O quê que a trilha tem?: Tudo acontece em Elizabethtown

O quê que a trilha tem?: Tudo acontece em Elizabethtown

“Você tem um tempo para se entregar a uma tristeza absoluta.
Curta-a, abrace-a, descarte-a.
E siga em frente”

Filmes onde o personagem principal passa por um problema que parece sem solução e então, em meio ao seu desespero, encontra alguém que o faz ver que nada é tão ruim assim não é novidade para ninguém. Existem aos montes e tem tudo para cair em lugar comum e se tornar apenas mais um nas prateleiras das locadoras ou aquele filme sessão da tarde que você assiste quando não tem nada mais interessante para fazer. Nas mãos de outro diretor isso poderia certamente ter acontecido com Tudo Acontece em Elizabethtown, mas não nas de Cameron Crowe.

Não vou entrar no mérito de se o roteiro tem ou não furos, se a atuação do Orlando Bloom compromete ou não, mas gostando ou não do filme, não dá pra negar que a trilha sonora aqui, como em todos os filmes do Crowe (Quase Famosos, Jerry Maguire, Vanilla Sky) é um elemento importantíssimo e amplia a intensidade das cenas. O que seria das cenas da road trip sem a trilha sonora, onde uma música de cada estilo é tocada de acordo com a situação representada? Ou o que seria da cena do funeral sem My Father’s Gun? Como de costume, as palavras somem e a música fala pelos personagens e, claro, pelo público.

Apaixonado por música, Crowe sempre capricha na trilha de suas produções que, neste filme conta com artistas como Tom Petty, Elton John, The Temptations, U2 e sua esposa Nancy Wilson, responsável pela trilha incidental do filme. As canções são, em sua maioria, rocks mais de raiz, para ficarem mais com a cara de Kentucky, onde a maior parte da história se passa. E para isso, Crowe resgata dos mais desconhecidos aos clássicos do rock, fazendo uma mistura que completa o filme e que corre o risco de deixar o telespectador tão centrado no que está tocando que ele acaba se perdendo um pouco da cena. Mas nada muito grave. Afinal, a trilha pode sim ser encarada, aqui, como uma das subtramas do longa.

Foi difícil escolher uma cena só para ilustrar essa coluna, várias passaram pela minha mente, mas essa é sem dúvida uma das melhores canções do filme, então optei por este vídeo com compilação de imagens do filme tendo My Father’s Gun, do Elton John como trilha, afinal, na cena onde esta música toca, ela se torna mais um personagem, deixando a cena já carregada de emoção, ainda mais emocionante.

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CD Tudo Acontece em Elizabethtown

Gravadora: SONY BMG
1. 60B (Etown Theme) – Nancy Wilson
2. It”ll All Work Out – Tom Petty and the Heartbreakers
3. My Father”s Gun – Elton John
4. io (This Time Around) – Helen Stellar
5. Come Pick Me Up – Ryan Adams
6. Where to Begin – My Morning Jacket
7. Long Ride Home – Patty Griffin
8. Sugar Blue – Jeff Finlin
9. Don”t I Hold You – Wheat
10.Shut Us Downbayk – Lindsey Buckingham
11. Let It Out (Let it All Hang Out) – The Hombres
12. Hard Times – eastmountainsouth
13. Jesus Was a Crossmaker – The Hollies
14. Square One – Tom Petty
15. Same in Any Language – I Nine

O quê que a trilha tem?: O Rei Leão

O quê que a trilha tem?: O Rei Leão

Em mês de show de Elton John pelo Brasil essa coluna não poderia falar de outra trilha que não a do clássico da Disney, O Rei Leão. Com músicas de Tim Rice, Hans Zimmer e Elton John, o Rei Leão tem uma trilha marcante e certamente inesquecível. Não é à toa que até hoje figura entre as dez trilhas mais vendidas em todo o mundo.

Conheço diversas pessoas que viram O Rei Leão quando crianças e que mesmo hoje, jovens adultos, ainda o consideram o filme mais marcante da Disney. Não tem muito mistério, é impossível não se reconhecer, em algum ponto, com o pequeno Simba. Quando crianças, Simba é um filhote e é fácil se ver naqueles olhos curiosos, na admiração pelo pai… quando adultos vemos que como Simba, também fomos obrigados a amadurecer, a fazer escolhas. Essa mudança da infância para a fase adulta faz parte do ciclo da vida e é inevitável.

O Rei Leão é mais um daqueles filmes que acredito que não seria a mesma coisa se não fosse por sua trilha contagiante e épica. Através de canções como O Ciclo Sem Fim, que abre o filme, O Que Eu Quero Mais É Ser Rei, que ilustra a personalidade brincalhona e sonhadora do pequeno Simba, e, é claro, Hakuna Matata, que se tornou a música mais famosa entre crianças e adultos de toda uma geração, ilustrando a filosofia de vida de Timão e Pumba, vamos acompanhando a história do pequeno leão, desde seu nascimento até a vida adulta, vendo e sentindo seus dramas, suas dúvidas, angústias e claro, momentos de brincadeira com os amigos e alegrias. Ou seja, como na música O ciclo sem fim, vamos acompanhando o ciclo de amadurecimento e de autoconhecimento de Simba, que assim como nós, em determinado momento é obrigado a encarar seus medos e angústias e escolher que rumo dar para sua vida.

A trilha, assim como o filme em geral, foi tão bem recebida que Hans Zimmer ganhou o Oscar de 1995, além do Globo de Ouro e do Bafta com melhor trilha sonora e Can You Feel the Love Tonight ganhou como melhor canção original.

Pra encerrar a coluna de hoje, nada melhor do que aquela que virou um lema de vida para muita gente, hakuna matata.

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O Rei Leão – Trilha Sonora
Artista: Vários
Gravadora: Walt Disney Records ( Áudio )

 01. Ciclo Sem Fim
02. O Que Eu Quero Mais É Ser Rei
03. Se Preparem
04. Hakuna Matata
05. Nesta Noite O Amor Chegou
06. Relatório Matinal
07. As Terras Do Reino
08. É De Matar
09. Hienas
10. Sob A Luz Das Estrelas
11. O Soberano Da Pedra Do Rei
12. Can You Feel The Love Tonight [End Title]
13. Can You Feel The Love Tonigth [Remix] 

O quê que a trilha tem?: Na natureza selvagem

O quê que a trilha tem?: Na natureza selvagem

“A felicidade só é real quando compartilhada”

(Alexander Supertramp)

 

Na natureza selvagem (Into the wild), dirigido por Sean Penn é um filme que não precisaria de muito para ficar na memória por um bom tempo. A história de Christopher McCandles, um jovem recém-formado que abre mão da vida confortável garantida pelos pais, para ser livre já garantiria, por si só, muito o que pensar e refletir. Mas soma-se a isso uma direção primorosa, fotografias exuberantes, uma atuação sensacional por parte do Emile Hirsch e claro uma trilha sonora arrebatadora, toda composta especialmente para o filme por ninguém mais ninguém menos que Eddie Vedder.

O filme seria ótimo sem sua trilha sonora? Com certeza, mas o estilo rústico das músicas e a voz de Vedder caem como uma luva no ritmo e na fotografia do filme e com 11 canções, que se aproximam do folk, repletas de sons de banjo e ukulele, a trilha se encaixa perfeitamente nos diversos momentos retratados e nos faz mergulhar ainda mais na história enriquecendo o clima de descobertas, sofrimento e superação. Uma trilha poética, despojada e extremamente sensível, assim como o filme. E que, se prestarmos atenção nas letras, contam a história dos ideais do Christopher, assim como as imagens reproduzidas na tela.

Trilha e filme se complementam tão bem que é interessante perceber que a primeira música do filme, Guaranteed, é a mais intimista, mais lenta e à medida que Christopher vai entrando em contato com a natureza, com seu sonho, elas vão se tornando mais vibrantes. Long nights, por sua vez, que toca enquanto Christopher encontra o ônibus e começa a descobrir a natureza ao seu redor, fala exatamente de descobertas, crescimento, novas vivências.

Enfim, é impossível ver o filme e não se sentir tocado pela história, afinal quem nunca se questionou sobre os rumos que sua vida estava tomando, quem nunca desejou largar tudo, colocar uma mochila nas costas e sair por aí em busca de um novo começo? Ao mesmo tempo, torna-se impossível ouvir o CD e não lembrar das inúmeras paisagens retratadas e das aflições e angústias vividas pelo protagonista.

Seria difícil escolher apenas uma cena do filme onde a trilha tivesse sido marcante e onde trilha e imagem se fundissem de tal forma que o que os olhos assistiam ganhavam uma dimensão emotiva ainda maior. Por isso, para encerrar esta coluna nada melhor do que uma compilação de trechos do filme ao som de uma das melhores canções que compõem a trilha. Se é que podemos dizer isso.

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PS: A faixa Guaranteed, ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Grammy 2008.

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INTO THE WILD – EDDIE VEDDER
Music for The Motion Picture
Gravadora: SONY BMG
 
01. Setting Forth
02. No Ceiling
03. Far Behind
04. Rise
05. Long Nights
06. Tuolumne
07. Hard Sun
08. Society
09. The Wolf
10. End Of The Road
11. Guaranteed

 

O quê que a trilha tem?: De repente 30

O quê que a trilha tem?: De repente 30

Tem filmes que marcam por ter um roteiro bacana, por contarem com seus artistas favoritos, pela bela fotografia, mas no caso de De Repente 30 se há um responsável por eu parar na frente da TV todas as vezes que o filme passa esta é a trilha sonora (e o Mark Ruffalo, é claro!).

A trilha, recheada de clássicos dos anos 80, com nomes como Michael Jackson, Whitney Houston, Madonna, Billy Joel, Liz Phair entre outros, é o que diferencia De Repente 30 das outras milhares de comédias românticas que vemos todos os dias na sessão da tarde. E claro, todo o clima de nostalgia que acompanha o filme, principalmente se você, assim como eu, foi criança naquela época.

O mais legal é que ao assistir o filme se tem a sensação de que todos estão se divertindo e as músicas dão ainda mais força a este sentimento. É impossível não cantar Love is a battlefield, a plenos pulmões durante a cena da festa do pijama, ou se pegar fazendo os gestos da coreografia de Thriller durante a festa.

E as músicas parecem ir amadurecendo junto com a personagem de Jenna, se tornando mais introspectivas, como é possível perceber em Vienna, em uma das cenas mais belas do filme. E se você nunca prestou atenção na letra da canção interpretada por Billy Joel, vale a pena fazer isto, pois é fácil se identificar com a letra em pelo menos algum momento da vida.

De Repente 30 pode ser apenas mais uma comédia romântica ou um passeio delicioso pela década de 80 e pelos prazeres e amargores de crescer. Eu, definitivamente fico com a segunda opção.

E como não poderia deixar de ser, aqui vai uma das cenas mais clássicas do filme, ao som de Thriller.

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Título: De repente 30
Título Original: 13 going on 30
Álbum: Original Soundtrack
Gravadora: Hollywood

01.  The Go-Go’s – Head Over Heels
02.  Rick Springfield - Jessie’s Girl
03.  Talking Heads – Bringing Down The House
04.  Belinda Carlisle – Mad About You
05.  Whitney Houston - I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me)
06.  Lillix – What I Like About You
07.  Vanilla Ice - Ice Ice Baby
08.  Madonna - Crazy For You
09.  Billy Joel - Vienna
10.  Liz Phair - Why Can’t I?
11.  Soft Cell - Tainted Love
12.  Pat Benatar - Love Is A Battlefield
13.  Ingram Hill – Will I Ever Make It Home

Kings Of Leon @ São Paulo – 20/10/2012

Kings Of Leon @ São Paulo – 20/10/2012

Uma série de imprevistos não permitiram que eu fosse aos dois shows feitos anteriormente, pelo Kings of Leon no Brasil, por isso, ao ver que a banda da família Followill estava confirmada no Planeta Terra 2012 não pensei duas vezes e corri para comprar o meu ingresso. Ainda mais depois de achar que nunca mais os veria ao vivo, após a banda ter interrompido sua turnê, cancelando metade dos shows que ainda faltavam, no ano passado, devido a problemas com o vocalista Caleb.

A pausa forçada não fez mal à banda, pelo contrário. Era visível que eles estavam felizes de estarem novamente sobre um palco. O vocalista pediu desculpas por sua voz um pouco enferrujada, mas emendou um sucesso atrás do outro, sorrindo, enquanto todos davam um show nos instrumentos e eram seguidos por um coro de milhares de vozes cantando todos os sucessos. E, como sempre, não faltaram solos de guitarra muito bem executados por Caleb e Matthew e as já famosas distorções, principalmente em Closer.

A ansiedade era imensa e quando os primeiros acordes de Molly’s Chambers soaram no palco ainda escuro, foi como se mais um grande momento estivesse prestes a se desenrolar diante dos meus olhos. E eu não poderia estar mais certa, apesar de o som estar um pouco baixo durante as primeiras músicas.

O set list não foi muito diferente dos últimos apresentados pela banda, antes da pausa. Mas isso não diminui em nada a força do show. As novidades ficaram por algumas músicas do último álbum Come Around Sundown, como “The Immortals”, “My Money” e “Pyro” e pelo acréscimo de “Notion” e “Manhattan”, raramente tocadas. Destaques para “Closer”, pedida em coro pelo público, “Use Somebody” e “Sex on Fire”, que sempre incendeiam a plateia em qualquer show da banda.

Após o show li e ouvi alguns comentários de que havia sido um show morno e que a banda parecia um pouco burocrática ao se apresentar. Mas sou obrigada a discordar. Realmente o Kings não é uma banda inovadora em cima do palco, que surpreende a cada apresentação, com shows pirotécnicos (o que em um festival nem é muito o caso mesmo) e o Caleb não tem o perfil de ficar correndo e gritando pelo palco, mas isso não significa que eles sejam frios. Para mim é uma banda que, em festival ou em show próprio, faz shows para os seus fãs, para pessoas que estão ali para curtir suas músicas favoritas, para ver seus ídolos. Pode não ter sido o melhor do ano ou do festival, fazendo uma alusão à fala do próprio Caleb que disse que aquele fora o melhor público deles no ano, mas foi fiel ao estilo da banda, dos hits do início da carreira aos grandes sucessos, mas acima de tudo, um show emocionante, para a banda e para os fãs. E, quanto a estes, tenho certeza de que eles saíram muito felizes do Jockey na noite do dia 20.

Fique com um dos momentos mais emocionantes do show do Kings na noite de sábado, no Planeta Terra 2012:

Imagem de Amostra do You Tube

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Setlist:
Molly’s Chambers
Taper Jean Girl
Four Kicks
The Immortals
Fans
Back Down South
Crawl
No Money
Radioactive
Notion
Be Somebody
Closer
Pyro
On Call
Knocked Up
Sex on Fire

Bis:
The Bucket
Manhattan
Use Somebody
Black Thumbnail

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Fotos: Ricardo Matsukawa/Terra

Planeta Terra @ São Paulo – 20/10/2012

Planeta Terra @ São Paulo – 20/10/2012

Apesar de todos os anos o Planeta Terra trazer bandas que eu pagaria para ver se o show acontecesse em minha cidade, nunca antes tinha me animado a viajar para curtir o Festival. Até este ano quando a mistura de Suede, Garbage (foto), Kings of Leon e alguns amigos me animaram a colocar a mochila nas costas e ir ver o que o famoso Planeta Terra tinha para oferecer.

E posso dizer, com certeza, que não me arrependo nem um pouco. Já tinha ouvido falar sobre a organização e o público diferenciado, mas uma coisa é ouvir falar outra é ver com os próprios olhos. Shows começando no horário certo, palcos pertos – mas não o suficiente para que o som vazasse de um para o outro -, banheiros, postos de atendimento, caixas e stands de comida e bebida bem localizados e suficientes, pessoas da organização para prestar qualquer tipo de assistência, lojinhas e lanchonetes aceitando cartões, poucas filas… E o público? Educação realmente define. Nada daquele empurra-empurra, nada de pessoas colocando a câmera na sua cara e te atrapalhando a ver o show. As pessoas realmente estavam ali para assistir e curtir os shows de suas bandas preferidas. O que, convenhamos, deveria ser o normal em qualquer show!

Bem, por causa de alguns imprevistos pessoais, acabei chegando ao Jockey no final do show da Mallu Magalhães, mas com tempo suficiente para ver o quanto ela estava curtindo estar de volta ao festival e o quanto ela amadureceu musicalmente. Aliás, o curtir foi algo visível na maioria das bandas. Parecia mais uma reunião de amigos, onde aquele grupo formado pela turma do colégio faz um som. Eu realmente fiquei com vontade de ter chegado mais cedo para poder assistir o show completo.

Já que Mallu estava no fim, demos uma passeada pelo jockey, vendo o que o Terra tinha para nos oferecer e fomos curtir o Little Boots. Impossível ficar parado com a animação da vocalista Ivana. Um show para fãs, já que o Little Boots não emplaca um grande sucesso há um tempinho.

O início do show do Beast Coast nos levou novamente para o palco principal. E o show claramente pode ser dividido entre antes e depois do sol. Depois de muita chuva, o sol escolheu justo o momento da banda californiana para surgir, deixando a vocalista super animada, mudando o tom do show. Com um que de rock dos anos 90, a banda conseguiu envolver o público. Show com cara de uma tarde de festival e uma grata surpresa. Para mim, que não conhecia a banda, foi a grande surpresa do festival, a banda que me fez chegar em casa e ir procurar algumas músicas para poder ouvir e conhecer mais.

Vi pouco do Maccabees, já que aproveitamos o momento para descansar e carregar as energias, afinal faltava pouco para as bandas que eu mais queria ver.

Os britânicos do Suede (foto) não decepcionaram os fãs que optaram por ficar em frente ao palco principal ao invés de irem para o Indie ver a Azealia Banks, que, segundo alguns amigos, também fez um showzaço. Emendando um sucesso no outro, a banda veterana pouco falou, mas o vocalista ainda arriscou alguns ‘obrigado’ entre uma música e outra. Sem perder o pique nem uma vez, a banda fez parecer que estávamos novamente nos anos 90, em uma casa de shows da Inglaterra.

Se houve um consenso no Planeta Terra este é de que o Garbage foi o melhor show do Festival. Em sua primeira passagem pelo Brasil, Shirley Manson e companhia se mostraram super simpáticos e pareceram querer compensar o tempo perdido. Como havia prometido, o grupo não deixou de fora seus antigos sucessos, como “Stupid Girl”, e “Only Happy When it Rains”, nem canções do novo disco como “Control”. Se o Garbage não decepcionou, o público também fez seu papel, cantando e interagindo com a banda do início ao fim.

Ao fim do show do Garbage, muitas pessoas se dirigiram para o palco Indie para a apresentação do Gossip, banda que já cancelara duas vezes suas apresentações no Brasil e ainda deu um susto na produção ao saír mais tarde do que o previsto de Buenos Aires, onde havia se apresentado antes. Mas eu só sairia da frente daquele palco após ver a volta aos palcos dos irmãos e primo Followill. Depois de não ter podido ir aos dois shows anteriores do Kings of Leon no Brasil, ali estava eu, finalmente. E apesar de muitas pessoas terem dito que o show foi morno, ver o Kings ao vivo e ainda por cima tocando “Notion”,“Pyro” e “Closer”, foi o fechamento, com chave-de-ouro de uma tarde/noite incrível.

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Veja o Garbage cantando “Only Happy When it Rains”:

Imagem de Amostra do You Tube

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Fotos: Ricardo Matsukawa/Terra (Garbage e Suede) ||  Daniel Ramalho/Terra (Destaque)

Garbage e Best Coast são confirmados no Planeta Terra

Garbage e Best Coast são confirmados no Planeta Terra

A expectativa era grande para a vinda do Garbage ao Planeta Terra e a confirmação se deu no início da tarde desta quarta-feira, quando a produção do festival anunciou a inclusão da banda americana, juntamente com Best Coast ao seu line-up, já composto por Kings of Leon, Gossip, Azealia Banks e Maccabees. Essa será a primeira vez que a banda encabeçada por Shirley Manson tocará no Brasil.

O festival que acontecerá no Jockey, em São Paulo, no dia 20 de outubro e já teve os dois primeiros lotes de ingressos totalmente vendidos, deverá ter ainda outras nove atrações confirmadas nas próximas semanas.

 

Planeta Terra Festival 2012
Data: 20 de outubro de 2012
Local: Jockey Club, São Paulo
Site Oficial: http://musica.terra.com.br/planetaterra
Rádio oficial: http://sonora.terra.com.br/planetaterra
Hashtag oficial: #planetaterra2012
Facebook Oficial: http://www.facebook.com/planetaterrafestival
Twitter oficial: @planeta_terra

Ingressos:
Valores:
Lote 1: R$ 240 / R$ 120 meia (ESGOTADO)
Lote 2 : R$ 290 / R$ 145 meia (ESGOTADO)
Lote 3: R$ 330 / R$ 165 meia

Para obter informações sobre pontos de venda, acesse o link: http://www.livepass.com.br/pontos-de-venda/

Não será permitida a entrada de menores de 18 anos no Festival, nem acompanhados por maiores de idade.

Bilheteria oficial:
(sem cobrança de Taxa de Conveniência)

Estádio do Morumbi – Bilheteria 2
Endereço: Praça Roberto Gomes Pedrosa, S/N – Morumbi
Horário de Funcionamento: de segunda a domingo – das 10h00 às 18h00
Dias de Jogos/Shows: fechado
Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito Visa, Mastercard, Diners, Amex e cartões de débito Visaelectron e Maestro

O quê que a trilha tem: Across the Universe

O quê que a trilha tem: Across the Universe

Em semana de show de Paul McCartney no Brasil e do lançamento do vídeo de My Valentine, do mesmo Paul, eu não poderia escolher outra trilha para falar a respeito do que a do filme Across the Universe, da diretora Julie Taymor. Um musical feito totalmente em cima das músicas dos Beatles.

Na história, Jude (Jim Sturgess) deixa Liverpool para ir conhecer o pai nos Estados Unidos e lá, se torna amigo de Max (Joe Anderson) e conhece sua irmã, Lucy (Evan Rachel Wood). Eles vão para Nova York e se envolvem com músicos e com a conturbada situação dos anos 60. Mensagem política, história de amor, pirações dos anos 60, tudo está ali, bem diante dos nossos olhos, pontuados pelas canções imortalizadas dos garotos de Liverpool.

E as músicas acabam se tornando um personagem importante. Nada parece forçado e é como se aquela determinada música pedisse para estar ali, exatamente naquele momento, totalmente bem complementada pela tradução visual, ora totalmente lírica e outras com um tom extremamente psicodélico, ilustrando, inclusive, as diversas fases do grupo. As emoções são transpostas sobre as músicas e, sendo beatlemaníaco ou não, é impossível não se emocionar.

Algumas pessoas podem não gostar do fato de os próprios atores interpretarem as canções, mas na minha opinião isso dá ainda mais força e intensidade ao filme e If I Fell, na voz e interpretação de Evan Rachel Woods é de arrepiar, assim como Helter Skelter com Dana Fuchs.  Vale mencionar também as participações mais do que especiais de Bono Vox, em Lucy in the Sky With DimondsI Am The Walrus, na parte mais psicodélica do filme e de John Cocker em Come Together. 

Um retrato fiel da geração sessentista com seus dramas interiores, a importância do meio, as dúvidas, a revolta diante da guerra e de toda a situação conturbada politica e social da época, os amores, as drogas. Um retrato fiel da época dos Beatles e, por isso, as músicas, sejam as de amor, sejam as mais politizadas, se encaixam também em cena.

Amante ou não do quarteto inglês, vale a pena preparar a pipoca e se entregar a Across the Universe. O roteiro pode ser um pouco previsível, mas como já diziam os Beatles, All We Need Is Love. Abaixo, a interpretação de Strawberry Filds Forever.

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Faixas

DISCO 1: 
1. Girl – Jim Sturgess
2. Hold Me Tight – Evan Rachel Wood
3. All My Loving – Jim Sturgess
4. I Want To Hold Your Hand – T.V. Carpio
5. With A Little Help From My Friends – Jim Sturgess/Joe Anderson
6. It Won’t Be Long – Evan Rachel Wood
7. I’ve Just Seen A Face – Jim Sturgess
8. Let It Be – Carol Woods/Timothy T. Mitchum
9. Come Together – Joe Cocker
10. If I Fell – Evan Rachel Wood
11. Dear Prudence – Evan Rachel Wood/Dana Fuchs
12. Flying – Secret Machines
13. Blue Jay Way – Secret Machines

DISCO 2: 
1. I Am The Walrus – Bono/Secret Machines
2. Being For The Benefit Of Mr. Kite – Eddie Izzard
3. Because – Evan Rachel Wood/Dana Fuchs
4. Something – Jim Sturgess
5. Oh! Darling – Dana Fuchs/Martin Luther McCoy
6. Strawberry Fields Forever – Jim Sturgess/Joe Anderson
7. Revolution – Jim Sturgess
8. While My Guitar Gently Weeps – Martin Luther McCoy
9. Across The Universe – Jim Sturgess
10. Helter Skelter – Dana Fuchs
11. Happiness Is A Warm Gun – Salma Hayek/Joe Anderson
12. Black Bird – Evan Rachel Wood
13. Hey Jude – Dana Fuchs
14. Don’t Let Me Down – Dana Fuchs
15. All You Need Is Love – Dana Fuchs/Jim Sturgess
16. Lucy In The Sky With Diamonds – Bono

Paul McCartney @ Recife – 21/04/12

Paul McCartney @ Recife – 21/04/12

Nos últimos anos não posso reclamar, fui a grandes shows: Coldplay, Michel Bublé, inclusive o da minha banda do coração, U2… Tive a oportunidade de ir ao Rock in Rio e ver bandas como Red Hot Chili Peppers, Snow Patrol, Coldplay novamente, mas nada, nada mesmo se compara a ver Paul McCartney ao vivo, ali, de carne e osso tocando seus grandes sucessos bem diante dos meus olhos.

Fui iniciada na música dos Beatles pelos meus pais que tinham discos da banda em casa e ouviam e comentavam sempre sobre o quarteto inglês. Fui aprendendo a gostar, escolhendo minhas canções favoritas (“Let it Be”, “Helter Skelter”, “Something”, “I Want To Hold Your Hand”) e aquelas de que todos parecem gostar, menos eu (“Yellow Submarine”, “Ob-la-di Ob-la-da”). Mas principalmente, fui me acostumando com a ideia de que só os teria ali mesmo, nos discos, CDs, documentários… afinal, a banda havia acabado há anos, John estava morto, depois veio a morte de George… E ver Paul, ao vivo, me parecia tão distante quanto a China.

Mas então, por uma daquelas razões que a própria razão parece desconhecer, Paul confirmou uma apresentação em São Paulo e, por uma questão de escolha entre guardar dinheiro para a possível, e quase certa, vinda do U2 (que se concretizaria, em abril do ano passado) ou ir ao show do Paul, com muita dor no coração, escolhi minha banda favorita e me convenci de que tudo bem, se ele havia vindo uma vez, era bem capaz de voltar, quem sabe daqui há 10 anos e, então, meu trabalho me desse dinheiro suficiente para não ser obrigada a fazer uma escolha tão cruel. Meses depois, nova surpresa, Paul resolve voltar e confirma show no Rio de Janeiro. E, mais uma vez, fiquei de fora. Dessa vez, por falta de ingresso. Parecia uma daquelas coisas de destino, não era para ser.

Mas eu estava enganada e sábado lá estava eu, longe de casa, no Recife, concretizando mais um sonho, assistindo mais um show daqueles para entrar para a história da minha vida como um dos grandes momentos vividos. Quando, britanicamente pontual, às 21h30 Paul subiu ao palco, aos primeiros acordes de “Magical Mystery Tour”, diante dos gritos e aplausos de fãs de todas as idades eu tentei, de alguma maneira, me manter com um olhar apurado, prestando atenção aos detalhes para a resenha, mas música a música, mostrando-se extremamente carismático e arranhando um português, com palavras como “povo arretado”, “pernambucanos” e “recifianos?” (sic) Paul vai lhe conquistando, lhe enredando e quando você percebe já foi totalmente tomado pela atmosfera do show. E olhando para as pessoas ao redor era visível o quanto aquilo acontecia com todos. Paul parece trazer uma certa nostalgia, tanto para os que viveram os anos 60, quanto para aqueles que só foram conhecer sua história e suas músicas anos mais tarde.

É como se cada um ali tivesse assistido a um show particular, só seu, mas seja na bolha que for – de ter ouvido boa música, de ter visto um mito tocando ao vivo, de ter revivido uma parte da vida ou ouvido aquela canção especial – a sensação de plenitude ao final, era, com certeza, comum a todos. E os sorrisos, comentários e murmúrios na fila do ônibus para voltar para casa/hotel deixaram claro que, quem pudesse, independente da idade, estaria ali novamente no dia seguinte. Eu, infelizmente não podia, mas não tenho dúvidas de que, no próximo, seja onde for, farei tudo novamente. Afinal ouvir e ver Paul tocando/cantando “Something”, “Blackbird”, “Let it Be”, “Yesterday” e “Helter Skelter” em uma única noite, não tem preço.

Desde o início ficou claro que Paul cantaria muito, mesmo não deixando de conversar com a plateia, muito mais em português do que estamos acostumados a ver em um artista internacional. Esbanjando simpatia, ele dançou, gesticulou e acenou para fãs. Inclusive quatro sortudas tiveram a chance de subir ao palco e ganhar abraços e autógrafos do ex-beatle que, apesar do calor não pareceu desanimar em nenhum momento. Aos quase 70 anos, fazer um show de 3h, com direito a mais de 30 músicas é de fazer inveja a muito cantor novinho por aí.

Como era de se esperar, o show foi bem dividido entre canções de sua carreira solo, dos Wings e, principalmente, dos Beatles. Todas, de qualquer uma das fases, acompanhadas em coro pelo público que, se deixassem, ficaria ali até o dia seguinte.

E, como não poderia deixar de ser, não faltaram os momentos de homenagem. Primeiro “My Valentine”, dedicada à sua atual esposa Nancy. Em seguida, ainda no piano, veio a homenagem a Linda, com “Maybe I’m Amazed”. Mais tarde, a homenagem aos companheiros. Sozinho no palco, acompanhado do violão, Paul dedicou “Here Today” a John Lennon e na hora de “Something”, (um dos vários momentos em que as lágrimas ameaçaram escorrer), imagens de George tomaram o telão, deixando a homenagem ainda mais emocionante.

Extremamente bem cuidado, os telões nas laterais e no fundo do palco se tornaram personagens do show, mostrando não apenas a banda, mas também imagens que dialogavam com as canções tocadas, como em “Lady Madonna” onde era possível ver fotos de diversas mulheres marcantes, de Lady Di a Madre Teresa de Calcutá, passando por Audrey Hepburn e Maria Ester Bueno, entre outras.

Como de costume, Paul voltou para o primeiro bis ao coro do Na Na Na de “Hey Jude” entoado pelo público. No segundo, agradeceu a plateia e, quando tocava “Golden Slumbers” no piano, começou a se despedir, prometendo, em português, não dizer tchau, mas até a próxima. O público que lotava o estádio do Arruda, em Recife, vindo de todos os cantos do país só pode esperar que possa ser em breve, muito breve.

E para terminar, um vídeo de um dos momentos, para mim, mais emocionantes do show e que vai ficar guardado pra sempre na memória, a homenagem ao George, com “Something”.

Imagem de Amostra do You Tube

Setlist

Magical Mystery Tour, Junior’s Farm, All My Loving, Jet, Got To Get You Into My Life, Sing The Changes, The Night Before, Let Me Roll It, Paperback Writer, Long and Winding Road, 1985, My Valentine, Maybe I’m Amazed, Things We Said Today, And I Love Her, Blackbird, Here Today, Dance Tonight, Mrs. Vanderbilt, Eleanor Rigby, Something, Band On The Run, Ob-La-Di, Ob-La-Da, Back In The USSR, I Got A Felling, A Day In The Life, Let It Be, Live And Let Die e Hey Jude.

Primeiro bis: Lady Madonna, Day Tripper e Get Back;

Segundo bis: Yesterday, Helter Skelter e Golden Slumbers / Carry That Weight / The End (medley).

Michael Bublé @ Rio de Janeiro – 31/03/12

Michael Bublé @ Rio de Janeiro – 31/03/12

A expectativa era grande quando cheguei ao HSBC Arena, na noite do sábado, 31 de março, para o primeiro show que o cantor Michael Bublé faria no Brasil, pela Crazy Love Tour. Como fã, eu já vinha acompanhando os setlists das últimas apresentações e sabia que se ele seguisse, mais ou menos, a linha da apresentação que havia feito no Chile, eu sairia da casa de show completamente sem rumo. E claro, não me decepcionei.

Esbanjando simpatia e carisma, Bublé já começou a ganhar a plateia quando logo depois de cantar a primeira música, “Cry Me a River”, parou para conversar com o público e leu os cartazes que algumas fãs haviam levado. Um deles, onde se lia: “Michael, I Haven’t Met You Yet” em referência à música “Haven’t Met You Yet”, chamou a atenção do cantor que chamou as duas fãs que seguravam a cartolina com os dizeres ao palco e tirou uma foto com elas.

O público cantava junto, ria das piadas feitas pelo cantor, principalmente durante a apresentação da banda, onde Michael fez questão de falar/brincar com cada um dos músicos, mas foi quando o canadense começou os primeiros versos de “Twist and Shout”, dos Beatles, que a plateia se colocou toda de pé, dançando e, a partir daí, não se sentou mais.

E se ele começou a ganhar a plateia ao ler os cartazes e convidar as duas fãs ao palco, ele deixou toda a arena aos seus pés ao descer do palco e atravessar a arena, no meio do público, para cantar em um pequeno palco improvisado no meio do público, mais próximo das pessoas que assistiam a apresentação das arquibancadas. Cantando ali, inclusive, um dos seus maiores sucessos, “Home”, em uma versão ainda mais carregada de emoção, levando alguns às lágrimas, enquanto os casais aproveitavam o momento para dançar abraçadinhos. E, se ainda não bastasse, o cantor fez piada ao dizer, naquele momento, “sentir muita pena dos que estavam lá na frente”.

Depois do momento “Michael no meio do público”, os seguranças não conseguiram mais conter os fãs que deixaram seus lugares, se acomodando, em pé, o mais perto possível do palco, para a reta final do show. E que reta final: “Save The Last Dance For Me”, “Heartache Tonight”, “Haven’t Met you Yet” e, em seguida, o bis com “Feeling Good”, “Me and Mrs. Jones” e “A Song for You”. Destaque mais do que especial para esta música. Ao final a cortina se fechou, deixando os músicos para trás e apenas Michael ali, parado e, diante de um HSBC Arena em silêncio entoou, à capela, os versos finais “I love you in a place where there’s no space or time, i love you for my life ’cause you’re a friend of mine, and when my life is over remember when we were together we were alone and i was singing my song for you” (Eu amo você em um lugar onde não tem espaço ou tempo, eu amo você pela minha vida porque você é minha amiga, e quando minha vida acabar lembre-se de quando nós estivemos juntos nós estávamos sozinhos e eu estava cantando minha canção para você). Foi o modo perfeito de terminar uma noite especial.

Ao sair do HSBC os comentários ouvidos eram sobre o quanto havia sido um grande show. Com certeza Michael Bublé saiu do Rio deixando seus fãs ainda mais fãs, com lágrimas nos olhos e sorrisos bobos, daqueles que perduram e, com certeza, algumas pessoas (leia-se essa que vos escreve e tenho certeza que não fui a única) saíram dali completamente sem rumo, se perguntando se aquela noite mágica havia realmente existido. Ainda bem que o vídeo abaixo, gravado no meu iPod é prova mais do que real disso!

Imagem de Amostra do You Tube Michael Bublé @Rio de Janeiro – A Song for You

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Setlist:

Cry Me a River
Everything
I’ve Got the World on a String
Don’t stop believin
A Whole New World
Georgia on My Mind
Sway
Billie Jean
Twist and Shout
All I do is Dream of You
Home
Save The Last Dance For Me
Heartache Tonight
Haven’t Met you Yet
Feeling Good
Me and Mrs. Jones
A Song for You

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Fotos: Marcella Santana

O quê que a trilha tem?: My Blueberry Nights

O quê que a trilha tem?: My Blueberry Nights

Dia desses, após assistir mais uma vez o longa My Blueberry Nights (Um Beijo Roubado) do cineasta chinês Wong Kar Wai (Amor à Flor da Pele, 2046 e Felizes Juntos) me vi ansiosa para falar sobre sua trilha e aqui estou.

Pra quem não sabe, My Blueberry Nights é o primeiro filme do cineasta em língua inglesa e conta a história de Elizabeth (Norah Jones), uma jovem que descobre que seu namorado a vinha traindo ao procurá-lo no café de Jeremy (Jude Law), um charmoso jovem inglês que também havia sido abandonado anos atrás pela namorada. Os dois passam então a dividir suas angústias todas as noites, enquanto ela saboreia uma fatia de torta de blueberry com sorvete. E vale aqui destacar a linda metáfora da torta, sempre descartada praticamente inteira, com a forma como Elizabeth se sente. O casal conversa, come, ri, compartilha histórias e chora junto, sob a luz azulada do café e os olhos atentos da câmera de vigilância. Não satisfeita, Elizabeth sai pelo país em busca de um sentido para sua vida, conhecendo pessoas diferentes e se auto-descobrindo. Entre essas pessoas estão um policial (David Strathairn) que é obcecado pela ex-mulher (Rachel Weisz), e uma jovem jogadora de pôquer (Natalie Portman).

Mas não irei me estender na história, uma vez que a intenção aqui é falar sobre a trilha sonora que, neste caso, para muitos, é ainda superior ao filme. Na minha opinião, não se trata de ser ou não superior, mas a música não é simplesmente uma trilha sonora pontuando emoções, ela é quase uma atriz coadjuvante. Aliás, Wong Kar Wai é um diretor que deixa claro em todos os seus filmes a importância que a trilha e a fotografia têm para a sua narrativa. Não é à toa que ele já deu declarações onde afirma que “nenhum idioma pode definir a música.”

Na trilha sonora de Ry Cooder (Paris, Texas e Buena Vista Social Club), recheada de blues, jazz e folks, além da própria Norah Jones temos Amos Lee, Gustavo Santaolalla e Cat Power em um forte clima de melancolia que casa perfeitamente com a leve granulação da imagem, com a câmera rodando em velocidade lenta, com as cores fortes e vibrantes, com os planos e contra planos profundamente marcados pelo foco que nem sempre está onde o espectador imaginaria.

Sempre que ouço a trilha desse filme, por mais que já a conheça, me surpreendo com o seu clima melancólico, intenso, mas ao mesmo tempo sereno. São 14 faixas que falam por si só e que acompanham ou, em alguns casos, dão toque à cena, como no início do filme, quando “The Story” começa a tocar, nos introduzindo aos personagens e tentando nos contar como aquilo começa. Aliás, essa música foi composta por Norah durante as filmagens.

Enquanto buscava inspiração, Wong Kar Wai viajou de Nova York a Santa Mônica três vezes, ouvindo The Greatest, de Cat Power e nada mais justo do que duas canções do disco estarem ali: “Living Proof” e “The Greatest” que, na minha opinião, dá ainda mais beleza para uma das cenas mais lindas do filme. Já para os temas instrumentais, o primeiro compositor em que ele pensou foi Gustavo Santaolalla (de Babel e O Segredo de Brokeback Mountain), mas como ele estava ocupado na época, Kar Wai acabou convidando o próprio Ry Cooder que assina três faixas – “Ely Nevada”, “Long Ride” e “Bus ride”. E Santaolalla ainda conseguiu um tempinho para contribuir com a bela e triste “Pajaros”.

Cassandra Wilson, interpretando “Harvest Moon”, do Neil Young merece um parágrafo a parte. Sua versão é tão bela e tocante que segundo o diretor arrancou lágrimas da protagonista sem que fosse preciso nada além disso, num dos momentos mais emocionantes do filme. Quem assistiu, vai saber do que estou falando.

É interessante ver ainda a reinvenção de “Yumeji’s Theme”, feita por Chikara Tsuzuki já utilizada em “Amor à Flor da Pele.” A reutilização de algumas músicas é característica já marcante nos filmes de Kar Wai, o que, de certa maneira, ele explica no encarte do disco da trilha de 2046: “Os trechos musicais obedecem a ciclos, ao sabor das lembranças e dos esquecimentos. Uma partitura pode ressurgir de um filme a outro, mas ela convida à mesma viagem, semelhante a um trem que refaz indefinidamente o mesmo trajeto. Os pedaços se misturam uns aos outros; uma impressão nova se acrescenta à precedente sem chegar a apagá-la inteiramente”.

Por fim, não dá pra deixar de destacar que justamente as cenas dos beijos não possuem nenhuma trilha ou efeito sonoro, apenas o silêncio. Algo que não deixa de ser totalmente poético, bem ao estilo Kar Wai.

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Um Beijo Roubado

Título original: My Blueberry Nights
Ano de Lançamento: 2008
Gravadora: EMI

Faixas:
1.The Story – Norah Jones
2. Living Proof – Cat Power
3. Ely Nevada – Ry Cooder
4. Try a Little Tenderness – Otis Redding
5. Looking Back – Ruth Brown
6. Long Ride – Ry Cooder, My Good Eye
7. Eyes on the Prize – Mavis Staples
8. Yumejis Theme (Harmonica Version) – Chikara Tsuzuki, Shigeru Umebayashi
9. Skipping Stone – Amos Lee
10. Bus Ride – Ry Cooder
11. Harvest Moon – Cassandra Wilson
12. Devils Highway – Hello Stranger
13. Pajaros – Gustavo Santaolalla
14. The Greatest – Cat Power

Shuffle: #002

Shuffle: #002

Eu sabia que não seria uma missão simples ouvir 10 músicas do meu acervo e escrever sobre elas, mas parafraseando o Chris Martin, “No one ever said it would be this hard”.

Eu acabei me dando conta de que muitas músicas simplesmente estão aqui e eu nunca tinha parado para pensar o porquê de estarem.

Também me vi torcendo horrores para que determinada música saísse para que eu pudesse contar a minha relação com ela, porque simplesmente a amo demais.

Mas, apesar dos pesares, gostei da relação final.

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Shuffle #002

01) Amy Winehouse – Will You Still Love Me Tomorrow

Falar sobre a voz da Amy é chover no molhado. Gostando dela ou não, é impossível negar que ela tinha uma potência vocal invejável. Essa versão dela nem é muito conhecida, mas eu me arrepio cada vez que ouço. Ela consegue colocar nos poucos minutos em que a música dura a carga emocional que a bela letra pede e eu sempre, mas sempre mesmo, termino com os olhos marejados.

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02) Michael Bublé – A Song For You

Descobri Bublé através de uma amiga e foi amor à primeira escuta. “A Song For You” nem é a música que eu mais gosto com ele, mas ainda assim, com ela acontece exatamente o que acontece com qualquer outra cantada por ele, eu fecho os olhos e simplesmente sou transportada para longe, esteja no aconchego do meu quarto ou no busão lotado. É como se ouvir Bublé cantar me acalmasse.

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03) Travis – Closer

Eu tenho alguma relação bizarra com músicas com esse título (amo as canções com o mesmo nome do Kings of Leon e do Nine Inch Nails). Essa está sendo uma daquelas canções que me pergunto por que está aqui e não encontro uma resposta. Gosto de Travis então é isso, o player escolheu essa como poderia ter escolhido qualquer outra da discografia deles.

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04) Glee – Total Eclipse of the Heart

Claro que teria que ter alguma música daquelas bem bregas e que geralmente você não conta pra ninguém que faz parte do seu iPod. Atire a primeira pedra quem não tem uma música desse tipo no seu acervo… Mas poxa, “Total Eclipse of the Heart” é um clássico e me lembra minha época de escola e aquelas paixonites bobas que, quando crianças, achamos que durarão para sempre. Perdi a conta de quantas vezes assisti na MTV aquele clipe estranho que até hoje tento entender que relação tem com a música e, coincidentemente, acabou sendo a trilha de um dos meus episódios preferidos de Glee.

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05) Van Morrison – Once in a Blue Moon

Fui cair de amores por Van Morrison lá pelos idos de 2008 e logo ele se tornou mais um irlandês a habitar meu coração (junto com o U2 que ainda não acredito que não apareceu por aqui). Ok, muito brega isso, mas vamos voltar à música. Não é exatamente a que eu mais gosto dele, mas assim como o Travis, poderia ser qualquer outra que eu estaria feliz.

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06) Bobby Long – Who Have You Been Love

Guardem esse nome porque ele ainda será muito conhecido. Esse estilo folk e a voz inconfundível, carregada de emoção, me cativou logo de cara e Bobby passou a fazer parte da minha trilha sonora diária. É raro o dia que passo sem ouvir alguma coisa dele.

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07) Coldplay – Lost

Simplesmente amo! Me faz lembrar um dos melhores shows da minha vida, me
remete a uma prima querida e que está longe e ainda é do Coldplay… ou seja, é uma daquelas músicas cheias de significados e que me fazem sorrir e chorar ao mesmo tempo. E pra mim música é isso, é sentimento e quanto mais sensações ela desperta melhor ela será, pelo menos para você, independente dos outros falarem o que quer que seja.

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08) Eddie Vedder – Society

Outra música repleta de sentimentos. O vocalista de uma das minhas bandas preferidas, trilha sonora de um dos filmes mais marcantes que já assisti, uma letra que fala alto, uma melodia linda, o que mais posso ou preciso falar? Eddie Vedder é mestre e falar das suas músicas é chover no molhado, o cara sempre manda bem demais. E é mais uma daquelas músicas que sempre me deixam com um bolo na garganta, com os olhos cheios d’água, mas que apesar disso, sou capaz de deixar no repeat o dia inteiro.

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09) Adele – Take it All

O que falar da Adele? Apesar do shuffle ter me dado uma música do 21, eu sou fã da inglesa de voz inconfundível desde o seu primeiro álbum, 19. Tenho uma relação de amor e ódio com essa coisa dela ter virado febre agora e das pessoas que, por apenas ouvirem “Rolling In The Deep” e “Someone Like You” se acham as maiores fãs dela. Sim, sou ciumenta com os cantores/bandas que amo. Engraçado que “Take it All” foi meio que trilha do meu último final de semana, ela parece descrever com exatidão o que vem se passando na minha mente e no meu coração e, apesar de não ser a minha música preferida, passou a ter um destaque emocional importante.

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10) U2 – Where The Streets Have No Name

Juro que não foi marmelada e que não adulterei nada, mas U2 é simplesmente a
banda com mais músicas no meu player, não tinha como ficar de fora e até agora não sei como não apareceu outras vezes por aqui. Não preciso dizer que é a minha banda preferida de todos os tempos né? Where the streets sempre foi uma música especial, daquelas que me fazia parar qualquer coisa que estivesse fazendo apenas para acompanhá-la, mas ela ganhou um significado ainda maior depois de assisti-la ao vivo. Sempre um dos momentos mais marcantes do show do U2, com a galera toda cantando junto e que arrepio só de lembrar.

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Playlist: Bobby Long – A Winter Tale

Playlist: Bobby Long – A Winter Tale

A Winter Tale é o primeiro disco do cantor e compositor britânico, Bobby Long, lançado por uma gravadora. Antes disso ele havia gravado Dirty Pond Songs em seu quarto e vendido o álbum nos locais por onde se apresentava. Lançado em 2011, AWinter Tale figurou na lista dos 100 melhores do ano da Amazon e vem chamando a atenção dos críticos especializados.

Quem já conhece o artista de 26 anos não irá se surpreender com o tom rouco que já captura a atenção do ouvinte logo na primeira faixa, que dá nome ao álbum. A mistura de folk e blues, o som marcante da guitarra e a emoção transpassada na voz também estão presentes, como já se via e se sentia em Dirty Pond. A maior diferença aqui está na banda que acompanha Bobby pelas 11 faixas de A Winter Tale. Eu, particularmente, prefiro Bobby Long na forma acústica, mas isso é uma questão de gosto pessoal e a banda em nada atrapalha o desempenho do artista ou do álbum.

A Winter Tale nos apresenta um Bobby Long mais burilado, mas ainda assim despojado e único, com letras sombrias que falam da guerra, de amores sofridos, de perdas, tudo carregado com uma emoção na voz que não é vista em qualquer cantor, principalmente tão jovem. Destaque neste caso para “Dead and Done e The Bounty of Mary Jane“.

“In The Frost” nos remete à sua terra natal enquanto “Sick Man Blues” ao folk dos anos 60 e “A Stranger Song” é uma clara homenagem a uma de suas principais influências, Leonard Cohen.

 

Resumindo, A Winter Tale é um belíssimo trabalho para quem curte o gênero e vale a pena colocar o disco para tocar, fechar os olhos e deixar que a voz e a melodia de Bobby Long te carreguem por aí. Fica a expectativa para o que ele nos apresentará em seu segundo álbum, que já está em processo de gravação.

Snow Patrol @ Rock in Rio – 24/09/2011

Snow Patrol @ Rock in Rio – 24/09/2011

Eram 23h35 da noite quando diversas imagens de um olho de abrindo, iluminando o telão deram o sinal de que o Snow Patrol estava finalmente no palco do Rock in Rio e um misto de coração acelerado pela emoção de estar vendo uma de minhas bandas preferidas de perto e de medo pela reação do público diante do grupo tomava conta de mim. Afinal, apesar dos 15 anos de carreira e dos seis álbuns de estúdio já lançados, a banda ainda é pouco conhecida por aqui.

Optando por um show com bastantes efeitos visuais, o Snow Patrol abriu sua apresentação com “You’re All That I Have”, seguida por “Take By The City”, mas tirando os fãs da banda, o público que estava ali, sedento à espera de Red Hot Chilli Peppers pouco se empolgou.

Nem a bela participação da brasileira Mariana Aydar na belíssima “Set To The Fire Third Bar” – para mim o ponto alto do show – pareceu animar a plateia. À minha volta, muitos passaram o show inteiro sentados, aproveitando para descansar, enquanto outros assumiam que conheciam apenas o grande hit da banda, “Open Your Eyes”.

Parecendo não se abalar, a banda continuou fazendo o que sabe fazer de melhor, tocando uma música atrás da outra, com Gary Lightbody aproveitando os intervalos para conversar com o público, falando sobre a alegria de estar ali e claro, sobre futebol.

“Run” e “Chasing Cars” também sempre merecerão destaque em um show do Snow Patrol e claro que não poderiam ficar de fora do festival. Tentando fazer o público participar mais, o vocalista pediu ajuda dos presentes no refrão de “Shut Your Eyes”, mas foi em “Open Your Eyes” que as 100 mil pessoas presentes à cidade do rock naquela noite mostraram do que eram capazes. Mesmo com o pequeno problema técnico no início da música, o que fez com que Gary pedisse desculpas e a recomeçasse, a plateia se colocou toda de pé e cantou a música junto com a banda, do início ao fim.

Pena que não foi assim o tempo inteiro.

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Set list

01. You’re All I Have
02. Take Back The City
03. Called Out In The Dark
04. Hands Open
05. This Isn’t Everything You Are
06. Run
07. Shut Your Eyes
08. Make This Go On Forever
09. Set To The Fire Third Bar
10. Chocolate
11. Just Say Yes
12. Chasing Cars
13. Fallen Empires
14. Open Your Eyes

Especial Rock In Rio: Up to Now – Snow Patrol

21 de setembro de 2011 Playlist 1 comentário
Especial Rock In Rio: Up to Now – Snow Patrol

Comemorando 15 anos de carreira o Snow Patrol resolveu lançar, em novembro de 2009 um CD compilando seus grandes sucessos, B-sides e algumas inéditas. É isso, a banda faz aniversário e os fãs é quem ganham os presentes. São 30 faixas, entre grandes sucessos, covers, raridades e três canções inéditas.

O vocalista do grupo britânico, Gary Lightbody disse, na época do lançamento do disco que Up to Now era um retrato fiel da banda, com erros e acertos. Uma forma de mostrar que a banda, ainda desconhecida por muitos no Brasil, já percorreu um longo caminho.

O que mais chama atenção no disco é a forma como foi feita a seleção das canções. Cada componente do grupo fez a sua compilação e ao revelarem suas escolhas, perceberam que a maioria delas havia sido a mesma.

Com músicas como Chocolate, Run, Just Say Yes, Idlewild, Teenage Fanclub e Chasing Cars o grupo alcança uma gama extensa de fãs, dos que acompanham a banda desde o início de sua carreira até os que vieram as conhecê-los através das trilhas de séries como One Tree Hill, The E.R e filmes como Homem-Aranha 3.

Up to Now teve bom desempenho comercial, alcançando o top 5 em alguns  países. Ele também vendeu bem na iTunes Store, alcançando o top 10 listas de álbuns mais vendidos em vários países.

CD1

“Chocolate”
“Chasing Cars”
“Crack the Shutters”
“Set the Fire to the Third Bar”
“Crazy in Love”
“Just Say Yes”
“Batten Down the Hatch”
“You?re All I Have”
“Hands Open”
“Cartwheels”
“The Planets Bend Between Us” (Versão 2009)
“Ask Me How I Am”
“On-Off”
“Making Enemies”
“Run” (Ao vivo na Union Chapel)

CD2

“Take Back the City”
“Shut Your Eyes”
“An Olive Grove Facing the Sea” (Versão 2009)
“Run”
“Give Me Strength”
“Signal Fire”
“Spitting Games”
“Open Your Eyes”
“Dark Roman Wine”
“Fifteen Minutes Old”
“You Are My Joy”
“Golden Floor”
“Starfighter Pilot”
“PPP”
“Chasing Cars” (Ao vivo na Union Chapel)

Depois de 31 anos de carreira REM anuncia o fim

21 de setembro de 2011 News 1 comentário
Depois de 31 anos de carreira REM anuncia o fim

Não leitor, você não leu errado e isso não é uma pegadinha de 1º de abril atrasada. A banda norte-americana anunciou nesta quarta-feira sua separação, depois de 31 anos de estrada.

Em uma nota eles anunciaram: “Aos nossos fãs e amigos: Como R.E.M., e amigos e conspiradores há tanto tempo, nós decidimos acabar como banda. Caminhamos cada um para seu lado com um grande senso de gratidão, encerramento e realização por tudo o que conquistamos. Para qualquer um que se sentiu tocado por nossa música, nosso mais profundo agradecimento.”

O fim se dá alguns meses após o lançamento do Collapse Into Now, o 15º álbum da carreira.  E, Mike Mills chegou a dizer que para a banda pareceu natural aquele ser o último disco.

Encerrando a nota, o R.E.M explicou que não foi uma decisão fácil, mas que é preciso saber a hora de ir embora. “Construímos algo extraordinário juntos. Fizemos isso tudo. E agora vamos caminhar para longe disso tudo. Espero que nossos fãs entendam que não foi uma decisão fácil, mas tudo tem que acabar e quisemos fazer da maneira certa, da nossa maneira. Temos que agradecer a todas as pessoas que nos ajudaram a ser R.E.M. nos últimos 31 anos; nossa gratidão mais profunda a todos que nos permitiram fazer isso tudo. Foi maravilhoso.”