Se você tem nas veias o costume de acompanhar seriados e prestar atenção em suas trilhas sonoras, certamente já deve ter achado algumas bandas interessantes – dentro do seu gosto musical – e que, muitas vezes, ainda são pouco conhecidas aqui em nosso país. Esse é o caso do Remy Zero, banda formada no Alabama em 1989 por Cinjun Tate (vocal e guitarra), Shelby Tate (guitarra, teclados, vocal), Gregory Slay (bateria e percussão), Cedric Lemoyne (baixo) e Jeffrey Cain (guitarra).
O número de pessoas que conhece uma música da banda eu acredito que seja grande, mas acredito que poucos foram os que pararam para ouvir o “resto” do trabalho do grupo, que começou a ser observado pelas gravadoras nos Estados Unidos quando foram convidados pelo Radiohead para abrir a turnê americana do The Bends. Na época, ainda moravam no Alabama e não tinham cd gravado. Tudo aconteceu por causa de uma fita K7 demo.
Em 1996 lançam o primeiro álbum pela Geffen, auto-intitulado, mas o trabalho não foi bem recebido pelo público em geral. Dois anos depois vinha Villa Elaine e foi com ele que as portas começaram a se abrir. Músicas como “Prophecy” ou “Problem” caíram rapidamente no gosto do público. O nome Villa Elaine vem do nome do prédio em que a banda morava em Hollywood na época da gravação do álbum. A capa do disco, a propósito, é a fachada do tal prédio. Algumas das músicas começaram a aparecer em filmes e campanhas publicitárias. “Gramarye” (clipe no último vídeo do post) foi usada na trilha de Stigmata e “Prophecy” na trilha de She’s All That (que no Brasil ganhou o nome de Ela é Demais), só para citar alguns exemplos.
Se as coisas já começavam a dar certo, The Golden Hum chegou em 2001 para consolidar a banda no cenário. Com o terceiro álbum, veio uma lista de boas músicas como “Glorious”, “Perfect Memory”, “Over the Rails & Hollywood High” e a música que carrega a banda até hoje, que está logo aqui abaixo.
Dois anos após o lançamento de The Golden Hum e já mais conhecidos fora dos EUA devido a música-tema de Smallville (vídeo acima), a banda resolveu se separar, com os seus integrantes se juntando a outros projetos. Cinjun e Shelby Tate criaram o duo Spartan Fidelity (que lançou dois EP’s até hoje, sendo o último deles em 2007), Jeffrey Cain fundou o Dead Snares, Cedric Lemoyne se tornou baixista de turnê de Alanis Morissette antes de se juntar a O+S e o baterista Gregory Slay fundou o Sleepwell.
Em 2006 a banda chegou a ensaiar um retorno das atividades da banda, mas nada saiu do papel. A banda chegou a informar os fãs através de seu MySpace que “teriam reencontrado o espírito para fazer músicas juntos” mas, em 2008, todas as informações sobre o possível retorno foram retiradas da página, voltando a figurar a velha informação de que a banda se separou em 2003. No dia 1º de janeiro deste ano, o baterista Gregory Slay morreu após complicações de uma fibrose cística, aos 40 anos. No site da banda tem uma homenagem ao baterista.
“Save Me” se tornou um clássico pra mim por inúmeros motivos, mas acabei levando muitos anos para parar e ouvir atentamente ao Remy Zero, só dando a devida atenção quando eles já tinham encerrado suas atividades.
Com seu som diferenciado e fácil de se ouvir, é uma banda que vale a pena perder um tempinho conhecendo.



















1 comentário to " Pelo Mundo: Muito mais que a música do seriado… "