do cantor português Antônio Zambujo.

Já em 2010, foi a vez de Quando o Canto é Reza ser lançado. O quarto disco tem o repertório inteiro composto por canções de Roque Ferreira, compositor baiano que já foi gravado por diversos cantores como Maria Bethânia e Zeca Pagodinho.

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Curiosidades:

Roberta Sá é casada com o cantor Pedro Luís do grupo Pedro Luís e a Parede e em parceria com o marido, a cantora também dá seus passos como compositora. A parceria de Pedro e Roberta pode ser ouvida em Janeiros, música do seu segundo CD, e em Agora Sim que também é assinada por Carlos Rennó e faz parte do DVD. Além dos seus três CDs de estúdio, Roberta também tem um CD chamado Sambas e Bossas, que foi gravado sob encomenda para uma empresa que o distribuiu como brinde a seus funcionários e por isso não faz parte da discografia oficial da cantora e também não é encontrado a venda, mas na internet está disponível para download.

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Discografia:

Braseiro (2005)

Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria (2007)

Pra Se Ter Alegria (2009) – CD e DVD

Quando o Canto é Reza (2010)

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Site: www.robertasa.com.br

Myspace: www.myspace.com/robertasaoficial

Twitter: www.twitter.com/_robertasa

Brasilidade: Maria Gadú hoje encanta o mundo!

Brasilidade: Maria Gadú hoje encanta o mundo!

A cantora, que nasceu em São Paulo e já caminhou pela Europa e Rio de Janeiro – onde houve a sua explosão, hoje é do mundo. Sua voz é do mundo, sua imagem e, com toda certeza, sua alma que transparece em todas as notas e sílabas emanadas por ela.

Cercada dos cuidados da avó e da mãe, ela cresceu absorvida e absorvendo a música em uma condição quase religiosa, ou melhor, espiritual. Compôs Shimbalaiê aos 10 anos em Ilha Grande e tocava em bares desde os 14 anos.

Músicas em novelas e minisséries de uma grande emissora, apoio e admiração de cantores e compositores consagrados da MPB – como Caetano Veloso, um CD gravado, aparição em vários programas e entrevistas: Parecia que tudo caminhava de uma maneira especial para a cantora. E caminhava mesmo!

Hoje é reconhecida em todo Brasil, fazendo com que em cada parte desse imenso país tenha um pedacinho de Maria Gadú. Os fãs são de uma admiração quase desesperada, um reflexo da timidez, da alegria e da forma genuína de Maria, do seu olhar e do modo de tratar as pessoas. Todas as pessoas.

Simplicidade de quem faz bem as pessoas, de quem introduz a leveza de sua voz aos momentos cotidianos de muitas pessoas, faz parte de alegrias, de angústias, de questões existenciais e de medos. Faz superar e se supera a cada dia. Escreve a vida.

O show que presenciei em Belo Horizonte, no último dia 09, foi mais uma prova de todo o carinho que ela conquistou de diversas pessoas, de diferentes idades, religiões, sexo… Lotou uma das maiores casas da cidade, com ingressos de cadeiras se esgotando dias antes do show.

Maria Gadú deixou todos os presentes atônitos e encantados com sua voz e com todo seu show, que é simples, mas muito marcante. Não é simples no sentido de pouco, mas sim de que não era preciso mais do que aquilo para ser ótimo e agradar, tenho certeza, a todos os presentes naquela noite.

Maria reforça uma série de mulheres que vem aparecendo no cenário nacional e ganhando admiração e fama no país. Quem sabe um dia não falo mais delas?