Além do Som: Até que ponto vai a criatividade?
Para uma estudante de publicidade, às vezes me sinto muito cética em relação ao novo. Novas campanhas, novas músicas, novos filmes… enfim. Às vezes penso que nada mais pode ser inventado, apenas reproduzido em formatos diferentes.
E é justamente nesses momentos que precisamos de algo pra nos tirar deste ceticismo. Eis que surge uma banda incrivelmente criativa, que pode até não ser tão conhecida pela sua música, mas que todo mundo já ouviu falar pelo menos uma vez sobre aquele clipe de quatro malucos dançando em esteiras.
Estou falando do Ok Go, uma banda que além de ser musicalmente boa, e acho que pouco divulgada, possui um talento e criatividade invejáveis.
Com os avanços da tecnologia e facilidades para criar efeitos sonoros, em 3D, animações, entre outros, eles abordam um outro tipo de conceito, baseado majoritariamente na produção.
Com cenários mega elaborados e outros simplórios, a banda consegue criar os mais diferenciados clipes que me fazem assistir incansáveis vezes e divulgar em todas as redes sociais que participo. Uma divulgação mais que merecida.
Gostaria de deixar registrado aqui alguns dos vários clipes que eles fizeram, com destaque para o seu mais novo lançamento. Após quatro meses de trabalho, o vídeo de “Needing/Getting” foi lançado no dia 5 de Fevereiro em parceria com a Chevrolet para promover seu novo carro, o Sonic. À bordo deste carro, totalmente customizado, o grupo percorre um longo trajeto tocando em diversos instrumentos que compõem a melodia da música, do lado de dentro, apenas as vozes, um violão, batidas na porta e teto do carro.
Vale a pena conferir.
Pintando os 7: Metal Love Songs (parte 2)
Recentemente o John Pereira publicou uma lista com as 7 melhores músicas sobre o (ah!) amor. Não adianta negar, dizer que é brega ou que não escuta, todo mundo tem a sua “metal love song” preferida!
Decidi contestar a lista dele porque lembrei de várias outras músicas. Pra dizer a verdade, foram mais que 7. Apesar da vontade de postar “Carrie” do Europe e “Still Loving You” do Scorpions, vou escolher músicas ainda não citadas.
Já adianto que não posicionei por ordem de preferência, porque é muito difícil dizer qual é a melhor. Sendo assim, optei pela ordem alfabética mesmo.
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“All Of My Love”, do Led Zeppelin
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“Can’t Stop Lovin You”, do Van Halen
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“Cryin”, do Aerosmith
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“Forever”, do Kiss
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“Love Hurts”, do Nazareth
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“Love Song”, do The Cure
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“November Rain”, do Guns N’ Roses
Além do Som: Vem aí o Planeta Brasil
Para quem não conhece, o Planeta Brasil é um evento cultural que teve sua primeira edição em 2009. O considero cultural porque possui um caráter de responsabilidade socioambiental, incentivo à cultura, educação e é ainda um grande festival de música.
Nesses três anos de história, o festival trouxe para a capital mineira grandes nomes como Pato Fu, Skank, O Rappa e Jorge Ben Jor, entre outros. Esse ano não poderia ser diferente, aliás, promete ser ainda melhor com a participação de artistas internacionais compondo o line up.
Na última terça-feira, 26 de Outubro, a equipe do Audiograma junto com outros sites e blogs de diversos segmentos, foram convidados para uma reunião com os organizadores do Planeta Brasil no Celtic Pub, em Belo Horizonte.
Ficamos muito felizes com o convite enviado pela Rede Comunicação de Resultado e fomos lá (eu e o John Pereira) conferir. Com uma reunião bem descontraída, conversamos sobre as bandas que vão se apresentar, expectativas, público e vários tópicos referentes ao tema. Para completar, recebemos um press kit super criativo com direito a uma caixinha de som portátil em paper craft.
O Planeta Brasil 2011 já divulgou suas atrações deste ano e o Slightly Stoopid é uma delas. Os californianos têm influências musicais bem variadas resultando numa mistura de rock, blues, reggae, hip hop e punk. Será a primeira apresentação deles aqui no Brasil. Ainda nas atrações internacionais, o Planeta Brasil contará com a presença de Donavon Frankenreiter – amigo e parceiro de Jack Johnson, que volta à cidade após o sucesso de seu ultimo show – e ainda o Playing for The Change, famosos pelo hit “Stand by Me”.
Além deles, grandes cantores nacionais também farão parte do evento. A começar por Seu Jorge, que promete um show bem diferente com seus maiores sucessos, os hits do novo álbum Músicas para churrasco – Volume 1 e a participação especial de Gabriel, o Pensador. Também apresentando seu último trabalho, Nando Reis – que segundo enquete no site do festival é a segunda atração mais esperada pelo público – volta a Belo Horizonte após se apresentar por aqui em março.
Por fim, O Teatro Mágico. A trupe que, sempre que vem à Belo Horizonte, conquista cada vez mais fãs, tem nova passagem marcada por aqui. E o retorno tão rápido não é por acaso, já que das atrações do festival ela parece ser a mais aguardada, de acordo com votação no site oficial do evento.
Em nome da equipe do Audiograma, gostaria de agradecer o convite e dizer que estamos torcendo pelo sucesso do festival. Para mais informações sobre tudo o que envolve o Planeta Brasil e saber como garantir o seu ingresso, acesse o site oficial do evento.
Backstreet Boys @ Belo Horizonte – 23/02/11
Ir a um show dos Backstreet Boys é ou pelo menos já foi o sonho de muitas garotas que agora tem a minha idade ou um pouco mais. E creio que este tenha sido o principal motivo para tantas meninas que estarem no Chevrolet Hall na última quarta feira (dia 23). Uma chance para recordar aqueles suspiros pelos 5 garotos que conquistaram o mundo há mais ou menos 10 anos atrás. Confesso que decidi ir ao show apenas por esta nostalgia, não imaginei que ia me sentir como se eles ainda fizessem parte do meu repertório musical.
Não sei se sou a pessoa apropriada para falar de uma banda que foi tão presente na minha adolescência, com certeza esta resenha será tendenciosa, mas espero conseguir passar o que aconteceu naquela noite.
O Chevrolet Hall não estava lotado, mas o que se via eram milhares de garotas com idade entre vinte e trinta anos, e estilos variados, ansiosas pelo show. Quando as luzes se apagaram, gritos ensurdecedores ecoavam pelo lugar. A apresentação começa com um vídeo mostrando cada integrante que começam a ser filmados em um plano aberto e caminham em direção à câmera. Ao se aproximarem mais, saem do telão cantando “Everybody”. Neste momento que lembrei o quanto eu quis ter ido a um show deles quando era mais nova. O decorrer do show foi um misto das músicas antigas, cantadas em coro pelo público, com as novas em uma boa proporção. As letras das músicas foram lembradas facilmente, como se ainda escutasse todos os CDs.
A estrutura do palco era bem minimalista, o grande reforço foi o telão com vídeos antigos e os passos totalmente coreografados. Além dos clipes e entrevistas, a cada troca de roupa, o telão exibia uma paródia de um filme gravada com a banda, com todos os diálogos substituídos por um que fizesse relação direta entre eles e o show, sem sair da temática de cada filme. No primeiro, Howie D interpreta Brian de “Velozes e Furiosos”, no segundo, AJ é Tyler de “Clube da Luta”, Brian é o príncipe Edward do filme “Encantada” e Nick é Neo de “Matrix”. [Procurei os vídeos na internet, mas não achei.]
Posso dizer que foi um show extremamente planejado e bem técnico, todos em seus lugares marcados, com coreografias bem ensaiadas, mas se mostraram muito carismáticos, e como é de praste, também arriscaram algumas palavras em português e jogaram diversos objetos para o público que ficava cada vez mais exaltado.
Nem o calor e a acústica não muito boa do Chevrolet Hall abalaram a apresentação, que terminou com “I Want It That Way”, certamente uma das músicas mais esperadas por lá. Posso dizer que valeu muito a pena e que este show tem um significado diferente pra mim, porque sempre vou pensar nele, junto das minhas lembranças de adolescência, da qual eles fizeram parte.
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Veja mais fotos do show tiradas pela Polly Rodrigues:
Placebo @ Belo Horizonte – 16/04/10
De volta ao Brasil, a banda Placebo formada por Brian Molko, Stefan Olsdal e Steve Forrest decidiu que era hora de passar pela capital mineira pela primeira vez.
Estava cheia de expectativas, já que é uma banda que há um tempo faz parte do meu repertório. Enfim, separei alguns pontos relevantes para comentar aqui.
O primeiro e mais surpreendente foi a questão da pontualidade. De todos os shows que fui, foi o primeiro a começar exatamente no horário, o que acabou por me fazer perder as primeiras músicas, estava na fila cantarolando “Follow the cops back home” e morrendo de raiva por ter me atrasado! Ao entrar no Chevrolet Hall, me surpreendi com a quantidade de pessoas, é triste saber que nas poucas oportunidades de shows internacionais em BH, as pessoas não se ineteressem em ir, vantagem pra quem está lá que não precisa enfrentar aquela multidão para garantir um bom lugar, a propósito, achei todo mundo bem educado e não foi dificil ficar bem perto da banda.
Vou direto à apresentação. Mais uma vez, de todos os shows que fui no Chevrolet Hall, foi o que teve a melhor acústica. Muito bom poder escutar cada instrumento de forma nítida. Quase como no cd! Aliás, Brian Molko é bem fiel às suas gravações, com algumas exceções, como foi o caso de “Meds”. Mas se for analisar, nunca na vida vi uma apresentação ao vivo na qual Molko cantou “Meds” como no cd. Em relação ao set list, acho que ficou bem a desejar. Tá certo que o objetivo era a divulgação do “Battle for the sun”, mas era claro que o público vibrava muito mais com as composições antigas. Como em “Special K” quem sem dúvidas foi uma das mais aguardadas. Vale destacar outras como “Infra-red” e “Every you every me”.
Achei o Brian muito frio, não houve interação alguma com o público, apenas um breve diálogo antes de começar “Speak in Tongues” e um “obrigado” quase no fim do show.
Mas o resultado final foi positivo, um show de qualidade, bastante competente, apesar de ter durado apenas cerca de uma hora e meia. Aproveitei cada música e me surpreendi com a animação de Steve Forrest e o talento de Stefan Olsdal. Além de agora ter uma banda a menos na minha lista de shows dos sonhos!
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Fotos: Adriana Pires
Pelo Mundo: Porcupine Tree
Depois de um dia na academia, senti que precisava de uma coluna dedicada às bandas internacionais.
Estava lá sofrendo na aula de abdominal, mas não pude deixar de prestar atenção na música que tava tocando. Bem diferente do que se costuma ouvir em uma academia, talvez seja por isso que tenha chamado tanta atenção. Acabou a aula e eu corri pra saber de quem era… Uma banda que nunca ouvi falar, Porcupine Tree.
Roubei o mp3 do meu professor e passei todas as músicas pro pc. Resolvi escrever enquanto ouço tudo. A propósito, já vou começar indicando uma música, que foi a primeira que ouvi “Drown With Me” é realmente muito boa!
Bom, vou falar um pouco sobre eles e depois indicar algumas das músicas que mais gostei.
A banda surgiu em 1987, em uma cidade na Inglaterra, de uma forma bem… improvável. Steven Wilson inventou uma história sobre uma banda que foi muito famosa nos anos 70. A história era tão convincente, que ele até gravou algumas músicas fingindo ser desta tal banda. Em 1989, ele decidiu compilar uma fita, intitulada “Tarquin’s Seaweed Farm” e enviar à algumas pessoas influentes no meio musical.
Essa história acabou dando certo e Steven foi um dos primeiros a assinar um contrato com a gravadora Delerium Records onde lançaria suas fitas em formato de disco duplo. Após este lançamento, a banda esteve entre as 20 melhores bandas independentes do Reino Unido.
Assim, em 93, fizeram seu primeiro show. A banda era formada por Steven Wilson (guitarra, vocal), Colin Edwin (baixo), Richard Barbieri (teclado) e Chris Maitland (bateria), que em 2002 foi substituído por Gavin Harrison.
Bom é basicamente isso. O Porcupine Tree está na estrada até hoje, com uma discografia extensa e continua compondo músicas de boa qualidade. Pra conhecer, além de “Drown With Me”, indico: “Even Less”, “Lightbulb Sun”, “Mellotron Scratch” e “Don’t Hate Me”.
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Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porcupine_Tree
http://porcupinetree.com.br











