
Suceder o ótimo Blood Sugar Sex Magik já não seria uma tarefa fácil para o Red Hot Chili Peppers naquela altura do campeonato, principalmente por não contar com a formação que criou o álbum responsável por catapultar a banda rumo ao topo. Pouco mais de três anos depois da (primeira) saída de John Frusciante, chegava as lojas One Hot Minute, o sexto álbum de estúdio da banda que, naquele momento, contava com o excelente Dave Navarro na guitarra.
Mudança no som, uma pegada mais forte e mudança nas composições. Era o surgimento de um “novo” Red Hot, com um pouco menos daquele funk tradicional e com mais riffs pesados, com um pensamento menos sexual e mais sombrio, beirando até uma psicodelia que muitos acreditaram que a banda jamais faria. Se muitos não confiavam em Dave Navarro, ele vestiu a camisa, juntou ingredientes que ele já carregava consigo e, junto com o trio Kiedis, Flea e Smith, conseguiu dar liga em um álbum acima da média.
Enquanto “Warped”, “One Big Mob” e “One Hot Minute” mostram um pouco desse “novo” Peppers mais pesado e sombrio, “Falling Into Grace”, “Deep Kick” e “Walkabout” trazem muito daquela funkeira tradicional da banda. Músicas como “Tearjerker” e “My Friends” mostram que a banda já carregava alguns genes “baladeiros” nas suas composições e que continuariamos a ser agraciados com músicas belas e tocantes como “Under The Bridge”, vinda do BSSM. Aliás, “Tearjerker” e “My Friends” são duas das mais belas músicas da história dos Peppers, na humilde opinião deste que vos escreve.
E ainda tem “Coffee Shop” e “Aeroplane”, que é o carro-chefe do disco. Aquela música feita para as rádios e que se tornou um dos clássicos eternos da banda.
Aí é que fica a pergunta no ar: Se o álbum tem tantas boas credenciais, porque ele não foi muito bem recebido pela crítica e pelos fãs?
Essa é apenas uma das questões relacionadas à banda que eu não consigo responder. One Hot Minute é um álbum que fica deslocado quando comparado a extensa discografia da banda, mas está longe de ser um álbum ruim. Muito pelo contrário, aliás. Talvez tenha pesado (para o público) a importância que era suceder o grande Blood Sugar Sex Magik ou, quem sabe, a troca de guitarrista ou a inclusão de elementos em sua sonoridade.
Não conhecia a banda naquela época, então me falta uma maior propriedade para dar suporte no que vou dizer, mas, por tudo o que conheço da banda, o que os Peppers precisavam naquele momento era de uma “chacoalhada”, poder trabalhar e tentar algo diferente para explorar novos caminhos e fugir daquele senso comum que incomodou o Frusciante a ponto dele deixar a banda em 1992.
Eu faço parte do grupo de fãs que torceu o nariz na primeira vez que ouviu o One Hot Minute, mas que, com o tempo, passou a adorar o trabalho. São pouco mais de 61 minutos que apresentam uma faceta diferente, que certamente não aparecerá em nenhum outro futuro disco dos Peppers. Só por isso, já vale a audição.
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Red Hot Chili Peppers – One Hot Minute
Lançamento: 12 de setembro de 1995
Gravadora: Warner Bros.
Gênero: Alternative Rock
Produção: Rick Rubin
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Faixas:
01 – Warped
02 – Aeroplane
03 – Deep Kick
04 – My Friends
05 – Coffee Shop
06 – Pea
07 – One Big Mob
08 – Walkabout
09 – Tearjerker
10 – One Hot Minute
11 – Falling Into Grace
12 – Shallow Be Thy Game
13 – Transcending















Esse também é um dos meus favoritos, só perde para o Mother’s Milk… quew sim, acho melhor que o Blood Sugar