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Essa Me Lembra Você: Fall Out Boy – The Phoenix

Tem momentos na vida em que a gente acaba se encontrando com pessoas que são tão iguais em gostos e pensamentos que tudo aquilo parece mentira. Independente do nível de envolvimento, é sempre engraçado ver como algumas coisas são tão iguais a ponto de você não acreditar que aquilo pode ser real. Foi nessas circunstâncias que a minha vida e a dessa menina se cruzaram.

Nós tínhamos alguns anos de diferença, mas com gostos, sonhos e desejos profissionais tão parecidos que nem se eu tivesse pago uma assinatura do Tinder Plus, conseguiria um match tão igual assim. E o melhor é saber que eu não encontrei essa pessoa por algum aplicativo de relacionamento, mas foi a vida que fez a gente se cruzar.

Mas vamos do começo: nos conhecemos por uma amiga em comum e, após algumas conversas – quase todas em grupo, acabamos engatando alguns papos à dois. Era tão legal ver alguém que pensa da mesma forma, ainda mais sobre música, que você já fica com o pé atrás esperando a decepção acontecer. Era uma sintonia diferente e, pouco tempo depois, acabou rolando um encontro. Nele, algumas cervejas e muitas histórias. Ela é uma pessoa que gosta de falar e, como eu não sou desses, foi bem divertido ver ela se soltar durante a noite e contar sobre a sua saga num Lollapalooza em que estava incrivelmente doente, saber o significado de todas as suas tatuagens ou ouvir uma análise completa sobre o Save Rock N Roll, um dos discos do Fall Out Boy.

Foi num desses momentos de conversa, após fechar a conta do bar e sair andando por Belo Horizonte, que a gente se beijou. Apesar de ter acontecido, não era algo que eu esperava ou tivesse planejado e, talvez por isso, tenha marcado. Nunca disse isso a ela, mas aquele foi um dos melhores “primeiros beijos” que eu tive até hoje. Sabe aquela vontade de fazer o tempo parar e, com isso, viver aquele momento o máximo possível? Você já deve ter sentido isso alguma vez na vida e isso aconteceu poucas vezes comigo. Uma delas, foi naquela noite.

A gente nunca engatou algo sério ou exclusivo, apesar dela ter sido a única pessoa com quem eu ficava naquele tempo – mesmo que eu tenha dito que tinha ficado com outras pessoas após ela me falar sobre o assunto. Como ela mesmo falava, “não era algo constante, mas esporádico” e, dessa forma, não me restava muito a não ser deixar o tempo passar e ver o que acontecia. Dividimos algumas experiências bem legais, principalmente em shows – já que ela tem essa mesma paixão que eu. No entanto, com o passar dos dias, a situação foi criando uma distância até chegar em um ponto em que parecia que só uma pessoa queria levar aquilo adiante.

Apesar disso, toda vez que escuto “The Phoenix”, a faixa que abre o tal disco do Fall Out Boy, me lembro dessa menina sonhadora e da sua vontade de abraçar o mundo, tomar ele de volta de seu ataque cardíaco e aproveitar cada momento para dançar sozinha com a batida de seu coração. E claro, me lembro daquele primeiro beijo.

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