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(Re)Descobrindo Sons: O disruptivo Donkey, do Cansei de Ser Sexy!

Na sua época de ouro, a MTV versão tupiniquim sempre era capaz de trazer surpresas aos seus espectadores, tanto surpresas boas, quanto aquelas péssimas. Felizmente hoje, estamos falando de uma das boas!

Numa dessas tardes de MTV, assisti a um clipe de uma banda interessante, várias garotas divertidas e um rapaz bigodudo. E a música também era boa, um rock alternativo agitado e dançante! E minha maior surpresa foi que ao fim do vídeo, um daqueles VJ’s genéricos (sim, aqueles que ficavam com o pé no banquinho e fundo verde! Hahaha) disse:

– Você ouviu aí nossos amigos brasileiros do Cansei de Ser Sexy!

Eis que aqui, no início de 2018 – quando ainda está caindo à ficha de mais um ano que se passou e tudo que aconteceu em 2017 (e o que deixou de acontecer!) – estava eu zapeando o Spotify e ele falou: “Veja aqui umas recomendações” (tá bom não falou né, pois o Spotify não fala ainda!)

E lá estava o Donkey do Cansei de Ser Sexy. Uma das minhas surpresas na época foi pelo fato da banda ser brasileira, pois nem tinha passado por minha cabeça de xovem que aquilo fosse possível! Mas também, uma banda de pop/rock/eletrônico/alternativo no início do chamado movimento indie, em meados de 2005, cantando em inglês com o nome de Cansei de Ser Sexy era algo bem disruptivo para a época (nem existia essa palavra kkkkkkk), né meu! Depois a banda ficou conhecida somente como CSS, por motivos de globalização!

Tinha tempo que não escutava músicas da banda e confesso que havia até esquecido deles e quando vi o álbum, e depois quando vi o ano… Apertei play na hora!

10 anos atrás, era lançado o aguardado segundo álbum do CSS. Aguardado, porque a banda havia chamado bastante atenção com o primeiro disco, do público, da crítica e até dos estrangeiros!

Mas voltando ao álbum: Reescutar o disco foi muito bom! As músicas ainda continuam modernas e refrescantes, mas claro que a nostalgia apareceu ali para deixar a audição ainda melhor! Todas as faixas carregam uma energia bem singular, um misto de pop/rock/alternativo com riffs distorcidos e uma voz que pode ser classificada até como “fofa” em vários momentos. Isso tudo resulta em músicas aparentemente “desleixadas”, entretanto esse é o efeito que imprime bastante personalidade ao trabalho no fim!

Todo o álbum é um destaque para mim, mas claro que temos as favoritas: a faixa de abertura “Jager Yoga”, que mostra bem o que esperar do que está por vir. No entanto, não deixe de conferir as excelentes “Rage (Rat Is Dead)”, “Give Up”, “Left Behind” e “Move”.